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Santos Brasil amplia rotas internacionais com novo serviço Ásia–América do Sul no Tecon Santos

A Santos Brasil iniciou uma nova operação regular de longo curso no Tecon Santos, em parceria com a sul-coreana HMM. A escala inaugural do serviço FIL2 foi realizada nesta segunda-feira (23), com a atracação do navio Privilege.

O serviço conecta portos da Ásia à Costa Leste da América do Sul, ampliando a oferta de transporte marítimo entre os continentes. A operação será compartilhada entre a HMM e a Ocean Network Express (ONE).

Capacidade e frequência do novo serviço

O FIL2 contará com 11 navios, cada um com capacidade para até 6 mil TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. A rotação completa da linha terá duração de 77 dias.

A expectativa é movimentar até 2.700 TEUs por escala semanal, alcançando aproximadamente 140 mil TEUs ao ano. O novo serviço reforça a presença da companhia no comércio marítimo internacional e amplia a previsibilidade logística para exportadores e importadores.

Com essa inclusão, a Santos Brasil passa a atender os dez maiores armadores globais no Tecon Santos, localizado na margem esquerda do Porto de Santos — o maior complexo portuário da América do Sul.

Segundo Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações da empresa, a entrada da HMM consolida mais uma rota estratégica na malha do terminal, ampliando a capacidade ofertada e garantindo maior eficiência nas operações logísticas.

Investimentos em modernização e sustentabilidade

O avanço operacional é acompanhado por um amplo programa de modernização. Em janeiro, o terminal recebeu dois novos portêineres (guindastes de cais) e oito RTGs elétricos (guindastes de pátio), totalizando agora 16 unidades desse modelo.

Os equipamentos são de última geração e operados remotamente — tecnologia implantada de forma pioneira pela companhia no Brasil no fim de 2024. O investimento nos dez novos guindastes soma R$ 300 milhões.

Nos próximos anos, a empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos, substituindo gradualmente os modelos movidos a diesel. Cada equipamento convencional trocado por um elétrico reduz cerca de 20 toneladas de emissão de CO2 por mês, reforçando o compromisso com a descarbonização e a logística sustentável.

Expansão bilionária até 2031

O projeto de ampliação do Tecon Santos teve início em 2019 e prevê aportes de aproximadamente R$ 3 bilhões até 2031. Desse total, cerca de R$ 2 bilhões já foram investidos.

A meta é elevar a capacidade operacional para 3 milhões de TEUs até o fim deste ano. O plano de crescimento está alinhado ao Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece a meta de neutralidade de carbono (net zero) nos próximos anos.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Santos Brasil amplia terminais de granéis líquidos e pode alcançar capacidade máxima no Porto do Itaqui

A Santos Brasil avançou mais uma etapa em sua estratégia no segmento de granéis líquidos ao obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar com capacidade total seus terminais no Porto do Itaqui, no Maranhão. A liberação ocorre após a conclusão de obras de expansão que receberam investimentos superiores a R$ 850 milhões desde 2021.

Com a ampliação, a companhia passa a contar com capacidade instalada de aproximadamente 200 mil metros cúbicos (m³), o que posiciona os terminais para operar em plena capacidade e atender a uma demanda crescente por derivados de petróleo e biocombustíveis.

Novas linhas de píer aumentam eficiência operacional

Além da expansão dos tanques, a ANP autorizou a entrada em operação de três novas linhas de píer, cada uma com 14 polegadas de diâmetro. A estrutura permitirá operações de carregamento e descarregamento de navios em alta vazão, reduzindo o tempo de atracação e os custos com sobre-estadia para os clientes.

Segundo a operadora, a melhoria na eficiência logística reforça a competitividade do terminal e amplia sua atratividade para grandes embarcações.

