Negócios

Pronampe SC e Juro Zero são alternativa para empreendedor driblar taxas elevadas

A taxa básica de juros do Brasil, a Selic, segue no maior patamar dos últimos 20 anos, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira, 28. A manutenção do percentual em 15% ao ano dificulta o acesso a crédito para empresas que buscam investir e ampliar os negócios, prejudicando o desempenho econômico brasileiro. Em Santa Catarina, no entanto, programas como o Pronampe SC e o Juro Zero auxiliam o empreendedor a driblar os juros elevados.

Para o governador Jorginho Mello, a alta taxa de juros é um castigo para quem produz e gera emprego. “O empresário precisa que o poder público seja parceiro e não fique criando dificuldade. Aqui em Santa Catarina nós fizemos o dever de casa e bem feito. A gente incentiva novos negócios. Passamos o estado a limpo sem aumentar impostos e investimos onde faz a diferença, o que dá segurança para quem deseja investir. É por isso que crescemos o dobro da média nacional”, afirmou.

Governo de Santa Catarina investe para garantir crédito subsidiado

O Governo de Santa Catarina criou e ampliou iniciativas para oferecer crédito subsidiado a empresas de pequeno, médio e grande porte. Com os programas, o empresário toma recursos com custo muito inferior ao mercado, o que incentiva o aumento da produção e a geração de empregos.

Juro Zero, por exemplo, cobre 100% dos juros para operações de crédito a Microempreendedores Individuais (MEIs). O valor é de até R$ 5 mil com possibilidade de uma segunda operação. Já o Pronampe SC cobre 40% dos encargos para operações entre R$ 20 mil e R$ 150 mil. O foco são micro e pequenos negócios.

“O Governo de Santa Catarina, sob liderança do governador Jorginho Mello, tem um olhar diferenciado para o empreendedor. Ampliamos o diálogo com as entidades empresariais, simplificamos a abertura de empresas e estamos atraindo investimentos. O resultado é evidente: mais emprego e renda para o catarinense”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Governo subsidia juros do Programa Estrada Boa Rural

O Governo do Estado também cobre 100% dos juros do Programa Estrada Boa Rural. Assim, as prefeituras de Santa Catarina tomam crédito junto ao Badesc e BRDE e não pagam nada de juros durante a operação. Os recursos são aplicados em infraestrutura em parceria com o Governo do Estado com total de R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,25 bilhão dos cofres estaduais e R$ 1,25 bilhão pelas prefeituras.

O programa prevê a pavimentação de 2.500 km de estradas rurais em todos os 295 municípios. O objetivo é melhorar a qualidade de vida de quem vive no interior do estado e impulsionar os setores agrícola e agroindustrial.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Ricardo Trida/SecomGOVSC

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Economia

PIB industrial deve crescer 1,1% em 2026, projeta CNI; juros altos seguem como entrave

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que o PIB industrial avançará 1,1% em 2026, enquanto a economia brasileira deve registrar expansão de 1,8% no período. As estimativas foram divulgadas no novo boletim econômico da entidade.

Segundo a confederação, a manutenção da Selic em 15% ao ano, em nível considerado altamente restritivo, deve continuar limitando o ritmo de crescimento do país no próximo ano. O Copom deve manter a taxa estável pela quarta reunião consecutiva nesta quarta-feira (10.dez.2025), conforme projeções do mercado financeiro.

Contexto econômico e desaceleração do PIB
O IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 2,7% no acumulado de 12 meses até o terceiro trimestre, resultado que indica desaceleração e representa a menor taxa anual desde o segundo trimestre de 2021. Para 2025, a CNI prevê avanço de 2,5%, com desaceleração para 1,8% em 2026, influenciada pelos juros reais elevados — mesmo diante de um possível ciclo gradual de redução da Selic.

A entidade alerta que o atual nível de juros deve restringir investimentos e o consumo de bens duráveis, tradicionalmente mais sensíveis ao crédito.

Setores mais impactados pelos juros elevados
A CNI avalia que a indústria de transformação continuará sendo a mais afetada pelo cenário de crédito caro, enquanto a concorrência de produtos importados deve seguir pressionando a produção nacional. Já o setor de construção tende a mostrar reação diante de novos estímulos ao financiamento imobiliário, com ajustes previstos para começarem a surtir efeitos a partir de janeiro de 2026.

Na indústria extrativa, a produção deve permanecer elevada, embora sem repetir o avanço observado em 2025.

Inflação em queda e perspectiva para 2026
A entidade destaca que a inflação perdeu força em 2025. Dados do IPCA mostram desaceleração para 4,46% no acumulado de 12 meses, retornando ao intervalo da meta pela primeira vez desde setembro de 2024. Para 2026, a CNI prevê nova queda, com o índice fechando o ano em 4,1%.

Apesar do arrefecimento dos preços, a confederação aponta que a política monetária permanece por um período prolongado em terreno restritivo, mantendo juros reais acima da taxa neutra. A expectativa é que apenas em 2026 tenha início um ciclo de cortes mais consistente, com a Selic encerrando o ano em 12%, ainda em nível contracionista.

FONTE: Investing e Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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