Informação

Receita Federal moderniza Pedido de Ressarcimento de IPI com sistema online

A partir de 6 de fevereiro de 2026, os contribuintes já podem realizar o Pedido de Ressarcimento de IPI diretamente pelo sistema PER/DCOMP Web, sem necessidade de utilizar o antigo programa PGD PER/DCOMP.

A atualização permite ainda que pedidos retificadores sejam enviados pelo PER/DCOMP Web, mesmo quando o pedido original foi feito pelo PGD, tornando o processo mais simples, rápido e prático.

Vantagens do PER/DCOMP Web

Embora o PGD PER/DCOMP continue disponível, a Receita Federal recomenda o uso do sistema online, que oferece melhorias significativas:

  • Interface moderna e intuitiva, facilitando o preenchimento dos formulários;
  • Recuperação automática de dados da própria Receita Federal;
  • Consulta simplificada e geração de PDF dos documentos enviados;
  • Dispensa de instalação de programas no computador;
  • Maior agilidade, segurança e precisão no envio das informações.

Transformação digital na Receita Federal

A modernização do Pedido de Ressarcimento de IPI reforça o compromisso da Receita Federal com a transformação digital, proporcionando serviços mais eficientes e simplificando a vida dos contribuintes em todo o Brasil.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Tecnologia

Inteligência artificial no trabalho mais que dobra entre brasileiros, aponta LinkedIn

O uso de inteligência artificial no trabalho cresceu de forma acelerada no Brasil no último ano. Levantamento do LinkedIn mostra que a adoção de ferramentas baseadas em IA mais que dobrou entre 2024 e 2025.

De acordo com o Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada com usuários da plataforma, o percentual de profissionais que utilizam recursos como ChatGPT, Gemini e Copilot saltou de 17% para 35% no período.

Ferramentas de IA ganham espaço na rotina profissional

O avanço indica que soluções de tecnologia e automação estão cada vez mais presentes no dia a dia corporativo. Entre os entrevistados:

  • 79% afirmam que produtos de inteligência artificial aumentam a eficiência no trabalho
  • 78% pretendem desenvolver novas habilidades em IA
  • 56% dizem receber apoio das empresas para ampliar conhecimentos na área

Os dados reforçam a consolidação da IA como ferramenta estratégica para produtividade e inovação nas empresas.

Aprender fazendo: a prática como diferencial

Para a especialista Cris Mendes, Top Voice da plataforma e CEO do Chiefs.Group, a adaptação à tecnologia passa, principalmente, pela experimentação.

Em entrevista ao LinkedIn, ela destacou que cursos e leituras são importantes, mas insuficientes diante da velocidade de transformação da IA. Segundo Mendes, a melhor forma de acompanhar as mudanças é utilizar as ferramentas no cotidiano profissional.

Na avaliação da executiva, o profissional do futuro precisa desenvolver capacidade de aprendizado ágil, baseada em trocas constantes e acesso a conteúdos objetivos.

O que os números revelam sobre o mercado

Os resultados da pesquisa apontam tendências claras no ambiente corporativo:

IA como vantagem competitiva
A expansão do uso demonstra que ferramentas digitais já integram processos em diferentes setores.

Aprendizado contínuo como estratégia de carreira
A maioria dos profissionais planeja investir em capacitação voltada à inteligência artificial e tecnologia.

Apoio das empresas
Mais da metade dos entrevistados relata incentivo corporativo para desenvolver competências ligadas à inovação digital.

Importância da prática
O contato frequente com plataformas de IA e a troca de experiências aceleram o domínio das ferramentas.

O cenário indica que a transformação digital deixou de ser tendência e se tornou realidade consolidada no mercado de trabalho brasileiro.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Logística digital deve crescer mais de 18% ao ano até 2030, aponta estudo

O mercado de logística digital segue em ritmo acelerado de expansão e deve registrar crescimento superior a 18% ao ano até 2030, impulsionado pelo avanço da transformação digital nas cadeias de suprimentos. A projeção consta no relatório “Infor Reports 2025 – Inovação na Logística 2025”, divulgado pela Infor Brasil, com base em estimativas do Grand View Research.

Transformação digital ganha espaço na gestão logística

O estudo indica que a maturidade tecnológica está cada vez mais presente na gestão do supply chain no Brasil. A adoção de soluções como WMS (Warehouse Management System), automação de armazéns, gestão da força de trabalho e ferramentas de planejamento estratégico tem sido decisiva para a modernização do setor.

