Informação

Invasão ao Terminal de Santarém e protestos contra hidrovias geram tensão; ATP emite nota de repúdio

A ocupação do Terminal Portuário de Santarém (PA) e os atos registrados também contra a Cargill, em São Paulo, intensificaram a tensão em torno do debate sobre a desestatização de hidrovias na região Norte. As ações ocorreram entre os dias 20 e 21 de fevereiro de 2026 e fazem parte de uma mobilização indígena contra o Decreto nº 12.600/2025.

Ocupação do terminal e bloqueios

Na madrugada de sábado (21), indígenas ocuparam o escritório da Cargill no porto de Santarém. De acordo com o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), o movimento integra uma série de protestos iniciados há mais de 30 dias contra a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Além da ocupação, houve bloqueio do acesso de caminhões ao terminal portuário. Segundo a empresa, a Justiça já havia determinado a desocupação da área. Diante da entrada dos manifestantes, funcionários buscaram abrigo em local fechado e foram retirados em segurança. Até o momento, não há registro de feridos.

Paralelamente, em São Paulo, ambientalistas e integrantes de movimentos sociais realizaram ato em frente ao escritório central da Cargill, na zona sul da capital, com bloqueio parcial de vias.

Reivindicações e posicionamentos

O Cita afirma que a mobilização é motivada pela não revogação integral do decreto que prevê a concessão das hidrovias à iniciativa privada. Segundo a entidade, a medida pode afetar a qualidade da água, a pesca, a soberania alimentar e a integridade ambiental da região.

Os indígenas defendem a realização de consulta prévia, livre e informada às comunidades impactadas, conforme normas internacionais. O governo federal informou que acompanha a situação e reiterou o compromisso com o diálogo, além de ter anunciado anteriormente a suspensão do processo de contratação para a dragagem do Rio Tapajós como gesto de negociação.

Em nota, a Cargill classificou as ações como violentas e afirmou estar em contato com as autoridades para garantir o cumprimento da decisão judicial e a segurança das operações.

ATP repudia invasão e cobra providências

Diante dos acontecimentos, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) divulgou nota de repúdio à invasão do terminal e aos atos registrados. A entidade declarou reconhecer o direito à manifestação, mas ressaltou que invasões, depredações, intimidação de trabalhadores e paralisação de atividades essenciais não podem ser justificadas.

A ATP manifestou solidariedade à Cargill e solicitou medidas imediatas das autoridades para restabelecer a segurança, assegurar a integridade física das pessoas envolvidas e garantir o pleno funcionamento das operações portuárias.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Coletivo Apoena Audiovisual/Divulgação

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Notícias

Funcionária morre após queda de esteira no Porto de Santos durante inspeção noturna

Uma funcionária de um terminal do Porto de Santos morreu após sofrer uma queda em uma esteira instalada no armazém 16, no cais santista. O acidente ocorreu durante uma atividade de rotina e causou comoção entre trabalhadores do setor portuário.

Vítima atuava há pouco mais de um mês na empresa

A vítima foi identificada como Denise dos Santos Teixeira, de 40 anos. Ela exercia a função de auxiliar de mecânica e trabalhava havia cerca de 45 dias na empresa Corredor Logística e Infraestrutura (CLI).

Queda de aproximadamente 20 metros

De acordo com as informações apuradas, Denise realizava uma inspeção de rotina quando o piso da esteira por onde transitava teria cedido. A falha estrutural provocou uma queda estimada em cerca de 20 metros.

Buscas foram iniciadas após ausência causar estranhamento

Conforme o boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos, colegas de trabalho perceberam a ausência da funcionária por volta das 20h e iniciaram buscas na área operacional do terminal.

O corpo foi localizado sem sinais vitais. Um médico foi acionado e constatou o óbito ainda no local.

Equipamentos de proteção estavam sendo utilizados

Segundo o registro policial, a trabalhadora utilizava corretamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos para a atividade desempenhada no terminal portuário.

