Transporte

Trânsito nas BRs de Santa Catarina deve crescer até 75% no Réveillon, alerta PRF

Fluxo intenso é esperado principalmente na BR-101, com destino aos principais balneários do estado

O movimento nas rodovias federais de Santa Catarina deve registrar um aumento de aproximadamente 75% durante o período de Réveillon, segundo projeção da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A expectativa é de maior concentração de veículos na BR-101, principal corredor viário do estado, especialmente nos acessos às praias mais procuradas por turistas na virada do ano.

Diante do cenário, a PRF orienta os motoristas a planejarem a viagem com antecedência para reduzir riscos e evitar congestionamentos prolongados.

Horários estratégicos e planejamento da viagem

Para minimizar transtornos, a recomendação é evitar os períodos de maior fluxo. De acordo com a PRF, o melhor horário para viajar é entre 5h e 8h da manhã, quando o trânsito costuma ser mais fluido e as temperaturas mais amenas.

Também é indicado acompanhar a situação das rodovias por meio de aplicativos e plataformas digitais, o que pode ajudar na escolha de rotas alternativas e horários mais adequados.

Cuidados essenciais antes de pegar a estrada

A PRF reforça a importância de uma revisão completa do veículo antes da viagem. Itens como pneus, freios, sistema de iluminação, níveis de óleo e água devem ser checados com atenção. Equipamentos obrigatórios — como estepe, triângulo, macaco e chave de roda — precisam estar em boas condições, assim como toda a documentação do motorista e do automóvel.

Além disso, é recomendado levar água e manter a calma durante o trajeto, especialmente em trechos com lentidão.

Atenção ao comportamento do motorista

O comportamento ao volante é fator decisivo para a segurança. O uso do celular durante a condução, o consumo de bebidas alcoólicas e o cansaço excessivo aumentam significativamente o risco de acidentes. A PRF alerta que a fadiga pode provocar cochilos involuntários, com efeitos tão perigosos quanto dirigir sob efeito de álcool.

Clima exige cautela redobrada

Durante o verão, são comuns temporais repentinos, que reduzem a visibilidade e aumentam o risco de aquaplanagem. Em caso de chuva forte, a orientação é reduzir a velocidade, manter maior distância dos demais veículos e evitar freadas bruscas, já que o asfalto molhado compromete a aderência dos pneus.

Como agir em acidentes sem vítimas

Em ocorrências sem feridos, a PRF orienta que os veículos sejam retirados da pista imediatamente, sempre que possível, para não prejudicar o fluxo. O boletim de ocorrência deve ser registrado de forma online, por meio do site oficial da PRF, dispensando a presença física de agentes.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / FIESC

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Transporte

Viaduto na SC-486 é liberado e deve aliviar trânsito na interseção com a BR-101 em Itajaí

O Governo de Santa Catarina liberou nesta segunda-feira (17) o viaduto da marginal direita na interseção da SC-486 com a BR-101, em Itajaí. A entrega, conduzida pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, representa um avanço importante para a mobilidade urbana em uma das áreas mais congestionadas do Litoral Norte.

A obra era aguardada tanto por moradores quanto por motoristas que utilizam diariamente o trecho. Com a liberação da nova estrutura, o tráfego na marginal direita passa a contar com mais uma rota de acesso, o que deve reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez entre a SC-486 e a BR-101.

Primeira etapa concluída e segunda prevista para dezembro

Durante a cerimônia, o secretário Jerry reforçou que o investimento em infraestrutura viária é fundamental para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento econômico regional. Ele destacou que o viaduto é apenas uma parte do conjunto de intervenções em andamento no local.

Segundo Comper, o governo já liberou parte dos acessos nas marginais e trabalha para entregar o segundo viaduto até a metade de dezembro, finalizando totalmente o projeto ainda este ano. “Esse trecho tinha muita confusão e lentidão nos horários de pico. Agora começamos a ver a fluidez que a região precisava”, afirmou.

A cerimônia de liberação ocorreu às 8h30, com a presença de autoridades e lideranças locais.

Obra destrava trânsito histórico

O prefeito em exercício de Itajaí, Rubens Angioletti, ressaltou que a solução para o trânsito da Rodovia Antônio Heil é discutida desde 2015, mas só agora saiu do papel. Ele lembrou que os congestionamentos afetavam diretamente o transporte de cargas e a economia local.

