Comércio Exterior

Alckmin vê avanço gradual na redução de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), tem transmitido otimismo em relação à retomada das negociações comerciais com os Estados Unidos. Segundo interlocutores, ele acredita que o governo de Donald Trump deve reduzir as tarifas de importação aplicadas ao Brasil de forma gradual, conforme os diálogos avancem.

No início de setembro, a Casa Branca retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada, medida que beneficiou diretamente a indústria brasileira. Somente em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para os EUA, equivalente a 15% das vendas externas do setor. No mesmo período, também foi suspensa a tarifa de 10% sobre o ferroníquel.

Tensões e retomada do diálogo

As negociações sofreram uma ruptura em agosto, após Trump elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, justificando a medida em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirmou que a decisão estava relacionada ao tratamento dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde então, os contatos diplomáticos foram retomados de forma cautelosa. Em setembro, Alckmin participou de reunião virtual com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), responsável pelo comércio exterior norte-americano. O encontro coincidiu com a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Poucos dias depois, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula e Trump tiveram um breve encontro nos bastidores. Segundo relatos, a reunião, ainda que rápida, foi considerada positiva por ambos os presidentes.

Agenda bilateral e próximos passos

Em 25 de setembro, Alckmin voltou a dialogar com autoridades norte-americanas em reunião por videoconferência com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçando a pauta sobre tarifas.

Enquanto o vice-presidente se concentra nos temas ligados ao comércio exterior, outras questões, como a Lei Magnitsky aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a suspensão de vistos de autoridades brasileiras, seguem sob responsabilidade do Itamaraty e do Planalto. A estratégia do governo Lula é ampliar o escopo das negociações, incluindo a revisão dessas punições.

Jantar do PCdoB em Brasília

Na noite de 1º de outubro, Alckmin participou de um jantar organizado pelo PCdoB, em Brasília, para arrecadação de fundos. Em discurso breve, afirmou que, sem a eleição e atuação de Lula, o Brasil poderia estar sob uma ditadura.

O partido confirmou apoio à reeleição do petista em 2026 e definiu como prioridade eleger mais deputados para superar a cláusula de barreira — atualmente, a sigla conta com nove parlamentares.

O evento, realizado no Clube de Engenharia, contou ainda com a presença dos ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e parlamentares de diferentes legendas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Trump anuncia reunião com Xi Jinping para discutir soja

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que a soja será um dos principais assuntos em seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, marcado para daqui a quatro semanas.

Dificuldades para os produtores de soja

Em postagem no Truth Social, Trump destacou que os produtores de soja americanos estão sendo prejudicados porque a China “apenas por razões de ‘negociação’” não está comprando o produto, afetando o setor agrícola do país.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kevin Lamarque

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Importação

EUA aplicam tarifa sobre madeira e móveis importados; setor brasileiro já sente impactos

Tarifas entram em vigor e setor brasileiro registra demissões.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou tarifas de 10% sobre madeira e de 25% sobre armários, pias e móveis estofados, com validade a partir de 14 de outubro. Produtos farmacêuticos e caminhões pesados terão novas taxas já aplicadas a partir de 1º de outubro. A medida reforça a estratégia do governo americano de proteger a segurança nacional, segundo o presidente.

Justificativa americana e base legal

Trump utilizou a Seção 232 da Lei de Comércio de 1974 para embasar a taxação, alegando que a importação de madeira enfraquece a indústria local, provoca fechamento de serrarias e compromete cadeias de suprimento essenciais. A ordem executiva também prevê aumento das tarifas em janeiro de 2025: 30% para produtos de madeira estofados e 50% para armários e pias importados, caso não haja acordo com os países exportadores.

Impactos internacionais e acordos comerciais

Canadá, México e Vietnã estão entre os mais afetados. O Canadá, maior fornecedor de madeira serrada aos EUA, já lida com tarifas de cerca de 35% devido a disputas históricas sobre exploração florestal. México e Vietnã vêm ganhando espaço no fornecimento de móveis de madeira após as tarifas impostas à China em 2018, que chegaram a 55%. Países com acordos prévios, como Reino Unido, União Europeia e Japão, tiveram suas tarifas limitadas entre 10% e 15%.

Setor madeireiro brasileiro registra efeitos imediatos

A aplicação das tarifas sobre produtos brasileiros já provocou demissões significativas, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci). Entre 9 de julho e 15 de setembro, cerca de 4 mil trabalhadores foram desligados, 5,5 mil estão em férias coletivas e 1,1 mil em layoff. Caso a situação persista, projeta-se a perda de mais 4,5 mil empregos nos próximos 60 dias.

