Tecnologia

Varejistas brasileiros vão a Nova York para explorar o uso da inteligência artificial nas lojas

Em um ano marcado por instabilidade política global, com eleições presidenciais e legislativas influenciando o comportamento do consumidor, o varejo busca respostas para manter o crescimento. A aposta está no uso estratégico da inteligência artificial no varejo, tecnologia que promete aumentar a eficiência operacional e transformar a experiência de compra.

NRF 2026 reúne líderes globais do varejo em Nova York

Teve início neste domingo (11), em Nova York, a NRF 2026: Retail’s Big Show, maior feira mundial do setor. O Brasil volta a liderar entre as delegações estrangeiras, com cerca de 2,5 mil inscritos, o mesmo número do ano passado, em um público total estimado em 40 mil participantes.

Pela primeira vez desde a criação do evento, organizado pela National Retail Federation desde 1911, a programação conta com um palco exclusivo dedicado à inteligência artificial, sinalizando um esforço para levar a tecnologia do discurso conceitual para aplicações práticas no dia a dia das empresas.

Adoção de IA ainda enfrenta desafios de escala

Apesar do entusiasmo, os dados apresentados indicam cautela. Em painel realizado no domingo, a consultoria Impact Analytics mostrou que 90% dos projetos de IA no varejo ainda não obtiveram sucesso por não terem alcançado escala. Por outro lado, as iniciativas bem-sucedidas apresentam retorno expressivo: US$ 3,50 para cada US$ 1 investido.

Outro destaque foi a participação conjunta, inédita, do CEO do Walmart nos Estados Unidos, John Furner, e do CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reforçando a centralidade do tema na agenda das grandes corporações.

Inteligência artificial aplicada à operação e ao consumidor

Ao longo do evento, que segue até o dia 13, mais de 350 palestrantes discutirão temas como o futuro dos supermercados, mudanças geracionais no consumo e estudos de caso de grandes marcas. No campo da IA aplicada ao varejo, os projetos vão desde gestão de estoques e previsão de demanda até agentes virtuais no relacionamento com clientes.

Participam desse movimento redes brasileiras como C&A e Magazine Luiza, além de gigantes internacionais como Amazon, Shopee e Temu. Ainda assim, a maioria das empresas avança de forma gradual, priorizando testes controlados.

“Não se trata de inserir agentes de inteligência artificial em todos os processos de uma vez. Existem questões de segurança, compliance e governança que precisam ser resolvidas”, afirma Alberto Serrentino, sócio da Varese Retail, que lidera uma comitiva de 60 CEOs brasileiros no evento.

Brasil avança, mas ainda corre atrás

Executivos brasileiros presentes em Nova York avaliam que o país acelerou a implementação de soluções de inteligência artificial no varejo no último ano. No entanto, ainda há gargalos em áreas como gestão de dados, arquitetura tecnológica e infraestrutura de software e hardware — pontos essenciais para o bom desempenho dos sistemas de IA.

“Existe um atraso, mas ele não é tão grande, especialmente entre as grandes redes”, diz Fabio Neto, sócio da StartSe. “Se os Estados Unidos estão em um nível 7 de maturidade, o Brasil estaria entre 4,5 e 5. A China lidera com folga, em torno de 8,5.”

Lojas físicas e eficiência operacional no centro do debate

Além da tecnologia, a evolução das lojas físicas volta à pauta, após anos de previsões equivocadas sobre o fim do varejo presencial. Empresas como Macy’s, Saks, LVMH, Ralph Lauren e Walmart devem apresentar como estão reposicionando suas operações diante da concorrência digital e da pressão por margens.

Consultorias como a WGSN também levarão projeções para o setor até 2028, após um período de desaceleração causado pela inflação e por rupturas nas cadeias globais de suprimentos. Segundo dados da Deloitte, as vendas dos 250 maiores varejistas do mundo vêm crescendo em ritmo mais lento desde 2021, com margens pressionadas por custos financeiros e operacionais.

