Sustentabilidade

Megabarco elétrico da China inaugura nova era no transporte marítimo sustentável

A China colocou em operação o maior porta-contêineres 100% elétrico já construído, marcando um avanço significativo no transporte marítimo sustentável. O navio, batizado de Ning Yuan Dian Kun, representa uma aposta concreta na redução das emissões de carbono em um setor responsável por cerca de 90% do comércio global — e também por uma parcela relevante das emissões de CO₂ na logística internacional.

Maior navio elétrico do mundo inicia testes em Xangai

Desenvolvido pelo estaleiro Jiangxi Jiangxin Shipbuilding, o Ning Yuan Dian Kun começou os testes de navegação na região de Xangai após concluir as provas de amarração.

Com 127,8 metros de comprimento e 21,6 metros de largura, o cargueiro tem capacidade para transportar até 740 contêineres de 20 pés (740 TEU). O deslocamento é de aproximadamente 10 mil toneladas, e a embarcação pode atingir velocidade máxima de 11,5 nós.

Projetado desde o início para operar em rotas costeiras comerciais, o navio foi concebido para atuar tanto em navegação quanto em operações portuárias com zero emissões.

Sistema de baterias intercambiáveis reduz tempo de parada

O principal diferencial do megabarco está no sistema de propulsão elétrica. A embarcação utiliza dez baterias instaladas em contêineres modulares, somando capacidade de até 19.000 kWh. A energia alimenta dois motores elétricos de ímãs permanentes, com potência de 875 kW cada.

Além da recarga convencional em conexão de alta tensão nos portos, o projeto permite a substituição rápida dos módulos de bateria por unidades já carregadas. Na prática, o navio pode “reabastecer” por meio da troca de contêineres energéticos, reduzindo drasticamente o tempo de inatividade — modelo que a China também vem testando no transporte rodoviário pesado.

O sistema ainda conta com painéis fotovoltaicos integrados, que complementam o fornecimento de energia durante a operação.

Navegação autônoma e tecnologia embarcada

Mais do que um navio elétrico, o Ning Yuan Dian Kun incorpora recursos avançados de navegação autônoma. Entre as funcionalidades estão:

  • Monitoramento ambiental em tempo real;
  • Sensores com percepção visual em diferentes condições climáticas;
  • Planejamento automático de rotas;
  • Sistemas de prevenção de colisões.

Os testes em andamento na costa de Xangai avaliam o desempenho do casco, a eficiência do sistema elétrico e a confiabilidade dos recursos digitais antes da liberação para operação comercial.

Operação comercial e meta de descarbonização

Após a fase de testes, o navio será operado pela Ningbo Ocean Shipping em rotas regionais de alimentação conectadas ao porto de Porto de Ningbo-Zhoushan, um dos maiores hubs marítimos do mundo.

O projeto integra a lista nacional chinesa de iniciativas de “demonstração de tecnologias verdes”, com o objetivo de transformar o modelo em referência para o transporte marítimo sem emissões em corredores costeiros.

Caso o sistema de baterias intercambiáveis se consolide em escala regional, os impactos podem ser diretos: redução da poluição atmosférica e sonora nos portos, menor dependência de combustíveis fósseis e fortalecimento de um novo padrão industrial para a navegação comercial.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Transporte

Frota global de navios dual fuel atinge 400 unidades e reforça transição energética marítima

A frota global de navios porta-contêineres e Ro-Ro com sistemas de dupla combustão alcançou a marca de cerca de 400 embarcações, consolidando uma das transformações mais relevantes da indústria marítima nos últimos anos. O avanço reflete o aumento dos investimentos em tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao atendimento de normas ambientais mais rigorosas.

Flexibilidade operacional impulsiona adoção da tecnologia dual fuel
Os navios dual fuel são projetados para operar tanto com combustíveis marítimos convencionais quanto com alternativas de menor impacto ambiental, como GNL, metanol e outros combustíveis emergentes. Essa capacidade de alternância tem sido estratégica para armadores que buscam mitigar riscos regulatórios, otimizar custos operacionais no longo prazo e reduzir a dependência de uma única matriz energética.

Grandes armadores lideram encomendas no longo curso
No segmento de porta-contêineres, as principais companhias de navegação concentram os pedidos por novas embarcações com dupla combustão, incorporando esses navios principalmente às rotas de longo curso. O movimento sinaliza uma mudança estrutural no perfil da frota global, alinhada às exigências ambientais de mercados internacionais.

Tecnologia avança no transporte Ro-Ro e no setor automotivo
Já no mercado Ro-Ro, a adoção da tecnologia dual fuel cresce sobretudo no transporte de veículos e cargas rodantes. Esses segmentos enfrentam pressão crescente de cadeias globais de suprimentos para reduzir a pegada de carbono e adotar práticas logísticas mais sustentáveis.