Credenciamento aduaneiro traz ganhos financeiros aos clientes

Em julho, a Santos Brasil também foi credenciada pela Receita Federal para atuar como entreposto aduaneiro nas operações de importação e exportação de granéis líquidos no porto maranhense. A habilitação permite que os tributos não sejam pagos imediatamente sobre o volume total importado, viabilizando a nacionalização fracionada das cargas.

Outro benefício é a possibilidade de reexportação sem necessidade de nacionalização, o que amplia a flexibilidade operacional e contribui para a otimização do fluxo de caixa dos clientes.

Operação no Itaqui começou em 2022

A atuação da Santos Brasil em granéis líquidos teve início em 2022, após a companhia vencer, em 2021, o leilão de três terminais no Porto do Itaqui. Dois deles são brownfield, que passaram por ampliação, e um é greenfield, cuja construção foi concluída no mês passado.

As operações começaram com capacidade inicial de 54 mil m³, número que foi gradualmente ampliado com os investimentos realizados ao longo dos últimos anos.

Porto do Itaqui se consolida como hub regional

A empresa destaca que o Porto do Itaqui possui capacidade para receber navios de até 155 mil toneladas e atua como hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O complexo também apresenta forte potencial de crescimento associado ao agronegócio, graças à conexão com ferrovias que integram essas regiões ao interior do país.

Os terminais de granéis líquidos são alfandegados e contam com integração aos modais rodoviário, ferroviário, dutoviário e marítimo, o que amplia a eficiência logística e a capacidade de atendimento a diferentes cadeias produtivas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Navio com guindastes elétricos segue da China ao Tecon Santos e marca nova fase de modernização

O Tecon Santos, administrado pela Santos Brasil, receberá em breve dois portêineres e oito RTGs elétricos enviados da China a bordo do navio Zhen Hua 28. Fabricados pela chinesa ZPMC, os equipamentos integram o projeto de ampliação, modernização e descarbonização do terminal, que soma investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões.

Os novos portêineres chegam equipados com o sistema TPS (Truck Position System), tecnologia que orienta com precisão o posicionamento das carretas para embarque e descarga. O diferencial desta leva é a possibilidade de operação remota, permitindo que operadores deixem as cabines e atuem diretamente do centro de operações no prédio administrativo — modelo já em uso nos guindastes de pátio.

Com 50 metros de altura e 70 metros de lança, cada portêiner tem capacidade para movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés, somando até 100 toneladas.

RTGs elétricos ampliam frota sustentável

Os novos RTGs elétricos se juntam às oito unidades já em operação no terminal. Considerados de última geração, eles também permitem operação remota, iniciada de forma pioneira no Brasil no final de 2024.
Nos próximos anos, outros 30 RTGs elétricos substituirão equipamentos movidos a diesel, garantindo mais segurança, ergonomia e redução expressiva de poluentes.

A expectativa é que cada unidade elimine cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês, enquanto a substituição total da frota evitará a emissão de 713 toneladas mensais, reduzindo em 97% as emissões desses equipamentos no terminal.

Investimentos até 2031 reforçam plano climático

O programa de expansão do Tecon Santos começou em 2019 e prevê cerca de R$ 3 bilhões em investimentos até 2031, sendo R$ 2 bilhões já aplicados. O projeto está alinhado ao Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que estabelece a meta de alcançar net zero até 2040.

Segundo Bruno Stupello, diretor de Operações de Terminais Portuários de Contêineres, a companhia trabalha para manter a competitividade do comércio exterior brasileiro por meio de tecnologia, produtividade e melhores condições laborais:
“Enquanto modernizamos nosso parque operacional, também aprimoramos o ambiente de trabalho, com treinamento rigoroso para que nossas equipes dominem essas novas máquinas”, afirma.

Os RTGs elétricos contam com 23 câmeras, scanners a laser, sensores e painéis com três telas, operados por joysticks e com possibilidade de trabalho em pé. Parte das funções já opera com nível assistido de automação, aumentando a precisão e a segurança.