Para Maurício Morgado, professor da FGV e líder de uma das delegações brasileiras, o foco desta edição da NRF será a eficiência operacional aliada à adoção da IA, em um cenário de competição acirrada entre marketplaces globais como Amazon, Temu, Shopee e Shein.

Presença brasileira expressiva no maior evento do varejo

A estimativa é que entre 250 e 350 empresas brasileiras dos setores de varejo, pagamentos, tecnologia e consultoria participem da NRF 2026. As delegações são organizadas por instituições como FGV, ESPM, Sebrae, CNDL, além das consultorias BTR-Varese e Gouvêa Ecosystem.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jason Dixson/Divulgação

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Logística

Fim de ano pressiona logística e eleva risco de congestionamentos nos hubs

Com a proximidade do fim do ano, a logística brasileira entra em um dos períodos mais críticos do calendário. Entidades do setor estimam que o volume de cargas nos centros de distribuição pode crescer até 35% entre 15 de dezembro e 5 de janeiro, o que aumenta significativamente o risco de congestionamentos logísticos nos principais hubs do país.

O cenário se agrava em um momento de forte demanda por entregas rápidas, impulsionadas pelo varejo digital. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por conformidade fiscal, criando um ambiente de maior complexidade operacional. Transportadoras que atuam nas regiões metropolitanas do Sudeste relatam retenções que chegam a 72 horas, especialmente em corredores com alta concentração de cargas.

Pressão operacional e gargalos fiscais

O aumento do fluxo acontece em um contexto em que a infraestrutura logística e os sistemas fiscais ainda não acompanham, na mesma velocidade, o ritmo imposto pelo comércio eletrônico. Esse descompasso tem provocado gargalos que vão além da movimentação física das mercadorias.

Um dos pontos mais sensíveis está na emissão de documentos fiscais, etapa essencial para a liberação das cargas. Erros ou lentidão nesse processo podem travar completamente a operação. “Quando os hubs operam no limite, qualquer falha fiscal vira um gargalo imediato. A doca não gira, o caminhão não sai e toda a cadeia sente o impacto”, afirma Ewerton Caburon, CEO da Emiteaí.

Segundo ele, a velocidade na emissão fiscal, quando integrada aos sistemas de gestão e transporte, é decisiva para manter o fluxo operacional. “Emitir corretamente e em até um minuto não é apenas eficiência, é uma condição para que a operação continue rodando no pico do fim de ano”, destaca.

Custos operacionais sob pressão

Além dos atrasos, os congestionamentos impactam diretamente os custos do setor. Levantamentos de institutos especializados apontam um aumento médio de 12% nos custos operacionais durante o período de maior movimento.

Esse crescimento está associado a fatores como tempo excessivo de espera dos veículos, necessidade de reentregas, uso intensivo de mão de obra e equipamentos, além de penalidades contratuais por atrasos ou falhas de conformidade fiscal.

Integração entre logística e tecnologia

Para especialistas, a eficiência logística atual depende de uma integração cada vez maior entre transporte, armazenagem e sistemas digitais. Um relatório recente da Associação Brasileira de Logística indica que, até o fim do ano, a maioria das empresas do setor deve adotar sistemas integrados de gestão, com foco na redução de perdas e ganho de produtividade.

De acordo com Caburon, a operação logística moderna exige que documentos e mercadorias avancem no mesmo ritmo. “Não existe logística de ponta a ponta sem um fluxo documental tão ágil quanto a entrega física. Quando isso não acontece, o resultado são filas de caminhões parados e prejuízo para toda a cadeia”, conclui.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Black Friday impulsiona crescimento das operações logísticas e fortalece e-commerce no Brasil

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) registrou um avanço significativo no volume de operações durante a Black Friday 2025. Segundo levantamento da entidade, as atividades de armazenagem, distribuição, controle de estoque e transporte de cargas cresceram, em média, 13% em comparação com o ano anterior. O tíquete médio dos produtos movimentados também aumentou, embora em ritmo menor, entre 5% e 6%.