Angioletti afirmou que o governo estadual assumiu o compromisso com a região e vem cumprindo o cronograma previsto. A expectativa é que toda a obra esteja concluída antes da temporada de verão, trazendo mais segurança e mobilidade para motoristas e moradores.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

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Portos

Porto de Itajaí e Prefeitura definem medidas para reduzir filas de caminhões nas vias próximas ao terminal

A Prefeitura de Itajaí e o Porto de Itajaí definiram novas estratégias para diminuir a fila de carretas que se forma em frente ao terminal portuário, especialmente nas avenidas Coronel Eugênio Müller e Irineu Bornhausen. O encontro, realizado na última sexta-feira (24), reuniu representantes do Município, da JBS Terminais e do Poder Legislativo Municipal para discutir soluções que garantam mais fluidez ao tráfego e segurança na região.

Ações imediatas para controle das filas

Entre as medidas definidas, está a presença de dois agentes portuários em frente ao terminal, responsáveis por verificar os horários de agendamento das carretas e orientar os motoristas sobre a permanência ou não na fila. A ação começou a valer ainda na última sexta-feira.

O secretário de Segurança Pública, Ettore Stenghele, e o coordenador da Codetran, Leandro Ferreira, participaram da reunião, ao lado do vereador Pedro Molleri, que representou o Legislativo Municipal. O objetivo é reduzir congestionamentos, evitar transtornos à população e garantir maior organização no acesso ao porto.

Tecnologia e fiscalização integrada

Para reforçar o controle de fluxo, um sistema eletrônico de Leitura de Placas de Veículos (LPR) será implantado pela JBS Terminais. O sistema conta com câmeras de monitoramento nas vias de acesso ao porto e funcionará de forma integrada ao trabalho dos agentes portuários.

Atualmente em fase de testes, o LPR deve entrar em operação na segunda quinzena de novembro, permitindo monitoramento em tempo real e maior precisão na identificação dos veículos.

Sinalização e orientação ao trânsito

A Coordenadoria de Trânsito de Itajaí (Codetran) instalará novas placas de sinalização em pontos estratégicos da avenida Irineu Bornhausen, indicando rotas alternativas para o acesso ao terminal portuário. Além disso, os agentes de trânsito irão intensificar a presença na região, garantindo agilidade e segurança no deslocamento de caminhões e veículos leves.

As ações conjuntas entre o Município, o Porto de Itajaí e a JBS Terminais reforçam o compromisso com uma logística mais eficiente, menos impacto urbano e maior fluidez nas operações portuárias.

FONTE: Band fm Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Band fm Itajaí

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Informação, Portos

Com investimentos de R$ 1 bilhão, leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá será dia 22/10

Anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que marcou também para o mesmo dia o leilão de 3 terminais portuários.

Com investimentos de R$1 bilhão, o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) será realizado no dia 22 de outubro, na sede da B3, em São Paulo. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Também no dia 22/10, na Bolsa de Valores B3, serão leiloados três terminais portuários: no Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Maceió (AL).

“Este será o primeiro leilão de canal de acesso de um porto público no Brasil, que vai ampliar a capacidade das operações e a movimentação portuária”, afirmou o ministro, lembrando que Paranaguá é o segundo maior porto do Brasil e da América Latina, depois do Porto de Santos.

O processo de licitação já foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e encaminhado no início de junho à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os critérios previstos para o leilão de Paranaguá servirão de modelo para outros leilões de canal de acesso a serem realizados ainda neste ano, como o do Porto de Santos (SP), Porto de Itajaí (SC), Porto da Bahia e Rio Grande (RS). O processo do Porto de Itajaí está sendo encaminhado ao TCU.

“Essa previsibilidade é importante para o setor produtivo e gestão adequada das profundidades do canal de acesso coloca Paranaguá em outro patamar em relação ao comércio internacional”, afirmou o secretário Nacional de Portos do MPor, Alex Ávila.

Hoje, o Porto recebe 2.600 navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. A concessão trará ainda maior eficiência à operação portuária, possibilitando a ampliação do número de navios no porto. Com o leilão, o calado do canal será ampliando de 13,5 metros para 15,5 metros de profundidade, elevando a capacidade do porto para receber navios de maior porte e ampliando a movimentação de cargas.

