Portos

Porto de Itajaí fortalece parceria com Xangai após visita de comitiva chinesa

A Superintendência do Porto de Itajaí recebeu uma comitiva empresarial de Xangai, apresentada pela operadora global G2 Ocean, reconhecida internacionalmente por suas soluções de transporte marítimo e sua frota de embarcações multifuncionais. A reunião marcou mais um passo na ampliação da relação comercial entre Brasil e China, com foco direto no fortalecimento dos laços entre Itajaí e o principal centro econômico chinês.

China e Brasil buscam expandir operações pelo porto catarinense
O encontro teve como objetivo discutir a abertura de novas operações, a integração de logística internacional e a atração de investimentos estratégicos. A visita é resultado de uma agenda construída ao longo de novembro, iniciada em Xangai durante reunião conduzida por Marcelo Peres, assessor executivo do Porto de Itajaí. O diretor-administrativo, Celso Zuchi, reforçou o potencial da estrutura catarinense para receber cargas de alto valor agregado e avançar em novas parcerias comerciais.

Histórico de operações e novas oportunidades
Os representantes chineses já possuem experiência no Porto de Itajaí, especialmente em operações ligadas à BYD, além de movimentações de produtos siderúrgicos, contêineres e cargas de alto valor. A visita confirma o interesse em aumentar o fluxo bilateral e consolidar novas oportunidades na cadeia logística.

O encontro contou também com a participação de Antonio Carlos Guimarães, representante da SC Portos, fortalecendo a articulação estadual voltada à internacionalização da logística catarinense.

Porto vive fase de retomada e expansão
Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o momento marca um novo ciclo para o porto. Para ele, Itajaí vive uma fase de “confiança e crescimento”, com a retomada de operações, atração de cargas mais qualificadas e ampliação das conexões internacionais. O dirigente destacou que a aproximação com Xangai e outros parceiros chineses fortalece a capacidade do porto de gerar empregos, impulsionar a economia local e recolocar Itajaí na rota dos grandes investimentos globais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio Internacional

Feira Internacional de Importações da China bate recorde com US$ 83,49 bilhões em negócios

A Feira Internacional de Importações da China (CIIE) alcançou um novo marco histórico em sua oitava edição, ao registrar US$ 83,49 bilhões em acordos comerciais previstos, um crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior. O resultado confirma o evento como uma das maiores plataformas de promoção do comércio internacional no mundo.

CIIE reforça papel da China no comércio global

Realizada em Xangai, entre 5 e 10 de novembro de 2025, a CIIE reuniu milhares de empresas e visitantes de mais de 150 países e regiões, consolidando-se como um espaço estratégico para impulsionar o intercâmbio econômico e promover cooperação internacional. Segundo os organizadores, o aumento no volume de negócios reflete tanto a força da economia chinesa quanto o comprometimento do país com a abertura de mercado e a globalização econômica.

Inovação e tecnologia são destaques da feira

Os setores de alta tecnologia, inteligência artificial e equipamentos industriais de ponta atraíram grande atenção do público e dos investidores. A área dedicada à inovação tecnológica foi uma das mais movimentadas, reunindo empresas chinesas e estrangeiras interessadas em parcerias estratégicas e novas oportunidades de negócios.

Desde sua criação, em 2018, a CIIE é vista como uma das principais iniciativas do governo chinês para ampliar o acesso do mercado interno a produtos e serviços internacionais, funcionando como uma ponte entre economias e fortalecendo as cadeias globais de valor.

Comércio, sustentabilidade e integração global

Autoridades destacaram que a China continuará promovendo um ambiente de negócios aberto e previsível, estimulando parcerias sustentáveis e a integração econômica global. A feira também reforçou o papel do país como motor do crescimento mundial, especialmente em um momento de busca por equilíbrio nas cadeias produtivas internacionais.

A crescente presença de empresas estrangeiras na feira demonstra a confiança do setor privado na estabilidade da economia chinesa e nas perspectivas de expansão do consumo interno. Os acordos firmados durante a edição de 2025 devem impulsionar investimentos em tecnologia, saúde, alimentos e energia limpa, consolidando a CIIE como um dos principais motores do comércio internacional contemporâneo.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Global Times

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Tecnologia

China inaugura primeiro data center subaquático movido a energia eólica

Xangai deu um passo histórico na integração entre tecnologia da informação e energia renovável com a conclusão do primeiro data center subaquático do mundo alimentado por energia eólica. O projeto foi finalizado nesta terça-feira (21) na Área Especial de Lin-gang, na Zona Piloto de Livre Comércio de Xangai, e recebeu um investimento de 1,6 bilhão de yuans (aproximadamente US$ 226 milhões). Com capacidade de 24 megawatts, o centro promete maior eficiência energética e menor impacto ambiental.