Chegada dos equipamentos e início das operações

O navio Zhen Hua 28, que deixou a China no dia 15, deve atracar no Porto de Santos na primeira quinzena de janeiro. Os guindastes chegam montados no convés e serão descarregados diretamente para o cais por meio de trilhos.

As operações padrão estão previstas para começar em fevereiro. A operação remota, porém, depende de testes e treinamento das equipes e deve ser implementada gradualmente ao longo do ano, podendo levar até 12 meses.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santos Brasil

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Porto de Santos lidera exportação de carros no Brasil e supera recordes em 2025

O Porto de Santos consolidou sua posição como principal porta de saída dos automóveis brasileiros. Responsável por cerca de 55% das exportações de carros do País, o complexo divide sua operação entre o Ecoporto, na Margem Direita, e o terminal da Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá).

De acordo com dados da Autoridade Portuária de Santos (APS), obtidos via sistema Comex do MDIC, 108.657 veículos foram embarcados entre janeiro e setembro deste ano — um salto de 39% frente ao mesmo período de 2024. O volume já ultrapassa todo o acumulado do ano passado.

Em valor financeiro, o crescimento também impressiona: foram movimentados US$ 1,5 bilhão até setembro, avanço de 37% sobre 2024 e acima do total do ano anterior (US$ 1,3 bilhão).

Cadeia logística da Baixada Santista impulsionada

Para especialistas, o aumento das exportações fortalece toda a cadeia logística regional, que envolve terminais portuários, transportadoras, agentes de carga, seguradoras e empresas de serviços.

Segundo Lúcio Lage, diretor executivo da Process Log & Comex, cada embarque de automóveis ativa uma série de operações paralelas. “Cada navio carregado movimenta centenas de contêineres e serviços de logística, gerando liquidez e previsibilidade para o comércio exterior da região”, afirma.

Outros portos crescem, mas Santos segue dominante

Embora continue muito à frente de Paranaguá (PR), com 51.870 veículos exportados, e Suape (PE), com 28.099 unidades, Santos vê outros complexos portuários avançando com a diversificação logística das montadoras.

Rafael Cristelo, gerente geral da K Line no Brasil, destaca que o movimento comprova tanto a liderança de Santos quanto a expansão de terminais regionais. A empresa japonesa é líder no transporte marítimo de veículos no País.

Exportações brasileiras superam projeções

Dados da Anfavea mostram que o Brasil exportou 430,8 mil veículos até setembro, acima dos 398 mil do ano anterior e já superando a previsão inicial feita pela entidade.

A América Latina segue como principal destino. A Argentina concentra cerca de 50% das compras, seguida por México, Colômbia e Chile. Cristelo lembra que o mercado mexicano, segundo maior destino, enfrenta forte concorrência de veículos chineses, que já respondem por mais de 35% das vendas no país.

Terminal da Santos Brasil concentra operações

O Terminal Exportador de Veículos (TEV), operado pela Santos Brasil, responde por mais de 90% da movimentação de automóveis em Santos e cerca de 40% do total brasileiro. Com capacidade anual para 300 mil unidades, é o maior terminal do País.

Nos nove primeiros meses do ano, o TEV movimentou 194.468 veículos, alta de 35%. As exportações para Argentina, Colômbia, México e os embarques de veículos pesados para os Estados Unidos impulsionaram o desempenho.

A predominância das exportações se explica pela proximidade do terminal com o polo automotivo do ABC paulista e pelo custo tributário mais elevado para importações no Estado.

Ecoporto também registra avanço

O Ecoporto Santos, do Grupo EcoRodovias, movimentou 20.057 veículos entre janeiro e setembro — crescimento de 29% na comparação anual. Por ser um terminal multipropósito, sua capacidade destinada a automóveis varia conforme o perfil das cargas atendidas.

