Portos

Secretário Nacional de Portos debate transformações no mundo do trabalho em congresso da magistratura

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, participou entre 27 e 29 de novembro do IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado em Foz do Iguaçu (PR). O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT) em parceria com a Academia Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP), reuniu especialistas para discutir transformações no mundo do trabalho e os desafios jurídicos e institucionais do setor.

Debate sobre o marco regulatório portuário
Além de integrar as discussões gerais, Ávila presidiu o painel “Trabalho Portuário: desafios e perspectivas”, que debateu aspectos trabalhistas relacionados à revisão do marco regulatório do setor portuário, atualmente analisado na Câmara dos Deputados por meio do PL 733. O encontro contou com a participação de Jacqueline Wendpap (Ceportos), Arthur Gersioni (Eldorado), José Adilson (FNE) e Sérgio Aquino (Fenop), que trouxeram contribuições sobre as mudanças esperadas para o setor.

Para o secretário, o Congresso funcionou como um espaço privilegiado de diálogo e construção coletiva. Ele destacou que o ambiente favoreceu a troca de experiências e permitiu apresentar a visão da Secretaria Nacional de Portos sobre temas estratégicos para o setor.

Reconhecimento ao trabalho institucional
Ávila ressaltou que o Ministério e a Secretaria receberam amplo reconhecimento pelos avanços na condução do debate trabalhista do novo marco regulatório. Segundo ele, o diálogo entre empresários e trabalhadores, que resultou em acordo sobre o capítulo trabalhista do PL, reforça o papel da pasta como agente de harmonização e pacificação dentro do setor portuário.

Temas estratégicos para portos e logística
O Congresso também promoveu discussões alinhadas à agenda de logística e infraestrutura do país, incluindo temas como sustentabilidade e transição energética, impactos das tecnologias emergentes nas relações trabalhistas, modernização da regulação para portos públicos, a atuação das autoridades portuárias e o avanço do ESG no setor portuário. Esses assuntos são considerados centrais para melhorar a competitividade, a eficiência e o desenvolvimento econômico regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Informação

Construção pesada vê alta de preço e escassez de mão de obra em meio a boom de concessões

O setor de construção pesada deverá viver momentos delicados nos próximos anos diante do volume de concessões de obras públicas previstas por governos federais, estaduais e municipais.

O bom momento do mercado de infraestrutura combina o aumento no investimento privado em áreas como logística (rodovias, portos, ferrovias) e saneamento e o amadurecimento dos instrumentos de concessões e PPPs (parcerias público-privadas), atraindo novos financiadores brasileiros e empresas estrangeiras.

Os investimentos em infraestrutura em 2024 já bateram o pico que havia sido registrado em 2014. Em 2024, a Abdib (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base) calcula R$ 259,3 bilhões em investimentos, R$ 197,1 bilhões deles via capital privado. Dez anos antes, foram R$ 239,7 bilhões em valores atualizados pela inflação.

As notícias são boas, mas a preocupação entre agentes do mercado –advogados, consultores, construtores e fundos– é se haverá quem execute essas obras todas. Para alguns, leilões recentes sem lances ou com pouca concorrência já apontam para as dificuldades do setor em estruturar boas propostas e conseguir todas as garantias.

A construção pesada, diz Miguel Noronha, da Abdib, é o que tangibiliza os investimentos em infraestrutura. Coordenador do comitê de construção pesada da entidade, ele calcula que já estejam contratados R$ 120 bilhões apenas para rodovias. Até 2029, a estimativa é que somente o setor privado invista cerca de R$ 370 bilhões em infraestrutura.

“Obviamente isso vem com uma demanda enorme por construção pesada. Todavia, quando a gente olha o setor, o quadro ainda é de reestruturação”, afirma.

O marco para o encolhimento desse mercado foi a operação Lava Jato, que desarticulou esquema de corrupção na Petrobras. À época, grandes empreiteiras lideravam os consórcios e encabeçavam as concorrências.

Passada a operação, companhias deixaram o mercado. Quem ficou enxugou estrutura, vendeu ativos, criou mecanismos de governança e controle e concentrou esforços no “core business”. Elas já não têm, entretanto, fôlego para liderar as concorrências, que precisam ser contratadas por quem venceu.

