Industria

Indústria catarinense busca ampliar exportações em missão empresarial na Argentina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) lidera, nos dias 10 e 11 de novembro, uma missão empresarial à Argentina com foco em fortalecer o comércio exterior e abrir novas oportunidades de exportação. O evento, realizado em Buenos Aires, reunirá 23 indústrias catarinenses no Encontro de Negócios BR/SC, sendo 10 delas micro e pequenas empresas apoiadas pelo SEBRAE/SC.

Expansão do setor moveleiro e novos mercados

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a iniciativa busca consolidar a imagem da indústria catarinense e ampliar a presença de produtos do setor moveleiro no mercado argentino.

“É um esforço concreto para fomentar novos mercados e diversificar os destinos das nossas exportações”, destacou Seleme.

A missão tem como meta gerar novos negócios internacionais, fortalecendo as relações entre empresas de Santa Catarina e compradores argentinos.

Encontros institucionais e rodada de negócios

A programação inclui uma agenda institucional com a presença do Embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glintenick Bitelli, e de representantes da União Industrial Argentina (UIA) e da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME).
Durante o encontro, o governador Jorginho Mello apresentará os diferenciais competitivos de Santa Catarina, a convite da FIESC.

O evento também contará com uma rodada de negócios, que busca aproximar empresários catarinenses de potenciais clientes e parceiros argentinos. As reuniões estão sendo organizadas de acordo com o perfil e os objetivos de cada indústria exportadora, com foco em intensificar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Turismo de Buenos Aires

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Inovação

Imersão da FIESC impulsiona setor moveleiro de Santa Catarina com foco em design e inovação

Diante dos desafios impostos pelas barreiras comerciais internacionais, o polo moveleiro de São Bento do Sul recebeu, nos dias 21 e 22 de outubro, a primeira Imersão da Academia FIESC de Negócios, iniciativa voltada a fortalecer a competitividade das indústrias de móveis de Santa Catarina.

O encontro, realizado na sede do Sindicato das Indústrias Moveleiras (Sindusmobil), reuniu dez empresas de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. A proposta foi transformar as dificuldades econômicas em oportunidades de inovação, reposicionamento e abertura de novos mercados.

“É uma oportunidade ímpar de repensar os negócios e buscar novas perspectivas de desenvolvimento”, destacou Arnaldo Huebl, vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte, na abertura do evento.

Design e valor de marca como diferenciais competitivos

A imersão contou com a curadoria do designer Célio Teodorico, da Studio 566 Design, que conduziu uma jornada de conhecimento sobre design, valor de marca e diferenciação de produto. Especialistas do Observatório FIESC também apresentaram análises sobre o cenário internacional do setor moveleiro.

Para Djoni Kurowsky, diretor da Móveis Paulo, o caminho para o crescimento está na criação de produtos únicos.

“Precisamos oferecer diferenciais e adaptar o design brasileiro às preferências dos mercados-alvo. Essa iniciativa abre horizontes para novos nichos de atuação”, afirmou.

Segundo dados da ApexBrasil, empresas que investem em design aumentam em até 25% o valor percebido de seus produtos e ampliam em 20% suas exportações.

“A imersão nos ajudou a desenvolver produtos com design mais assertivo, voltados aos mercados interno e externo”, explicou Leila Tenfen Vantowsky, diretora da Móveis Caftor, de Rio Negrinho.

Celiane Grossl Minikovski, da Gromóveis, de Campo Alegre, destacou o impacto direto nas estratégias digitais. “O projeto tem contribuído para ajustar nossos produtos à exportação e ampliar a presença no mercado nacional”, afirmou.

Planejamento estratégico e acompanhamento individual

A estratégia da Academia FIESC de Negócios vai além da capacitação. Antes da imersão, cada empresa passou por um diagnóstico detalhado de seus desafios e oportunidades. A próxima etapa prevê visitas presenciais às indústrias, elaboração de briefings de novos produtos e prototipagem física de até três projetos por empresa.

O programa ainda inclui estudos de mercado, apoio técnico especializado e plano de desenvolvimento estratégico individual. Participaram da imersão as empresas Ativa Indústria de Móveis, Inter Link do Brasil, Móveis Grossl, Móveis Paulo, Móveis Serraltense, Móveis Weihermann, Gromóveis, Herli Móveis, Móveis Caftor e Móveis Quater.

São Bento do Sul reforça liderança como polo exportador de móveis

O polo moveleiro de São Bento do Sul, que também engloba Campo Alegre e Rio Negrinho, foi o primeiro a receber a iniciativa por ser o maior exportador de móveis do Brasil — e também um dos mais afetados pelo tarifaço americano.

De acordo com o Observatório FIESC, entre janeiro e setembro de 2025, as indústrias da região exportaram US$ 63,5 milhões, sendo 50,11% destinados aos Estados Unidos. O polo reúne 398 empresas — 312 do setor moveleiro e 86 da indústria madeireira — e emprega mais de 8 mil trabalhadores.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGENS: Julio Gomes

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Comércio Exterior

FIESC detalha ao setor moveleiro ações para minimizar impactos do tarifaço

Entidade enviou ao Fórum Parlamentar Catarinense sugestões de emendas à MP Brasil Soberano, com propostas nas áreas trabalhistas e econômica

As propostas que a FIESC enviou ao Fórum Parlamentar Catarinense para incluir na Medida Provisória 1309/25 que cria o plano de ajuda às exportadoras afetadas pelo tarifaço foram detalhadas em reunião da Câmara da Indústria do Mobiliário da entidade. O encontro virtual foi realizado nesta terça-feira, dia 19. A MP, que cria o plano Brasil Soberano, está tramitando na Câmara dos Deputados, e recebe até esta terça sugestões de emendas. As proposições da Federação estão ligadas às áreas econômica e trabalhista.