Para Marcella Cunha, diretora executiva da Abol, o evento já está consolidado na estratégia das empresas que atendem tanto o e-commerce quanto o varejo tradicional. Ela ressalta que a edição deste ano reforçou a maturidade na relação entre operadores e consumidores, com maior compreensão dos desafios impostos pelo pico de demanda.

E-commerce lidera avanço nas vendas

O crescimento das operações logísticas foi impulsionado principalmente pelo comércio eletrônico. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontam que as vendas no varejo total subiram 1,9% na data promocional. O desempenho foi puxado por um salto de 16,1% no e-commerce, que alcançou recorde de transações, compensando a queda de 1,9% no varejo físico.

Para dar conta do aumento expressivo no tráfego de mercadorias, as empresas ampliaram equipes temporárias e reforçaram turnos de trabalho. A ID Logistics informou que todos os clientes de e-commerce atingiram — e até superaram — as expectativas de vendas.

Segmentos marítimos e cabotagem mantêm ritmo forte

No modal marítimo, a Santos Brasil destacou que o fluxo de bens de consumo permaneceu aquecido ao longo do ano. A empresa registrou alta de 3% nas importações de longo curso provenientes da Ásia e um crescimento expressivo de 19% na cabotagem, em comparação com 2024. A rota Manaus–Sudeste se destacou, especialmente no transporte de linhas brancas e produtos ligados à Black Friday.

Segundo a operadora, segmentos como o têxtil e o esportivo foram os principais responsáveis pelo aumento do volume movimentado.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Vendas no varejo na Black Friday sobem 1,9% e mostram força do e-commerce

As vendas no varejo na Black Friday registraram avanço de 1,9% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Apesar de ser o menor crescimento desde 2019, o resultado reflete uma base elevada do ano anterior e a forte expansão do e-commerce, que aumentou 16,1% e atingiu recorde histórico de transações. No varejo físico, houve retração de 1,9%.

Impacto do calendário e comportamento do consumidor
Segundo a Cielo, o desempenho mais modesto também foi influenciado pela coincidência da data com o pagamento de salários e a liberação do 13º tanto em 2024 quanto em 2025, o que tende a neutralizar efeitos típicos da sazonalidade. No varejo presencial, parte das compras foi antecipada para as semanas anteriores, diluindo a demanda da sexta-feira.

Força do comércio digital
No ambiente digital, o padrão permaneceu: pico de vendas na virada da madrugada, concentração de transações e tíquetes mais altos. Foram registradas 32,8 milhões de operações online, o maior volume já observado pela empresa.

O vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, destaca que a data segue como um “termômetro do varejo brasileiro” e reforça a necessidade de ampliar investimentos em tecnologia, integração de canais e estratégias baseadas em dados.

Desempenho por setor
Entre os macrossetores, Serviços liderou com alta de 10,8%, impulsionado por Turismo & Transporte, que avançou 18,6%. Drogarias e farmácias cresceram 6,1%, enquanto bens duráveis e semiduráveis caíram 3,2%, impacto atribuído ao crédito mais restrito e ao alto endividamento das famílias.

No e-commerce, todos os setores subiram: Serviços (19,4%), Bens Não Duráveis (10,6%) e Bens Duráveis e Semiduráveis (6,2%), consolidando o digital como protagonista da Black Friday.