O cenário começa a mudar, mas os passos são lentos. Odebrecht e Andrade Gutierrez voltaram a crescer e chegaram a ensaiar participação no leilão do túnel Santos-Guarujá, mas desistiram de apresentar proposta pois não conseguiram viabilizar financiamento e as garantias pedidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A reorganização desse mercado nos últimos anos também deixou um rastro de dificuldades com financiamento, diz o advogado Daniel Gabrilli de Godoy, sócio do Orizzo Marques Advogados, abrindo caminho para outros tipos de empresas à frente dos leilões, notadamente os fundos de investimentos e gestores, que passaram a aparecer com mais força nos leilões. “A própria construtora entra com o fundo na concorrência, ou o fundo entra e faz gerenciamento do projeto [terceirizando a obra]. Não há insegurança nenhuma nisso.”

Para Godoy, é baixo o risco de sobrecarga do mercado porque cada projeto tem muitas fases, passagens pelos tribunais de contas. “Raramente a gente consegue ter tanto progresso em uma tacada só.”

Gustavo Gusmão, sócio da EY-Parthenon para governo e infraestrutura, diz que tem havido uma preocupação dos governos para que não haja sobrecarga do mercado com excesso de projetos. Isso tem sido alinhado com os financiadores, como Caixa Econômica Federal, BNDES, e Banco Mundial, que têm buscado um escalonamento nas licitações. “É um problema bom para o mercado”, afirma.

Na avaliação dele, por mais que o patamar atual de juros (a Selic segue em 15% ao ano) ainda seja um problema, a percepção no mercado é a de que o Brasil está estável o suficiente para que as empresas assumam certo risco financeiro.

O que pode acontecer no decorrer do próximo ano e dos seguintes é os preços das obras aumentarem, puxados pela concorrência maior e por salários mais altos para a mão de obra. O bom momento deverá atrair novos grupos. “É um aquecimento do mercado. Aumentam os preços e há uma mobilização, atraindo outros grupos”, diz Frederico Ribeiro, sócio na consultoria Radar PPP.

Além dos fundos de investimentos chegando com o dinheiro, há expectativa de que mais grupos estrangeiros se interessem pela execução das obras.

A chegada de empresas estrangeiras também não vem acontecendo como se previa há alguns anos. Companhias chinesas participaram e ganharam a concorrência de obras importantes como a ponte Salvador-Itaparica, mas diferenças no estilo de trabalho teriam afastado os asiáticos do mercado brasileiro. Ainda assim, entre as maiores da construção pesada segundo ranking da revista O Empreiteiro, está a Acciona, que é espanhola.

A Acciona está à frente da obra da linha 6-laranja do metrô paulistano e recentemente venceu um dos lotes da PPP de tratamento de esgoto no Espírito Santo.

Na avaliação de Miguel Noronha, da Abdbi, a construção pesada está em vias de entrar em um momento desafiador em três eixos: falta de pessoal, dificuldades financeiras (com capital de giro e garantias) e maquinário, com destaque para os dois primeiros. “Acho que a partir de 2027, quando começam a entrar os cronogramas de obras de uma série de concessões rodoviárias, começam as obras industriais, aí vamos ter dificuldades.”

A consequência, para ele, será o encarecimento dos projetos e a necessidade de os governos assumirem riscos maiores, seja na recalibragem das garantias, seja no acesso a empresas menores. “Elas estão sendo alçadas a um crescimento grande e isso gera risco. O setor não está tendo muito tempo.”

Para o advogado Mário Saddi, da área de Direito Público e Administrativo do Dias Carneiro, os governos terão de melhorar a modelagem dos projetos para que eles tenham menos riscos, mais segurança jurídica e que a taxa de retorno seja muito bem desenhada.

Um projeto em vias de ser lançado que pode acabar com dificuldades de execução, na avaliação dele, é a PPP do novo centro administrativo do Governo de São Paulo, que ficará localizado no Campos Elíseos, na região central da capital paulista. “Parece um projeto emblemático, mas com seus graus de particularidade e complexidade inerentes ali, que pode levar à baixa participação privada”, afirma. “Eu não me surpreenderia se a gente tivesse concorrência tendendo a zero.”