Inovação em computação sustentável

Desenvolvido pela Shanghai Hicloud Technology e pelo Shenergy Group, em parceria com a China Telecom, a INESA e a Third Harbor Engineering da China Communications Construction Company, o projeto utiliza mais de 95% de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Segundo Su Yang, gerente-geral da Shanghai Hicloud Technology, o sistema subaquático consegue reduzir o consumo de energia em 22,8%. O comitê administrativo de Lin-gang ressalta que o centro funciona como modelo de desenvolvimento de baixo carbono para o setor de TI, integrando infraestrutura tecnológica com energia limpa offshore.

Conservação de água e uso eficiente do espaço

O novo data center elimina a necessidade de água doce e aproveita a água do mar como sistema natural de resfriamento. Essa estratégia reduz o consumo energético com refrigeração de até 50% em centros convencionais para menos de 10%. Além disso, diminui em mais de 90% a ocupação de espaço terrestre. A primeira fase do projeto já está concluída, atingindo um PUE (Power Usage Effectiveness) inferior a 1,15, índice considerado avançado na indústria. Para efeito de comparação, as metas do governo chinês exigem que todos os novos ou reformados data centers grandes e mega operem com PUE abaixo de 1,25 até o final de 2025.

Estratégia de Xangai para a indústria de computação

O projeto também fortalece a estratégia de Xangai de expandir a computação inteligente. Em março de 2025, o governo municipal anunciou investimento de mais de 200 bilhões de yuans até 2027, com capacidade estimada de 200 EFLOPS. A expansão inclui novos clusters de computação em Lin-gang, fortalecendo o setor de computação em nuvem. Wu Xiaohua, secretário adjunto do comitê do Partido da Área Especial de Lin-gang, afirma que a iniciativa integra economia digital, energia renovável e economia marítima, reforçando o objetivo de Xangai de se tornar um centro global de inovação tecnológica.

Potencial da energia eólica offshore

Huang Dinan, presidente do Shenergy Group, destacou que o Mar da China Oriental possui mais de 3.000 horas anuais de operação para geração de energia eólica, garantindo eletricidade limpa e estável para a cidade e seus setores produtivos. A integração entre energia eólica offshore e data centers submarinos permite uso coordenado de recursos de geração, rede e carga, atendendo à demanda crescente por energia renovável no setor de TI. Durante a cerimônia, as empresas firmaram acordo para desenvolver um novo data center offshore com capacidade de 500 megawatts. Wang Shifeng, presidente da Third Harbor Engineering, observou que a expansão de centros subaquáticos dependerá de avanços tecnológicos e redução de custos operacionais.

Avanço da rede nacional de computação sustentável

O projeto reforça a estratégia chinesa de criar uma rede de computação de baixo carbono. Desde 2022, a iniciativa “Dados do Leste, Computação do Oeste” visa distribuir o processamento de dados entre regiões mais desenvolvidas do leste e áreas do interior, aproveitando menores custos energéticos e maior disponibilidade de espaço.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Negócios

Índice de Xangai atinge nova máxima da década, puxado por terras raras

No fechamento, o índice de Xangai teve alta de 1,51%, chegando ao maior patamar desde agosto de 2015. Isso leva seus ganhos desde as mínimas de abril a mais de 25%

As ações da China e de Hong Kong subiram nesta segunda-feira, lideradas pelos setores de terras raras e imobiliário, ampliando os ganhos recentes uma vez que a liquidez abundante continuou a alimentar as altas.

No fechamento, o índice de Xangai teve alta de 1,51%, chegando ao maior patamar desde agosto de 2015. Isso leva seus ganhos desde as mínimas de abril a mais de 25%.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,08%, superando o pico intradiário anterior registrado em outubro e atingindo o nível mais alto desde julho de 2022.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,94%.

Em um sinal do crescente entusiasmo do mercado, o volume de negócios nas bolsas de Xangai e Shenzhen ultrapassou 3 trilhões de iuanes, marcando o segundo maior nível já registrado desde 8 de outubro, quando o pacote de estímulo de Pequim desencadeou um rali em todo o mercado.

Liderando os ganhos nesta segunda-feira, o setor imobiliário saltou 5%, já que Xangai se tornou a mais recente cidade chinesa a relaxar as restrições à compra de casas. A incorporadora China Vanke subiu até o limite diário de 10%.

