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Sequestro forjado no rodoanel: motorista admite ter criado falsa ameaça de bomba em SP

O caminhoneiro Dener Laurito dos Santos, de 52 anos, reconheceu à Polícia Civil de São Paulo que inventou o sequestro e a falsa bomba que paralisaram o Rodoanel Mário Covas no dia 12. A admissão ocorreu durante depoimento na delegacia de Taboão da Serra, depois que investigadores apontaram inconsistências na versão inicialmente apresentada.

Cinco horas de interdição e 40 km de congestionamento

A simulação provocou uma das maiores interrupções recentes no anel viário da Grande São Paulo. O trânsito ficou bloqueado por cerca de cinco horas, causando 40 quilômetros de lentidão e mobilizando equipes especializadas do Gate, além de helicópteros e cães farejadores.

Simulacro de bomba foi produzido pelo próprio motorista

De acordo com a polícia, o motorista relatou ter confeccionado ele mesmo o artefato falso e se amarrado dentro da cabine da carreta, criando a cena que levou ao bloqueio da via. Imagens analisadas pelos investigadores mostram Dener parando o veículo para urinar e arremessando uma pedra contra a própria carreta — ação inicialmente descrita por ele como parte de um ataque inexistente.

Relatos de outros condutores reforçaram suspeitas

Motoristas que passaram pelo trecho chegaram a notar manobras estranhas antes de o caminhão ser atravessado na pista, mas não observaram qualquer atividade criminosa, o que ajudou a polícia a reconstituir a dinâmica da farsa.

Indiciamento por falsa comunicação de crime

Após assumir a montagem do episódio, Dener foi indiciado por falsa comunicação de crime, conforme o artigo 340 do Código Penal, que prevê pena de detenção de um a seis meses ou multa. Ele afirmou estar em acompanhamento psicológico e aguarda os resultados de exames toxicológicos.

Investigação continua em Taboão da Serra

A Secretaria de Segurança Pública confirmou o indiciamento e informou que o caso segue sob apuração na delegacia de Taboão da Serra, que busca identificar possíveis motivações e eventuais responsáveis adicionais.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globoplay

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Rodoanel Mário Covas é interditado após carreta com motorista preso a explosivos em Itapecerica da Serra

Caminhão bloqueia o Rodoanel e causa interdição total

O Rodoanel Mário Covas foi totalmente interditado na manhã desta quarta-feira (12), após uma carreta com um motorista amarrado a bombas ser deixada atravessada na pista, na altura do km 44, em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo.

De acordo com informações da SPMar, concessionária que administra o trecho, e da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo), o condutor entrou em contato com o centro de controle por volta das 4h, relatando ter sido vítima de assalto e sequestro. Ele teria sido forçado pelos criminosos a posicionar o veículo de modo a bloquear a via.

Polícia investiga sequestro e possível surto psicótico

A Artesp informou que o motorista estaria envolto em fios e artefatos de bomba caseira, permanecendo consciente, porém desorientado. Inicialmente, a agência apontou que o homem foi abordado por três suspeitos.

Contudo, a Polícia Militar trabalha também com a hipótese de que o condutor possa ter sofrido um surto psicótico, segundo relato preliminar das equipes que atendem a ocorrência.

O GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais), por meio de seu Esquadrão Antibombas, foi acionado e atua no local com o apoio do helicóptero Águia, garantindo a segurança do perímetro e das equipes de resgate.

Interdição total e recomendação aos motoristas

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou, em nota, que o chamado partiu do próprio motorista e que a ocorrência segue em andamento. Como medida preventiva, houve interdição total das pistas no trecho afetado, para evitar riscos aos usuários e profissionais que atuam na operação.

A Polícia Militar Rodoviária sinalizou e isolou toda a área, orientando motoristas a evitar o trecho e buscar rotas alternativas até que a situação seja normalizada.

Fonte: SPMar, Artesp e SSP-SP.
Texto: Redação

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