“Estamos fazendo todo o possível para reduzir os impactos para as empresas e os empregos”, afirmou o presidente da Federação, Gilberto Seleme, salientando que no início de setembro uma missão da indústria brasileira vai aos Estados Unidos dialogar com compradores, empresas e instituições.

O presidente da Câmara, Arnaldo Huebl, disse que a preocupação do setor é grande porque tem empresas que exportam de 20% até 95% da sua produção aos Estados Unidos. “A falta de previsibilidade é um dos maiores desafios que estamos enfrentando porque não se sabe o dia de amanhã e não temos perspectivas de uma solução no curto prazo”, observou.  

Propostas da FIESC à MP 1309/25

• Exclusão do § 3º do Art. 5º-A da MP 1.309/2025 para evitar a imposição de compromissos trabalhistas adicionais às empresas exportadoras para o mercado norte-americano, já fortemente impactadas pelas tarifas adicionais de 50%.

• Expansão das aquisições públicas de bens industriais, priorizando produtos com aplicação em políticas públicas de educação, habitação e infraestrutura social, como móveis escolares, uniformes, cerâmica sanitária, materiais de construção e máquinas leves de uso comunitário.

• Desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras para os EUA enquanto perdurarem as tarifas de 50%, substituindo a contribuição previdenciária patronal incidente sobre a folha por alíquota sobre a receita bruta, definida por ato do Poder Executivo e passível de redução a até zero. Incluir médias e grandes empresas entre as beneficiárias da alíquota de 6% no REINTEGRA, uma vez que o resíduo tributário das exportações brasileiras chega a 7,6%, segundo a CNI. A medida promove justiça tributária para empresas fortemente expostas ao mercado dos EUA — especialmente nos setores de móveis e madeira, base da economia catarinense.

• Redução proporcional de jornada de trabalho e de salários;
• Suspensão temporária do contrato de trabalho;
• Pagamento do Benefício de Preservação da Renda a cargo da União;
• Concessão de férias coletivas;
• Antecipação de férias individuais;
• Aproveitamento e antecipação de feriados;
• Implementar banco de horas negativo, permitindo que o trabalhador tire folgas durante os efeitos do tarifaço, com compensação das horas em momento futuro;
• Diferimento do recolhimento do FGTS.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Exportação, Industria

Setor moveleiro debate estratégias para ampliar mercados de exportação

Indústrias estudam impactos de tarifas e da economia norte-americana nas vendas externas; EUA são principal destino das exportações do segmento em SC, com 48,4% do total em 2024

 A indústria de móveis de Santa Catarina acompanha o desempenho das exportações do setor e avalia estratégias para vencer potenciais desafios diante do comportamento da economia dos Estados Unidos – principal comprador externo de móveis de madeira do estado. O país foi o destino de 48,4% das exportações catarinenses em 2024.

Em reunião da Câmara da Indústria do Mobiliário da Federação das Indústrias de SC (FIESC) realizada nesta quinta (26), a presidente da Câmara de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante, destacou que desde o tarifaço e da abertura de uma investigação pelo governo dos EUA para avaliar o impacto das importações de madeira e seus derivados na segurança do país – a chamada seção 232, o segmento vem estudando estratégias para os desafios decorrentes da elevação de tarifas.

Estudo da FIESC aponta ainda que uma possível desaceleração da economia norte-americana também poderá ter efeitos sobre as encomendas de produtos brasileiros, já que a expectativa é de que, com uma inflação maior por lá e uma manutenção de juros, haveria redução de demanda. 

A despeito da concentração de vendas aos Estados Unidos, Maria Teresa destaca que as exportações catarinenses de móveis de madeira têm destinos diversificados. “O setor tem uma clara capacidade de abertura de mercados, o que se reflete em oportunidades para ampliar essas parcerias e reduzir o impacto das exportações para os Estados Unidos”, afirmou.

Potência no estado

Análise da FIESC mostrou ainda o forte encadeamento produtivo local do setor de móveis, evidenciando ainda mais a relevância do segmento para o estado. O estudo mostra que 65% dos insumos do segmento têm origem em SC, e 43% da produção tem como destino o consumo das famílias no próprio estado. A análise mostra que R$ 100 milhões em pedidos geram R$ 318 milhões em produção, capazes de se refletir na geração de 2,8 mil empregos.

Apesar do dinamismo do ramo, a atração e a formação de profissionais qualificados é um desafio. Para fortalecer a imagem do setor e apresentá-lo como atrativo para uma carreira, um o polo moveleiro do Planalto Norte criou o AMPLIA, com foco em construir estratégias que contribuam com a valorização e o desenvolvimento sustentável, através do aperfeiçoamento profissional, da qualidade de vida e da evolução tecnológica do setor moveleiro da região. “Com a participação das empresas e das entidades parceiras, estamos buscando soluções para oferecer qualificação e oportunidades de trabalho no setor, mostrando que é inovador, tecnológico e pode ser uma opção para os jovens entrarem no mercado de trabalho”, informa o vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte e presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria do Mobiliário, Arnaldo Huebl.

Fonte: FIESC

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