Polícia investiga as circunstâncias do acidente

A Polícia Civil classificou o caso como morte suspeita e solicitou a realização de exames periciais. O terminal conta com sistema de monitoramento por câmeras, cujas imagens devem contribuir para o esclarecimento do ocorrido.

Família relata atividade no turno da noite

Em entrevista, a irmã da vítima, Simone Freire, informou que Denise havia sido designada para uma inspeção no turno noturno, período em que ocorreu o acidente fatal.

Segurança no Porto de Santos volta ao debate

O caso reacende a discussão sobre segurança do trabalho em áreas operacionais e medidas de prevenção de acidentes no Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Logística

TCP coloca em operação novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, iniciou a operação de um novo scanner para inspeção de cargas, reforçando os controles de segurança e eficiência logística no porto. O equipamento, modelo Spectrum Cargo 6.0 MeV, da VMI Security, foi instalado na via central do pátio operacional, em frente ao Gate, para otimizar o fluxo de veículos.

Segundo a empresa, a escolha do modelo levou em conta critérios técnicos como maior potência, estabilidade e capacidade de penetração nas cargas, fatores que contribuem para análises mais rápidas e precisas por parte dos órgãos de fiscalização.

Investimento fortalece controle de cargas importadas e exportadas

O novo scanner integra um investimento de R$ 14,3 milhões e ocupa papel estratégico na estrutura de segurança portuária da TCP. Todos os contêineres de importação e exportação que passam pelo terminal são obrigatoriamente submetidos à inspeção por scanners, com o objetivo de identificar ilícitos ou contaminações de carga.

Com a nova aquisição, o terminal passa a contar com três scanners operacionais em seu pátio, ampliando a capacidade de fiscalização sem comprometer a fluidez das operações.

Gate modernizado integra tecnologia de monitoramento

A operação do scanner está integrada ao novo Gate do terminal, que passou por um processo de modernização e automação entre 2023 e 2024. Atualmente, todos os caminhões e contêineres que acessam a TCP transitam por essa estrutura, equipada com sistemas avançados de monitoramento e câmeras com reconhecimento óptico de caracteres (OCR).

Essas tecnologias permitem a captura completa de imagens dos veículos e das cargas, elevando os níveis de agilidade, controle e segurança operacional.

Tecnologia de ponta apoia órgãos de fiscalização

De acordo com a TCP, o novo scanner é essencial para garantir uma fiscalização mais eficaz. A empresa destaca que o investimento reforça o apoio às autoridades na prevenção e no combate a atividades ilícitas, além de assegurar a integridade das mercadorias movimentadas no terminal.

Terminal segue padrões internacionais de segurança portuária

Em novembro, a TCP recebeu da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos) a Declaração de Cumprimento (DC) nº 27/2025, certificação válida até 2030. O documento reconhece a adoção dos padrões previstos no Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code).

Para obter a certificação, o terminal apresentou o Estudo de Avaliação de Risco (EAR) e o Plano de Segurança Portuária (PSP), que avaliam itens como controle de acesso, monitoramento, proteção perimetral, segurança da carga, cibersegurança e procedimentos de emergência.

Estrutura robusta de vigilância e inspeção

Atualmente, a TCP opera com uma estrutura composta por mais de 400 câmeras de monitoramento, 13 postos de vigilância armada 24 horas, drones de vigilância, sistemas de alarme contra invasões e três scanners de inspeção, pelos quais passam todas as cargas embarcadas e desembarcadas no terminal.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Incêndio em pá carregadeira mobiliza equipe no Porto de Santos

Uma pá carregadeira usada para movimentação de cargas pegou fogo no porão de um navio na manhã da última quinta-feira (4), no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o incidente não deixou feridos.

Combate rápido às chamas

O princípio de incêndio ocorreu no cargueiro Glyfada, atracado próximo ao Armazém 23. Imagens registradas por colaboradores mostram a tripulação e equipes do terminal atuando no combate ao fogo. De acordo com a APS, o incêndio foi contido rapidamente, sem causar danos significativos.

