Comércio

Acordo Mercosul-Índia é prioridade para ampliar comércio e avançar rumo ao livre-comércio

A ampliação do acordo Mercosul-Índia foi apontada como prioridade pelo presidente brasileiro durante participação no Fórum Empresarial Brasil-Índia, realizado em Nova Délhi neste sábado (21.fev.2026). A sinalização é de que o atual Acordo de Comércio Preferencial, em vigor desde 2009, pode evoluir para um acordo de livre-comércio entre os dois blocos.

Segundo o chefe do Executivo, duas economias do porte de Brasil e Índia necessitam de um marco regulatório “mais amplo e ambicioso”, capaz de impulsionar o intercâmbio comercial e fortalecer a cooperação estratégica.

Potencial econômico e aproximação do Sul Global

Durante o discurso, o presidente destacou que a distância geográfica não reduz o potencial da parceria bilateral. Ele também defendeu maior articulação entre países do Sul Global, com foco na integração política, econômica, científica e tecnológica.

A avaliação é de que há um interesse recíproco crescente e que a relação ainda não atingiu todo o seu potencial, especialmente considerando o tamanho das duas economias.

Meta é elevar comércio bilateral a US$ 30 bilhões

O governo brasileiro reafirmou a meta de elevar o comércio bilateral Brasil-Índia para US$ 30 bilhões até 2030. A previsão inicial era de US$ 20 bilhões.

Em 2025, as trocas comerciais entre os dois países somaram US$ 15,2 bilhões. Para o presidente, o número ainda está abaixo do que poderia ser alcançado por economias de grande porte e com mercados consumidores expressivos.

Comitiva reforça compromisso com a Índia

A visita oficial contou com a presença de 10 ministros e 315 empresários brasileiros. O tamanho da delegação foi citado como demonstração do interesse estratégico do Brasil na ampliação das relações comerciais e institucionais.

Em declaração conjunta, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou ter ficado impressionado com a dimensão da comitiva brasileira.

Agenda incluiu cúpula de inteligência artificial

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o presidente participou de uma cúpula global sobre inteligência artificial (IA) em Nova Délhi — a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro esteve presente em um evento internacional de alto nível dedicado exclusivamente ao tema.

A viagem retribui a visita feita por Narendra Modi ao Brasil em julho de 2025. Desde o início do atual mandato, os dois líderes já se encontraram quatro vezes. Esta foi a quarta ida do presidente brasileiro à Índia e a segunda nesta gestão.

Durante o encontro bilateral, foram assinados oito acordos de cooperação nas áreas de saúde, defesa, energia e tecnologia, ampliando a agenda estratégica entre os países.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Brasil anuncia isenção de vistos para cidadãos chineses em viagens de curta duração

O governo brasileiro anunciou a isenção de vistos para cidadãos da China que desejem entrar no Brasil em viagens de curta duração. A decisão ocorre como resposta à política adotada pelo governo chinês, que passou a permitir a entrada de brasileiros sem visto a partir de 2025.

Segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto, a iniciativa está inserida no processo de ampliação da cooperação bilateral, especialmente em áreas estratégicas ligadas à chamada fronteira do conhecimento, conforme informou a Agência Brasil.

Princípio da reciprocidade orienta política migratória

A mudança segue o princípio da reciprocidade diplomática. Enquanto o Brasil flexibiliza a entrada de cidadãos chineses, o governo passou a exigir visto de entrada para viajantes dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, países que mantêm a exigência do documento para brasileiros.

Política chinesa de isenção inclui Brasil e outros países da região

A isenção de visto para brasileiros na China entrou em vigor em 1º de junho de 2025, com validade inicial de um ano, posteriormente prorrogada até 31 de dezembro de 2026. Além do Brasil, a política chinesa contempla outros países sul-americanos, como Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Atualmente, 45 países integram a política unilateral chinesa de flexibilização de vistos, que tem como objetivo ampliar o fluxo internacional de pessoas e fortalecer laços econômicos e diplomáticos com diferentes regiões do mundo.

Facilitação de viagens e integração econômica

A estratégia chinesa busca estreitar relações com a América Latina e outros blocos econômicos relevantes. Brasil, Argentina e Chile figuram entre as maiores economias da região. Desde 2024, países europeus, além de Japão e Coreia do Sul, também passaram a contar com isenção de visto para entrada na China.

Portadores de passaportes comuns válidos desses países podem ingressar em território chinês sem visto para fins de negócios, turismo, visitas familiares, intercâmbios ou trânsito, com permanência máxima de 30 dias.