De acordo com a Infor, o Brasil acompanha a tendência global, com previsão de alta de 23% nos investimentos em logística ainda em 2025. O movimento é impulsionado pela necessidade de maior eficiência diante da fragmentação das cadeias logísticas, acelerada pela expansão do e-commerce no país.

Logística deixa modelo reativo e ganha inteligência

Para o vice-presidente de Sales e Country Manager da Infor Brasil e South Latam, Waldir Bertolino, o setor vive uma mudança estrutural. Segundo ele, a logística nacional está migrando de um modelo reativo para uma operação baseada em dados, automação e inteligência estratégica.

“A maturidade tecnológica é um fator essencial para a competitividade das empresas em um mercado cada vez mais dinâmico”, destacou o executivo.

Desafios ainda limitam a digitalização plena

Apesar do avanço, o estudo aponta entraves relevantes. Um levantamento de 2023 da Fundação Dom Cabral, citado no relatório, mostra que a transformação digital no Brasil ainda é parcial para a maioria das empresas. Mais de 52% das organizações realizam apenas investimentos pontuais em tecnologia.

O cenário revela um mercado desigual, com empresas que avançam rapidamente na adoção de inovações e outras que enfrentam barreiras culturais e falta de profissionais qualificados. Dados do Instituto Semesp indicam que 18,9% dos profissionais formados em logística estão desempregados, evidenciando o desalinhamento entre formação acadêmica e demandas do mercado.

“Existe um descompasso entre as competências exigidas e a capacitação disponível. O desafio está em integrar tecnologia, processos e pessoas de forma contínua”, reforçou Bertolino.

Armazém do futuro enfrenta obstáculos

A segunda edição da pesquisa “O Armazém do Futuro”, realizada pela Infor com 51 empresas do setor logístico, também aponta desafios à digitalização dos armazéns. Entre os principais entraves estão o alto investimento inicial (71%) e a necessidade de requalificação das equipes (71%), além dos custos contínuos de manutenção e atualização tecnológica (61%).

Questões culturais também pesam: 51% das empresas citaram resistência à mudança por parte das lideranças, enquanto 37% apontaram dificuldades entre os colaboradores.

Ganhos de eficiência impulsionam a adoção tecnológica

Mesmo diante dos desafios, a digitalização é vista como um caminho estratégico para ganhos operacionais. Segundo a pesquisa, 78% dos participantes esperam redução de erros e retrabalho, e 63% destacam o acesso a dados mais confiáveis para tomada de decisão.

Outros benefícios incluem otimização das rotinas de trabalho (61%), maior precisão nos inventários (57%) e melhoria da experiência do consumidor (24%).

Inovação como processo contínuo

O relatório conclui que a maturidade tecnológica não representa um ponto final, mas um processo contínuo de evolução. Organizações que investirem de forma integrada em inovação, capacitação e tecnologia estarão mais preparadas para competir em um cenário global cada vez mais exigente.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agronegócio

Sebrae/SC consolida protagonismo no desenvolvimento econômico de Santa Catarina em 2025

O ano de 2025 marcou a consolidação do Sebrae/SC como um dos principais agentes de transformação econômica e social de Santa Catarina. Com atuação estratégica em todas as regiões do estado, a instituição impulsionou a diversidade produtiva, fortaleceu o empreendedorismo e ampliou o acesso à inovação, sempre alinhando crescimento econômico e inclusão social.

Ao longo do período, o Sebrae/SC promoveu uma ampla agenda de ações voltadas à transformação digital, ao fortalecimento das vocações regionais e à criação de um ambiente mais favorável aos pequenos negócios. No cenário nacional, a entidade encerrou o ano como uma das marcas mais valiosas do país, com valor estimado em R$ 33,9 bilhões, resultado que reflete sua relevância institucional e impacto econômico.

Atuação recorde e impacto em todo o estado

Somente em 2025, o Sebrae/SC realizou mais de 1,3 milhão de atendimentos, somou 311 mil horas de consultorias e promoveu mais de 3,6 mil eventos em Santa Catarina. Entre os destaques estão o Startup Summit, reconhecido como o maior evento de inovação e startups da América Latina, e o Delas Summit, que reuniu milhares de mulheres empreendedoras em Florianópolis.

