Negócios

Dois suecos criaram o Flightradar24 como hobby em 2006; acabaram de vendê-lo por uma fortuna

Eles eram dois entusiastas da aviação que chegaram ao monopólio global do monitoramento aéreo, marcado por margens de lucro estratosféricas

O Flightradar24 vendeu 35% de suas ações para o fundo londrino Sprints Capital, avaliando a empresa em 500 milhões de dólares. Os fundadores embolsaram 175 milhões, mantendo o controle com os 65% restantes.

A operação torna Mikael Robertsson e Olov Lindberg bilionários, dois entusiastas da aviação que criaram a plataforma em 2006 como projeto pessoal. Hoje, o Flightradar é o líder mundial incontestável em monitoramento aéreo em tempo real.

O Flightradar24 faturou 420 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 242.700.000) em 2024, com crescimento de 18% e margem de lucro de 52%. Uma rentabilidade extraordinária no setor tecnológico.

A empresa combina três fontes principais de receita:

  1. Assinaturas premium (Silver, Gold e Business), que desbloqueiam funções avançadas como dados históricos e camadas meteorológicas.
  2. Publicidade na versão gratuita básica.
  3. Venda de dados comerciais para companhias aéreas, reguladores e empresas do setor.

O sucesso se baseia em uma rede global de mais de 30.000 receptores ADS-B operados por voluntários, que captam os sinais dos aviões. Essa infraestrutura colaborativa deu à empresa uma vantagem competitiva decisiva sobre rivais como o FlightAware.

Em fóruns como o Reddit, alguns usuários já manifestaram preocupação sobre o futuro do Flightradar sob propriedade de capital de risco. Temem que seja priorizada a monetização agressiva em detrimento da qualidade do serviço e do acesso gratuito.

Os fundadores suecos mantiveram o controle por 18 anos, construindo um monopólio de fato antes de abrir o capital — algo que ocorreu apenas parcialmente, com a dupla mantendo o controle. Uma lição de paciência estratégica.

Agora, a Sprints Capital, conhecida por seus investimentos na Hemnet e na Modular Finance, fornecerá recursos para a expansão internacional. Os fundadores garantiram uma fortuna considerável sem perder o comando de sua própria criação.

Imagem: FlightRadar24
Fonte: Xataka Brasil

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Comércio Exterior, Internacional

Trump é acionado para intervir em venda de níquel no Brasil para a China

O Instituto Americano de Ferro e Aço (AISI) acionou o governo Donald Trump para intervir junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a venda de ativos de níquel no Brasil para a MMG Limited, empresa australiana controlada pela estatal chinesa China Minmetals Corporation. O negócio, avaliado em até US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões), envolve todas as operações da Anglo American no país.

De acordo com o AISI, a transação colocaria sob influência chinesa reservas expressivas de níquel no Brasil, ampliando o domínio de Pequim sobre a cadeia de suprimentos de minerais críticos, já que a China controla grande parte da produção indonésia. O instituto advertiu que, se confirmada, a compra aumentará a vulnerabilidade dos Estados Unidos, que dependem do metal para setores como tecnologia, defesa e transição energética.

A Anglo American anunciou que a venda inclui duas unidades operacionais em Goiás — Barro Alto e Codemin (Niquelândia) — além de projetos para exploração em Mato Grosso (Morro Sem Boné) e no Pará (Jacaré). Em 2023, essas operações produziram cerca de 40 mil toneladas de ferroníquel.

Em carta ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), datada de 18 de agosto, o presidente do AISI, Kevin M. Dempsey, disse que o governo brasileiro deveria buscar alternativas para preservar a “propriedade orientada para o mercado” desses ativos. Segundo ele, o setor de aço inoxidável, que responde por 65% da demanda global de níquel, pode sofrer impacto direto. “As reservas globais de níquel estão concentradas em poucos países. A China já tem controle sobre parcela significativa da produção, e essa aquisição reforçaria ainda mais esse domínio”, alertou.

A ação do AISI se dá em meio às negociações do tarifaço imposto por Trump contra produtos brasileiros. Washington já manifestou preocupação com a atuação da China no setor, sobretudo diante de políticas de restrição de exportação adotadas por Pequim.

No Brasil, o assunto também entrou em rota de colisão. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a pressão dos EUA sobre Lula está diretamente ligada ao interesse estratégico americano nos minerais nacionais.

Fonte: Conexão Política

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Negócios

Indiana Tata Motors comprará o grupo Iveco por € 3,8 bilhões

Em comunicado, empresas do ramo automobilístico falam em criar uma “campeã global”

A Tata Motors, empresa indiana do setor automotivo, vai comprar o grupo Iveco, da Itália, por € 3,8 bilhões (cerca de R$ 24,5 bilhões), anunciaram as duas empresas por meio de nota na 4ª feira (30.jul.2025).

O acordo não inclui a linha de defesa do Iveco –fabricante de veículos blindados e militares– e os rendimentos líquidos desse segmento.

O acordo une duas empresas líderes em seus respectivos mercados e busca criar um competidor global no setor de veículos comerciais. O conselho de administração do grupo Iveco já recomendou que a oferta apresentada pela Tata Motors seja aceita.

A operação deve ser concretizada em Mumbai, na Índia, sede da Tata Motors, e em Turim, na Itália, onde fica a sede do grupo Iveco.

De acordo com o comunicado, a decisão de unir as operações baseia-se na complementaridade das capacidades das empresas e em sua visão estratégica compartilhada.

A aquisição representa um movimento estratégico para o Tata Group, conglomerado indiano com presença em mais de 100 países. A empresa possui operações em diversos setores, incluindo automóveis, aço, consultoria de TI (Tecnologia da Informação), produtos de consumo e telecomunicações, com receita combinada de US$ 128 bilhões (cerca de R$ 640 bilhões) no ano fiscal de 2023-24.

As companhias afirmam que a combinação resultará em um grupo com “alcance, portfólio de produtos e capacidade industrial para ser um campeão global neste setor dinâmico”. O novo player terá presença em mais de 180 países, sendo o Iveco mais forte na Europa e América do Sul, e a Tata Motors, na Índia e em outros mercados emergentes.

O cronograma detalhado para a conclusão da transação, bem como os planos específicos para a integração das operações depois da finalização do acordo, ainda não foram divulgados no anúncio. Espera-se que a transação seja concluída até o final do 1º trimestre de 2026, sujeita às aprovações regulatórias necessárias e outras condições habituais.

Fonte: Poder 360

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