Perspectiva é de crescimento contínuo nos próximos anos
Especialistas do setor avaliam que a frota dual fuel deve seguir em expansão, impulsionada por novas encomendas em estaleiros da Ásia e da Europa. A expectativa é que essas embarcações assumam papel central na transição energética do transporte marítimo, enquanto os combustíveis de emissão zero ainda avançam rumo à viabilidade comercial em larga escala.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Transporte

Primeiro navio elétrico do mundo estreia na América do Sul e revoluciona transporte marítimo

A América do Sul entrou para a história da navegação com a chegada do primeiro navio elétrico do mundo. Batizada de China Zorrilla, a embarcação passa a operar na rota entre Buenos Aires, na Argentina, e o Uruguai, oferecendo uma alternativa moderna, rápida e ambientalmente responsável para passageiros e veículos.

Tecnologia inédita marca nova era da navegação

Com 130 metros de comprimento, o China Zorrilla se destaca não apenas pelo uso de energia elétrica, mas também por seu porte. Trata-se do maior catamarã de alumínio já construído no planeta, estabelecendo um novo padrão em capacidade e engenharia naval.

O navio opera com oito motores elétricos acoplados a um sistema de propulsão por jato de água. Para sustentar essa operação, a embarcação conta com mais de 40 MWh em baterias, que juntas pesam cerca de 275 toneladas. A recarga completa é viabilizada por carregadores de alta potência instalados nos portos de Buenos Aires e Colônia, permitindo abastecimento total em aproximadamente 80 minutos.

Viagem silenciosa e focada no conforto do passageiro

A experiência a bordo foi pensada para oferecer conforto e tranquilidade. Por ser um navio elétrico com zero emissão de carbono, o China Zorrilla opera sem ruídos de motores a combustão. Os passageiros têm acesso a mais de 3 mil metros quadrados de áreas de lazer, além de uma loja duty-free.

O tempo médio da travessia é de cerca de 90 minutos, combinando eficiência, sustentabilidade e uma jornada mais agradável entre os dois países.

Capacidade supera embarcações tradicionais

Em comparação com outros navios da mesma operadora, o novo modelo representa um salto significativo. Enquanto o tradicional navio Francisco transporta até 950 passageiros, o China Zorrilla tem capacidade para 2,1 mil pessoas e 225 veículos, tornando-se uma das maiores embarcações de transporte de passageiros da região.

Sustentabilidade e investimento verde impulsionam o projeto

O projeto demandou um investimento de aproximadamente 170 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 932 milhões, e contou com financiamento sustentável. A iniciativa é considerada a primeira “operação azul” voltada ao transporte marítimo elétrico.

Além de eliminar a emissão de gases poluentes, o navio reduz drasticamente o risco de vazamentos de combustível, contribuindo para a preservação da biodiversidade marinha e reforçando o compromisso ambiental do setor naval.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Incat/Reprodução/ND Mais

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Sustentabilidade

Japão realiza o primeiro teste mundial de motor marítimo movido a hidrogênio em terra

O Japão alcançou mais um marco mundial na corrida para descarbonizar o setor naval. Um consórcio formado pela Kawasaki Heavy Industries, Yanmar Power Solutions e Japan Engine Corporation realizou com sucesso a primeira operação terrestre de motores marítimos movidos a hidrogênio, representando um passo importante rumo à propulsão naval de emissão zero.

O teste foi conduzido na fábrica-sede da Japan Engine, utilizando um novo sistema de abastecimento de combustível de hidrogênio liquefeito, desenvolvido com apoio do Fundo de Inovação Verde — um programa do governo japonês vinculado ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria. O projeto faz parte do investimento de 2 trilhões de ienes (US$ 13 bilhões) para atingir a meta de emissões líquidas zero até 2050.

A Kawasaki Heavy liderou o desenvolvimento do sistema de abastecimento de hidrogênio, projetado para fornecer hidrogênio em alta e baixa pressão a diferentes tipos de motores marítimos. Durante os testes, Kawasaki Heavy e Yanmar alcançaram combustão estável na potência nominal em motores de quatro tempos e velocidade média, operando exclusivamente com hidrogênio.

Enquanto isso, a Japan Engine está desenvolvendo um motor de dois tempos e baixa rotação movido a hidrogênio — o tipo normalmente utilizado para propulsão principal — e planeja iniciar as operações na primavera de 2026.

Cada um dos três motores também pode funcionar com combustíveis convencionais, oferecendo redundância por meio de uma configuração bicombustível, que permite alternar entre hidrogênio e diesel.

Os testes em terra deverão ser seguidos por ensaios em embarcações, em parceria com estaleiros e armadores japoneses, nos próximos anos.

“A demonstração confirma que o hidrogênio pode fornecer energia estável e sem emissões para uso marítimo”, afirmaram as empresas em comunicado conjunto, acrescentando que o objetivo é “liderar a adoção global de navios movidos a hidrogênio.”