O setor registrou queda de 35% a 50% nas exportações para os EUA em agosto, em comparação com julho, refletindo cancelamento de contratos e retração de novas negociações devido à imprevisibilidade tarifária. Em 2024, os Estados Unidos absorveram US$ 1,6 bilhão em produtos de madeira do Brasil, representando cerca de 50% da produção nacional, chegando a 100% em determinados segmentos.

Posicionamento da Abimci e reivindicações

Em nota divulgada em 16 de setembro, a Abimci reforçou que a única solução para minimizar os impactos é a negociação direta entre Brasil e Estados Unidos para adequação das tarifas. A entidade alertou ainda que a manutenção das taxas compromete cerca de 180 mil empregos formais na cadeia produtiva brasileira, afetando a sustentabilidade econômica e social do setor.

A associação também destacou que, até a data em questão, não houve ação efetiva por parte do governo brasileiro para abrir um canal de diálogo diplomático com Washington, baseado em argumentos técnicos e comerciais, o que poderia reduzir o impacto das tarifas sobre a indústria. 

A ABIMCI ainda não se manifestou após a nova decisão dessa semana. 

Consequências para o comércio bilateral

Especialistas ressaltam que a medida americana, ao mesmo tempo que aumenta arrecadação, agrava a instabilidade do comércio internacional, prejudica contratos existentes e pode afetar a competitividade das indústrias brasileiras e norte-americanas. Nos EUA, o governo também aponta que a restrição visa proteger infraestrutura crítica e setores estratégicos de defesa nacional.

FONTE: G1, Reuters e ABIMCI.
TEXTO: REDAÇÃO 
IMAGEM: REPRODUÇÃO G1

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Comércio Exterior, Negócios

Empresas brasileiras fazem lobby nos EUA para reduzir tarifas impostas por Trump

O lobby da JBS, EMS, Suzano e Embraer destaca as divisões políticas nos EUA sobre o comércio com o Brasil

Executivos e líderes empresariais brasileiros de grandes companhias afetadas pelo aumento de tarifas de Donald Trump vêm fazendo intenso lobby em Washington para reverter os impactos das medidas comerciais impostas pelo presidente dos EUA desde agosto.

A Embraer conseguiu negociar com sucesso, servindo de exemplo para outros grandes empresários — como os irmãos Batista, donos da JBS, Carlos Sanchez, da gigante farmacêutica EMS, e empresas de outros setores, como a Suzano — buscarem reduções ou eliminações das tarifas.

Fontes indicam que há uma divisão dentro do governo norte-americano em relação à política tarifária rígida de Trump contra o Brasil. De um lado, uma ala mais dura apoia as sobretaxas; de outro, um grupo pragmático de parlamentares acredita que a decisão está “empurrando o Brasil para os braços da China” e fortalecendo a narrativa do presidente Lula.

“Parlamentares moderados entendem que o Brasil exporta produtos que não são produzidos nos EUA, e muitas empresas americanas estão sendo prejudicadas”, disse uma fonte. “Há também preocupação com a inflação.”

Empresas brasileiras vêm realizando reuniões regulares com autoridades da Casa Branca para negociar inclusão na lista de isenções — cerca de 700 itens foram acrescentados no mês passado. A celulose foi retirada da lista, mas o papel continua sujeito às tarifas americanas.

Carlos Sanchez, da EMS, disse ao Valor que contratou uma empresa de lobby nos EUA. O empresário esteve em Washington há cerca de duas semanas para defender os interesses de sua companhia. Embora os medicamentos não tenham sido diretamente afetados pelas medidas americanas, a EMS importa matéria-prima dos EUA e possui uma fábrica em Atlanta. “Trump sinalizou que está revendo o setor farmacêutico porque os remédios são caros nos EUA, e grande parte do fornecimento vem da Europa”, afirmou Sanchez.

“Muitos [parlamentares] não têm ideia do que acontece no Brasil. Explicamos que somos um país democrático”, acrescentou Sanchez. Ele disse ainda que, há cerca de duas semanas, também se reuniu com representantes da JBS em Washington.

Joesley Batista, do grupo J&F, holding controlada pela família Batista e dona da JBS, conhecido por sua proximidade com o presidente Lula, esteve entre os que tiveram acesso direto a Trump.

O encontro, realizado na Casa Branca no início de setembro, pode ter ajudado a convencer o líder americano a considerar a reabertura das negociações com o Brasil, cujas tarifas afetaram severamente as exportações de carne bovina.