Setor exige mão de obra qualificada

A expansão das exportações abre espaço para empregos diretos e indiretos em logística. Etapas como vistoria, estufagem, conferência, documentação e seguros demandam equipes especializadas.

Lúcio Lage reforça que investir em qualificação técnica e em digitalização dos processos pode elevar ainda mais a competitividade regional. “Ambiente eficiente e previsível atrai investimentos e mantém operações em Santos”, diz.

Desafios para manter competitividade

Apesar da liderança, o Porto de Santos enfrenta gargalos logísticos, como acessos viários saturados, burocracia e custos elevados. Enquanto isso, portos de outros estados avançam com investimentos em automação e incentivos fiscais.

Lage aponta que obras estruturantes — como o túnel imerso Santos–Guarujá, melhorias ferroviárias e integração digital entre órgãos federais — são essenciais para preservar a vantagem competitiva do porto.

“A cooperação entre setor público, operadores privados e empresas é crucial para que Santos continue como o principal hub de exportação do País”, conclui.

FONTE: Datamar News/A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Tecon Santos registra recorde histórico e movimenta mais de 243 mil TEUs em outubro

O Tecon Santos, operado pela Santos Brasil, encerrou outubro com um feito inédito: a movimentação de 243.860 TEUs, o maior volume já registrado em um único mês em toda a América do Sul. O desempenho consolida o terminal como referência em eficiência e capacidade operacional no continente.

Terceiro recorde alcançado em 2025

Este é o terceiro recorde mensal do terminal em 2025. Em julho, foram movimentados 238.452 TEUs, enquanto em junho o desempenho havia chegado a 229.708 TEUs. Os sucessivos resultados reforçam o avanço da operação e o crescimento contínuo da demanda por contêineres.

Capacidade ampliada e modernização contínua

Considerado o maior terminal de contêineres da região, o Tecon Santos encerra 2025 com capacidade anual de 2,7 milhões de TEUs. A projeção é atingir 3 milhões de TEUs até o fim de 2026, com o avanço do projeto de expansão e modernização iniciado em 2019.

O plano prevê investimentos de cerca de R$ 2,6 bilhões até 2031. Desse total, mais de R$ 1,6 bilhão já foi aplicado em infraestrutura, equipamentos e novas tecnologias que elevam a produtividade do terminal.

Estratégia sustentada em inovação e eficiência

Para o diretor de Operações de Terminais Portuários da Santos Brasil, Bruno Stupello, o crescimento da companhia é resultado de uma gestão focada em eficiência, oferta de capacidade e sustentabilidade. Ele destaca que novos investimentos ainda estão previstos, contemplando modernização de sistemas, descarbonização, tecnologia e melhorias operacionais.

Segundo Stupello, todas as iniciativas seguem alinhadas ao Plano de Transição Climática, que estabelece como meta tornar a empresa net zero até 2040. Ele ressalta que os resultados também refletem o trabalho e o comprometimento das equipes do terminal.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santos Brasil

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Comércio Exterior, Portos

Santos Brasil movimenta 135 mil contêineres no Tecon Santos em julho e bate novo recorde histórico

A Santos Brasil registrou em julho mais um marco histórico: 135 mil contêineres movimentados no Tecon Santos, o maior volume já alcançado em um único mês por um terminal de contêineres em toda a América do Sul. O número supera o recorde anterior, de junho, quando o terminal localizado no Porto de Santos operou 129.282 mil unidades. Também no mês passado, o Tecon realizou a maior operação portuária da história no País em uma única escala de navio, com 7.996 movimentos.

As sucessivas quebras de recorde corroboram os investimentos contínuos da Companhia na modernização e expansão do Tecon Santos — maior terminal de contêineres da América do Sul e um dos mais eficientes da América Latina. Entre 2019 e 2031, a empresa destinará cerca de R$ 2,6 bilhões ao Tecon Santos, dos quais R$ 1,6 bilhão já investido até maio de 2025. Dentre os investimentos de destaque estão o aprofundamento do cais e sua ampliação em 220 metros, totalizando 1.510 metros e tornando o terminal o único da América do Sul capaz de receber simultaneamente até três navios New Panamax, de 366 metros, além de um navio no TEV (Terminal de Veículos), que tem 310 metros de cais.