Inovação como estratégia para o desenvolvimento regional

A inovação foi tratada como eixo estruturante das ações. O Programa Cidade Empreendedora ampliou sua presença e alcançou 167 municípios catarinenses, fortalecendo a gestão pública e os ambientes de negócios locais.

Na Grande Florianópolis, iniciativas ligadas à economia azul, gastronomia, turismo e tecnologia impulsionaram o ecossistema empreendedor. Programas de inclusão digital e capacitação em inteligência artificial alcançaram mais de 8,3 mil empreendedores, posicionando Santa Catarina como referência nacional em inovação aplicada.

Além disso, o Sebrae/SC promoveu conexões internacionais com missões empresariais para Argentina, Chile, China e Portugal, ampliando oportunidades de negócios e cooperação global.

Segundo Renato Campos Carvalho, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, “as ações tiveram impacto social relevante e contribuíram para o desenvolvimento territorial, sempre pautadas por valores como ética, cooperação e inovação”.

Inclusão social como pilar do desenvolvimento

A inclusão social esteve no centro das iniciativas. Um levantamento inédito mapeou 143 cooperativas e associações de catadores, o maior já realizado em Santa Catarina. A partir desse diagnóstico, 62 organizações receberam apoio direto para gestão e profissionalização, com destaque para Joinville, onde seis cooperativas passaram a integrar oficialmente a coleta seletiva.

Projetos como a Padaria Artesanal, em Balneário Camboriú, capacitaram pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto o programa Guru para Guri, em Blumenau, levou educação empreendedora a jovens e ao público 60+.

Para o diretor administrativo e financeiro do Sebrae/SC, Anacleto Angelo Ortigara, a presença da instituição é capilar: “Onde há um empreendedor, o Sebrae está presente, oferecendo apoio e soluções”.

Agronegócio ganha eficiência e competitividade

O agronegócio catarinense também recebeu atenção estratégica. No Extremo Oeste, o programa de Encadeamento Produtivo, em parceria com a Cooperoeste, elevou a produtividade e a qualidade na cadeia do leite. Na pecuária de corte, produtores receberam orientação em manejo, nutrição e genética.

Em conjunto com a Epagri, teve início o diagnóstico da ovinocultura regional, enquanto no Oeste o programa Conexões Corporativas, em parceria com a Aurora, atendeu mais de 3 mil propriedades, gerando ganhos expressivos de produtividade e redução de perdas. Já no Meio Oeste, projetos de economia verde avançaram com foco em descarbonização.

Grandes eventos fortalecem inovação e empreendedorismo feminino

O Startup Summit 2025 consolidou Santa Catarina como polo de inovação ao gerar R$ 350 milhões em intenção de investimentos e movimentar cerca de R$ 25 milhões na economia local. O evento reuniu 10 mil participantes presenciais e 24 mil online, com programação intensa e forte compromisso com sustentabilidade.

O Delas Summit, voltado ao empreendedorismo feminino, bateu recorde ao reunir 7,5 mil mulheres presencialmente e outras 10 mil online. O evento reforçou debates sobre acesso ao crédito, tema central do programa Acredita Delas, diante das desigualdades enfrentadas por mulheres empreendedoras.

Inteligência de dados e apoio à tomada de decisão

O Observatório de Negócios ampliou sua atuação com mais de 80 estudos publicados ao longo do ano, oferecendo dados estratégicos para empresários e gestores públicos. Pesquisas como o Retrato do Consumidor auxiliaram empreendedores na identificação de oportunidades e tendências de mercado.

Programas fortalecem startups e microempresas

Iniciativas como o Inova Startups, o Startup Weekend, o Programa Nascer e a Semana do MEI impulsionaram negócios em diferentes estágios. Destaque também para o Programa Lucra Mais, voltado à rentabilidade de micro e pequenas empresas, e para o Startup SC, que registrou aumento médio de 31,9% no faturamento das participantes.

“O empreendedorismo é um caminho concreto para reduzir desigualdades”, destaca Carlos Henrique Ramos Fonseca, diretor-superintendente do Sebrae/SC.

Expansão institucional, reconhecimento e inovação em dados

O Sebrae/SC ampliou sua presença territorial com novas regionais em Caçador e São Miguel do Oeste, fortalecendo o atendimento local. Também promoveu a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que bateu recorde de inscrições e consolidou-se como a maior premiação do segmento no país.