O Valor apurou que a reunião entre Joesley Batista e Trump não tinha, inicialmente, como objetivo discutir a sobretaxa sobre a proteína animal brasileira. Em vez disso, foi organizada como parte de uma agenda institucional devido ao porte e à importância da J&F nos EUA, onde o grupo emprega 75 mil pessoas e responde por metade de sua receita.

Nesse contexto, a conversa começou tratando dos investimentos da J&F nos EUA, mas Batista aproveitou para levantar preocupações sobre o efeito das tarifas nos produtos brasileiros e nos preços ao consumidor no mercado americano.

Segundo pessoas próximas à reunião, Batista disse ao presidente Trump que a tarifa de 50% afetaria diretamente o preço do hambúrguer nos EUA. Ele argumentou que, sem a carne bovina brasileira, os processadores americanos seriam obrigados a usar carne mais cara para a produção.

Batista também teria alertado Trump sobre consequências semelhantes em relação ao café e ao suco de laranja — outros dois importantes produtos brasileiros exportados para os EUA.

Agora, as atenções se voltam para o próximo encontro entre os presidentes Lula e Trump, marcado para a semana que vem.

Fonte: Valor International

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

China tenta atrair Trump para mesa de negociação, diz especialista ao WW

Dados indicam queda nas exportações chinesas para os EUA nos primeiros oito meses do ano, sugerindo tentativa de reaproximação comercial

A China demonstra sinais de buscar uma reaproximação comercial com os Estados Unidos, utilizando a compra de soja como possível instrumento de negociação. A estratégia surge em um momento em que o país asiático enfrenta significativas perdas em seu comércio exterior. Durante o WW, José Pimenta, diretor de Comércio Internacional da BMJ consultores, afirmou que a China quer chamar o presidente Donald Trump para mesa de negociação.

De acordo com dados recentes, as exportações chinesas para os Estados Unidos registraram uma queda expressiva de 15% nos primeiros oito meses deste ano. O impacto é particularmente significativo em produtos de alto valor agregado, incluindo máquinas, equipamentos eletrônicos e medicamentos.

Histórico da Relação Comercial

Entre 2000 e 2017, os Estados Unidos direcionavam 60% de suas exportações globais de soja para o mercado chinês. No entanto, esse cenário mudou drasticamente após 2018, com uma redução vertiginosa nas compras por parte da China.

Em uma demonstração de possível abertura ao diálogo, o principal negociador chinês realizou encontros com produtores do meio-oeste americano. Esta movimentação sugere uma tentativa de reavaliar as relações comerciais entre as duas nações, especialmente considerando a importância histórica do comércio de soja.

O Brasil, como um dos principais exportadores de soja para a China, que representa 35% do total das exportações brasileiras, também se encontra diretamente envolvido neste cenário de redistribuição comercial global.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Trump anuncia tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos

Medicamentos de marca ou patenteados serão taxados com nova alíquota a partir de 1º de outubro, a menos que empresa esteja construindo fábrica nos EUA

Os Estados Unidos imporão uma tarifa de 100% sobre as importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados a partir de 1º de outubro, a menos que uma empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA, disse o presidente Donald Trump nesta quinta-feira (25).

“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, disse Trump no Truth Social.

A Pharmaceutical Research and Manufacturers of America se opôs às novas tarifas sobre medicamentos, afirmando no início deste ano que 53% dos US$ 85,6 bilhões em ingredientes usados ​​em medicamentos consumidos nos Estados Unidos eram fabricados no próprio país, com o restante vindo da Europa e de outros aliados.

Fonte: CNN Brasil

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Exportação

Exportações de dispositivos médicos para os EUA caem 30,4% no pós-tarifaço de Trump

Após a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, as exportações de dispositivos médicos para o mercado norte-americano caíram 30,04% em relação a julho, atingindo US$ 21,2 milhões – o menor valor registrado no ano para esse destino.

O levantamento foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) em agosto de 2025, se referem exclusivamente a dispositivos médicos, categoria que reúne desde insumos de laboratório (reagentes e kits diagnósticos) até sondas, catéteres, válvulas cardíacas, suturas cirúrgicas, artigos ortopédicos e equipamentos odontológicos.

De acordo com a pesquisa, segmentos como odontologia (-93,09%), reabilitação (-85,02%) e equipamentos médicos (-59,94%) foram os mais prejudicados.

