Investimento

Suape inicia missão estratégica na ASEAN para expansão global e atração de investimentos

O Complexo Industrial e Portuário de Suape deu início a uma missão estratégica no Sudeste Asiático com foco na expansão global, atração de investimentos e abertura de novas rotas marítimas que integrem o terminal pernambucano às principais conexões internacionais.

Roteiro internacional liderado por Suape

A comitiva, comandada pelo diretor-presidente Armando Bisneto, começou a agenda por Singapura e seguirá para Malásia e Indonésia. O objetivo é apresentar aos empresários, autoridades governamentais e instituições financeiras os projetos estruturantes em andamento, a infraestrutura disponível e o novo ciclo de desenvolvimento do complexo portuário.

Entre os destaques estão a construção do terminal de cargas e contêineres da APM Terminals, a implantação de duas fábricas de e-metanol e os avanços na transição energética, reforçando a proposta de tornar Suape um polo logístico competitivo e sustentável no comércio global.

Suape-Brasil-ASEAN: cooperação institucional

A missão, chamada Suape-Brasil-ASEAN, conta com apoio da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN e do Ministério das Relações Exteriores. O bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui Timor-Leste, Camboja, Brunei, Laos, Myanmar, Filipinas, Vietnã e Tailândia, é uma das regiões mais dinâmicas do comércio internacional.

Na Malásia, a comitiva visitará terminais portuários e complexos industriais, incluindo o maior polo de refino de petróleo e petroquímica do país. Durante a etapa, estão previstos Memorandos de Entendimento voltados à cooperação técnica e ao intercâmbio estratégico entre autoridades portuárias.

Em Jacarta, capital da Indonésia, o grupo se reunirá com o Secretariado-Geral da ASEAN e com dirigentes da Indonesia Investment Authority, fundo soberano voltado a investimentos em infraestrutura, economia digital, saúde e economia verde.

Fortalecimento da presença internacional de Suape

Segundo o diretor-presidente, a missão é continuidade das articulações iniciadas em Brasília, em dezembro de 2025, quando foi firmado um termo de cooperação para ampliar o diálogo institucional entre Suape e a ASEAN.

A expectativa é que a agenda internacional fortaleça a presença de Suape no cenário global, aumente as oportunidades de negócios e consolide o complexo como hub estratégico do Nordeste brasileiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Déficit de capacidade de contêineres nos portos do Brasil já equivale a um novo terminal

O crescimento da movimentação de contêineres no Brasil vem superando a capacidade da infraestrutura portuária disponível. A defasagem entre oferta e demanda já alcançou um patamar equivalente à implantação de um novo terminal de contêineres (Tecon) completo, segundo análise da consultoria Solve Shipping.

Crescimento da demanda pressiona infraestrutura portuária

O desempenho da economia brasileira tem impulsionado o fluxo de cargas conteinerizadas, especialmente nos principais corredores do comércio exterior brasileiro. No entanto, a expansão da infraestrutura não acompanha esse avanço no mesmo ritmo, criando gargalos operacionais cada vez mais evidentes.

De acordo com a Solve Shipping, o desafio não está apenas no aumento da demanda, mas na dificuldade estrutural de ampliar a capacidade instalada dos portos. O resultado é um desequilíbrio crescente entre o que o mercado exige e o que os terminais conseguem oferecer.

Burocracia e entraves regulatórios atrasam investimentos

A consultoria aponta que processos burocráticos, entraves regulatórios e insegurança jurídica têm retardado projetos de expansão portuária. Mesmo com terminais operando próximos do limite, novos investimentos enfrentam longos períodos de tramitação para obtenção de licenças ambientais, autorizações regulatórias e definições contratuais.

Esse cenário compromete a agilidade do setor portuário para responder às mudanças do mercado, elevando os custos logísticos e afetando a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Risco de perda de cargas e estrangulamento logístico

Com a capacidade pressionada, os terminais existentes passam a operar sob maior estresse, o que se reflete em filas, menor previsibilidade operacional e risco de desvio de cargas para portos estrangeiros mais eficientes. Para a Solve Shipping, a continuidade desse modelo tende a ampliar o déficit de capacidade ao longo dos próximos anos.