Atualmente, o foco dos investimentos está na ampliação do pátio, que já elevou a capacidade de 2,4 milhões para 2,7 milhões de TEUs/ano com a demolição de um prédio administrativo em 2024, entre outras medidas. Até o fim deste ano, a demolição de um segundo prédio permitirá ao terminal alcançar 3 milhões de TEUs/ano em 2026. TEU é a unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés.

Nos próximos seis anos, a Companhia seguirá investindo em equipamentos, otimização de fluxos operacionais, sistemas, descarbonização e tecnologia. No início de 2026, o terminal receberá oito novos RTGs (guindastes de pátio) elétricos e dois portêineres (guindastes de cais) de operação remota, ampliando a inovação iniciada, pioneiramente no País, com os oito RTGs elétricos já em operação. Até 2031, os 39 RTGs movidos a diesel serão substituídos por modelos elétricos, evitando a emissão de 713 toneladas de CO2 por mês e resultando em uma redução de 97% nas emissões desses equipamentos no terminal.

Para Bruno Stupello, diretor de Operações de Terminais Portuários da Santos Brasil, os resultados refletem os investimentos em infraestrutura, processos e pessoas. “Temos uma equipe diferenciada, comprometida e um terminal de ponta. Tudo para que exportadores, importadores e armadores tenham assegurados o espaço para suas cargas, com um elevado nível de serviço, que é marca da Santos Brasil”, diz.

No primeiro semestre de 2025, o Tecon Santos movimentou 1.223.426 de TEUs, alta de 12,7% sobre o mesmo período de 2024 e desempenho acima do próprio Porto de Santos, que somou 2,8 milhões de TEUs no semestre (+7,8% comparado com os primeiros seis meses do ano anterior). Já o market share do terminal no porto santista neste semestre foi de 43%, contra 41% no mesmo período de 2024.

Fonte: Datamar News

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Santos Brasil investe R$ 2,6 bilhões para ampliar capacidade no Porto de Santos até 2026

A meta da Santos Brasil é ampliar a capacidade do Tecon Santos, no Porto de  Santos, dos atuais 2,4 milhões de TEU  para 3 milhões até 2026. Para isso, reservou R$ 2,6 bilhões e já investiu R$ 1,3 bilhão.

O gráfico abaixo compara as exportações e importações de contêineres no Porto de Santos entre janeiro de 2021 e outubro de 2024. Os dados são derivados do DataLiner, um produto de inteligência alimentado pelo Datamar.

Porto de Santos | Exportações e Importações | Jan 2021 – Out 2024 | TEUs


Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

O plano de investimentos da Santos Brasil inclui quais tecnologias?
O nível de digitalização dos terminais já é bastante avançado com o uso de IoT (internet das coisas em português), inteligência artificial, realidade aumentada, digital twin (gêmeo digital), vídeo analítico e automação. A nuvem pode ser um acelerador da inovação e quase 40% do nosso processamento é executado remotamente. Devemos passar de 50% em 2025. Estamos adotando ferramentas que mudam a rotina do trabalho, democratizando tecnologias de análise de dados e assistentes pessoais (IA generativa).

A Santos Brasil está operando remotamente os RTGs (guindastes de pátio) elétricos?

Sim, somos pioneiros no Brasil na operação de equipamentos 100% elétricos e operados a distância. Atualmente, 47 RTGs operam no terminal, sendo 39 a diesel,que serão desmobilizados até 2031, e oito elétricos. Já foram encomendados mais oito elétricos. Essa nova geração de guindastes possui mecanismos avançados de segurança com câmeras, laser scanners e sensores.

