Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Importação

Sobretaxa sobre poliamida 6 ameaça competitividade do setor têxtil brasileiro

O governo brasileiro anunciou uma sobretaxa provisória de US$ 1,97 por quilo sobre o fio de poliamida 6 (PA6) importado por quatro empresas, incluindo a Yiwu Huading Nylon Co., principal fornecedora do insumo no país. A medida gerou preocupação imediata entre empresários da cadeia têxtil nacional, já que o insumo é essencial para a confecção de roupas esportivas, moda praia, meias e lingerie e não possui produção local.

Para as empresas que utilizam o fio de poliamida 6, a taxação eleva o custo de produção de US$ 3 para US$ 4,97, prejudicando a competitividade e ameaçando milhares de empregos. Renato José Benvenuti, vice-presidente da RVB Malhas, de Brusque (SC), alerta: “O valor sobre aplicado compromete a produção de volumes competitivos. Na prática, não será possível manter as linhas de produtos à base de poliamida no portfólio”.

Impacto na balança comercial e no varejo

O Relatório Setorial Brasil Têxtil 2025, elaborado pela IEMI – Inteligência de Mercado, aponta que o país registra déficit superior a US$ 885 milhões na balança comercial de filamentos como poliéster e poliamida/nylon. As exportações somam US$ 54,8 milhões, enquanto as importações chegam a quase US$ 940 milhões.

Com a elevação dos custos e a redução da oferta de PA6, Benvenuti alerta para a possível migração do varejo para produtos importados, sem barreiras comerciais, enfraquecendo a indústria nacional. “O varejo deverá substituir produtos fabricados no Brasil por peças prontas da Ásia, comprometendo toda a cadeia produtiva”, afirma.

Sustentabilidade e produção em risco

Empresas de diferentes regiões do país também manifestam preocupação. Daniel Pereira de Souza, vice-presidente da CPS – Cia. de Produção Sustentável S.A. (DelRio), do Ceará, destaca: “A aplicação de sobretaxas em um insumo sem equivalente nacional representa um grande risco para nossa produção. Além de aumentar os custos, pode comprometer a entrega e o abastecimento do mercado”.

Segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o setor engloba 25,3 mil empresas, gera 1,3 milhão de empregos diretos e movimenta R$ 32,9 bilhões em salários, consolidando o Brasil como a quinta maior indústria têxtil do mundo.

Taxa aplicada não considera diferenças técnicas do insumo

O valor usado para a medida antidumping considera a poliamida 6.6 (PA6.6), mais robusta e complexa, enquanto o mercado brasileiro utiliza PA6, com processo industrial mais simples e custo menor, voltado à moda e vestuário. Especialistas afirmam que a medida não reflete as características técnicas do material consumido nacionalmente e pode comprometer inovação, eficiência produtiva e sustentabilidade do setor.

Dependência de importações aumenta risco de desabastecimento

O Brasil depende integralmente da importação de poliamida 6, essencial para manter a cadeia têxtil ativa. Mauro de Oliveira Ferraz, gerente de Supply Chain da Diklatex (Joinville/SC), confirma que a sobretaxa impactou o volume de produção e o desenvolvimento de novos produtos.

Especialistas pedem equilíbrio nas políticas comerciais

O economista Mohamed Amal, professor da FURB, destaca que medidas que penalizam fornecedores sem substituto local podem gerar mais custos, perda de empregos e queda de competitividade. “O equilíbrio entre comércio justo e proteção da base produtiva deve ser prioridade”, afirma.

Gabriel Sens, CEO da LIVE! (Jaraguá do Sul/SC), reforça: “Decisões devem preservar a continuidade das operações, o emprego e a competitividade do setor. Avaliar o papel da poliamida 6 na economia brasileira é essencial para manter o país competitivo, sustentável e inovador”.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplah+ / DINO

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Comércio Exterior

Gecex sobretaxa resinas plásticas dos Estados Unidos e do Canadá

Órgão também zerou alíquota para insumos para a indústria de saúde

Em meio à guerra comercial com os Estados Unidos, o Brasil decidiu aplicar uma cobrança provisória por seis meses sobre a importação de resinas de polietileno (tipo de plástico) dos Estados Unidos e do Canadá. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (27) pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex).

Entre as principais medidas está uma cobrança provisória contra a importação de resinas de polietileno (tipo de plástico) dos Estados Unidos e do Canadá, válida por até seis meses. Também foi definida a aplicação de tarifas antidumping – sobretaxas usadas para evitar concorrência desleal — sobre folhas metálicas de aço carbono da China e sobre fibras de poliéster de quatro países asiáticos: China, Índia, Tailândia e Vietnã.

Apesar das tensões com o governo estadunidense, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que a medida não tem relação com a guerra comercialSegundo a pasta, responsável pelo Gecex/Camex, as ações foram definidas após investigações amparadas pelas regras de comércio internacional, com o objetivo é proteger a indústria nacional de preços muito baixos praticados por empresas estrangeiras que podem prejudicar a produção brasileira.

Limitação de resíduos

O comitê também impôs restrições à entrada de resíduos sólidos, como papel e vidro. O limite foi sugerido por fóruns ligados à economia circular e por um comitê que representa catadores de materiais recicláveis.

Impostos zerados

Por outro lado, o Gecex/Camex reduziu a zero o imposto de importação de sete produtos, incluindo itens para a indústria da saúde. A ideia é facilitar o acesso a insumos importantes e diminuir custos para os consumidores. O Mdic não divulgou a lista desses bens.

Também tiveram a tarifa zerada diversos equipamentos classificados como bens de capital e de tecnologia da informação e comunicação. Por meio do mecanismo conhecido como ex-tarifário, essas isenções permitem atrair mais investimentos e ajudam a modernizar fábricas no Brasil.

Plano Brasil Soberano

O Gecex/Camex aprovou ainda mudanças na Resolução nº 633/2024, que faz parte do Plano Brasil Soberano, lançado na semana passada. Com a alteração, os financiamentos às exportações deverão seguir as novas regras do Fundo Garantidor de Exportações (FGCE), que oferece garantias em operações de operações de crédito internacional.

O Plano Brasil Soberano foi criado para compensar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações nacionais.

Fonte: Agência Brasil

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