Formas de pagamento mais usadas
O crédito parcelado registrou o maior tíquete médio geral: R$ 813,67. No digital, representou 70,4% do faturamento, com tíquete acima de R$ 1.100. Já no varejo físico, o débito à vista liderou em volume, com 58,6% das vendas. O Pix seguiu em expansão e atingiu 6,9% das transações presenciais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Black Friday 2025: Faturamento do e-commerce deve crescer 17% e atingir R$ 11 bilhões, aponta Neotrust

O comércio eletrônico no Brasil deve registrar um crescimento de 17% no faturamento durante a Black Friday 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo projeção da Neotrust, empresa especializada em pesquisa de mercado digital, o volume de vendas online deve alcançar R$ 11 bilhões em produtos comercializados entre 26 e 30 de novembro.

Em 2024, o evento movimentou R$ 9,38 bilhões, o que já representava um aumento de 10,7% em relação a 2023. A Black Friday segue como o período mais aguardado pelos consumidores brasileiros, registrando resultados até três vezes superiores aos de um dia comum de vendas, segundo o diretor de negócios da Neotrust, Léo Homrich Bicalho.

Categorias em alta e setores que lideram o faturamento

De acordo com o levantamento, as categorias de saúde, esporte & lazer, automotivo e beleza & perfumaria devem apresentar os maiores crescimentos percentuais em volume de vendas.

Por outro lado, os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e smartphones — que possuem ticket médio mais alto — devem concentrar a maior fatia do faturamento total, respondendo juntos por mais de um terço do valor movimentado na Black Friday.

A Neotrust monitora o desempenho do e-commerce brasileiro com base em dados de 80 milhões de consumidores digitais e 7 mil lojas parceiras, permitindo uma visão ampla do comportamento de compra online no país.

Canetas emagrecedoras impulsionam setor de saúde no e-commerce

O relatório da Neotrust também revelou que, entre janeiro e setembro deste ano, a categoria de saúde apresentou um salto de 72% nas vendas, impulsionada principalmente pela alta demanda por canetas emagrecedoras.

Foram vendidas 2,34 milhões de unidades do medicamento no período, gerando R$ 3,01 bilhões em faturamento — um valor 4,9 vezes maior que o registrado nos nove primeiros meses de 2024. O ticket médio dos consumidores que adquiriram o produto foi de R$ 522, cerca de 24% acima da média geral dos compradores online.

Segundo Bicalho, o sucesso do produto se explica por ser um item de alto valor agregado e de recompra frequente, características semelhantes às de eletrônicos. “Os varejistas encontraram o seu ‘eletrônico’ na categoria de saúde”, afirmou o executivo.

Escassez e futuro do mercado de medicamentos com semaglutida

A Neotrust destacou ainda que a escassez do produto tem impulsionado as vendas online, já que a facilidade de compra pela internet se tornou um diferencial competitivo.

O executivo também projetou que, até 2026, o setor deve ser impactado pela disputa judicial sobre a queda da patente dos princípios ativos semaglutida e liraglutida, que compõem as canetas emagrecedoras. “A quebra das patentes permitirá a produção de versões genéricas e biossimilares, o que pode reduzir significativamente o preço final ao consumidor”, explicou Bicalho.

Faturamento do e-commerce brasileiro em 2025

De janeiro a setembro de 2025, o faturamento total do e-commerce nacional somou R$ 282,6 bilhões, um aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2024. No total, foram registrados 934,5 milhões de pedidos online, representando um crescimento de 23,2% sobre o ano anterior.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Flashpop/Getty Images

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Comércio

Comércio de Santa Catarina cresce o triplo da média nacional em 2025

Vendas do comércio varejista local somam alta de 6,3% em 2025, ante média nacional de 1,7%

As vendas do comércio varejista de Santa Catarina seguem em alta neste ano de 2025, crescendo o triplo da média nacional. Enquanto o comércio do Brasil registra alta de 1,7% entre janeiro e julho, o percentual catarinense é de 6,3%. O desempenho positivo coloca Santa Catarina como o segundo estado no ranking nacional, atrás apenas do Amapá, com 7,9%. Os dados foram divulgados pelo IBGE e compilados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (11).