FONTE: Folha de São Paulo
IMAGEM: Depositphotos

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Negócios

Cabe reconhecer a legitimidade e a importância da pejotização para a produtividade das empresas

Em artigo publicado no Estadão, a advogada e superintendente de Relações do Trabalho da CNI, Sylvia Lorena, e o professor aposentado da USP, José Pastore, refletem sobre o que é o fenômeno da pejotização e defendem esse modelo de trabalho para aumentar a produtividade e competitividade das empresas

A pejotização se refere aos contratos de prestação de serviços específicos estabelecidos entre duas pessoas jurídicas – o tomador e o prestador dos serviços, no caso, o PJ, um profissional especializado. Esse tipo de contrato tem aumentado em grande parte por força das novas tecnologias que facilitam a colaboração desses profissionais. Os que entendem de produção e comercialização recomendam: “na sua empresa, não tente fazer tudo sozinho – você pode quebrar. Busque a ajuda de especialistas que resolvem melhor seus problemas específicos”.

É isso que, mundialmente, tem propelido o uso do trabalho externo às empresas que contratam médicos, advogados, engenheiros, pesquisadores, jornalistas, tradutores, professores e vários outros. Todos têm autonomia para escolher o método, e, em muitos casos, o local e o horário de trabalho.

As formas de prestar serviços são variadas. Há PJs que entregam produtos. Outros entregam serviços. Há atividades realizadas no local da contratante. Outras, nas instalações do PJ ou à distância. Há casos em que o PJ serve apenas uma contratante. Em outros, serve várias. Há tarefas executadas exclusivamente pelo PJ. Outras, em parceria com empregados da contratante. Os contratos podem ser por prazo determinado ou indeterminado, em tempo parcial ou integral. Há contratos em que a profissão do PJ é diferente da profissão dos empregados da contratante. 

Em outros é a mesma – quando a contratante busca talentos especiais. Há tarefas que se realizam de uma só vez. Outras são recorrentes. Há atividades na jornada normal da contratante. Outras, em horários atípicos. Todas contribuem para a melhoria da produtividade e da competitividade das contratantes.

Os PJs recebem apenas orientações técnicas das contratantes, sem subordinação jurídica; são pagos pelos seus serviços; e contribuem para a Previdência Social. É uma relação de natureza civil, pautada pela liberdade contratual. Muito moderna. As eventuais disputas devem ser dirimidas pela Justiça Cível.

A pejotização reflete uma organização de produzir, que valoriza a especialização. Cabe reconhecer a legitimidade e importância desse modelo de trabalho para a produtividade e competitividade das empresas e afastar as fraudes que mascaram vínculos de emprego.

É isso que está sendo discutido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema n.º 1.389, cuja decisão é esperada para breve.

*Sylvia Lorena é advogada e superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

*José Pastore é professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP)

O artigo foi publicado no Estadão no dia 27 de agosto de 2025.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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Industria, Mercado de trabalho

Indústria lidera geração de empregos no primeiro semestre em SC, com 42 mil vagas

Construção civil puxa desempenho, com 12,1 mil postos, seguido do setor têxtil, com 6,1 mil; estado cria 80,4 mil vagas no acumulado de janeiro a junho

O setor industrial liderou a geração de empregos em Santa Catarina no primeiro semestre, quando registrou saldo de 42 mil vagas. Ao todo, o estado criou 80,4 mil novos postos de trabalho formais no período, segundo dados do Novo Caged. O desempenho, no entanto, já mostra sinais de desaquecimento da produção industrial. “A maioria dos setores industriais apresentou saldo inferior ao registrado no primeiro semestre do ano passado”, explicou o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.

Dentre os ramos da indústria que tiveram aumento de vagas em relação ao primeiro semestre de 2024 destacam-se o de máquinas e equipamentos, que gerou 4,2 mil empregos no período, um aumento de 55,6% na comparação com igual período do ano anterior. O resultado foi impactado pela produção de tratores e máquinas e equipamentos voltados à agropecuária, segundo o Observatório FIESC.

