Logística

Transnordestina: megaferrovia de R$ 14,9 bilhões terá 1.206 km e cortará 53 cidades do Nordeste

A Ferrovia Transnordestina avança como um dos maiores projetos de infraestrutura logística do Brasil, com investimento estimado em R$ 14,9 bilhões e extensão total de 1.206 quilômetros. A megaobra vai atravessar 53 municípios e tem previsão de conclusão até 2027.

Considerada estratégica para o escoamento de grãos e minérios, a ferrovia promete reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade do agronegócio e impulsionar o desenvolvimento econômico no Nordeste.

Recursos do Novo PAC aceleram obras no Ceará

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões por meio do Novo PAC para dar continuidade às obras. Com isso, todos os trechos da ferrovia no Ceará passaram a estar oficialmente autorizados para construção.

Um dos segmentos visitados recentemente soma 97 quilômetros e passa por municípios como Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia. Esse trecho integra a fase 1 do projeto, que conecta o interior do Piauí ao litoral cearense, onde está localizado o Porto do Pecém.

Investimento bilionário e avanço físico das obras

Do total previsto de R$ 14,9 bilhões, cerca de R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. A fase 1 atingiu aproximadamente 80% de execução.

Até o momento, 727 quilômetros da linha principal estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras. A ferrovia é considerada a principal intervenção logística da história recente do Ceará, com impacto direto na ligação entre regiões produtoras e o mercado externo.

Testes operacionais já estão em andamento

A operação experimental da Transnordestina começou em dezembro de 2025. Em janeiro, foi realizado o segundo teste operacional, conduzido pela Transnordestina Logística S.A..

Na ocasião, 946 toneladas de sorgo foram transportadas do Terminal Intermodal do Piauí até o Terminal Logístico de Iguatu, no Ceará, em uma viagem de 16 horas e 34 minutos. Novos testes devem incluir diferentes tipos de carga para validar a infraestrutura ferroviária.

Trajeto estratégico conecta interior ao litoral

A linha principal terá 1.206 quilômetros, além de 73 quilômetros de ramais secundários. O traçado ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por:

  • 28 municípios no Ceará (608 km);
  • 18 municípios no Piauí;
  • 7 municípios em Pernambuco.

O projeto fortalece a integração regional e amplia a conexão do Nordeste com os mercados internacionais.

Impacto no agronegócio e na economia regional

A ferrovia é vista como fundamental para o escoamento da produção do Matopiba — região que engloba Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins.

Com a nova estrutura, a expectativa é de redução nos custos logísticos, aumento da competitividade das commodities brasileiras e estímulo à instalação de terminais, portos secos e centros de distribuição ao longo do trajeto.

Além de favorecer o setor produtivo, o transporte ferroviário é apontado como alternativa mais eficiente e sustentável, contribuindo para a descarbonização do transporte de cargas.

Projeto histórico marcado por atrasos

A proposta de uma ferrovia estruturante no Nordeste é discutida desde a década de 1950. Uma primeira tentativa de implantação começou em 1959, mas foi interrompida por inviabilidade econômica.

O modelo atual teve início em 2006, com previsão inicial de entrega em 2010. Após sucessivas paralisações, as obras foram retomadas em 2024, ganhando novo impulso com recursos federais.

A conclusão da Transnordestina é considerada decisiva para consolidar uma nova matriz logística no Nordeste e ampliar a participação da região no comércio exterior.

FONTE: GMC Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/ MT

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Logística

Transnordestina avança no Ceará e se aproxima da conexão com o Porto do Pecém

As obras da Transnordestina seguem em ritmo acelerado no Ceará e já se aproximam da ligação com o Porto do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. A conexão ferroviária é aguardada há anos pelo setor produtivo e deve ampliar a competitividade do escoamento de cargas na região.

Na última semana, técnicos da Superintendência de Infraestrutura Ferroviária (SUFER), vinculada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizaram vistoria presencial para acompanhar o andamento dos trabalhos em trechos considerados estratégicos.