O secretário explicou que cada centímetro a mais na profundidade do canal de acesso corresponde a um aumento de 60 toneladas de carga no porão do navio.
A concessão vai impulsionar também o desenvolvimento da região, uma vez que a ampliação de movimentação de carga no porto tem reflexos positivos na economia dos municípios próximos e na geração de emprego e renda nas cidades vizinhas e no Estado.

Terminais Portuários

Também no dia 22, na Bolsa de Valores B3, serão leiloados três terminais portuários: RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro (RJ); POA26, do Porto de Porto Alegre (RS); e o TMP Maceió, no Porto de Maceió (AL).

O RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, receberá R$ 99,4 milhões em estrutura especializada em movimentação de petróleo (carga offshore). A concessão também tem prazo de 25 anos.
Já para o POA26, localizado na Poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), estão previstos R$ 21,1 milhões pelo arrendamento da área, destinada à movimentação e armazenagem de granel sólido, com prazo de 10 anos de concessão.

E o TMP Maceió, por sua vez, é destinado ao embarque e desembarque de passageiros que transitam pelo Porto de Maceió, contribuindo para o conforto e a segurança dos turistas. Além do terminal, está prevista a construção de estacionamento adjacente. O investimento será de R$ 3,7 milhões, com prazo de 25 anos de concessão.


Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Transporte de carga gigante da WEG vai afetar o trânsito hoje e amanhã

Transformador sai às 23h desta quarta de Blumenau e deve chegar às 22h de quinta em Itajaí 

O transporte de um autotransformador trifásico da WEG começou a alterar o trânsito na região na noite de quarta-feira. O equipamento, que mede 10 metros de comprimento, 4,1 metros de largura e 5 metros de altura, pesa 210 toneladas.

A saída da carga era prevista pras 23h de Blumenau, com destino ao Porto de Itajaí. Inicialmente, a escolta seria feita pela Polícia Militar até o acesso à BR 470. A partir das 8h de quinta, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deve assumir o acompanhamento nas BRs 101 e 470, em conjunto com uma empresa de escolta privada.

A previsão é que o autotransformador chegue a Itajaí por volta das 16h. Às 22h, está programada a saída do caminhão do posto Santa Rosa, com escolta da Codetran até o Porto de Itajaí. Durante todo o percurso, a velocidade média será de 20 km/h.

Em Itajaí, o transporte passará pela contramão na avenida Reinaldo Schmithausen, seguirá pela Castelo Branco e depois atravessará a rótula da Francisco Reis até o destino final.

FONTE: Diarinho Net
Transporte de carga gigante da WEG vai afetar o trânsito hoje e amanhã; veja | DIARINHO

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BR-101 vira avenida e trava acessos a portos e cidades de Santa Catarina

Estado que viu suas cidades litorâneas e a economia se desenvolverem de forma acelerada nos últimos anos, Santa Catarina se transformou em um exercício de paciência para motoristas que trafegam pela BR-101, uma das principais rodovias brasileiras.

A solução discutida é investir mais de R$ 9 bilhões na criação de uma rodovia paralela. Seja para os motoristas que precisam se deslocar a um dos cinco portos do estado ou para turistas que planejam visitar cidades como Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Navegantes ou Itajaí, um fato é certo: eles enfrentarão lentidão ou tráfego parado na chegada ou saída desses locais, travando não só o trânsito, mas também a economia.

A Folha percorreu cerca de 1.000 quilômetros da rodovia em quatro estados —Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco— para mostrar os problemas que atrapalham as populações que habitam o entorno da BR-101 ou que necessitam dela para o escoamento das suas produções.

A rodovia litorânea corta 11 estados de três regiões brasileiras —Sul, Sudeste e Nordeste—, ligando o Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte e , embora tenha condições gerais classificadas pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) como boas ou regulares, enfrenta gargalos que travam o desenvolvimento.

Em Santa Catarina, o ponto mais crítico fica entre Itapema e Navegantes, com cerca de 50 quilômetros, onde ao crescimento dos portos soma-se o avanço de edifícios cada vez mais altos e em maior quantidade na região, que se transformou nos últimos anos num canteiro permanente de obras. Motoristas relataram que já chegaram a levar três horas para percorrer o trecho, que, em condições normais, seria percorrido em 30 minutos, cenário que piora quando há acidentes, como a Folha presenciou.

