Comércio Exterior, Informação

Atualização da NCM e Tarifa Externa Comum: Gecex publica a Resolução 852/2026

Gecex altera Anexo VI da NCM e TEC

O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou a Resolução Gecex nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, que insere novos produtos no Anexo VI da Resolução nº 272/2021, impactando a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e a Tarifa Externa Comum (TEC). A medida ajusta as classificações e alíquotas de itens de importação e exportação conforme atualizações do Sistema Harmonizado de 2022, promovendo alinhamento técnico e tarifário às novas diretrizes internacionais.

Vigência imediata e implicações para o comércio

A norma já tem efeito a partir da publicação no Diário Oficial da União e passa a incluir centenas de códigos de produto no marco regulatório aduaneiro nacional. Com as atualizações, importadores, profissionais de comércio exterior e setores de compliance tributário devem revisar a classificação fiscal das mercadorias e as alíquotas aplicáveis para garantir conformidade e evitar riscos de autuações ou custos inesperados nas operações internacionais.

FONTE: Diário Oficial da União
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Internacional

Flexibilização do Mercosul se impõe diante de novo cenário do comércio internacional

A sucessão de iniciativas tomadas de forma isolada por países do Mercosul reforça a necessidade de atualizar o funcionamento do bloco. O ingresso do Uruguai na Parceria Transpacífica e o acordo comercial firmado entre Argentina e Estados Unidos, ambos fora da estrutura do Mercosul, evidenciam um modelo que já não acompanha a dinâmica do comércio internacional.

No caso argentino, cerca de 350 produtos passaram a integrar um programa de isenção tarifária com os Estados Unidos, sem extensão aos demais membros do bloco. Já o Uruguai ampliou seu acesso a mercados asiáticos ao aderir a uma aliança comercial mais flexível. São movimentos que, na prática, enfraquecem a lógica de decisões conjuntas que marcou a criação do Mercosul.

Importância histórica do bloco segue inquestionável

Criado em 1991, com o Tratado de Assunção, o Mercosul teve papel relevante na integração econômica e política entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Ao longo das últimas décadas, o bloco estimulou o comércio regional, reduziu tarifas e fortaleceu cadeias produtivas compartilhadas.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 20 bilhões para os países do Mercosul. Santa Catarina, por sua vez, embarcou US$ 1,4 bilhão, com destaque para alimentos, máquinas, têxteis, metais e produtos químicos. Os números demonstram que a integração trouxe ganhos concretos para as economias envolvidas.

Rigidez da Tarifa Externa Comum vira entrave

Apesar dos avanços, o modelo baseado em decisões por consenso e na rigidez da Tarifa Externa Comum (TEC) passou a limitar a capacidade de adaptação do bloco. O prolongado processo de negociação do acordo Mercosul–União Europeia, em discussão há mais de duas décadas, é um exemplo claro das dificuldades impostas pelo atual formato.

Com a expectativa de que o tratado com os europeus finalmente seja assinado, ampliando o acesso a mercados estratégicos, cresce a pressão por uma modernização do Mercosul que torne o bloco mais ágil e competitivo.

Flexibilizar é modernizar, não enfraquecer

A flexibilização do Mercosul não significa abrir mão da integração regional, mas sim adaptá-la à realidade atual. Permitir que os países-membros celebrem acordos bilaterais específicos, válidos apenas para seus signatários, preservaria o espírito do bloco e, ao mesmo tempo, destravaria oportunidades comerciais urgentes.

Blocos mais abertos dominam o cenário global

O comércio global caminha para arranjos mais flexíveis e dinâmicos, capazes de responder rapidamente às mudanças nos fluxos econômicos. Manter um modelo excessivamente rígido tende a limitar o potencial de crescimento.

Para Santa Catarina e para o Brasil, avançar na atualização das regras do Mercosul é essencial para garantir competitividade, ampliar mercados e evitar que o bloco se torne um fator de freio, em vez de impulsionador, do desenvolvimento econômico.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Filipe Scotti

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Comércio Exterior

MDIC atualiza lista de produtos brasileiros afetados por tarifas adicionais dos EUA

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou nesta segunda-feira (13) uma atualização da lista de produtos brasileiros afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. As medidas estão vinculadas à Ordem Executiva de 30 de julho de 2025, emitida pelo governo norte-americano, que ampliou as restrições sobre exportações do Brasil.

De acordo com o MDIC, a nova versão da tabela — publicada como anexo à Portaria Conjunta MDIC/MF nº 4, de 11 de setembro de 2025 — traz alterações em 211 códigos NCM da Tarifa Externa Comum (TEC). Foram 101 novos códigos incluídos, 75 excluídos e 35 ajustados entre as listas de produtos impactados.

Alterações representam 2% da Tarifa Externa Comum

Com as mudanças, 9.803 códigos NCM permanecem sujeitos às tarifas adicionais aplicadas exclusivamente ao Brasil, o que representa 2,01% do total de 10.504 códigos que compõem a TEC. Segundo o ministério, as alterações fazem parte de uma revisão técnica programada, voltada a adequar o mapeamento dos produtos afetados e corrigir inconsistências identificadas após a implementação da medida pelos Estados Unidos.

Ajustes integram resposta brasileira às medidas dos EUA

O MDIC destacou que a atualização já estava prevista e ocorre no contexto da execução do Plano Brasil Soberano, iniciativa coordenada pelo governo federal para mitigar os impactos econômicos e comerciais das sanções norte-americanas. A revisão também reflete esclarecimentos complementares à Ordem Executiva e aprimora a operacionalização das ações de defesa comercial do Brasil.

Confira a tabela atualizada de produtos afetados.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Lemes/MDIC

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