Entre os empregos industriais, a construção civil foi o segmento que mais criou vagas: 12,1 mil. O litoral norte de Santa Catarina é um dos mercados imobiliários mais aquecidos do país, com cidades catarinenses liderando o ranking de preços do metro quadrado.  

O segmento têxtil, de confecção, couro e calçados foi o segundo na geração de empregos, com 6,1 mil novas oportunidades no primeiro semestre. O economista Bruno Haeming explica que o ramo se mostrou resiliente, puxado pelo consumo das famílias, a despeito da perda de fôlego da economia. “Em relação ao mesmo período do ano passado, o saldo de vagas apresentou leve recuo, refletindo sinais de moderação na atividade econômica”, informou.

O consumo familiar ainda aquecido também foi responsável pelos resultados do setor de alimentos e bebidas, que apresentou saldo positivo de 4,2 mil empregos com carteira assinada no ano, até junho. “Surpreendeu na análise o crescimento de vagas em atividades como produção de suplementos, granolas, misturas e alimentos voltados à praticidade e alimentos funcionais”, destacou Haeming.

Outros setores
No primeiro semestre de 2025, o segmento de serviços gerou 31,3 mil novas vagas, enquanto o comércio criou 6,7 mil postos de trabalho formais. A agropecuária registrou saldo positivo de 385 vagas no ano até junho.

Santa Catarina ocupou a terceira posição entre os estados que mais geraram empregos na indústria, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.

Emprego em junho
Considerando apenas junho, o segmento de serviços liderou a criação de empregos formais. Foram 3,3 mil vagas no mês. A indústria registrou 1,7 mil novos postos de trabalho, enquanto o comércio gerou 1 mil vagas. A agropecuária foi responsável por 489 oportunidades em junho.


Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Informação, Mercado de trabalho

Concurso para auditor fiscal com salários de até R$ 22,5 mil abre inscrições nesta semana

Vagas foram divulgadas pela Sefaz

O concurso público para auditor fiscal da Secretaria do Estado da Fazenda de Sergipe (Sefaz) vai abrir inscrições na quinta-feira (31). Ao todo, são 10 vagas para contratação imediata e 40 para formação de cadastro reserva com salários que podem chegar a R$ 22,5 mil.

O salário será formado por R$ 16 mil de vencimento básico e bônus de R$ 6,5 mil por 30 horas semanais de trabalho. A distribuição de cargos foi organizada em seis vagas para auditor geral, três vagas para auditor na área de tecnologia da informação e uma vaga para auditor na área de tributação.

De acordo com a Sefaz, quem for aprovado vai ocupar o cargo de auditor fiscal tributário em áreas distintas. As inscrições, de acordo com edital divulgado, podem ser realizadas apenas pela Internet pelo site da banca que vai organizar o concurso.

O prazo de inscrição começa no dia 31 de julho às 10h e vai até às 18h do dia 20 de agosto. É possível solicitar isenção, mas a taxa de pagamento para os não comtemplados vai até o dia 22 de agosto. As provas serão realizadas em 28 de setembro, em Aracaju.

Fonte: Correio 24 Horas

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Mercado de trabalho, Negócios

Microsoft demitirá cerca de 9 mil empregados em seu maior corte em 2 anos

Companhia fala em “mudanças organizacionais necessárias para melhor posicionar a empresa e as equipes para o sucesso em um mercado dinâmico”

A Microsoft está demitindo milhares de funcionários, sua terceira rodada de cortes nos últimos meses, confirmou a empresa na quarta-feira (2).

A redução de pessoal afetará menos de 4% da força de trabalho total da empresa, ou cerca de 9.000 trabalhadores, de acordo com um porta-voz da companhia.

Isso marca as maiores demissões da gigante da tecnologia desde que cortou 10.000 funcionários em 2023 e ocorre em meio a cortes de pessoal em outras áreas do setor de tecnologia.

As ações da Microsoft permaneceram inalteradas após o anúncio.

“Continuamos a implementar as mudanças organizacionais necessárias para melhor posicionar a empresa e as equipes para o sucesso em um mercado dinâmico”, disse um porta-voz da Microsoft em comunicado, acrescentando que a empresa está reduzindo os níveis gerenciais e tornando os funcionários mais produtivos com novas tecnologias.