Vistorias técnicas nos lotes 5, 6 e 11

A inspeção ocorreu nos lotes 5 e 6, localizados entre os municípios de Senador Pompeu e Quixeramobim. Esses segmentos da ferrovia Transnordestina têm previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026.

Além desses trechos, a equipe também avaliou o avanço das obras no lote 11, já na área de chegada ao complexo do Pecém. Essa etapa é considerada uma das mais desafiadoras do projeto, especialmente pela necessidade de integração da malha ferroviária com os terminais portuários e demais estruturas logísticas.

A conexão direta com o porto deve fortalecer o transporte de cargas por trilhos, reduzindo custos e ampliando a eficiência da logística regional.

Acompanhamento permanente da ANTT

Desde 2025, quando autorizou o início do transporte ferroviário em regime de comissionamento em parte da linha, a Agência Nacional de Transportes Terrestres intensificou o monitoramento técnico da obra.

A atuação da agência reguladora envolve:

  • fiscalização da execução dos trabalhos;
  • avaliação técnica da infraestrutura;
  • verificação das condições de segurança operacional.

O avanço da Transnordestina é considerado estratégico para consolidar um novo eixo logístico no Nordeste, ampliando a integração entre o interior produtivo e o Porto do Pecém, que desempenha papel central nas exportações e na movimentação de cargas da região.

FONTE: Portal BeNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Transnordestina avança no Ceará e reforça logística e desenvolvimento do Nordeste

A Transnordestina segue como um dos principais projetos de infraestrutura ferroviária do país, essencial para o escoamento da produção do Nordeste brasileiro. Para acompanhar o andamento das obras, o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, vistoriou os Lotes 9 e 10, trechos estratégicos da fase 1 do empreendimento no Ceará.

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões pelo Novo PAC para este trecho, garantindo 100% de liberação das obras no estado.

“O avanço dessas obras demonstra a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia permitirá transporte de cargas mais eficiente, descarbonizando o setor logístico”, afirmou Ribeiro.

Trecho cearense e impacto regional

O trecho visitado atravessa os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia, somando 97 quilômetros. Ele integra a fase 1 da ferrovia, conectando o Piauí ao litoral cearense.

Para o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a ferrovia vai muito além da geração de empregos: “É a principal obra de logística da história do estado, ligando regiões produtoras de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados internacionais.”

A fase 1 da Transnordestina conta com 727 quilômetros finalizados de um total de 1.053 quilômetros, representando 80% de conclusão, enquanto os 326 quilômetros restantes seguem em execução. O investimento já aplicado soma R$ 11,3 bilhões.

Testes operacionais avançam

Neste mês, a ferrovia deu mais um passo rumo à operação plena com o segundo teste operacional, transportando 946,12 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em 16 horas e 34 minutos.

Os testes começaram em dezembro de 2025 e devem incluir, em etapas futuras, diversificação de mercadorias transportadas pela linha férrea.

“Essa obra vai transformar o Nordeste. Com mais de 1.200 quilômetros de ferrovia, todos os lotes contratados e infraestrutura de primeiro mundo, a região terá um grande desenvolvimento econômico”, destacou Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN.

Integração econômica e logística do Nordeste

A Transnordestina terá 1.206 quilômetros na linha principal e 73 quilômetros em ramais secundários, atravessando 53 municípios. Do total, 608 quilômetros estão em solo cearense, beneficiando 28 municípios, enquanto 18 piauienses e 7 pernambucanos também serão contemplados.

Segundo Ribeiro, a ferrovia é um motor de desenvolvimento: “Além de escoar a produção agrícola com mais eficiência e menor emissão de gases, gera emprego, renda e infraestrutura logística no entorno, como terminais e portos secos, fortalecendo a competitividade brasileira no mercado internacional.”