Segundo Paulo Henrique Fraccaro, CEO da ABIMO, esse resultado reforça um alerta para o setor: “A tarifa norte-americana trouxe um impacto imediato e profundo sobre nossas vendas, especialmente em segmentos de maior valor agregado. Isso mostra o quanto o Brasil ainda depende de poucos mercados estratégicos”, afirma.

Apesar da retração nos EUA, o setor demonstrou resiliência ao ampliar as exportações para outros destinos. As vendas para a Europa cresceram 44,51% em agosto, com destaque para Espanha (+632,59%), França (+238,77%) e Suíça (+130,72%). Na América Latina, mercados como México (+28,34%) e Bolívia (+56,18%) também ganharam relevância.

“O redirecionamento para América Latina e Europa comprova que existe demanda para a produção brasileira, mas precisamos garantir condições de competitividade para que esse movimento se sustente no longo prazo”, acrescenta Fraccaro.

Exportações em alta no acumulado

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras de dispositivos médicos, para todos os países, somaram US$ 761,7 milhões, alta de 6,83% em relação ao mesmo período de 2024. Todos os segmentos registraram crescimento, com destaque para reabilitação (+26,64%), odontologia (+8,19%) e laboratório (+6,35%). O segmento médico-hospitalar segue como o mais representativo, respondendo por 64,49% do total.

Entre os itens que puxaram esse desempenho estão os categutes esterilizados para suturas (+96,25%), artigos e aparelhos ortopédicos (+33,56%) e sondas, catéteres e cânulas (+167,96%).

Importações em movimento

As importações, por sua vez, somaram US$ 889,7 milhões em agosto, queda de 6,16% em relação a julho e 11,02% abaixo de agosto de 2024. Ainda assim, o acumulado do ano já chega a US$ 7,23 bilhões, alta de 8,37% frente ao mesmo período do ano anterior. O segmento de laboratório concentra 50,78% do total, seguido por médico-hospitalar (39,59%) e odontologia (3,25%).

Os Estados Unidos seguem como principal origem das importações brasileiras (16,57% do total), mas em agosto houve retração de quase 20% nas compras oriundas do país. Em contrapartida, cresceram as importações vindas da China (+3,15%), Japão (+38,93%), França (+39,77%) e Reino Unido (+65,40%).

Para Fraccaro, esse cenário mostra a importância de políticas públicas voltadas à redução da vulnerabilidade externa do setor: “É fundamental avançar em acordos internacionais e na reciprocidade regulatória. Só assim nossas empresas poderão competir em igualdade de condições e planejar com previsibilidade”, conclui.

(*) Com informações a ABIMO

Fonte: Comex do Brasil

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Internacional

O que os empresários americanos realmente pensam sobre Trump

Em público, poucos empresários e executivos americanos criticam Donald Trump.

Mas nos bastidores, a história é outra.

Durante um encontro a portas fechadas na Yale School of Management, ocorrido em Washington na quarta-feira, dezenas de líderes empresariais manifestaram suas preocupações com relação a temas como tarifas, imigração e um ambiente de negócios cada dia mais caótico e difícil de navegar.

O relato é de uma reportagem do Wall Street Journal.

“Eles estão sendo extorquidos e intimidados. Nas conversas reservadas, eles demonstram que estão realmente chateados,” disse ao Journal o professor Jeffrey Sonnenfeld, organizador do evento.

A “extorsão” refere-se a acordos como o que obriga a Nvidia a repassar para o Governo dos EUA uma parcela de suas vendas na China ou a golden share na US Steel.

Sondagens realizadas com os participantes dão uma mostra do mal-estar.

Com relação ao tarifaço, 71% das pessoas ouvidas disseram que é uma política prejudicial para suas empresas. 75% disseram que a Justiça deveria decidir como ilegal a imposição das tarifas decidida por Trump.

Quando questionados se planejavam investir mais na expansão da capacidade produtiva nos EUA, 62% dos entrevistados disseram que não.

Os motivos citados para o desalento, de acordo com Sonnenfeld, são as incertezas e os custos causados pelas tarifas e a política de imigração, entre outros fatores. Há críticas também à interferência no Federal Reserve e ao ‘capitalismo de estado’ praticado por Trump.

“O governo não deve escolher vencedores ou perdedores em determinados setores,” disse Nick Pinchuk, o CEO da Snap-on Tools.

Os executivos foram quase unânimes em expressar desacordo com as pressões de Trump sobre o presidente do Fed, Jerome Powell, para reduzir as taxas de juros: 80% dos entrevistados disseram que o Presidente não está agindo pelos interesses de longo prazo dos EUA.

Para 71% das pessoas ouvidas, a independência do Fed saiu enfraquecida.