A redução de pessoal também ocorre porque empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, estão usando IA (inteligência artificial) para tornar sua força de trabalho mais eficiente.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou no início deste ano que 20% a 30% do código da empresa estava sendo gerado por IA, e a empresa está investindo bilhões em investimentos em infraestrutura para a tecnologia.

Não está claro se a IA contribuiu diretamente para os cortes de quarta-feira e quais divisões da Microsoft serão afetadas. O The Verge noticiou que o líder do Xbox, Phil Spencer, enviou uma nota interna informando que sua equipe seria impactada.

A Bloomberg também noticiou anteriormente que as demissões planejadas para julho teriam como alvo as equipes de vendas e do Xbox.

Os cortes de quarta-feira ocorrem depois que a Microsoft demitiu 3% de sua equipe, cerca de 7.000 funcionários, em maio.

Em julho de 2024, a última vez que a Microsoft divulgou formalmente seu quadro total de funcionários, a empresa contava com 228.000 trabalhadores.

Outras empresas de tecnologia também realizaram demissões neste ano, incluindo a Meta e a Bumble. O CEO da Amazon, Andy Jassy, ​​também alertou sua equipe no mês passado que a IA acabaria ajudando a empresa a reduzir o número de funcionários.

Em abril, a Microsoft anunciou que seus lucros trimestrais aumentaram 18%, para US$ 25,8 bilhões, durante o trimestre encerrado em 31 de março, impulsionados pelo forte desempenho de seus negócios em nuvem e serviços de IA. A empresa deve divulgar os resultados do quarto trimestre fiscal ainda este mês.

Fonte: CNN Brasil

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Inovação, Mercado de trabalho, Tecnologia

Empresas querem funcionários que se adaptem à inteligência artificial, diz estudo

Pesquisa ouviu 2 mil organizações de 13 países e 17 setores econômicos; confira dicas para companhias e trabalhadores se aproximarem desta ferramenta

Uma pesquisa com 2 mil empresas de 13 países revela que 60% esperam que seus colaboradores atualizem suas habilidades para se adaptar à inteligência artificial.

Apesar disso, apenas 30% dos executivos destas companhias participaram de treinamentos em IA no último ano, evidenciando um descompasso entre discurso e prática.

O estudo, conduzido pelo Grupo Adecco, empresa suíça de gestão de recursos humanos, também mostra que 34% das organizações não têm políticas claras sobre o uso da tecnologia no ambiente de trabalho.

“A transformação impulsionada pela IA deve ser centrada nas pessoas e exige estratégia unificada. Para que as organizações permaneçam competitivas, os líderes devem alinhar uma visão compartilhada, começando por preencher a lacuna entre talento e tecnologia”, diz Denis Machuel, CEO do Grupo Adecco.

As organizações classificadas como “preparadas para o futuro” têm pontos em comum: 65% adotam força de trabalho baseada em habilidades, 71% confiam em suas estratégias de implementação de IA e 64% relatam que o uso da tecnologia pela liderança melhora a tomada de decisões.

DICAS

A partir do estudo, a Indústria News reuniu dicas para empresas e trabalhadores que ainda não usam IA se aproximarem dela.

➤ Empresas

1. Mapeie oportunidades de uso da IA internamente – Avalie onde a tecnologia pode reduzir custos, aumentar produtividade ou melhorar decisões.

2. Invista na formação da liderança – Os gestores devem entender o potencial e os riscos da IA para orientar suas equipes.

3. Crie políticas claras sobre uso de IA – Defina limites, responsabilidades e diretrizes para o uso ético da tecnologia.

4. Estimule uma cultura de aprendizagem contínua – Capacite os times e valorize quem busca se atualizar.

5. Comece com projetos-piloto – Implante a IA de forma gradual, com testes em áreas específicas, medindo resultados antes de escalar.

➤ Trabalhadores

1. Aprenda o básico – Plataformas como Coursera e até o YouTube oferecem cursos introdutórios gratuitos.

2. Foque em IA aplicada à sua área – Busque exemplos de uso da IA no seu setor; isso facilita a relação com a tecnologia.