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Portos

Terminal Portuário Barra do Rio inaugura rota marítima inédita entre Itajaí e África

O Terminal Portuário Barra do Rio, em Itajaí (SC), deu um passo histórico ao receber a primeira escala do navio M/V UNISTAR, operado pela Roymar Shipping e coordenado pela Wasa Projects. A operação marcou a abertura de uma nova rota marítima para o continente africano, ampliando as possibilidades de integração logística entre Brasil e mercados emergentes da região.

Expansão com foco em sustentabilidade e inovação

De acordo com Ricardo R. Moraes, diretor-presidente do Terminal Portuário Barra do Rio, a chegada do M/V UNISTAR simboliza mais do que um avanço operacional.

“A primeira escala em setembro é um marco importante que nos permitirá explorar novas rotas pelo Atlântico e adaptar nossa operação às necessidades do mercado. Este novo ativo também apoia nosso compromisso com a sustentabilidade no transporte marítimo, alinhando-se às metas do Terminal Barra do Rio”, destacou Moraes.

A nova linha reforça o compromisso do terminal em atuar como um hub portuário moderno, sustentável e integrado às demandas globais de comércio exterior.

Parceria estratégica viabilizou a nova rota

O projeto contou com a parceria da Roymar Shipping e da Wasa Projects, fundamentais para garantir eficiência operacional, segurança e flexibilidade logística. Com o novo serviço, Itajaí se fortalece nas principais rotas internacionais, ampliando sua atuação como um dos principais polos portuários do Atlântico Sul.

Itajaí como hub portuário de referência

Nos últimos anos, o Terminal Barra do Rio consolidou sua imagem como um centro de excelência em logística portuária, destacando-se pela agilidade, governança e inovação tecnológica. A ampliação das rotas marítimas reafirma essa visão de futuro.

“Com mais linhas operando no Terminal, reforçamos nossa estratégia de concentrar operações de armadores de forma segura e eficiente. Estamos confiantes de que nossos clientes perceberão os benefícios desse novo serviço e se juntarão a nós neste desafio”, completou Moraes.

Brasil e África: integração além-mar

A expansão para a África acompanha um movimento global de reaproximação entre portos do Atlântico Sul, cada vez mais estratégicos para o escoamento de commodities, cargas industriais e projetos especiais. Nesse cenário, o Barra do Rio se posiciona como elo essencial entre o Brasil e novas oportunidades de negócios além-mar.

Mais do que transportar cargas, o Terminal reafirma sua missão de conectar pessoas, empresas e sustentabilidade, navegando rumo a um futuro cada vez mais integrado e competitivo.

Fonte: Terminal Portuário Barra do Rio

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Notícias

Geely lança navio para 7.000 carros e mira portos brasileiros

A Geely, uma das principais montadoras da China, apresentou seu mais recente navio Ro-Ro, o Jisu Glory, projetado para exportação de veículos. Com capacidade para transportar até 7.000 carros por viagem, a embarcação já iniciou sua primeira rota internacional, reforçando a estratégia da empresa de assumir o controle total da sua cadeia logística global.

Estrutura e tecnologia avançada

O Jisu Glory é o segundo navio Ro-Ro construído pela própria Geely e também o maior já desenvolvido pela montadora. Com 12 conveses, a distribuição dos veículos é feita de forma estratégica, garantindo segurança e eficiência no transporte. A embarcação mede 200 metros de comprimento por 38 metros de largura e possui sistemas de ventilação e proteção especiais para carros elétricos e movidos a hidrogênio, refletindo a aposta da empresa em tecnologias sustentáveis.

Sustentabilidade: navio movido a GNL

No aspecto ambiental, o navio é alimentado por gás natural liquefeito (GNL), combustível que reduz significativamente as emissões de óxidos de nitrogênio e enxofre, tornando o transporte marítimo mais ecologicamente responsável.

Expansão das exportações e chegada ao Brasil

O lançamento do Jisu Glory ocorre em meio a um crescimento histórico nas exportações da Geely. Apenas no primeiro semestre de 2025, a empresa enviou mais de 184 mil veículos para destinos como Brasil, Austrália e Europa.

Não será surpresa ver o navio atracando em portos brasileiros nos próximos meses, já que a Geely comercializa no país o SUV EX5 e planeja trazer em breve o EX2, modelo mais vendido na China.

Rotas internacionais e submarcas

Antes de chegar ao Brasil, o Jisu Glory seguirá para a Europa, transportando veículos da Geely e de suas submarcas Lotus, Smart, Farizon e Zeekr — esta última com presença já confirmada no mercado brasileiro. O navio será utilizado em rotas globais, conectando diferentes bases da montadora ao redor do mundo.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Geely/Divulgação

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