É mais seguro para os trabalhadores?

Eles saem de um ambiente de trabalho hostil e solitário para um ambiente ‘padrão escritório’. Os operadores não precisam mais subir 120 degraus para chegarem à cabine de comando do equipamento. Acabam as restrições físicas para a seleção dos operadores. Sem essa tecnologia, por exemplo, seria inimaginável uma mulher grávida operar um guindaste. Agora é possível. E com a operação remota, há um ganho de produtividade. É possível operar o equipamento sentado e em pé, já que as mesas de controle remoto contam com regulagem de altura. Além disso, o ambiente controlado proporciona menor risco de doenças ocupacionais.

Quais tecnologias serão implementadas?

As tecnologias digitais não andam sozinhas, investimos também nas clássicas como ERP (Enterprise Resource Planning – Planejamento de Recursos Empresariais em português) e CRM (Customer Relationship Management – Gestão de Relacionamento com o Cliente), além de infraestrutura On-Premises e na nuvem.Buscamos equilíbrio na integração de máquinas, pessoas e tecnologias. Em 2025, pretendemos adotar estações de simulação para o treinamento de operadores e utilizar 5G privado no pátio de contêineres.

Qual é o custo-benefício?

Além dos cálculos financeiros, temos benefícios não mensuráveis. No caso dos e-RTG, valorizamos o bem-estar dos operadores. Além disso, cada equipamento elétrico evita a emissão de cerca de 20 toneladas de CO2 por mês no meio ambiente. A tecnologia traz produtividade e regularidade às nossas operações, além de ser um componente importante para alcançarmos nossa meta estratégicade sermos Net Zero até 2040. A substituição de todos os RTGs movidos a diesel, inclusive, está entre as medidas de maior impacto para alcançarmos esse objetivo.

Como é retorno do investimento em inovação?

Podemos capturar os benefícios dentro do ano ou de forma mais prolongada no tempo. Estações de simulação para treinamento, por exemplo, têm um retorno de investimento de curto prazo. Os investimentos que fizemos em conectividade, onde migramos nossa rede de dados para a tecnologia SD-WAN (Software Defined Network), começamos a colher os frutos financeiros nos anos seguintes. Também investimos em mitigação de riscos, como segurança cibernética. Além de tecnologia, temos questões de infraestrutura das vias públicas no entorno do porto, regras trabalhistas, níveis de automação, alinhamento de marés e profundidade do canal. Tecnologias digitais e operacionais (IT e OT) são sempre fatores relevantes para aumentar a competitividade dos portos.

Fonte: A Tribuna
https://www.atribuna.com.br/noticias/portomar/santos-brasil-investe-r-2-6-bilh-es-para-ampliar-capacidade-no-porto-de-santos-ate-2026-1.443042

 

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Lucro líquido da Santos Brasil soma R$ 216,2 milhões no 3T24

A Santos Brasil registrou lucro líquido de R$ 216,2 milhões (+55,5% YoY) no terceiro trimestre de 2024 (3T24), com margem líquida de 28,3% (+2,2 p.p. YoY). No período, o EBITDA da Companhia somou R$ 406,5 milhões (+57,7% YoY), com crescimento de 4,9 p.p. na margem EBITDA consolidada, que atingiu 53,2%. A receita líquida consolidada somou R$ 764,3 milhões (+43,2% YoY), com crescimento de 51,2% YoY na receita líquida dos terminais de contêiner e carga geral.

O desempenho operacional da empresa refletiu positivamente no crescimento dos indicadores econômico-financeiros. Os terminais de contêiner da Companhia movimentaram 403.187 unidades no 3T24 (+25,1% YoY), principalmente impulsionados pelas operações de longo curso (+29,3% YoY), resultado de maiores importações (+26,3% YoY) e exportações (+37,2% YoY). Outro destaque foi a melhora no mix de contêineres cheios, que representou 75,6% do total movimentado (vs. 71,7% no 3T23), com a importação de cheios crescendo 29,2% YoY.