A instituição também foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio ABEMD, graças ao projeto Data Persona – EPP, voltado à inteligência de dados e relacionamento com pequenas empresas. Além disso, recebeu destaque no programa Brasil Mais Produtivo pela otimização de processos industriais.

Economia criativa, moda e biodiversidade ganham protagonismo

A economia criativa avançou com o lançamento do Polo de Referência em Moda, em Florianópolis, fortalecendo a competitividade do setor. Já a exposição “Sinta o Sul – Bioma Mata Atlântica” movimentou o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, no Rio de Janeiro, com destaque para o desempenho de Santa Catarina em vendas e visibilidade.

Gestão de pessoas fortalece resultados

Em 2025, o Sebrae/SC conquistou o selo “Lugares Incríveis para Trabalhar”, reconhecimento da FIA que reforça o compromisso da instituição com um ambiente organizacional saudável, inclusivo e orientado ao desenvolvimento humano.

Para o diretor técnico Fábio Búrigo Zanuzzi, os resultados refletem a integração entre equipes e regionais: “Avançamos na eficiência, na redução de burocracias e no apoio às vocações regionais”.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: SEBRAE-SC/ND

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Tecnologia

Inteligência Artificial já está presente em 9 de cada 10 empresas, aponta estudo global

A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma realidade para a maioria das organizações. Atualmente, nove em cada dez empresas já utilizam algum tipo de tecnologia de IA, especialmente em áreas como marketing, atendimento ao cliente, desenvolvimento de produtos e operações. Apesar da ampla adoção, transformar essa inovação em valor econômico concreto ainda é um desafio.

Os dados constam do relatório The State of AI: Global Survey 2025, da McKinsey & Company, que ouviu cerca de dois mil executivos em mais de 100 países sobre a aplicação da IA nos negócios.

Apenas 39% veem retorno direto nos resultados

Segundo o estudo, somente 39% das empresas afirmam ter obtido impacto positivo direto nos resultados financeiros com o uso da IA. A maioria ainda mantém iniciativas pontuais e desconectadas, sem integração efetiva aos processos estratégicos e à estrutura central das organizações.

Esse cenário limita o potencial da tecnologia e reduz a capacidade de escalar soluções de forma consistente.

Integração e capacitação fazem a diferença

A análise da McKinsey mostra que empresas que tratam a Inteligência Artificial apenas como uma ferramenta isolada tendem a apresentar ganhos restritos. Em contrapartida, organizações que redesenham fluxos de trabalho, combinam automação com supervisão humana e investem em capacitação de equipes conseguem ampliar os benefícios da tecnologia.

A integração da IA aos processos decisórios e operacionais é apontada como fator-chave para gerar resultados sustentáveis.

Modelos híbridos superam automação total

O relatório também chama atenção para os riscos da automação excessiva. A delegação irrestrita de tarefas cognitivas a sistemas inteligentes pode comprometer a qualidade das decisões e enfraquecer competências humanas essenciais, como pensamento crítico, julgamento contextual e criatividade.

Os melhores desempenhos, segundo o estudo, estão associados a modelos híbridos, nos quais a IA atua como apoio às pessoas, potencializando capacidades humanas em vez de substituí-las.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Inovação, Portos

Caravanas da Inovação Portuária chegam a Santos em dezembro de 2025

Inovação portuária em destaque
Santos sediará, em 9 de dezembro de 2025, a 6ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa que reúne especialistas, lideranças públicas e privadas, startups e profissionais do setor. O encontro será realizado no Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e tem como foco inovação, sustentabilidade e transformação digital no ambiente portuário.

Encerramento do ciclo nacional 2025
Marcando o fim do calendário anual do projeto, a etapa de Santos fecha um ano dedicado ao diálogo e à colaboração entre os principais agentes da infraestrutura portuária brasileira. A escolha da cidade se deve ao papel estratégico do Porto de Santos como polo de modernização, eficiência operacional e integração tecnológica no país.
Em 2025, as Caravanas passaram por capitais como Recife, Salvador, São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro, consolidando um movimento de alcance nacional em prol da inovação no setor.