O setor de terras raras avançou 6,5%, atingindo seu nível mais alto desde o final de 2021, após o anúncio feito por Pequim na sexta-feira de novas medidas para reforçar o controle sobre a oferta.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,41%, a 42.807 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 1,94%, a 25.829 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 1,51%, a 3.883 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 2,08%, a 4.469 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,30%, a 3.209 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 2,16%, a 24.277 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,08%, a 4.256 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,06%, a 8.972 pontos.

Fonte: InfoMoney

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Internacional, Mercado Internacional

Aurora inaugura representação em Xangai

Unidade aberta nesta segunda tem estrutura de escritório comercial; em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações nacionais de carne suína

A Aurora Coop, sediada em Chapecó, inaugura nesta segunda-feira (19/05) sua primeira unidade na China. Sediado em Xangai, o escritório comercial estará focado, inicialmente, nos negócios envolvendo carne de suínos e de aves com a China. Em segundo momento, ampliará o atendimento para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Segundo a empresa, o primeiro objetivo é qualificar as vendas, por estar mais próximo aos clientes, dando atendimento diferenciado para, com o passar do tempo, poder incrementar os volumes.

Mesmo respondendo por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das de carne de frango, a Aurora teve em 2024 apenas 36,4% de suas receitas vindas do mercado externo.

“Crescer no mercado mundial é prioridade de nossa planificação estratégica”, enfatiza o presidente da cooperativa, Neivor Canton. Um primeiro movimento nesta direção foi a inauguração da unidade corporativa comercial de exportação, na cidade portuária de Itajaí.

Tarifas

O mercado chinês é atendido por muitos exportadores, como Estados Unidos, Espanha, Alemanha e França. Os EUA são grandes exportadores e competidores no cenário das exportações de carnes de suínos e de aves para a China, mas a empresa ressalta que este protagonismo pode mudar em razão da nova política de tarifa imposta pelo presidente Donald Trump, gerando boas oportunidades para os exportadores brasileiros.

Fonte: FIESC

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Informação, Notícias, Pessoas, Turismo

China impõe restrições a fantasias de Halloween em vias públicas de Xangai; entenda

As autoridades de Xangai, na China, adotaram medidas rigorosas contra o uso de fantasias de Halloween neste ano, em resposta a preocupações com a possibilidade de novas aglomerações e manifestações como as ocorridas no ano passado.

Em 2022, milhares de pessoas se reuniram espontaneamente nas ruas da cidade para comemorar o Halloween, e algumas vestiam trajes com mensagens políticas, desafiando a rigidez do controle governamental sobre expressões públicas. A reportagem é do Financial Times.

No último sábado, 26, a polícia de Xangai intensificou a fiscalização, detendo pessoas fantasiadas na Julu Road, centro das celebrações do Halloween no ano passado, e as direcionou a uma unidade administrativa onde tiveram que remover suas maquiagens e diminuir o destaque de seus trajes. Na sexta-feira, 25, à noite, barreiras provisórias foram instaladas na via para prevenir a formação de multidões.

Entre os detidos, um estudante de 22 anos relatou que, mesmo com um adereço simples como chapéus e orelhas de gato, ele e outros foram abordados e obrigados a remover a maquiagem. Ele comentou que o processo demorou cerca de meia hora, devido à fila de pessoas conduzidas para o prédio pelas autoridades. Um segurança no local confirmou que o uso de fantasias estava proibido neste ano.

Essas restrições acontecem poucos dias antes da celebração de Halloween, relembrando a festa de 2022, quando a multidão de jovens fantasiados na Julu Road foi interpretada como uma forma de expressão após os longos períodos de lockdown impostos pela política “Covid Zero”. Na época, a presença de pessoas com trajes como macacões de proteção — uma sátira à política de contenção do vírus — e representações de figuras políticas da história da China viralizou nas redes sociais, gerando grande repercussão.

No sábado, apesar da garoa, ainda havia muitos jovens na Julu Road, mas o uso de fantasias estava reduzido, limitado a pequenos detalhes como gravatas. Rumores circularam na internet sobre a proibição de “cosplay” — prática de vestir-se como personagens de filmes e jogos — porém, nenhuma declaração oficial foi emitida. Uma jovem que havia comprado uma capa de bruxa afirmou não ter se sentido à vontade para usá-la devido ao receio das restrições. Outra dupla de jovens, trajando roupas chamativas, disse estar insegura sobre quais fantasias eram permitidas. Algumas pessoas vestidas com trajes históricos foram levadas pelas autoridades, mas liberadas em seguida.

Sem respostas dos policiais
Os policiais presentes na Julu Road se recusaram em grande parte a responder perguntas. Um agente justificou a barreira dizendo que a prática era “normal”, enquanto outro afirmou não haver razão específica para as restrições.

China impõe restrições a fantasias de Halloween em vias públicas de Xangai; entenda

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