A embarcação, um graneleiro de bandeira de Malta, estava no porto desde a noite anterior, após vir de Vitória (ES). Em nota, a Hidrovias do Brasil afirmou que o fogo começou durante uma operação de limpeza e que, conforme os protocolos de segurança, os próprios colaboradores conseguiram controlar as chamas com agilidade. A empresa reforçou que não houve impacto para a carga nem para o navio.

Outro incidente recente no terminal

No fim de novembro, outro episódio chamou atenção no Porto de Santos. Uma carga de celulose despencou no porão de um navio após o rompimento do cabo de um guindaste durante o embarque. O vídeo registrado no local mostra o momento do estrondo, enquanto dois funcionários acompanhavam a operação. Ninguém ficou ferido.

A DP World, responsável pelo terminal onde ocorreu o acidente, informou que a movimentação foi interrompida imediatamente. O guindaste utilizado pertence a uma empresa terceirizada, cujo nome não foi divulgado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

TCP recebe certificação internacional de segurança portuária e reforça padrão de excelência

A TCP, operadora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi oficialmente reconhecida por atender aos padrões internacionais de segurança portuária. A empresa recebeu a Declaração de Cumprimento (DC) nº 27/2025, emitida pela Conportos, certificação que comprova a conformidade com o ISPS Code — protocolo global que orienta medidas de proteção para navios e instalações portuárias. O documento, válido até 2030, foi entregue em cerimônia realizada no prédio administrativo da TCP, com participação da Cesportos-PR, da Polícia Federal e da Autoridade Portuária.

Segundo o superintendente de segurança da empresa, Kayo Zaiats, a conquista reflete o trabalho integrado entre diferentes órgãos. Ele destaca que cumprir as diretrizes da IMO e da legislação brasileira reforça a imagem da TCP como uma instalação segura, moderna e confiável para clientes e armadores.

Processo de certificação e critérios avaliados
Para obter o reconhecimento, a equipe de segurança elaborou o Estudo de Avaliação de Risco (EAR) e o Plano de Segurança Portuária (PSP), submetidos à análise da Cesportos-PR e da Conportos. Os documentos contemplam requisitos como:

  • Controle de acesso
  • Monitoramento e vigilância
  • Proteção perimetral
  • Segurança de carga e operações
  • Segurança cibernética
  • Planos de emergência e prevenção de ilícitos

Os órgãos validaram que o terminal adota práticas alinhadas aos padrões internacionais, incluindo protocolos contra terrorismo, pirataria, tráfico e outras ameaças globais.

Terminal em padrão de excelência
Para o secretário executivo da Cesportos-PR, Guilherme Aquino, a certificação posiciona a TCP em um nível de referência mundial. Já o gerente adjunto de segurança do Porto de Paranaguá, Ivan Plantes Machado, ressalta que o terminal se destaca pelo investimento contínuo em tecnologia e pela execução eficaz do plano de segurança.

O chefe do Nepom/Polícia Federal em Paranaguá, Alessandro Vivone, afirma que a DC fortalece a segurança do terminal e traz benefícios diretos à economia nacional, reforçando o papel da TCP como parceira estratégica do setor.

Tecnologia e monitoramento 24 horas
Atualmente, o terminal dispõe de mais de 400 câmeras de vigilância, 13 postos armados em operação contínua, drones de monitoramento, sistema de alarme anti-invasão e três scanners que inspecionam 100% das cargas movimentadas.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Itajaí propõe ampliar atribuições da Guarda Portuária para fiscalizar trânsito

A Superintendência do Porto de Itajaí encaminhou ao prefeito Robison Coelho o Ofício nº 153/2025/SURIN, solicitando a elaboração de um projeto de lei para a Câmara de Vereadores de Itajaí. A proposta visa ampliar as atribuições da Guarda Portuária, permitindo que o efetivo atue também na fiscalização e aplicação da lei de trânsito na área de expansão portuária.