Dos 11 segmentos do comércio varejista analisados em Santa Catarina, oito registram variação positiva. Os destaques são as vendas de artigos de uso pessoal e doméstico (13,7%), hipermercados e supermercados (7,8%), bem como artigos farmacêuticos, de perfumaria e cosméticos (5,5%). Além disso, o comércio de tecidos, vestuário e calçados (5,1%) e de combustíveis e lubrificantes (3,7%) também avançam.

Outros segmentos do comércio varejista catarinense registram variação negativa em 2025. É o caso, por exemplo, de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-7,1%) e eletrodomésticos (-0,7%).

Já o comércio varejista ampliado, que considera mais segmentos, aponta alta nas vendas de materiais de construção (9,6%) e veículos, motos e peças (0,3%). No entanto, há retração nos atacados (-3,9%). Os percentuais são referentes ao acumulado de janeiro a julho na comparação com o mesmo período do ano passado.

Ranking nacional

O IBGE avalia os resultados do comércio varejista nas 27 unidades da federação. A liderança é do Amapá, com 7,9%, seguido de Santa Catarina, com 6,3%. A terceira posição é da Paraíba, com 5,7%. Em seguida, fechando o top 5, estão Alagoas, com 4,5%, e Espírito Santo, com 4,3%. Já os vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul têm 2,5% e 3,5%, respectivamente. Na ponta de baixo, o Tocantins soma -2,4% e o Rio de Janeiro -2%.

Com informações do Governo do Estado.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Agronegócio

Taste of Brazil 2025: oportunidade para o agro brasileiro no varejo da Índia

Ação leva alimentos e bebidas brasileiros às prateleiras de grandes varejistas na Índia 

Empresas brasileiras do setor de alimentos e bebidas têm uma oportunidade estratégica de adentrar na Índia, um dos maiores mercados consumidores deste setor do mundo. A partir de outubro, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizará, em parceria com a consultoria AMPRO Marketing, especializada no mercado indiano, a ação “India Retail – Taste of Brazil 2025”, iniciativa do projeto Brasil na Vitrine. Para se inscrever e levar seus produtos para a Índia, clique aqui. 

A ação será realizada nas cidades de Nova Delhi e Mumbai, com o objetivo de aproximar empresas brasileiras de potenciais compradores indianos e promover produtos nacionais diretamente nas prateleiras do varejo local. Além disso, as mercadorias selecionadas poderão participar de campanhas promocionais com chefs renomados, nutricionistas e influenciadores de mídia social, além de degustações para atrair a atenção do consumidor indiano. 

Empresas brasileiras exportadoras dos seguintes segmentos podem se candidatar: 

  • Castanhas 
  • Açaí e derivados 
  • Chocolates artesanais 
  • Condimentos e temperos 
  • Petiscos saudáveis 
  • Frutas frescas (como limão Taiti, abacate, figo e caqui) 
  • Pescados (especialmente peixes amazônicos) 
  • Sementes e feijões 
  • Bebidas não-alcoólicas (como sucos e polpas) 
  • Cafés especiais 
  • Bebidas alcoólicas (como cachaça, espumantes e gim) 
  • E outros produtos premium voltados ao varejo de alimentos e bebidas 

A parceria com a consultoria AMPRO Marketing, especializada no mercado indiano, proporcionará a organização das rodadas de negócios (matchmaking) entre as empresas brasileiras selecionadas e importadores da Índia. Os exportadores brasileiros cujos produtos forem adquiridos durante as reuniões comerciais serão contemplados com uma robusta agenda de promoção de imagem e posicionamento de marca no varejo indiano, fortalecendo sua presença internacional. 

Participe e leve o sabor do Brasil ao mundo! Esta é uma oportunidade de projetar sua marca em um mercado em franca expansão e alta demanda por alimentos saudáveis, autênticos e inovadores. Para saber mais sobre a ação, critérios de participação e benefícios envolvidos, confira o regulamento. 