Com papel central no escoamento da produção do Matopiba — região que inclui Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins — a Transnordestina reduz custos logísticos e impulsiona o desenvolvimento econômico regional, redesenhando o mapa da logística do Nordeste.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/MT

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Logística

Transnordestina atinge 80% de execução na Fase 1 e avança para operação plena

A Fase 1 da Ferrovia Transnordestina alcançou 80% de avanço físico e se aproxima de um marco importante para a logística do Nordeste. Do total previsto, 727 quilômetros da linha principal já estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras, consolidando o ritmo de execução do empreendimento.

Testes operacionais avançam no Ceará e no Piauí

Em janeiro, o projeto ferroviário registrou mais um avanço relevante com a conclusão da segunda prova operacional. A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) realizou o transporte de 946,12 toneladas de sorgo, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) com destino ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará.

O trajeto foi cumprido em 16 horas e 34 minutos, demonstrando a viabilidade operacional da ferrovia e reforçando o potencial do modal ferroviário para o escoamento de cargas agrícolas.

Transporte de cargas marca fase de avaliação do projeto

A etapa de testes teve início em dezembro de 2025, com foco no transporte de produtos agrícolas pela Transnordestina. Segundo a concessionária, as próximas provas devem contemplar a diversificação de mercadorias, ampliando a validação do sistema ferroviário.

Infraestrutura ferroviária promete impacto econômico no Nordeste

De acordo com o diretor executivo de Infraestrutura e Logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Tufi Daher Filho, a Transnordestina representa um divisor de águas para a região.

“Este é um projeto fundamental, com mais de 1.200 quilômetros de ferrovias e todos os lotes contratados. Trata-se de uma infraestrutura de padrão mundial, capaz de impulsionar o desenvolvimento e reverter tendências negativas históricas do Nordeste”, destacou.

Traçado, investimento e alcance regional

Ao final, a ferrovia contará com 1.206 quilômetros de linha principal e 73 quilômetros de ramais secundários, atravessando 53 municípios. O traçado liga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), um dos principais hubs logísticos do país.

O investimento total da Transnordestina é estimado em R$ 14,9 bilhões, dos quais R$ 11,3 bilhões já foram executados, reforçando a robustez financeira e o avanço consistente do projeto.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Transnordestina avança na formação de base de clientes e estrutura modelo comercial

A Ferrovia Transnordestina começa a dar passos concretos rumo à consolidação de sua operação comercial. Em meio às viagens experimentais, empresários e produtores passam a enxergar ganhos logísticos e redução de custos com o transporte ferroviário de cargas, especialmente em comparação ao modal rodoviário.

“Quando a ferrovia estiver totalmente concluída, com toda a estrutura de carregamento e descarregamento pronta, teremos, sim, uma redução real de custos. É um sonho antigo que começa a se materializar”, afirma Marden Alencar Vasconcelos, diretor e sócio da Tijuca Alimentos. A expectativa do empresário reflete o sentimento de parte do setor produtivo que acompanha os testes operacionais da Transnordestina.

Testes operacionais impulsionam procura pelo transporte ferroviário

A relação entre empresas e a Transnordestina Logística S/A (TLSA) vem se estreitando desde o início das viagens experimentais entre o Piauí e o Ceará. De acordo com o diretor Comercial e de Terminais da concessionária, Alex Trevizan, o interesse pelo transporte ferroviário de cargas aumentou significativamente após as primeiras operações.

Segundo ele, novas operações-teste já estão sendo desenhadas com potenciais clientes. O objetivo é validar, na prática, o modelo comercial da Transnordestina, que deve se consolidar até 2028, quando a ferrovia estiver totalmente inaugurada. “Após a operação de dezembro, várias empresas nos procuraram interessadas em realizar transportes semelhantes ou testar outros tipos de carga”, explica.

Contratação flexível e transporte sob demanda

Um dos diferenciais do projeto é a flexibilidade do modelo de contratação. Cada vagão pode ser contratado de forma individual, no formato de transporte sob demanda, de acordo com as necessidades do cliente. São considerados fatores como tipo de mercadoria, volume, frequência das viagens e terminais de origem e destino.