A medida busca enfrentar os transtornos causados pelo chamado “buzinaço” de caminhoneiros que aguardam acesso ao cais, provocando ruídos e congestionamentos frequentes.

Reclamações da comunidade motivam ação

A iniciativa surge após moradores e comerciantes da região relatarem incômodos recorrentes com o trânsito e o barulho gerado pelos veículos que circulam na zona portuária. O Porto de Itajaí destaca a necessidade de soluções que conciliem mobilidade, segurança e convivência urbana.

Em reunião realizada em 27 de outubro, representantes da Prefeitura de Itajaí e da Superintendência do Porto, incluindo o prefeito e o superintendente João Paulo Tavares Bastos, discutiram alternativas para melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os impactos na comunidade.

Limitações da legislação atual

O documento aponta que a legislação vigente — Lei Complementar nº 366/2019 — não inclui entre as competências da Guarda Portuária o poder de aplicar medidas administrativas de trânsito. Por isso, o ofício solicita a incorporação das prerrogativas previstas no artigo 2º da Lei Complementar nº 17/2002, que regula as atribuições do órgão de trânsito municipal.

Segundo Bastos, “nosso objetivo é oferecer uma solução prática e eficiente para um problema que afeta diretamente a população do entorno portuário. Com a atualização da lei, a Guarda Portuária poderá atuar de forma integrada, ajudando a ordenar o trânsito e reduzir os transtornos para a comunidade”.

Integração entre porto e cidade

A ação reforça o compromisso do Porto de Itajaí com a segurança, a mobilidade urbana e a harmonia entre a operação portuária e a vida cotidiana da cidade. A expectativa é que, com a atualização legal, o órgão possa fiscalizar, orientar e autuar veículos que geram congestionamentos, promovendo mais organização e bem-estar na região.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Trafico

Aumenta o uso de navios mercantes no tráfico de cocaína, alertam autoridades marítimas

O mais recente relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revela que 2023 foi um ano recorde para o mercado global de cocaína. A produção atingiu cerca de 3.708 toneladas, um aumento de aproximadamente um terço em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela expansão das plantações ilegais de coca na Colômbia. Em contraste, a área cultivada na Bolívia permaneceu estável, enquanto o Peru registrou uma leve redução.

De acordo com o relatório analisado pela Gard, os principais fluxos de tráfico de cocaína continuam saindo dos países andinos em direção à América do Norte e à Europa, tanto de forma direta quanto por meio da África Ocidental e Central. No entanto, a UNODC alerta que o aumento das apreensões e do consumo — identificado por análises de águas residuais — indica um forte crescimento do fluxo para a Europa, superior ao observado na América do Norte, além de uma recente expansão para a Ásia.

Em contraste com o avanço da cocaína, a produção e o transporte de ópio e heroína oriundos do Afeganistão permanecem nos níveis mais baixos desde 2001. Em Mianmar, a produção caiu 8%. Ainda assim, o órgão chama atenção para o risco de que opioides sintéticos, como o fentanil, substituam parcialmente a heroína devido à sua rápida disseminação mundial.

Navios comerciais sob risco crescente

A UNODC e fontes como a Gard alertam para o uso cada vez mais frequente de embarcações comerciais no contrabando de drogas, muitas vezes sem o conhecimento das tripulações. Os narcóticos podem ser escondidos em contêineres — inclusive nas paredes ou pisos —, em cargas a granel ou até aderidos à estrutura externa do navio.

Autoridades portuárias relataram casos de traficantes disfarçados de funcionários ou estivadores, que colocam selos falsos em contêineres já inspecionados. Também foram encontrados entorpecentes escondidos por mergulhadores no leme ou no casco das embarcações. Essas práticas representam riscos operacionais, legais e pessoais para as tripulações.

Áreas de alto risco e medidas de prevenção

Os principais pontos críticos do tráfico marítimo de cocaína incluem Colômbia, Equador, Peru, México, Brasil e Venezuela. Alterações nas rotas ou operações militares mais intensas podem desviar as atividades ilícitas para navios mercantes.

