Internacional

Pesquisa mundial mostra avanço da imagem da China e surpreende países ocidentais

Uma nova pesquisa internacional destacada pela revista The Economist apontou uma virada significativa na forma como o mundo enxerga a China e os Estados Unidos. O levantamento ouviu 32 mil pessoas em 32 países e mostrou um aumento expressivo da preferência pela China como potência líder mundial. As informações são do jornal Global Times.

Segundo o estudo, houve um avanço de 11 pontos percentuais na parcela de entrevistados que veem a liderança chinesa de forma mais favorável — crescimento registrado em todos os países pesquisados, inclusive nos próprios Estados Unidos, o que chamou atenção da publicação britânica.

Jovens impulsionam apoio à liderança chinesa

A pesquisa revela que a simpatia pela China é maior entre os mais jovens, confirmando uma tendência observada em outros levantamentos recentes. O estudo do Morning Consult, realizado em 41 países, já mostrava vantagem chinesa na percepção global: favorabilidade líquida de +8,8 para a China contra -1,5 para os EUA. Outro levantamento, do Global Times Institute, apontou que quase 60% dos entrevistados têm visão positiva sobre o povo chinês — índice ainda mais alto entre jovens.

Tomadas em conjunto, essas análises indicam um avanço consistente da imagem internacional da China, especialmente entre gerações que devem assumir maior protagonismo social e político nos próximos anos.

Sul Global enxerga a China como parceira estratégica

Os dados também mostram dois movimentos claros: países do Sul Global enxergam a China de maneira mais positiva, e jovens demonstram maior afinidade. Esse cenário está ligado a iniciativas chinesas de cooperação internacional, como a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) e outros programas de desenvolvimento promovidos por Pequim.

Projetos como a Ferrovia China-Laos, a linha de alta velocidade Jacarta-Bandung, a Ferrovia Hungria-Sérvia e o Porto de Pireu já criaram 420 mil empregos e ajudaram a tirar quase 40 milhões de pessoas da pobreza, fortalecendo a percepção de que a China promove crescimento real e compartilhado.

Cultura pop, inovação e expansão do “China Chic”

A presença chinesa também cresce no campo cultural e tecnológico. Tendências populares entre jovens — como Labubu, TikTok e o jogo Black Myth: Wukong — impulsionam o fenômeno chamado “China Chic”, ampliando a influência cultural do país. O editorial destaca ainda o aumento do número de estrangeiros que visitam a China, o que fortalece intercâmbios culturais e cria bases sociais para relações internacionais mais equilibradas.

Modelo próprio de desenvolvimento e estabilidade interna

Em meio às incertezas globais, o rápido crescimento econômico chinês e sua estabilidade social são apontados como fatores de previsibilidade. O texto destaca que o planejamento estratégico e a capacidade de mobilização nacional contrastam com o que chama de “fragmentação política” no Ocidente.

A chamada modernização chinesa reforça que desenvolvimento não precisa seguir o modelo ocidental, mostrando que é possível adotar caminhos próprios alinhados à identidade civilizacional do país — algo que inspira outras nações em desenvolvimento.

Diplomacia de paz e cooperação sem imposições

A China também aposta na diplomacia de paz como parte de sua estratégia global. O país participa de missões da ONU, atua como mediador em regiões de conflito e defende relações internacionais baseadas em igualdade, benefício mútuo e cooperação. Com países desenvolvidos, prega respeito mútuo; com países em desenvolvimento, oferece parceria sem condições políticas — ponto valorizado principalmente no Sul Global.

Críticas no Ocidente ainda persistem

Apesar do avanço na percepção internacional, o editorial do Global Times reconhece que parte da opinião pública ocidental mantém resistência à China, influenciada por narrativas distorcidas ou campanhas de desinformação. Ainda assim, as pesquisas mostram que cidadãos de diversas regiões identificam os efeitos concretos do crescimento chinês e de sua atuação diplomática.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Global Times

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