Temas estratégicos em debate
Voltadas ao fortalecimento da cultura de inovação em portos públicos e privados, as Caravanas promovem um ambiente de troca de experiências, apresentação de boas práticas e discussão de soluções tecnológicas que ampliam a competitividade, a sustentabilidade e a governança portuária.

Nesta edição, os participantes poderão acompanhar debates sobre assuntos-chave, como:

  • Políticas nacionais de incentivo à pesquisa e desenvolvimento (P&D&I)
  • Modelos de governança em ecossistemas abertos de inovação
  • Caminhos para a transformação digital e para a gestão portuária inteligente
  • Tendências para o futuro da navegação marítima
  • Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras

Espaço para startups e novas soluções
A programação contará ainda com uma rodada de pitches em que startups apresentarão propostas de tecnologia portuária, logística inteligente e ferramentas voltadas à eficiência operacional, aproximando empresas inovadoras das demandas reais do setor.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

📍 Local: Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos
📅 Data: Terça-feira, 09 de dezembro de 2025
🕒 Horário: 08h30 às 18h30

08:00 – 09:00 | Credenciamento e café de boas-vindas
09:00 – 09:20 | Abertura oficial
09:25 – 09:50 | Apresentação Institucional 1 – “Iniciativas e ações em inovação do Porto de Santos”
09:55 – 10:45 | Painel 1 – “Políticas nacionais de fomento a P&D&I: que modelos e práticas podem inspirar o setor portuário?”
10:50 – 11:15 | Apresentação Institucional 2 – “Plano de Inovação e Transformação Digital – Secretaria Nacional de Portos”
11:20 – 12:10 | Painel 2 – “A governança em ecossistemas abertos de inovação”
12:15 – 14:00 | Intervalo para almoço
14:05 – 14:30 | Apresentação Institucional 3 – “Governança da Inovação Portuária e Transformação Digital no TIPLAM”
14:35 – 15:25 | Painel 3 – “Futuro da Navegação Marítima”
15:30 – 15:55 | Apresentação Institucional 4 – “Ganhadores do ABTRA Porto Hack 2025”
16:00 – 16:25 | Pitches de Startups
16:30 – 16:55 | Apresentação Institucional 5 – “Autoridade Portuária de Santos”
17:00 – 17:50 | Painel 4 – “Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras: oportunidades e possibilidades para o setor portuário”
18:00 – 19:00 | Encerramento oficial

Inscrições e informações

O evento é gratuito, com vagas limitadas.

🎟️ Inscreva-se:
👉 https://www.sympla.com.br/evento/caravanas-da-inovacao-portuaria-6-edicao-santos/3192005

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tendências globais 2026: como a tecnologia está transformando o comércio exterior

Nos últimos anos, o comércio exterior deixou de ser apenas uma operação logística para se tornar um ambiente altamente tecnológico, data driven e orientado à eficiência. Em 2025, o setor vive uma aceleração histórica: inteligência artificial generativa, automação aduaneira e integração digital entre empresas e governos estão redefinindo o fluxo global de mercadorias e informações. Diante desse cenário, o que esperar para 2026?

Documentos passam a ser gerados automaticamente, cadeias de suprimento são monitoradas em tempo real e a previsibilidade se torna o principal diferencial competitivo. Em um cenário onde velocidade, precisão e integração de dados são essenciais, a pergunta que surge é: como as empresas brasileiras podem se preparar para esse novo comércio exterior?

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem expertise técnica a tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital, transformando dados em decisões estratégicas e potencializando resultados internacionais. Com domínio de seis idiomas (inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português), ela conduz negociações multinacionais com fluidez e alto nível técnico, sendo reconhecida por antecipar tendências e traduzir complexidade em estratégias práticas. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo. 

A seguir, você confere a entrevista completa:

1. Quais as principais tendências globais no comércio exterior em 2026?

MARIANA – O comércio internacional passa por uma transformação estrutural com a incorporação de inteligência artificial generativa, blockchain e plataformas de integração digital entre exportadores, despachantes e autoridades aduaneiras. Cadeias de suprimento tornam-se mais transparentes e preditivas, com sistemas que antecipam gargalos logísticos, otimizam câmbio e reduzem custos operacionais. A digitalização total da documentação, aliada à automação de compliance, cria um ecossistema global onde a velocidade da informação é o principal ativo competitivo.