De acordo com o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS), armadores e autoridades portuárias devem garantir a segurança operacional. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Realizar avaliações de risco específicas antes de entrar em portos vulneráveis.
  • Restringir o acesso ao navio e controlar rigorosamente os pontos de entrada.
  • Registrar todas as pessoas e pacotes que subirem a bordo.
  • Manter vigilância constante e revisar as gravações de CCTV.
  • Iluminar as áreas externas e próximas ao navio durante a noite.
  • Comunicar autoridades locais e agentes portuários em caso de atividades suspeitas.

Após o término das operações de carga, recomenda-se uma inspeção completa do navio, inclusive abaixo da linha d’água, com o apoio de cães farejadores ou equipes de mergulho certificadas.

Direitos da tripulação durante investigações

O relatório também expressa preocupação com o tratamento dos tripulantes detidos após apreensões de drogas a bordo. A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) denunciou casos em que marinheiros foram retidos por longos períodos, mesmo sem evidências de envolvimento.

Em resposta, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Marítima Internacional (OMI) aprovaram, em novembro de 2024, diretrizes para o tratamento justo de marítimos detidos em conexão com supostos crimes, baseadas em direitos humanos e devido processo legal.

As diretrizes recomendam que os Estados portuários evitem prisões arbitrárias e facilitem a repatriação sem custos após o encerramento das investigações. Já os Estados de bandeira e armadores devem oferecer assistência jurídica e garantir o cumprimento dos contratos de trabalho, enquanto os tripulantes precisam ser informados sobre seus direitos e meios de defesa.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

A Gard reforça que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra o contrabando marítimo. A apreensão de drogas pode resultar em longos atrasos, perdas financeiras, sanções e danos à reputação das empresas de navegação, além de causar impactos psicológicos significativos às tripulações.

FONTE: Mundo Marítimo
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Portos

Porto de Paranaguá faz simulação inédita de resgate em porão de navio

Treinamento reuniu mais de 40 profissionais

O Porto de Paranaguá realizou nesta segunda-feira (29) uma simulação inédita de resgate em porão de navio, mobilizando equipes de segurança e emergência. A ação foi coordenada pela Portos do Paraná e contou com a participação de mais de 40 profissionais do Corpo de Bombeiros, da Rocha Terminais Logísticos, da Rochamar Agência Marítima e do Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra).

Parte do Plano de Ajuda Mútua (PAM)

O exercício integra o cronograma de simulados do Plano de Ajuda Mútua (PAM), voltado à preparação para situações de risco no ambiente portuário.
“É fundamental treinar e ensaiar os procedimentos para garantir eficácia no atendimento real. Quanto mais preparados estivermos, maior a eficiência das equipes em situações de emergência”, explicou Felipe Zacharias, assessor especialista em Saúde e Segurança do Trabalho da Portos do Paraná.

Desafio em embarcação sem guindaste

O treinamento foi realizado no navio Uranus, escolhido justamente por não possuir guindaste, o que exigiu métodos diferenciados de resgate. A vítima foi representada por um manequim colocado no porão da embarcação.

Os bombeiros prestaram os primeiros socorros no local e utilizaram cordas para içar o manequim até o convés, em um percurso de cerca de 20 metros. Na etapa seguinte, a retirada foi concluída com apoio de um guincho normalmente usado para içar suprimentos.

Experiência prática fortalece integração

Segundo o comandante da 1ª Companhia de Paranaguá do Corpo de Bombeiros, Everton Soares de Oliveira, o treinamento foi essencial:

“Resgatar dentro de um navio é completamente diferente das ocorrências do dia a dia. Treinar junto facilita a integração e melhora a resposta em emergências.”

O navio foi cedido pela Rocha, empresa signatária do PAM. Para Alex Lanza, gerente de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade da companhia, a iniciativa reforça a cultura de prevenção:

“Cada treinamento prático aumenta nosso compromisso com a segurança das pessoas e com a eficiência das operações.”