Sem mudanças nos processos decisórios e maior coordenação entre os órgãos públicos, o país pode enfrentar um estrangulamento logístico em rotas estratégicas, prejudicando exportadores e importadores.

Planejamento de longo prazo é essencial

O diagnóstico reforça a necessidade de planejamento portuário de longo prazo e de um ambiente regulatório mais ágil. A consultoria destaca que a atração de investimentos privados depende de regras mais claras e previsíveis, capazes de garantir que a infraestrutura portuária acompanhe de forma sustentável o crescimento econômico do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Leilão do megaterminal no Porto de Santos entra em debate sobre participação de armadores

A estatal chinesa Cosco, uma das maiores armadoras de transporte marítimo do mundo, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a revisão da regra que impede a participação de armadores no leilão do Tecon Santos 10, megaterminal de contêineres previsto para ser licitado em abril, no Porto de Santos.

O pedido foi protocolado na última segunda-feira e encaminhado tanto à Superintendência-Geral quanto à Presidência do Tribunal do Cade. Em resposta por e-mail, o órgão informou que o documento está sob análise.

Argumento é ausência de risco concorrencial

No ofício, a Cosco sustenta que não há fundamentação técnica ou concorrencial que justifique a exclusão prévia de armadores do certame, especialmente daqueles que não possuem ativos operacionais no cais santista. A empresa afirma ainda que a integração vertical entre armadores e terminais portuários não configura ilegalidade por si só.

Segundo a companhia, eventuais riscos à livre concorrência poderiam ser tratados por meio de instrumentos regulatórios e pela atuação posterior do próprio Cade, sem comprometer a competitividade do leilão.

Exclusão pode reduzir disputa e arrecadação

A Cosco avalia que a retirada generalizada de armadores tende a reduzir a rivalidade entre concorrentes, afastar grupos qualificados e, consequentemente, diminuir a eficiência econômica e a arrecadação do certame. A empresa argumenta que esse entendimento vai na contramão de pareceres técnicos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da área econômica do Ministério da Fazenda e de decisões recentes do próprio Cade.

Modelo do leilão prevê duas etapas

O edital do Tecon Santos 10 estabelece que o leilão ocorrerá em duas fases. Na primeira, armadores estão impedidos de participar. Eles só poderiam disputar o arrendamento em uma segunda etapa, caso não haja interessados inicialmente.

Mesmo nesse cenário, empresas que já operam terminais no Porto de Santos teriam de renunciar aos contratos vigentes para assumir o novo terminal. A regra foi definida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base em recomendações da Antaq e do Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de evitar concentração de mercado.

Licitação está prevista para abril

O leilão do Tecon Santos 10 deverá ocorrer até o dia 30 de abril, com outorga mínima de R$ 500 milhões, conforme recomendação do TCU. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, no início do mês.

Segundo o ministro, a pasta planeja realizar um roadshow na B3, em fevereiro, para apresentar o projeto a cerca de 11 ou 12 potenciais investidores. A expectativa é de participação de grupos nacionais e estrangeiros, incluindo empresas chinesas, filipinas e norte-americanas.

O cronograma prevê o lançamento do edital em março, com vitória do grupo que oferecer o maior valor de outorga.

Megaterminal ampliará capacidade do Porto de Santos

O Tecon Santos 10 ocupará uma área de 621,9 mil metros quadrados, no cais do Saboó, com capacidade para movimentar 3,25 milhões de TEU por ano, além de 91 mil toneladas de carga geral. O contrato de arrendamento terá duração de 25 anos, com investimentos estimados em R$ 6,45 bilhões.

O projeto inclui a construção de quatro berços de atracação, elevando em cerca de 50% a capacidade de contêineres do Porto de Santos, que poderá alcançar 9 milhões de TEU anuais. Estudos indicam que, sem a expansão, o porto pode atingir a saturação até 2028.

Projeto viabiliza mudança do terminal de cruzeiros

O novo terminal é considerado estratégico para a transferência do Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini, atualmente operado pelo Concais, para a região do Valongo. A futura concessionária será responsável pelas instalações offshore, localizadas em frente ao Parque Valongo.