2. Como a IA generativa está transformando o setor?

MARIANA – A IA generativa permite simular cenários de exportação, gerar documentos aduaneiros e criar relatórios financeiros e contratuais com base em padrões históricos e normativos. Além disso, ela oferece capacidade preditiva para variação cambial, riscos de mercado e comportamento de demanda global. O desafio está na validação técnica dessas informações, exigindo profissionais com domínio das normas internacionais, parametrização de sistemas e capacidade de interpretar resultados de modelos complexos.

3. Quais países estão liderando essa transformação?

MARIANA – China, Singapura e Estados Unidos lideram a integração de IA no comércio exterior, com sistemas aduaneiros autônomos e baseados em machine learning. Singapura, por exemplo, opera um modelo de despacho digital com verificação automática de origem e classificação tarifária. O Brasil avança nesse sentido por meio do Portal Único de Comércio Exterior, mas ainda enfrenta defasagem tecnológica em integração de dados e padronização entre órgãos fiscalizadores.

4. O que as empresas brasileiras precisam fazer para acompanhar esse movimento?

MARIANA – É indispensável investir em consultorias especializadas que unam conhecimento técnico de comércio exterior e experiência em automação digital. A adequação de processos internos, parametrização de sistemas ERP e integração com APIs governamentais são passos críticos para reduzir custos e aumentar previsibilidade operacional. Além disso, profissionais devem compreender profundamente regimes aduaneiros e tributários para aplicar a tecnologia com segurança jurídica.

5. Há risco de substituição de profissionais pela IA?

MARIANA – A IA não elimina profissionais, mas redefine suas funções. O analista de comércio exterior torna-se um gestor de dados e estratégias, responsável por interpretar insights gerados por sistemas inteligentes. O conhecimento técnico em normas, tarifas, regimes fiscais e tratados comerciais continua essencial, mas agora precisa ser aliado a competências em ciência de dados e gestão de automação.

6. Como a automação aduaneira está evoluindo?

MARIANA – A automação aduaneira está consolidando-se com o uso de big data, reconhecimento de padrões e integração digital entre exportadores e órgãos públicos. O Portal Único, por exemplo, passa a utilizar validação automática de documentos e interoperabilidade com sistemas de logística e transporte. Isso reduz tempo de despacho e aumenta a rastreabilidade das operações, mas exige adequação tecnológica e capacitação contínua dos profissionais envolvidos.

7. Qual a importância da atualização profissional nesse cenário?

MARIANA – Manter-se atualizado é uma questão de sobrevivência estratégica. O domínio de normas internacionais, ferramentas digitais e novas regulamentações é indispensável para garantir eficiência operacional e evitar sanções. Consultorias experientes atuam como catalisadoras desse processo, orientando empresas na interpretação das mudanças e na implementação de soluções tecnológicas seguras e escaláveis.

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Economia

Fórum destaca papel importante das economias da Ásia Central na construção do futuro do comércio

Um fórum de alto nível organizado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB) nos dias 22 e 23 de outubro, em parceria com a Secretaria da OMC, destacou como o comércio internacional pode apoiar as economias da Ásia Central e os países vizinhos, impulsionando o crescimento econômico e promovendo a integração regional. Autoridades governamentais seniores – incluindo negociadores-chefes envolvidos nas negociações de adesão à OMC – participaram do evento, realizado na OMC, no âmbito do Programa de Cooperação Econômica Regional da Ásia Central (CAREC).

Os participantes também discutiram a contribuição da região para o sistema multilateral de comércio e as discussões em curso na OMC sobre a reforma da instituição.

Ao abrir o evento, a Diretora-Geral Ngozi Okonjo-Iweala afirmou que a região CAREC possui grande potencial para desempenhar um papel importante na agenda de re-globalização, destacando sua “localização estrategicamente importante entre grandes centros econômicos da Europa e Ásia, seu considerável potencial para integração econômica regional e suas abundantes reservas de minerais críticos e potencial de energia verde.”

“Reduzir os custos de comércio, simplificar procedimentos nas fronteiras e eliminar a burocracia na região – por exemplo, por meio da implementação do Acordo de Facilitação de Comércio da OMC – ajudaria a atrair mais investimentos, incentivar o comércio e apoiar o crescimento e a geração de empregos”, observou.