3. Participe de comunidades online – Fóruns, newsletters e grupos no LinkedIn ajudam a acompanhar tendências.

4. Adote ferramentas de IA no dia a dia – Use IA para atividades de lazer, como modificações de foto para redes sociais, e de trabalho, como recriar ou gerar tabelas

Fonte: FIESC

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Informação, Mercado de trabalho, Notícias, Oportunidade de Mercado, Tecnologia

Vagas abertas! Mercado Livre quer contratar 4 mil funcionários no Brasil

As vagas são para diversas áreas da companhia; confira a lista completa

Tem o sonho de trabalhar em uma grande empresa de tecnologia? Agora, você pode se candidatar para uma das 4 mil vagas do Mercado Livre. A companhia espera alcançar 16 mil funcionários no país ainda este ano – um crescimento de 31% em comparação a 2021.

As contratações são para o marketplace e Mercado Pago, braço financeiro da companhia. As vagas fazem parte do plano da empresa de investir R$ 17 bilhões na operação brasileira neste ano.

Mas a aposta não é apenas no Brasil: a expectativa da empresa é de atingir 44 mil funcionários em toda a região. Confira todas as vagas disponíveis.

TRABALHO FLEXÍVEL

Desde o início da pandemia, muitas empresas não retornaram ao trabalho 100% presencial – e o Mercado Livre é uma delas. As vagas administrativas são aptas ao trabalho flexível (ou seja, que une o remoto e presencial).

“Trabalhamos de maneira remota, com opção de estar no escritório, mas também estabelecemos momentos para que os times se encontrem e co-criem o melhor lugar para trabalharem”, disse Patrícia Monteiro de Araújo, diretora do setor de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, no anúncio.

DA TECNOLOGIA À LOGÍSTICA E CRIPTOMOEDAS

Há posições abertas no setor de prevenção à fraude, logística, tecnologia, relacionamento com o cliente, novos negócios, vendas, administração, jurídica, entre outros. Algumas vagas contemplam pessoas com deficiência. Acesse a lista completa de vagas no Brasil.

OS PLANOS DO MERCADO LIVRE

O Mercado Livre não é uma empresa nova: ele foi criado em 1999, mas segue em pleno crescimento. A companhia foi considerada a mais valiosa da América Latina em 2021, desbancando a Vale. Conheça a história e estratégia de sucesso.

Além do investimento no varejo, através do live commerce, a empresa está apostando em finanças e logística. Em novembro do ano passado, ela anunciou que irá oferecer a compra, venda e armazenamento de Bitcoins para alguns clientes no país (pois ainda está em fase de testes). 

Mais recentemente, em abril deste ano, o anúncio foi de uma parceria com a Gol para utilizar aviões em suas entregas. O objetivo é se diferenciar da crescente concorrência ao acelerar as entregas, mesmo em locais mais distantes dos centros de distribuição, como o norte e nordeste do Brasil.

Fonte: StartSe

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Informação, Mercado de trabalho, Notícias, Tecnologia

10 profissões que podem sumir no Brasil por causa da tecnologia

Segundo pesquisadores, cerca de 58,1% dos empregos no país podem desaparecer entre 10 e 20 anos por causa da automação. Saiba quais profissões estão em risco e quais são as mais protegidas!

Será que a sua profissão está com os dias contados no Brasil? Talvez. Isso porque, segundo pesquisadores brasileiros, 58,1% dos empregos no país podem desaparecer entre 10 e 20 anos por causa da automação.

Mas calma. O objetivo do estudo não é criar uma onda de pânico, mas servir de alerta ao indicar que novas tecnologias podem substituir grande parte dos empregos brasileiros.

Segundo os pesquisadores, é “por meio de políticas efetivas” que o país pode aliviar ou “até mesmo evitar, a perda maciça de empregos devido à automação, nas próximas décadas.”