A mudança do terminal de cruzeiros da área de Outeirinhos para o centro histórico é defendida pelos governos municipal, estadual e federal, com expectativa de revitalização urbana da região.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Portos

Interesse chinês no Tecon Santos 10 ganha força

Duas das maiores companhias portuárias da China intensificaram, nas últimas semanas, a articulação para participar do leilão do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres do Porto de Santos (SP). O ativo é considerado o maior arrendamento da história do setor portuário brasileiro e deve ir a leilão entre o fim de março e o início de abril.

A ofensiva envolve a China Merchants Port (CMP) e a Cosco Shipping, que buscam espaço na disputa e questionam as restrições previstas no edital.

Executivos da China Merchants articulam apoio em Brasília

No início de janeiro, o vice-presidente global da CMP, Qi Yue, esteve em Brasília para comunicar oficialmente o interesse da companhia no terminal. Ele foi acompanhado de Jacky Song, presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), ativo adquirido pela China Merchants em 2018.

A CMP opera terminais em importantes hubs logísticos do mercado asiático, como Hong Kong, Shenzhen e Colombo, e demonstrou preocupação com eventuais limitações à participação de empresas no leilão brasileiro.

Segundo relatos, os executivos destacaram que, apesar de a China Merchants atuar em linhas regionais de navegação na Ásia, o grupo não possui rotas marítimas para o Brasil — argumento usado para defender sua habilitação no certame.

TCU recomenda veto a armadores e gera reação

Em dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu a análise do projeto e recomendou impedir a participação direta de armadores no leilão, com o objetivo de evitar a verticalização do setor — quando empresas de navegação passam a controlar também terminais portuários.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) acatou as recomendações e orientou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a avançar com a publicação do edital dentro desses parâmetros.

Ainda assim, a agência reguladora avalia uma possível modulação da regra, mantendo a restrição às grandes companhias de navegação globais, mas permitindo a participação de armadores sem atuação em rotas brasileiras.

Cosco recorre ao TCU contra restrições

Paralelamente, a Cosco Shipping entrou com pedido de reexame no TCU para contestar a vedação imposta aos armadores. A empresa é hoje a quarta maior transportadora marítima do mundo, atrás apenas da MSC, Maersk e CMA CGM.

No recurso protocolado em 23 de dezembro, a companhia argumenta que a restrição pode reduzir a concorrência, limitar investimentos e comprometer o valor das propostas, afetando a arrecadação pública e o desempenho futuro do terminal.

Leilão bilionário e impacto na capacidade do Porto de Santos

O Tecon Santos 10 prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões e deve ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, que opera próximo ao limite de saturação.

O governo federal definiu uma outorga mínima de R$ 500 milhões — valor considerado baixo por parte do mercado diante da dimensão do projeto. O ministro Silvio Costa Filho informou que o cronograma oficial do leilão deve ser divulgado até o dia 21.

Empresas como MSC e Maersk chegaram a demonstrar forte interesse, mas ficaram de fora da disputa por conta das regras atuais. Outros grupos, como o filipino ICTSI e a JBS Terminais, que atua no Porto de Itajaí (SC), são apontados como potenciais concorrentes.

Segundo o MPor, entre 10 e 12 empresas e fundos devem demonstrar interesse no arrendamento.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO CNN / AMANDA PEROBELLI / REUTERS

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Portos

Porto da Imetame firma parceria com gigante holandesa para operar terminal de contêineres em Aracruz

O Porto da Imetame deu um passo estratégico rumo ao início das operações de contêineres em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O grupo capixaba firmou um acordo com a holandesa Hanseatic Global Terminals (HGT), que prevê a aquisição de 50% das ações da Imetame Logística Porto (ILP). A parceria estabelece uma joint venture voltada exclusivamente à operação de terminal de contêineres.

Pelo acordo, as duas empresas serão responsáveis pelo desenvolvimento e pela operação do futuro terminal “Hanseatic Global Terminals Aracruz”, concebido como uma moderna estrutura portuária para transbordo e importação e exportação de cargas.