Fonte: Apex Brasil

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Comércio, Finanças

Vendas no varejo no Brasil crescem menos que o esperado em março mas renovam maior patamar da série

As vendas varejistas no Brasil seguiram em alta pelo terceiro mês seguido em março e renovaram o maior patamar da série histórica, embora tenham ficado abaixo do esperado.

Em março, houve alta de 0,8% das vendas no varejo na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O resultado levou o setor a atingir o maior nível da série iniciada em janeiro de 2000, superando o nível recorde anterior, de fevereiro de 2025. Mas ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 1,0%.

As vendas varejistas terminaram assim o primeiro trimestre com alta de 0,9% na comparação com os três meses anteriores, depois de subir 0,6% no quarto trimestre de 2024, marcando o sétimo trimestre positivo em sequência.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 1,0% nas vendas, contra expectativa de queda de 0,5%.

“Em março houve perde de ritmo da inflação, o que aumenta o poder de compra dos consumidores. Outro aspecto positivo para o comércio foi a expansão do crédito para pessoas físicas até para compra de veículos”, disse o gerente da pesquisa no IBGE, Cristiano Santos.

Mas um cenário de inflação ainda elevada, política monetária retracionista e acomodação no mercado de trabalho devem levar a economia a uma desaceleração gradual neste ano, segundo analistas, podendo desanimar os consumidores, principalmente em relação a produtos mais dependentes de crédito.

O Banco Central elevou na semana passada a taxa básica de juros Selic a 14,75% ao ano.

“Devemos ver o agro e o comércio tendo impacto positivo sobre o PIB do primeiro trimestre de 2025. Ainda assim, dada as condições financeiras restritas, somada à perspectiva de aperto monetário prolongado e inflação de alimentos pressionando a renda disponível das famílias, esperamos um retorno à tendência de acomodação do setor no restante do ano”, disse André Valério, economista sênior do Inter.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo em março, seis tiveram resultado positivo sobre o mês anterior.

“No último mês, o que chama mais atenção é o perfil distribuído do crescimento intersetorial. Tivemos seis atividades em crescimento, inclusive as com mais peso, como a farmacêutica e hiper e supermercados”, destacou Santos.

Os destaques foram os setores de Livros, jornais, revistas e papelaria (+28,2%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+3,0%).

Santos explicou que o desempenho positivo do setor de livros e jornais aconteceu em março desta vez, e não em fevereiro como nos últimos anos, por conta de variações no calendário escolar e variações nos momentos de fechamento de contratos novos.

Já as vendas de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançaram 0,4% no mês. Os demais resultados positivos em março vieram de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+1,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (+1,2%); e Tecidos, vestuário e calçados (+1,2%).

Tiveram retração nas vendas Móveis e eletrodomésticos (-0,4%) e Combustíveis e lubrificantes (-2,1%).

“O setor de combustíveis e lubrificantes vinha de dois resultados no campo positivo em janeiro e fevereiro. No mês de março há um rebatimento desse crescimento, que reflete também uma demanda menor por combustíveis naquele mês”, disse Santos.

No comércio varejista ampliado –que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo –houve avanço de 1,9% em março sobre fevereiro.

Fonte: UOL

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Comércio, Tecnologia

De Hisense a Midea: marcas chinesas avançam no Brasil e provocam mudanças no varejo

Fabricantes chineses de eletrodomésticos e eletrônicos ampliam portfólio e desafiam marcas tradicionais no Brasil com foco em custo-benefício e presença em lojas físicas

Quando Lucas Silva Ferreira precisou de um novo ar-condicionado para sua casa no calor escaldante do Rio de Janeiro em fevereiro, ele decidiu comprar um modelo chinês em vez de uma marca mais conhecida.

Ferreira pagou R$ 2,3 mil pelo novo aparelho da Hisense, em comparação com cerca de R$ 4,1 mil por um ar-condicionado similar fabricado pela sul-coreana LG.