Simulados constantes no litoral

O PAM da faixa portuária de Paranaguá realiza simulações periódicas. Em maio deste ano, um exercício reuniu diferentes órgãos em uma ocorrência envolvendo um trem, um ônibus e um carro. A operação contou com apoio do 8º Grupamento de Bombeiros Militares, SAMU Litoral, Rumo Logística, Guarda Civil Municipal, Defesa Civil e Polícia Militar.

Nessas ações, a Portos do Paraná tem papel central em articular empresas signatárias do PAM para dar suporte imediato ao Corpo de Bombeiros e à empresa impactada.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Paranaguá realiza simulado contra tráfico de drogas com apoio da Guarda Portuária

Ação integrada reforça segurança no Terminal de Contêineres

A Unidade de Segurança da Portos do Paraná (UASP) e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, promoveram um simulado de combate ao tráfico de drogas. A operação realizada no último dia 24, contou com quatro cães farejadores e envolveu inspeções em bolsas, objetos diversos e cabines de caminhões.

De acordo com Vinicius Gomes dos Santos, coordenador de segurança e patrulha da UASP, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a integração entre os terminais e as equipes de segurança. “A ideia é garantir resposta rápida e eficaz diante de qualquer ato ilícito na área alfandegada”, destacou. A simulação contou ainda com outro coordenador e cinco guardas portuários.

Operação no Gate reforça combate a ilícitos

A atividade foi realizada na área da TCP, próxima ao portão de acesso de veículos leves e ao Gate de caminhões. Para o gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da empresa, Kayo Zaiats, a ação reforça o alinhamento entre as equipes. “O treinamento fortalece a atuação conjunta, garantindo agilidade e eficiência na proteção da área portuária”, afirmou.  

Embora o exercício fosse simulado, algumas abordagens ocorreram de forma real. Motoristas que acessavam o terminal foram orientados a desembarcar enquanto os cães vistoriavam cabines e partes externas dos veículos. O terminal recebe mais de mil caminhões por dia para operações de carga e descarga.

Investimentos ampliam proteção no Porto

Nos últimos anos, a Portos do Paraná vem ampliando os investimentos em segurança. Desde 2022, foram inauguradas novas estruturas para a Guarda Portuária, incluindo central de monitoramento, guaritas no pátio de automóveis e no píer público. Também foram substituídos scanners de bagagem, adquiridas viaturas, armas semiautomáticas e instalado um novo sistema de radiocomunicação.

Duas lanchas – uma para fiscalização e outra para a Guarda Portuária – estão em fase final de fabricação após aquisição realizada em 2025.

Treinamentos e tecnologia reforçam atuação

Os profissionais de segurança recebem capacitações contínuas. Em novembro de 2024, três turmas concluíram o curso de renovação do porte de armas, com atividades teóricas e práticas. Após o treinamento, os agentes passaram a contar com equipamentos mais modernos, utilizados em situações específicas.

A atuação da Guarda Portuária também se estende além da área alfandegada. Durante a temporada de cruzeiros 2024/2025, foram instaladas 20 câmeras de vigilância no Complexo Mega Rocio, monitoradas 24 horas. Em casos suspeitos, a corporação aciona rapidamente a Receita Federal, Polícia Federal ou outros órgãos competentes. As bagagens dos passageiros também passam por scanner e inspeção com cães farejadores antes do embarque.

Infraestrutura da TCP ganha modernização

A TCP vem investindo em tecnologia para aprimorar o controle de acesso e a fiscalização. Em 2024, a empresa finalizou a modernização do Gate com investimento superior a R$ 30 milhões. Foram implantados sistemas de automação, reconhecimento ótico de caracteres (OCR) e totens biométricos para motoristas, agilizando a entrada e saída de veículos.

Atualmente, o terminal opera com mais de 400 câmeras de monitoramento, 13 postos de vigilância armada 24 horas, sistema de alarme contra invasões e dois scanners que fiscalizam todas as cargas movimentadas.