Terminal terá capacidade para 1,2 milhão de TEUs por ano

A previsão é que o terminal de contêineres de Aracruz entre em operação até meados de 2028. Em sua fase plena, a estrutura deverá alcançar uma capacidade anual aproximada de 1,2 milhão de TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O projeto inclui 750 metros de cais, equipamentos de movimentação de contêineres de última geração e profundidade operacional inicial de 17 metros, permitindo a atracação de navios de grande porte. Os valores envolvidos na transação não foram divulgados, conforme informado em comunicado oficial.

Hanseatic Global Terminals reforça presença no Brasil

A Hanseatic Global Terminals é subsidiária integral da Hapag-Lloyd, uma das maiores companhias de transporte marítimo de contêineres do mundo, com sede em Hamburgo, na Alemanha. A empresa opera uma frota de cerca de 255 navios, com capacidade total aproximada de 1,8 milhão de TEUs, atendendo rotas na América Latina, Oriente Médio, além dos corredores transatlântico e transpacífico.

Porto capixaba integra estratégia global da HGT

Para a HGT, o investimento no porto de Aracruz faz parte de uma estratégia mais ampla de expansão na América Latina. Segundo o CEO da empresa, Dheeraj Bhatia, a região é considerada prioritária dentro do plano global do grupo.

O executivo destaca que o novo hub na costa leste brasileira amplia o portfólio de terminais da companhia e ajuda a mitigar limitações de capacidade em um mercado em crescimento. O empreendimento também tende a beneficiar o Brasil ao oferecer uma alternativa logística mais próxima dos mercados consumidores e das principais rotas internacionais de navegação.

Grupo Imetame aposta em desenvolvimento regional

O presidente do Grupo Imetame, Etore Selvatici Cavallieri, ressaltou a importância da parceria com a HGT, destacando a experiência internacional da empresa holandesa na gestão de terminais de contêineres.

Além da eficiência operacional, o grupo capixaba afirma que o projeto tem compromisso com o desenvolvimento regional, incluindo a geração de empregos e o estímulo a negócios locais.

HGT planeja expandir para mais de 30 terminais até 2030

Atualmente, a Hanseatic Global Terminals administra participações em 21 terminais portuários e operações logísticas complementares em 11 países, distribuídos por cinco continentes. A meta é ampliar esse portfólio para mais de 30 terminais até 2030, com foco em regiões estratégicas como América Latina, Flórida (EUA), Índia e polos logísticos da Europa.

O fechamento da joint venture em Aracruz ainda depende da aprovação de autoridades regulatórias e do cumprimento de condições usuais para operações desse porte.

Porto da Imetame será polo logístico multimodal

Com 45 anos de atuação, o Grupo Imetame, sediado em Aracruz, reúne empresas nos setores de metalurgia, pedras ornamentais, energia, petróleo e gás, empregando mais de 5 mil pessoas. O porto é considerado um dos projetos mais relevantes da trajetória do grupo.

O empreendimento portuário ocupará uma área superior a 1 milhão de metros quadrados e foi projetado como um terminal privado multipropósito, apto a operar contêineres, carga geral, granéis sólidos, granéis líquidos e operações Ship to Ship. A expectativa é que o complexo se consolide como um dos principais polos logísticos do Brasil, fortalecendo a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Folha de Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Vitória

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Portos

Tecon Santos 10 avança após TCU e entra em fase de ajustes técnicos

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou à Infra SA o projeto atualizado do edital de arrendamento do Tecon Santos 10, no Porto de Santos, para a realização de ajustes técnicos. A decisão ocorre após o acolhimento integral das recomendações e determinações do Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de manter o cronograma que prevê o leilão do terminal em março de 2026.

A condução do processo está a cargo da Secretaria Nacional de Portos, que solicitou prioridade à estatal para acelerar as adequações necessárias no modelo do edital.

Investimento bilionário e impacto na logística portuária

Considerado o maior projeto da carteira de arrendamentos do ministério, o Tecon Santos 10 prevê investimentos da ordem de R$ 6,4 bilhões. A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional dos portos brasileiros e gerar efeitos positivos em cadeia para a economia.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as orientações do TCU fortalecem a segurança jurídica do leilão e contribuem para reduzir riscos de concentração de mercado, tornando o processo mais equilibrado e competitivo.