A DG Okonjo-Iweala também destacou a importância da conectividade digital para que as economias da Ásia Central superem as limitações geográficas, especialmente considerando que a maioria é de países sem litoral. “A IA e a transformação digital só aumentarão o potencial da região de se tornar um hub comercial para economias ligadas à terra. O recente Relatório sobre Comércio Mundial da OMC aponta medidas que os países CAREC e seus parceiros podem adotar internamente para aproveitar ao máximo a IA como motor do comércio e do crescimento inclusivo”, disse.

Reforçando as observações da DG, Bruce Gosper, Vice-Presidente de Administração e Gestão Corporativa do ADB, afirmou: “O sistema multilateral de comércio e a integração regional não são alternativas; eles são ferramentas mutuamente reforçadoras para a prosperidade. Iniciativas regionais como o Programa CAREC podem ajudar a manter o ímpeto de um sistema de comércio aberto baseado em regras. Ao reduzir barreiras comerciais, físicas e não físicas, podemos expandir nossos mercados, diversificar nossas economias e aumentar a resiliência a choques globais.”

Gosper também destacou que as adesões de Azerbaijão, Turcomenistão e Uzbequistão à OMC são prioridades no âmbito da Agenda Integrada de Comércio CAREC 2030, que o ADB apoia por meio de assessoria técnica, diálogo político regional e oportunidades de aprendizado entre pares. Ele ainda mencionou que as prioridades para a cooperação regional incluem adesão à OMC, facilitação de comércio, conectividade digital, ações climáticas no comércio e promoção de serviços para diversificação econômica.

O Programa CAREC é uma parceria aberta e inclusiva de 11 membros da Ásia Central, Cáucaso do Sul, Leste Asiático e Sul da Ásia, apoiada por parceiros de desenvolvimento. O Banco Asiático de Desenvolvimento atua como Secretaria do Programa CAREC.

FONTE: World Trade Organization
IMAGEM: Reprodução/World Trade Organization

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Informação

MDIC estende consulta pública sobre equipamentos de Data Centers elegíveis ao Redata

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prorrogou até o dia 29 de outubro o prazo da tomada de subsídios que vai definir quais equipamentos de Data Centers poderão receber isenção tributária dentro do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

A consulta, aberta a empresas, associações e à sociedade civil, está disponível na plataforma Brasil Participativo e também vai contribuir para a formulação dos critérios de sustentabilidade ambiental do programa.

Consulta busca definir critérios técnicos e sustentáveis

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, a participação do setor é essencial para o sucesso do programa.

“O sucesso e a efetividade do Redata dependem da precisão técnica dessa tomada de subsídios. Precisamos da contribuição detalhada do ecossistema para refinar a lista de equipamentos elegíveis e estabelecer critérios que incentivem investimentos em Data Centers sustentáveis e fortaleçam a cadeia digital brasileira”, destacou.

A iniciativa tem como objetivo estimular a instalação, expansão e modernização de Data Centers no país, por meio de duas diretrizes principais:

  • Tecnologia e Tributação: detalhar os equipamentos de hardware, software e infraestrutura que devem integrar a lista de isenção tributária do Redata;
  • Sustentabilidade como Requisito: sugerir parâmetros de eficiência energética e hídrica, uso de energias renováveis e boas práticas ambientais que se tornarão obrigatórios para adesão ao regime.

As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelo formulário disponível no portal Brasil Participativo.

Redata: incentivo à transformação digital e à Indústria 4.0

Criado pela Medida Provisória assinada em 17 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Redata integra a Política Nacional de Data Centers (PNDC), vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB), dentro da Missão 4 – Transformação Digital.

O programa busca fortalecer a infraestrutura digital nacional e impulsionar setores estratégicos da Indústria 4.0, como computação em nuvem, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e fábricas inteligentes (smart factories).

Além dos incentivos fiscais, o Redata estabelece contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento, incentiva a produção local de tecnologia e promove a desconcentração regional ao reduzir exigências para investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O que é uma tomada de subsídios

A tomada de subsídios é um instrumento de participação social que permite ao governo coletar dados técnicos e sugestões antes da regulamentação de uma medida. O processo busca transparência e colaboração entre poder público, empresas, especialistas e academia.

No caso do Redata, esse mecanismo garante que a lista de equipamentos e os critérios de sustentabilidade reflitam as necessidades reais do setor tecnológico, direcionando os benefícios fiscais de forma estratégica para o fortalecimento da infraestrutura de dados no Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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