Fonte: Marca Legal

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Agricultura

Agricultores franceses contra o pacto UE-Mercosul e as tarifas de Trump

O principal sindicato dos agricultores franceses, a FNSEA, convocou para o próximo 25 de setembro uma jornada nacional de protesto contra o acordo comercial UE-Mercosul, as tarifas de Donald Trump e “as importações de produtos que não respeitam a regulamentação francesa”.

Assim anunciou em entrevista ao semanário Journal du Dimanche o secretário-geral do sindicato, Arnaud Rousseau, que voltou a se mostrar especialmente hostil ao acordo por considerar que a entrada na França de produtos latino-americanos, mais baratos e com diferentes normas de produção, pode prejudicar a produção nacional.

Esse anúncio acontece em pleno período de protestos nas ruas contra a austeridade na França. No último 10 de fevereiro se manifestou o movimento social Bloqueemos tudo e, neste dia 18, está prevista uma importante jornada de greve convocada pelos sindicatos.

Os protestos acontecem também em meio a uma instabilidade política. Nesta semana, a Assembleia Nacional derrubou François Bayrou como primeiro-ministro — o segundo a cair no hemiciclo em menos de um ano — e o presidente francês, Emmanuel Macron, nomeou outro chefe de Governo, Sébastien Lecornu.

Esse aliado fiel de Macron deu sinais de querer suavizar o plano de austeridade de 2026, que havia levado as forças parlamentares a forçar a queda de Bayrou, como a retirada da polêmica supressão de dois feriados por ano. No entanto, os movimentos de protesto, como o do dia 18, continuam de pé.

A convocatória da FNSEA — um sindicato favorável à agricultura intensiva — acontece no momento em que o acordo comercial entre o bloco europeu e latino-americano (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) está em fase de ratificação nos 27 parlamentos da UE. No papel, quase todos os deputados franceses se opõem a esse acordo.

Há quase dois anos, em janeiro de 2024, houve um grande movimento de protestos de pecuaristas e agricultores franceses que, além de denunciar o acordo UE-Mercosul, reclamavam da perda de competitividade devido a normas ambientais supostamente mais rígidas na França do que em outros países e ao excesso de burocracia.

Para tentar apaziguar esse descontentamento, a Assembleia Nacional aprovou no verão uma polêmica lei, chamada “Duplomb”, que chegou a reautorizar um pesticida, mas que, em meio a uma forte mobilização ecologista contra a medida, acabou sendo modificada pelos tribunais.

Fonte: El Economista

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Comércio Exterior

Celulose brasileira fica totalmente isenta de tarifaço de Trump

As vendas de celulose do Brasil para os EUA estão isentas até mesmo da “tarifa recíproca” de 10% introduzida pelo governo Donald Trump em abril, segundo mudanças recentes na lista de bens excluídos do tarifaço, previstas numa ordem executiva editada na última sexta-feira pela Casa Branca.

O Instituto Brasileiro de Árvores (Iba), que representa os fabricantes de celulose, confirmou o entendimento de que as tarifas americanas caíram.

A celulose já estava na lista de exceções da sobretaxa adicional de 40%, que foi anunciada por Trump no início de julho e entrou em vigor no início de agosto. Com o decreto da última sexta-feira, ficou de fora também da tarifa de 10% em vigor desde abril.

A ordem executiva publicada pela Casa Branca faz diversas modificações no rol dos produtos sujeitos ao tarifaço. Uma longa lista de códigos da classificação americana de bens para fins de comércio exterior foi colocada em três anexos do decreto

No Anexo 2, que lista produtos que “não estão cobertos” pelas tarifas recíprocas de 10%, estão três códigos que incluem a celulose e derivados. Segundo o Iba, esses três itens respondem por 90% das vendas de celulose do Brasil para os EUA.

Maior fornecedor do mundo
O Brasil é o maior fornecedor de celulose do mundo, segundo o Iba. O destaque da produção nacional é a celulose de fibra curta, usada na fabricação de papel branco, tipo ofício, e também na indústria de higiene e limpeza — papel higiênico, papel toalha, fraldas e absorventes.

As exportações de celulose do Brasil somaram US$ 6,9 bilhões no acumulado até agosto deste ano, alta de 1,4% ante igual período de 2024, segundo os dados da balança comercial, divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Os preços globais do insumo estão em queda, mas o valor das vendas externas subiu. Em quantidade, houve um salto de 15,6% na comparação anual das exportações brasileiras de celulose.

Fonte: Infomoney

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