Regras do leilão e restrições à participação

Entre os pontos incorporados ao projeto está a ampliação das restrições à participação de armadores na primeira fase do leilão, conforme recomendação do TCU ao ministério e à Antaq. Empresas que já operam no Porto de Santos também ficam impedidas de participar inicialmente, podendo ingressar apenas em uma eventual segunda etapa da disputa.

A modelagem revisada também prevê a definição de um valor mínimo de outorga, cujas premissas serão estabelecidas em conjunto pelas equipes do ministério e da agência reguladora.

Obras obrigatórias e integração multimodal

O TCU determinou ainda a inclusão de um investimento obrigatório: a construção de um pátio ferroviário interno com capacidade mínima para o escoamento de 900 TEU por dia. A obra é considerada estratégica para a conectividade logística do novo terminal e para a futura integração multimodal do Porto de Santos.

Ampliação da capacidade do Porto de Santos

A expectativa do governo é publicar o edital do Tecon Santos 10 até o fim de janeiro, após a realização de um roadshow previsto para o início do ano. O novo terminal deverá ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Com a entrada em operação do Tecon Santos 10, o Porto de Santos poderá alcançar uma capacidade anual de 9 milhões de contêineres e 91 mil toneladas de carga geral. O projeto prevê a construção de quatro berços de atracação e uma concessão com prazo de 25 anos, vencendo o leilão o proponente que apresentar o maior valor de outorga.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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Portos

Governo anuncia expansão do terminal de contêineres do Porto do Rio

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou, nesta sexta-feira (12), a autorização emergencial e a aprovação preliminar do novo plano de investimentos da ICTSI Rio Brasil Terminal, empresa que administra o terminal de contêineres do Porto do Rio de Janeiro. O pacote prevê R$ 948 milhões em obras e modernizações.

A medida libera o início imediato das intervenções consideradas essenciais para garantir continuidade operacional, segurança e eficiência logística.

Obras ampliam área operacional e modernizam infraestrutura

O projeto prevê a ampliação e unificação de pátios, com a incorporação de quase 18 mil m² de área operacional. A iniciativa inclui ainda a modernização da rede elétrica, a implantação de um novo gate com seis balanças e a compra de equipamentos de grande porte, como guindastes, ERTGs, straddle carriers e pórticos ferroviários.

Capacidade do terminal vai quase dobrar até 2029

Após as obras, o terminal deve ampliar sua capacidade atual de cerca de 440 mil TEU por ano para aproximadamente 750 mil TEU até 2029, com possibilidade de chegar a 1,2 milhão de TEU ao fim de todas as fases do projeto.

A área também passará a estar apta a receber navios da classe ULCV (Ultra Large Container Vessels), que transportam até 24 mil contêineres.

Credenciamento para imprensa

Ao término da cerimônia, o ministro Silvio Costa Filho concederá entrevista coletiva. Profissionais interessados na cobertura podem solicitar credenciamento pelo e-mail informado pelo ministério. Não haverá transmissão ao vivo do evento.

Serviço
O quê: Anúncio de investimentos para expansão do Terminal de Contêineres da ICTSI Rio Brasil
Quando: Sexta-feira, 12 de dezembro
Horário: 9h
Onde: Pátio da Rio Brasil Terminal – Porto do Rio de Janeiro
Endereço: Avenida Rio de Janeiro, 675, Caju (acesso pelo Portão 24 do Porto do Rio de Janeiro/RJ)

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto Itapoá é o maior terminal de contêineres do Sul do Brasil, conforme ranking da ANTAQ

Registrando um total de 545.304 unidades movimentadas, terminal teve um crescimento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior

O Porto Itapoá consolidou-se entre os maiores terminais portuários do país. De acordo com o ranking da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o terminal se mantém na 1ª posição no Sul do Brasil e a 3ª posição nacional em movimentação de contêineres entre janeiro e agosto de 2025. Foi registrado um total de 545.304 unidades movimentadas, um crescimento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho de Itapoá é significativamente superior à média brasileira de crescimento, que ficou em 8,27% no período. O terminal é líder absoluto em movimentação de contêineres em Santa Catarina e em toda a região Sul do Brasil, ficando atrás apenas do Complexo Portuário de Santos, em São Paulo.