“Esse trecho tem os portos de Itajaí e de Navegantes, que é o segundo do país em movimentação de contêineres. Todos que entram e saem de Navegantes passam pela BR-101, e todo o fluxo turístico de pessoas que vêm do Vale do Itajaí desemboca pela BR-470 na 101, nesse trecho”, disse o presidente da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Mario Cezar de Aguiar.

A entidade contratou um engenheiro para avaliar uma proposta de prorrogação da concessão rodoviária por mais 15 anos —a atual vence em 2033—, que resultaria em investimento de R$ 8,59 bilhões, segundo a Fiesc, mas que em 2035 já será insuficiente pelo ritmo de crescimento do estado.

“O estado é o quinto que mais recursos envia para Brasília e tem uma economia pujante que fica prejudicada na ligação entre os cinco portos. É o segundo estado que mais movimenta contêineres, que vão por via rodoviária e fatalmente passam pela BR-101.”

Dos cinco portos do estado, só o de São Francisco do Sul é atendido por ferrovia, justamente o que se tornou o maior de Santa Catarina e passará por um aprofundamento do canal para receber navios maiores, com investimento de R$ 300 milhões. Mas nem ele está livre dos problemas da rodovia federal. O congestionamento de veículos na BR-101 trava o acesso ao porto pela secundária BR-280. Quando não paralisado totalmente, o fluxo de caminhões rumo ao porto pode gerar uma espera de quase duas horas.

“Como todo porto no Brasil, há esses problemas de acesso, e aqui não é diferente. A gente tem feito um trabalho com a bancada catarinense no Congresso [para a duplicação da BR-280]. Estão fazendo por partes. É um problema sério para a gente”, disse Lindomar Dutra, diretor de administração e finanças do porto de São Francisco do Sul. Ele afirmou que o cenário é mais crítico no verão devido ao fluxo de turistas, e só não é ainda pior porque em média 50% dos produtos do agronegócio que têm o porto como destino são transportados pela ferrovia.

A também portuária Itajaí viu sua economia crescer e se transformar na maior do estado, superando Joinville e a capital, Florianópolis, ancorada também na comercialização de apartamentos que chegam a custar R$ 50 milhões. Só no ano passado foram negociados na cidade cerca de R$ 3 bilhões em 3.300 imóveis, segundo o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) da Foz do Rio Itajaí, que inclui Navegantes, Penha e Balneário Piçarras. A situação é tão crítica na região que em dezembro foi permitido, em caráter experimental, o tráfego de veículos leves no acostamento da BR-101 como forma de melhorar o fluxo no litoral sul.

O pedido foi feito pela Amfri (Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí), composta por 11 municípios, e apoiado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) entre 15 e 17 de dezembro, das 14h às 22h, num trecho de 35 quilômetros entre Itapema e Navegantes, perto do trevo da BR-470. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) não viu a solução como a ideal, mas como o possível para melhorar a fluidez das vias. A situação agravada anualmente fez com que a associação de municípios se reunisse em Brasília com o ministro dos Transportes, Renan Filho, o governo catarinense e deputados para tratar da mobilidade na rodovia.

“As cidades foram crescendo. Não é que a rodovia passou onde já havia uma cidade, a cidade é que foi se aproximando da rodovia […] Isso é um problema, porque o ideal é que você vede o máximo possível a rodovia para não ter problema de fluidez e de segurança”, disse o gerente-executivo de desenvolvimento do transporte da CNT, Tiago Veras.

NOVA RODOVIA E PEDÁGIO VARIÁVEL
A alternativa vista para resolver o gargalo da rodovia no estado é construir uma nova rodovia, cujo valor é estimado em R$ 9,2 bilhões e teria 144 quilômetros de extensão, ligando Joinville a Biguaçu, na região metropolitana de Florianópolis, ou a Tijucas.
Uma frente parlamentar para a criação do corredor rodoviário litorâneo norte foi lançada em setembro na Assembleia Legislativa.