Esse formato permite que uma mesma composição ferroviária, com cerca de 20 vagões, transporte cargas de diferentes empresas ou até o mesmo produto pertencente a contratantes distintos. A partir da apresentação de uma proposta, a TLSA passa a estruturar toda a cadeia logística, avaliando a infraestrutura necessária para cada tipo de carga.

Primeiras viagens transportam grãos entre Piauí e Ceará

Após a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a liberação da licença de operação pelo Ibama, a Transnordestina realizou suas duas primeiras viagens transportando milho e sorgo adquiridos exclusivamente pela Tijuca Alimentos LTDA.

Operação-teste envolve integração logística

O primeiro contato da Tijuca com a Transnordestina ocorreu em 2024 e evoluiu até a formalização da operação-teste no ano seguinte. Segundo Marden Vasconcelos, todo o processo envolveu a construção conjunta da logística intermodal, combinando ferrovia e rodovias.

No modelo adotado, os grãos foram levados por caminhões até o terminal ferroviário de Bela Vista do Piauí (PI). De lá, seguiram pela ferrovia até Iguatu (CE), onde retornaram ao transporte rodoviário com destino às unidades da empresa em Beberibe e Horizonte.

Por se tratar de uma fase experimental e com a ferrovia ainda em implantação, a empresa aceitou operar com margens reduzidas. “Assumimos o risco porque acreditamos no projeto e queremos construir, junto com a Transnordestina, um modelo sustentável e justo para ambas as partes”, destaca.

Terminais logísticos ampliam eficiência operacional

Além da integração entre ferrovia e rodovias, a Transnordestina conta com terminais logísticos operados pela iniciativa privada. Nesse modelo, o cliente pode contratar não apenas o transporte ferroviário, mas também serviços de armazenagem, carregamento e descarregamento diretamente com os operadores dos terminais.

Há ainda a possibilidade de o investidor responsável pela construção do terminal atuar também como comprador da carga, reduzindo intermediários e aumentando a eficiência da operação. Em alguns casos, a própria TLSA atua como facilitadora, conectando produtores, compradores e operadores logísticos.

Expansão dos terminais da Transnordestina

A TLSA planeja implantar entre seis e oito terminais logísticos em pontos estratégicos do Nordeste, incluindo Eliseu Martins e Bela Vista do Piauí (PI), Trindade e Salgueiro (PE), além de Missão Velha, Maranguape e o Porto do Pecém (CE). Neste último, o destaque é o TUP NELOG, terminal privado do Grupo CSN que conectará as ferrovias à estrutura portuária, fortalecendo os fluxos de exportação e importação.

FONTE: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MIDR

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Transporte

Transnordestina realiza segunda viagem-teste com carga de cereal entre Piauí e Ceará

A Ferrovia Transnordestina deu mais um passo rumo à operação comercial ao iniciar, neste domingo (11), a segunda viagem-teste com transporte de carga de cereal. A composição saiu às 14h de Bela Vista, no Piauí, com destino ao Terminal Integrador de Iguatu, no Ceará.

Percurso de 585 km repete operação experimental

A previsão é que a carga chegue ao território cearense entre 5h e 6h desta segunda-feira (12). O trajeto percorre 585 quilômetros, o mesmo utilizado na primeira operação experimental da ferrovia.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o transporte envolve 20 vagões carregados com sorgo, que será destinado a granjas da região.

Testes marcam avanço técnico da ferrovia

A nova viagem-teste é considerada um marco técnico na evolução da Transnordestina, obra que se arrasta há quase duas décadas, marcada por atrasos e entraves jurídicos. A previsão atual é de que a ferrovia seja concluída em 2028.

“A Transnordestina deixou de ser uma promessa distante e começa a se consolidar como uma realidade operacional”, afirmou Francisco Alexandre, superintendente da Sudene. Segundo ele, o investimento de R$ 700 milhões reforça o potencial do projeto para transformar a logística do Nordeste.