Com esses resultados, o Porto Itapoá reafirma seu papel de destaque no cenário portuário nacional, consolidando-se como um dos mais eficientes e modernos da América Latina.

Segundo Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá, o resultado reflete o compromisso da empresa com a eficiência operacional e com o desenvolvimento sustentável da região.

“Esse crescimento é fruto de um trabalho contínuo de aprimoramento da infraestrutura, de inovação tecnológica e, principalmente, do engajamento do nosso time. Estamos investindo para garantir operações cada vez mais ágeis, seguras e sustentáveis”, destacou Arten.

O presidente também ressaltou a importância estratégica de Itapoá para a logística nacional.

“O Porto Itapoá se consolida como um elo fundamental para o comércio exterior brasileiro. Nossos índices de produtividade e confiabilidade nos colocam entre os melhores terminais da América do Sul, o que é motivo de orgulho para Santa Catarina e para todo o país”, afirmou.

Com o avanço consistente dos últimos anos, o Porto Itapoá segue ampliando sua capacidade de operação e investindo em infraestrutura. A Fase IV de Expansão, atualmente em andamento, prevê novos pátios e berços de atracação, reforçando o compromisso do terminal em atender à crescente demanda por movimentação de cargas.

“Seguimos focados em crescer de forma sustentável e responsável, contribuindo com o desenvolvimento econômico regional e oferecendo soluções logísticas cada vez mais eficientes aos nossos clientes”, concluiu Arten.

TEXTO: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTO DE ITAPOÁ
IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

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Portos

Porto de Santos: MPor apoia leilão restrito do Tecon Santos 10 para ampliar concorrência

Governo defende restrição no leilão do terminal.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) declarou apoio à medida que restringe a participação de empresas já atuantes no Porto de Santos no leilão do Terminal de Contêineres Tecon Santos 10. A proposta, inserida no edital pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), busca impedir a concentração de mercado e assegurar mais competitividade.

Segundo a pasta, limitar a disputa a operadores que não possuam vínculos com o porto é a melhor forma de garantir tarifas mais baixas, maior eficiência e qualidade nos serviços portuários a longo prazo.

Parecer enviado ao TCU

O posicionamento do MPor foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) na noite da última sexta-feira (26), dentro do prazo estabelecido pela Corte. O documento sustenta que o interesse público exige um operador neutro e independente, reduzindo riscos de concentração no maior porto da América do Sul.

“Mais competitivo é o ingresso de um novo player no complexo portuário de Santos, especialmente um operador sem ativos já existentes no local”, aponta o parecer.

Alinhamento com Antaq e Cade

A posição reforça decisão da diretoria da Antaq e segue alerta do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que em nota técnica apontou riscos à concorrência caso empresas já presentes no cais santista participem do certame.
O entendimento, no entanto, contraria a área técnica do próprio TCU, que havia sugerido um leilão sem restrições.

Competitividade acima da arrecadação imediata

Para o Ministério, a prioridade de um porto público não deve ser a arrecadação no curto prazo, mas a criação de um ambiente competitivo. Embora a abertura irrestrita pudesse elevar a disputa no leilão e aumentar a outorga inicial, o MPor avalia que isso reduziria a neutralidade do terminal e traria prejuízos aos usuários e armadores.

A pasta destaca ainda que soluções apenas comportamentais, como regras de monitoramento, tendem a ser caras, difíceis de fiscalizar e pouco eficazes em mercados concentrados.

Estruturação do leilão em duas fases

O parecer sugere que o TCU considere o modelo de leilão em duas etapas, como proposto pela Antaq. Na primeira fase, seriam aplicadas exigências mais rígidas e um valor mínimo de outorga adequado à importância do ativo. Caso não haja interessados, abrir-se-ia uma segunda rodada mais flexível.