“Não escapa de fazer uma rodovia paralela, esse é o projeto que tem de ser feito dado todo esse crescimento na economia. Essa tendência é irreversível […] Mas, na melhor das hipóteses, ela ficaria pronta lá para 2032, 2033”, disse o presidente da Fiesc.

O Governo de Santa Catarina informou somente que está encabeçando o projeto para a construção de uma nova rodovia, paralela à 101, que é complexo e avança dentro dos trâmites e exigências legais. O Ministério dos Transportes disse que representantes da pasta participaram de agendas junto à Fiesc recentemente em que foram levantadas ideias da criação de uma rodovia paralela, mas que não foram apresentadas propostas formais até o momento.

Enquanto isso não ocorre, uma proposta de curto prazo feita por empresários é a adoção de tarifas de pedágio variáveis, conforme o fluxo —nos horários de pico, tarifa mais cara, enquanto em horários de baixa demanda o valor seria menor. “Vai resolver? Não vai, mas melhora”, disse.

Um outro trecho considerado muito crítico em Santa Catarina era o entorno de Florianópolis, mas um contorno viário foi inaugurado em agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que contribuiu para desafogar a 101 na região.
A obra do contorno, com 50 quilômetros de extensão, foi entregue com 12 anos de atraso. O objetivo é justamente retirar caminhões e veículos pesados que trafegam em um trecho praticamente urbano da BR-101 na Grande Florianópolis.
A expectativa da Prefeitura de Biguaçu, um dos quatro municípios catarinenses por onde passa o anel viário, é que o trânsito na BR-101 caia em 35% na região. A obra também reduziu o tempo de viagem entre Palhoça e Tijucas, de cerca de duas horas para 40 minutos.

O anel viário tem pista dupla nos dois sentidos, quatro túneis duplos, 14 pontes e 20 passagens em desnível. Além de beneficiar o transporte de cargas, a nova via encurtou o tempo de quem viaja do Sudeste às praias do sul catarinense, como Garopaba. Planejada pelo governo federal na década de 1990, a obra entrou no contrato de concessão da BR-101 entre Paraná e Santa Catarina, assinado pela Arteris em 2007. A obra começou cinco anos depois, ano em que estava prevista a inauguração. Segundo a empresa, o atraso ocorreu devido à complexidade do projeto.
Ainda segundo o ministério, o contrato de concessão da Arteris Litoral Sul, em que está contido o trecho da BR-101, está em análise para o processo de otimização. “Dentro desta modernização do acordo, estão sendo discutidas a implantação de diversas obras de ampliação de capacidade. O objetivo é melhorar o nível de serviço para os usuários da rodovia no estado”, informou o governo.

FONTE: Folha Uol
BR-101 vira avenida e trava acesso a porto e cidades de SC – 16/11/2024 – Mercado – Folha

 

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Informação, Investimento, Logística, Notícias

Na Alesc, FIESC integra debate sobre via alternativa à BR-101

Frente Parlamentar do Corredor Litorâneo Norte tem sua primeira reunião nesta quarta-feira.

A Federação das Indústrias de SC (FIESC) participa nesta quarta (23), na Assembleia Legislativa de SC (Alesc), da primeira reunião da Frente Parlamentar do Corredor Litorâneo Norte. A proposta do comitê é viabilizar a construção, pelo governo do Estado, da via de 144 km que servirá como alternativa para o saturado trecho Norte da BR-101.

Para a FIESC, a obra entre Joinville e o Contorno Viário da Grande Florianópolis é fundamental para atender ao crescimento da demanda projetada para as próximas décadas. A entidade lembra que o litoral de SC cresce acima da média do estado e também acima da média brasileira.

Com os serviços já contratados pelo governo do Estado para a elaboração do projeto da nova rodovia entre Joinville e Brusque, a FIESC ressalta a importância de licitar e contratar a elaboração do projeto para o trecho entre Brusque e o Contorno Viário, em Biguaçu.

Do contrário, o direcionamento do trânsito da nova via para a rodovia Antônio Heil, e de volta para a atual BR-101, não resolveria a questão da saturação em Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Tijucas e Biguaçu.

Além dos parlamentares, também participam da reunião na Alesc o secretário de Estado da Infraestrutura, Jerry Comper, e representantes da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) e da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri).

Na Alesc, FIESC integra debate sobre via alternativa à BR-101 | FIESC

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