Primeira operação ocorreu em dezembro

A primeira viagem experimental da Transnordestina foi realizada em 18 de dezembro, com o transporte de milho. Os testes estavam inicialmente previstos para começar em 24 de outubro, mas foram adiados após uma interdição do Ibama, ocorrida na véspera da operação.

Sudene libera novos recursos para a obra

Nesta semana, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação de R$ 106,2 milhões para a continuidade das obras da ferrovia. Trata-se da primeira liberação de recursos em 2026 para o empreendimento.

O valor será repassado por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que reúne recursos do Banco do Nordeste e é administrado pela Sudene.

FONTE: Diário do Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yasmin Fonseca/MIDR

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Logística

Expansão das Ferrovias no Brasil ganha impulso com investimentos estratégicos

O setor ferroviário brasileiro vive um momento de crescimento acelerado, com projetos de grande escala que devem receber cerca de R$ 100 bilhões até 2035. O avanço é sustentado por um modelo híbrido de financiamento, que combina concessões a empresas privadas e aportes públicos, além de renegociações de contratos existentes. Inspirada no setor rodoviário, a Política Nacional de Outorgas Ferroviárias define critérios claros para investimentos, leilões previsíveis e mecanismos de compartilhamento de riscos, oferecendo maior segurança jurídica para os investidores.

Investimentos públicos passam a ser direcionados ao setor ferroviário

Historicamente, os recursos das outorgas iam diretamente para o Tesouro, sem retorno para a infraestrutura ferroviária. A partir de 2025, porém, esses fundos passaram a ser aplicados no setor. A estratégia do governo prevê tanto a construção de novas linhas (greenfield) quanto a recuperação de trechos ociosos, em conformidade com padrões de sustentabilidade da OCDE. Para obter autorizações, as iniciativas precisam apresentar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), garantindo prioridade às propostas mais maduras e viáveis.

Principais projetos ferroviários em destaque

Entre os cinco projetos estratégicos, estão o Anel Ferroviário do Sudeste (EF 118), a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que dará base à Ferrovia Transcontinental, o Corredor Leste-Oeste (Fico-Fiol) conectando o Centro do país a portos do Nordeste, a Transnordestina, com dois terços concluídos e quase sete mil trabalhadores envolvidos, e a Ferrogrão, que ligará Sinop (MT) a Miritituba (PA) pelo Arco Norte, atualmente questionada no STF. Outros projetos incluem ramais da Ferrovia Norte-Sul, o Corredor Ferroviário de Santa Catarina (EF 280), a Ferrovia do Pantanal (EF 267) e linhas de passageiros intercidades.

Conectividade regional e integração internacional

No Sul, estuda-se leilão em três lotes para melhorar o acesso ferroviário aos portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS), enquanto tratativas com a Argentina buscam reativar a conexão Uruguaiana-Paso de los Libres. No Centro-Oeste, avalia-se integrar a malha brasileira à rede ferroviária boliviana, reforçando a integração logística na América Latina.

Foco no transporte de grãos e desafios logísticos

Projetos como a Ferrogrão, Fico e Transnordestina têm como objetivo principal escoar a produção agrícola do interior para portos, em um cenário que prevê exportação adicional de 58,8 milhões de toneladas de grãos nos próximos dez anos. O diagnóstico da consultoria Macroinfra alerta que o crescimento do fluxo de cargas pelo Arco Norte exige investimentos urgentes em transporte, para evitar um possível apagão logístico.

Polêmica em torno da Ferrogrão

A Ferrogrão, com 976 km projetados, enfrenta críticas sobre impactos socioambientais, riscos de desmatamento e questões de viabilidade econômica. Especialistas sugerem alternativas mais baratas e sustentáveis, como a ferrovia entre Açailândia (MA) e Vila do Conde (PA), que demandaria apenas R$ 4 bilhões em recursos públicos. Organizações indígenas também questionam o traçado, alegando ausência de consultas prévias às comunidades afetadas, conforme prevê a Constituição e a Convenção 169 da OIT.