Simulados são prática constante no porto

A Portos do Paraná realiza simulações regularmente para aprimorar os protocolos de emergência. Em maio, uma ação em Paranaguá simulou um acidente envolvendo trem, ônibus e automóvel. O exercício foi coordenado pelo 8º Grupamento de Bombeiros Militares, com participação da Portos do Paraná, SAMU Litoral, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Defesa Civil e Rumo Logística.

Nesse tipo de ocorrência, a autoridade portuária é responsável por acionar as empresas que integram o Plano de Ajuda Mútua (PAM) para apoiar o atendimento e reduzir impactos.

FONTE: Portos do Paraná 
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: DIVULGAÇÃO/TCP

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Comércio, Comércio Exterior, Informação, Logística, Oportunidade de Mercado, Portos

Fractal apresenta tecnologia de lacres eletrônicos no PortoTechBR e projeta quebra de paradigma para a logística portuária

O futuro dos portos passa por Navegantes. Nos dias 02 e 03 de setembro, o Teatro Municipal da cidade recebeu a 2ª edição do PortoTechBR, evento que reúne profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Organizado pelo Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACIN (Associação Empresarial de Navegantes), em parceria com a Prefeitura, o encontro se consolida como um dos mais importantes espaços de debate sobre soluções aplicadas ao setor portuário.

De acordo com Jardel Fischer, coordenador do Núcleo e gerente de TI da Portonave, a proposta é aproximar tecnologia e operação. “É um evento técnico, nasceu pra atender os profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Temos representantes de portos de todo o país, discutindo assuntos de interesse comum. No ano passado mapeamos dores críticas dos terminais e, nesta edição, estamos compartilhando soluções que melhoram eficiência, segurança e produtividade”, destaca.

Entre as 19 empresas participantes, a Fractal Securitychamou atenção ao apresentar seus lacres eletrônicos de uso único — uma inovação 100% brasileira que promete revolucionar a logística portuária e a gestão da cadeia de custódia. Segundo Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Security, o produto foi pensado para unir viabilidade econômica, segurança e eficiência logística. “O nosso desafio era criar um lacre que fizesse sentido economicamente para o cliente, de uso único, e que proporcionasse uma gestão protagonista da cadeia de custódia. Hoje não existe concorrência direta para o que desenvolvemos. Estar no PortoTechBR é importante para mostrar que há um caminho possível, que beneficia não só o cliente ou o armador, mas também o porto, que ganha em eficiência e integração”, explica.

Para Fischer, coordenador do PortoTechBR, tecnologias como essa mostram o quanto a inovação já é uma realidade indispensável nos portos brasileiros. “A inteligência artificial não é mais moda, é realidade. E o desafio é justamente aplicar essas soluções ao nosso dia a dia de operação, de forma aderente, para garantir segurança e eficiência.”

Com debates, networking e exposição de soluções de ponta, o PortoTechBR reforça seu papel como ponto de encontro onde o futuro dos portos começa a ser construído.

Como funciona o lacre eletrônico

A tecnologia da Fractal combina NFC (Near Field Communication) e RFID (Radio-FrequencyIdentification), permitindo monitoramento em curta e longa distância sem necessidade de bateria, o que elimina custos com logística reversa. Integrados a um sistema central de gestão de dados, os lacres permitem que cada etapa da operação seja acompanhada de forma segura e centralizada. A plataforma emite alertas proativos em caso de violações ou inconsistências, reduzindo riscos de perdas e atrasos, além de otimizar a tomada de decisão. 

Ainda segundo Mary Anne, outro diferencial é a interoperabilidade, que possibilita a integração dos lacres com sistemas de logística e compliance já existentes, simplificando a adoção da tecnologia. A gestão da cadeia de custódia também ganha robustez, com registros precisos em cada ponto de contato e maior transparência em todo o processo.

Saiba mais sobre a Fractal: https://fractal-security.com/pt/

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO

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