Outro dado da pesquisa é que o setor de trabalho informal tem maior probabilidade de ver seus empregos serem substituídos por máquinas do que os que têm carteira assinada. Mas afinal, será que o seu está na lista? Confira abaixo:

10 profissões que podem acabar 

Diante do levantamento, a BBC News Brasil, pediu aos pesquisadores da ISE Business School e Consultoria IDados que levantassem as 10 áreas com maiores chances de acabar e as 10 com menor probabilidade de sumir por causa da tecnologia. Confira:

1 – Operadores de entrada de dados (digitador) – 99%

2 – Profissionais de nível médio de direito e afins (assistente) – 99%

3 – Agentes de seguros – 99%

4 – Operadores de máquinas para fabricar equipamentos fotográficos – 99%

5 – Vendedores por telefone – 99%

6 – Despachantes aduaneiros – 99%

7 – Contabilistas e guarda livros – 98%

8 – Secretários jurídicos – 98%

9 – Condutores de automóveis, táxis e caminhonetes – 98%

10 – Balconistas e vendedores de lojas – 98%

Profissões com menor chance de automação

1 – Dietistas e nutricionistas – 0.4%

2 – Gerentes de hotéis – 0.4%

3 – Especialistas em métodos pedagógicos – 0.4%

4 – Médicos especialistas – 0.4%

5 – Médicos gerais – 0.4%

6 – Fonoaudiólogos e logopedistas – 0.5%

7 – Trabalhadores do sexo – 0.6%

8 – Dirigentes de serviços de bem estar social – 0.7%

9 – Psicólogos – 0.7%

10 – Dirigentes de serviços de educação – 0.7%

POR QUE IMPORTA?

É importante ficar de olho nas áreas que têm maiores chances de serem automatizadas para que você possa ficar um passo à frente. Por exemplo, se a sua profissão está na lista, você precisa buscar formas de se atualizar na sua área. Afinal, por mais que as automações substituam profissões, será necessário pessoas que desenvolvam e utilizem as tecnologias.

Com tantas profissões desaparecendo: sua carreira está em risco?

Se você não fizer alguma coisa, a resposta é SIM. Hoje em dia, um profissional não pode depender da empresa na qual atua, nem deixar de se atualizar, se o seu objetivo for uma carreira competitiva de sucesso.

Fonte: StartSe

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Redução da jornada: negociar é o caminho

Confira artigo do presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, sobre a proposta de redução da jornada de trabalho.

Diminuir, de maneira compulsória, a atual jornada de trabalho para 36 horas semanais teria impactos devastadores e irreversíveis para a economia, para as empresas e para os próprios trabalhadores.

Trata-se de uma discussão inoportuna no atual cenário, em que as empresas têm dificuldades para encontrar profissionais. Além disso, o Brasil já possui instrumentos legais para que empregadores e empregados acordem as mudanças nos contratos de trabalho de acordo com a realidade de cada setor e empresa. Tanto é, que essa flexibilidade, muito bem exercida durante a pandemia, salvou muitos empregos.

Os próprios números do mercado de trabalho confirmam que a negociação já resulta em menos horas de trabalho. Embora o atual teto legal seja de 44 horas semanais, na prática, o brasileiro trabalha, em média, 39,2 horas por semana. E esse número tem caído ao longo dos últimos anos.

Por outro lado, a imposição da medida impactaria os custos das empresas brasileiras, estimulando a importação de países onde as indústrias são mais competitivas em função de um ambiente com melhor infraestrutura e menos impostos, burocracia e juros. Queda da produção local significa fechamento ou encolhimento de empresas, perda de empregos, desindustrialização, dependência do exterior e, em última análise, limitação do potencial de crescimento futuro. Teríamos aumento da inflação, da informalidade e precarização do trabalho; esta, sim, nociva à qualidade de vida.

O que precisamos é equilibrar qualidade de vida do trabalhador com a sustentabilidade das empresas. Não há magia ou voluntarismo capaz de tornar factível, sem graves efeitos colaterais, o que pretendem os autores da proposta de determinar a redução da jornada por lei.

O caminho para um futuro melhor para os brasileiros é conhecido. Passa por valorizar o bem-estar dos empregados e respeitar os necessários tempos para descanso, pois quem é saudável produz melhor. Mas envolve também reduzir custos logísticos, executar uma política macroeconômica que permita juros adequados, adotar uma boa política industrial, melhorar a educação para elevar a produtividade do trabalho e fomentar a inovação. Agora, sejamos francos: nenhuma nação ou indivíduo vence sem trabalhar.

FONTE: FIESC
gabinete@fiesc.com.br
Redução da jornada: negociar é o caminho | FIESC

 

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