Investimento privado e competitividade

O setor privado debate recorde de investimentos, estimado em R$ 54 bilhões entre 2025 e 2027. Segundo o diretor da ANTF, Davi Barreto, o desafio é manter o crescimento por décadas, diante de mudanças políticas e descontinuidade de políticas públicas. Especialistas defendem liberdade tarifária, equilíbrio concorrencial com rodovias e incentivo à interoperabilidade entre modais para melhorar a competitividade ferroviária.

Autorizações ferroviárias e futuro do transporte de passageiros

O regime de autorizações ferroviárias, gerido pela ANTT, permite que empresas construam e operem trilhos em caráter privado. Até o momento, 45 contratos foram firmados, mas apenas dois avançaram para etapas de licenciamento ambiental e desapropriações. A modalidade deve impulsionar a interiorização da economia e possibilitar trens regionais e de média distância, ampliando a mobilidade urbana e logística no país.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Transnordestina inicia operações comerciais após quase 20 anos de obras

Primeiros trens começam a circular em outubro

Após quase duas décadas de atrasos, disputas políticas e investimentos acima do previsto, a ferrovia Transnordestina dará início às suas operações comerciais neste mês de outubro. A circulação inicial será reduzida, mas representa um marco para um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Idealizada ainda no século XIX, no governo de Dom Pedro II, a Transnordestina teve suas obras iniciadas apenas em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conclusão total está prevista para 2027.

Investimento bilionário e mudanças no traçado

O projeto original previa 1.728 km de trilhos, ligando o Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Porém, após anos de entraves e revisões, o traçado atual terá 1.200 km, conectando Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém. O trecho até Suape foi descartado pela CSN, responsável pela execução e futura exploração da ferrovia.

O orçamento inicial, de R$ 4,5 bilhões, já ultrapassa R$ 15 bilhões. Mesmo com a redução no traçado, a obra segue sendo estratégica para o escoamento da produção agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e para o transporte de insumos industriais ao sertão nordestino.

Obras avançam com 75% de execução

Segundo a Transnordestina Logística, subsidiária da CSN, cerca de 600 km já estão prontos para operação, entre Paes Landim (PI) e Acopiara (CE). A empresa estima que 75% das obras foram concluídas, principalmente nas áreas de infraestrutura mais complexas, como pontes, viadutos e nivelamento do terreno.

Mais de 4 mil trabalhadores atuam atualmente na construção, enfrentando o solo rochoso do sertão cearense. A previsão é que até outubro seja contratada a execução dos últimos 100 km.

Expectativa do setor produtivo

Em cidades como Quixeramobim (CE), empresários aguardam com ansiedade a chegada da ferrovia. Um dos beneficiados será o setor agroindustrial local, que enfrenta dificuldades logísticas para armazenar e distribuir insumos. O terminal intermodal em construção promete reduzir gargalos, ampliar a previsibilidade e aumentar a capacidade de produção em até 50%.

O governo federal também liberou R$ 1 bilhão em linhas de crédito para empresas interessadas em investir em uma área de 360 hectares ao redor do terminal. A segunda fase, prevista para 2027, inclui estrutura alfandegária, o que deve transformar a região em um importante polo de importação e exportação.

Operação inicial e projeções de crescimento

Na fase de testes, chamada de comissionamento, os trens transportarão entre 10 mil e 15 mil toneladas de grãos, ligando São Miguel do Fidalgo (PI) a Iguatu (CE).

A expectativa é que até 2028 o volume transportado chegue a 4 milhões de toneladas, incluindo fertilizantes e minério. Para 2030, a meta é alcançar 20 milhões de toneladas.

O presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher, afirma que não há risco de paralisações:

“Agora não tem mais volta. Os recursos estão garantidos e a obra será concluída até 2027, independentemente do cenário político”, declarou.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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