Relações bilaterais e cenário internacional

Na quinta-feira, houve uma conversa telefônica entre os chefes de Estado do Brasil e da China, com duração aproximada de 45 minutos. O diálogo abordou o fortalecimento das relações bilaterais, a cooperação entre países do Sul Global e temas ligados ao multilateralismo.

De acordo com nota oficial, foram destacadas convergências entre os projetos nacionais de desenvolvimento, especialmente nas áreas de infraestrutura, transição ecológica e tecnologia. O governo chinês também ressaltou a importância do papel das Nações Unidas em um cenário internacional considerado instável.

FONTE: A Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alan Santos/PR

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Internacional

Colômbia entra no Banco dos BRICS e fortalece integração com o Sul Global

A Colômbia passou a integrar oficialmente o Banco dos BRICS, marcando um movimento estratégico de aproximação com o Sul Global e de diversificação de suas alianças econômicas internacionais. A adesão foi formalizada em 2025 e representa um dos passos mais relevantes da política externa colombiana nas últimas décadas.

Adesão ao Banco dos BRICS consolida nova fase econômica

A entrada da Colômbia no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — instituição financeira dos BRICS — foi oficializada em junho, durante cerimônia realizada na sede do banco, em Xangai, na China. Em novembro, o Congresso colombiano aprovou a legislação que ratificou a participação do país na entidade multilateral.

Considerada a terceira maior economia da América do Sul e a segunda maior potência militar do continente, a Colômbia passa a integrar formalmente o núcleo financeiro do bloco, ampliando seu acesso a mecanismos de financiamento para infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Governo destaca impactos econômicos e estratégicos

O ministro da Fazenda e Crédito Público, Germán Ávila Plazas, afirmou que a adesão fortalece a capacidade do país de captar recursos internacionais e ampliar sua atuação econômica.

Segundo ele, o Banco dos BRICS se soma a outras instituições multilaterais com as quais a Colômbia já coopera, criando novas oportunidades de investimento e desenvolvimento. O ministro destacou ainda que a ampliação dessas parcerias internacionais tende a gerar impactos positivos no crescimento econômico e na geração de empregos.

Países que integram o Banco dos BRICS

Além dos países fundadores do bloco, o Banco dos BRICS conta atualmente com os seguintes membros:

  • Bangladesh
  • Uruguai
  • Argélia
  • Colômbia
  • Uzbequistão

A presidência da instituição é ocupada por Dilma Rousseff, que assumiu o cargo em março de 2023 e teve seu mandato renovado até julho de 2030.

Mudança histórica na política externa colombiana

A entrada da Colômbia no Banco dos BRICS simboliza uma mudança relevante em sua política externa. Tradicionalmente alinhado aos Estados Unidos ao longo do século XX, o país passa agora a fortalecer relações Sul-Sul.

Esse reposicionamento também se reflete em outras ações do governo de Gustavo Petro, como a reaproximação diplomática com a Venezuela e o posicionamento crítico em relação à ofensiva israelense em Gaza, em apoio ao povo palestino.

A adesão ao banco sinaliza, portanto, uma nova fase da diplomacia colombiana, mais diversificada e voltada à multipolaridade global.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Mercado Internacional, Negócios

Participação do Brics nas exportações brasileiras passa de 8% para 42% em 20 anos

Em 2000, os 19 países que devem fazer parte dos Brics, considerando membros plenos e parceiros, importaram apenas 4 bilhões de dólares do Brasil, o que correspondia a 8% das exportações nacionais.

Em 2024, os mesmos países compraram 144 bilhões de dólares em produtos brasileiros, ou 42% de tudo que exportamos nos 9 primeiros meses do ano. Em 10 anos, as exportações brasileiras para os Brics cresceram 100%, ao passo que as vendas para os não-Brics subiram somente 22%. Quando olharmos para outra divisão geopolítica, separando o mundo entre Sul e Norte Global, a mudança é ainda mais impressionante.

Em 2000, o Sul Global, que também se pode chamar de Maioria Global, porque compreende a maior parte do planeta, era o destino de 49% das exportações brasileiras. O Norte Global, que engloba EUA, Europa, Japão e todos os países chamado “desenvolvidos”, respondia em 2000 por 51% das exportações brasileiras. Hoje isso mudou completamente. O Sul Global hoje é destino de 73% das exportações brasileiras, e o Norte, por somente 27%.

Confira os gráficos.

FONTE: O cafezinho

Exclusivo! Participação do Brics nas exportações brasileiras passa de 8% para 42% em 20 anos – O Cafezinho

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