O modelo que ele escolheu ofereceu boa eficiência energética e mais recursos tecnológicos do que outros na mesma faixa de preço.

“Considerando o produto que eu procurava, era o melhor custo-benefício e está funcionando bem”, disse Ferreira, que tem 30 anos. “As marcas tradicionais eram muito mais caras.”

No Brasil, os consumidores têm se interessado por produtos chineses, que por sua vez estão cada vez mais presentes nas lojas de varejo em todo o país.

Nas semanas após a eleição de Donald Trump, empresas chinesas lotaram as lojas brasileiras com eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos. Marcas que só vendiam TVs e celulares ampliaram o leque.

Agora, HisenseTCL Midea expandiram sua linha de produtos para incluir itens como lava-louças, máquinas de lavar roupa e geladeiras.

A mudança é mais uma mostra de como a guerra comercial de Trump está remodelando o cenário global do varejo.

As empresas chinesas buscam ganhar participação de mercado na América Latina, já que as tarifas elevadas nos EUA e as políticas de Trump dificultam a venda de produtos no país.

Os Estados Unidos e a China concordaram na segunda-feira (12) em reduzir temporariamente as tarifas sobre os produtos um do outro por 90 dias para ganhar tempo e chegar a um acordo mais amplo.

A TCL, a Midea e a Hisense não responderam aos pedidos de comentário.

Os varejistas no Brasil apostam em produtos chineses para revitalizar a demanda, afetada pelas altas taxas de juros e pela desaceleração da economia.

Preços mais baixos e maior concorrência devem ser positivos para a indústria local.

As marcas chinesas agora representam 20% dos eletrônicos e eletrodomésticos vendidos no Brasil, ante 16,5% em 2019, segundo a empresa de pesquisa NIQ. Elas competem com produtos de empresas como LGSamsungElectroluxPanasonic Brastemp.

“As empresas chinesas estão aumentando sua participação de mercado e diversificando seus portfólios de produtos ao mesmo tempo”, disse Henrique Mascarenhas, diretor de Tecnologia e Duráveis ​​da NIQ para a América Latina, em entrevista à Bloomberg News.

“Estamos entrando em um ciclo em que o Brasil é cada vez mais um player-chave.”

Brasil é um alvo natural para expansão, visto que as TVs historicamente têm sido um forte mercado para as marcas chinesas.

O Brasil vende cerca de 12 milhões de televisores anualmente, tornando-se o maior mercado de eletrônicos de consumo da região, de acordo com a NIQ.

A estratégia para impulsionar as vendas no Brasil está focada em lojas físicas, em vez de vendas online, para superar a desconfiança de alguns consumidores em relação aos produtos chineses.

As marcas têm investido pesadamente em displays elaborados nas lojas para apresentar seus novos produtos. Enquanto a maioria das TVs é exibida lado a lado, em grandes prateleiras sob luz fluorescente, algumas marcas chinesas criam uma verdadeira sala de estar dentro das lojas, com sofás e iluminação confortáveis.

Para os lojistas, há um estímulo no fato de que as empresas chinesas pagam mais pelos displays e pela publicidade para que seus produtos cheguem a mais consumidores. Eles também oferecem às lojas condições mais favoráveis ​​em prazos e preços.

Casas Bahia, uma das maiores redes varejistas do Brasil, afirmou à Bloomberg News que, desde 2020, a participação dos fabricantes chineses em seus negócios cresceu de 10% para 18%.

Com a chegada de novos fornecedores e produtos, a varejista espera que esse número ultrapasse 20% até o final do ano.

“Elas chegam mais agressivas em prazo e preço”, disse Gustavo Senday, analista de varejo da XP. “A implicação disso no fim do dia é potencialmente margem melhor” para os varejistas brasileiros, acrescentou.

Fonte: Bloomberg Línea

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