Leilão previsto para 2025

O MPor reforça o compromisso de realizar o leilão ainda em 2025, seguindo as orientações do TCU e em alinhamento com a Antaq. O objetivo, segundo a pasta, é garantir que o maior terminal de contêineres da América do Sul seja administrado por um operador independente, fortalecendo a competitividade da logística nacional e ampliando as oportunidades de novas rotas comerciais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Paranaguá realiza simulado contra tráfico de drogas com apoio da Guarda Portuária

Ação integrada reforça segurança no Terminal de Contêineres

A Unidade de Segurança da Portos do Paraná (UASP) e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, promoveram um simulado de combate ao tráfico de drogas. A operação realizada no último dia 24, contou com quatro cães farejadores e envolveu inspeções em bolsas, objetos diversos e cabines de caminhões.

De acordo com Vinicius Gomes dos Santos, coordenador de segurança e patrulha da UASP, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a integração entre os terminais e as equipes de segurança. “A ideia é garantir resposta rápida e eficaz diante de qualquer ato ilícito na área alfandegada”, destacou. A simulação contou ainda com outro coordenador e cinco guardas portuários.

Operação no Gate reforça combate a ilícitos

A atividade foi realizada na área da TCP, próxima ao portão de acesso de veículos leves e ao Gate de caminhões. Para o gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da empresa, Kayo Zaiats, a ação reforça o alinhamento entre as equipes. “O treinamento fortalece a atuação conjunta, garantindo agilidade e eficiência na proteção da área portuária”, afirmou.  

Embora o exercício fosse simulado, algumas abordagens ocorreram de forma real. Motoristas que acessavam o terminal foram orientados a desembarcar enquanto os cães vistoriavam cabines e partes externas dos veículos. O terminal recebe mais de mil caminhões por dia para operações de carga e descarga.

Investimentos ampliam proteção no Porto

Nos últimos anos, a Portos do Paraná vem ampliando os investimentos em segurança. Desde 2022, foram inauguradas novas estruturas para a Guarda Portuária, incluindo central de monitoramento, guaritas no pátio de automóveis e no píer público. Também foram substituídos scanners de bagagem, adquiridas viaturas, armas semiautomáticas e instalado um novo sistema de radiocomunicação.

Duas lanchas – uma para fiscalização e outra para a Guarda Portuária – estão em fase final de fabricação após aquisição realizada em 2025.

Treinamentos e tecnologia reforçam atuação

Os profissionais de segurança recebem capacitações contínuas. Em novembro de 2024, três turmas concluíram o curso de renovação do porte de armas, com atividades teóricas e práticas. Após o treinamento, os agentes passaram a contar com equipamentos mais modernos, utilizados em situações específicas.

A atuação da Guarda Portuária também se estende além da área alfandegada. Durante a temporada de cruzeiros 2024/2025, foram instaladas 20 câmeras de vigilância no Complexo Mega Rocio, monitoradas 24 horas. Em casos suspeitos, a corporação aciona rapidamente a Receita Federal, Polícia Federal ou outros órgãos competentes. As bagagens dos passageiros também passam por scanner e inspeção com cães farejadores antes do embarque.

Infraestrutura da TCP ganha modernização

A TCP vem investindo em tecnologia para aprimorar o controle de acesso e a fiscalização. Em 2024, a empresa finalizou a modernização do Gate com investimento superior a R$ 30 milhões. Foram implantados sistemas de automação, reconhecimento ótico de caracteres (OCR) e totens biométricos para motoristas, agilizando a entrada e saída de veículos.

Atualmente, o terminal opera com mais de 400 câmeras de monitoramento, 13 postos de vigilância armada 24 horas, sistema de alarme contra invasões e dois scanners que fiscalizam todas as cargas movimentadas.

Simulados são prática constante no porto

A Portos do Paraná realiza simulações regularmente para aprimorar os protocolos de emergência. Em maio, uma ação em Paranaguá simulou um acidente envolvendo trem, ônibus e automóvel. O exercício foi coordenado pelo 8º Grupamento de Bombeiros Militares, com participação da Portos do Paraná, SAMU Litoral, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Defesa Civil e Rumo Logística.

Nesse tipo de ocorrência, a autoridade portuária é responsável por acionar as empresas que integram o Plano de Ajuda Mútua (PAM) para apoiar o atendimento e reduzir impactos.

FONTE: Portos do Paraná 
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: DIVULGAÇÃO/TCP

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