No 3T24, o Tecon Santos, principal ativo da Santos Brasil, movimentou 357.478 contêineres (+24,3% YoY), com forte crescimento no fluxo de longo curso (+26,8% YoY), decorrente de maiores exportações de algodão, café, papel e celulose e carne congelada, e do aumento nas importações, inclusive estimulada pela sazonalidade típica da indústria, com destaque para produtos químicos, bens de consumo, bens de capital e plásticos. O volume de cabotagem também cresceu no trimestre: 12,1%.

O market share do terminal no Porto de Santos no período foi de 42,5% (vs. 39% no 3T23 e 41,9% no 2T24). O crescimento na movimentação de contêineres no porto no trimestre, com a alta temporada de importações e o crescimento acelerado das exportações de commodities, manteve a ocupação dos terminais em patamares elevados, gerando oportunidades para o Tecon Santos operar escalas extras, que totalizaram 15 navios.

Já o Tecon Imbituba (SC) movimentou 21.610 contêineres (+88,0% YoY), beneficiado pelo novo serviço de longo curso da CMA CGM, que começou a operar no terminal em fevereiro de 2024, e por escalas extras. O volume de cabotagem, no entanto, apresentou queda de 9,6%, resultado da menor movimentação de arroz.

No Tecon Vila do Conde (PA), foram movimentados 24.099 contêineres (+3,7% YoY). No terminal, o maior volume de contêineres vazios (+9,7% YoY) sinaliza um reposicionamento de contêineres para atender as exportações na região Norte do País. O fluxo de longo curso continuou prejudicado pela omissão de escalas, em razão do atraso de navios devido ao congestionamento em portos de outras regiões.

O Terminal de Veículos (TEV), localizado no Porto de Santos, movimentou 55.855 veículos (+17,4% YoY), com crescimento de 19,5% YoY nas exportações, resultado principalmente da retomada nos embarques de veículos leves para o mercado argentino. As importações apresentaram queda de 3,6% YoY.

No Porto do Itaqui (MA), os terminais de granéis líquidos da Santos Brasil apresentaram crescimento de 10,3% YoY no volume de combustível armazenado, além de maior giro dos tanques e conversão de contratos spot em contratos de longo prazo.

A Santos Brasil Logística, por sua vez, apresentou crescimento de 8,3% YoY no número de contêineres armazenados nos Centros Logísticos Industriais Aduaneiros (CLIAs) Santos e Guarujá, resultado da maior importação no Porto de Santos.

Investimentos e debêntures

A Companhia investiu R$ 157,9 milhões no último trimestre, com destaque para a expansão da capacidade e modernização do Tecon Santos e os projetos de expansão e desenvolvimento dos terminais de granéis líquidos.

Nos terminais de contêiner e carga geral, foram investidos R$ 89,4 milhões, sendo R$ 80 milhões somente no Tecon Santos, que passou por obras de demolição de prédios administrativos e de um armazém, para adicionar área de armazenagem de contêineres no pátio do terminal; e adquiriu novos equipamentos de pátio (reach stakers).

Nos terminais de granéis líquidos, foram destinados R$ 66,2 milhões, sendo o destaque as obras de construção do terminal greenfield (TGL 2), que adicionará 81 mil m³ de capacidade até o final de 2025, e de finalização da expansão das áreas brownfield (TGL 1 e TGL 3), que adicionaram 59 mil m³ de capacidade aos atuais 50 mil m³, com previsão de entrarem em operação até o fim do ano.

Também no 3T24, a Santos Brasil concluiu a sua 5ª emissão de debêntures, no montante de R$ 2 bilhões. Além de reforçar o caixa, a iniciativa otimiza a estrutura de capital da Companhia. Do montante captado, R$ 1,6 bilhão irá para a restituição de capital aos acionistas, cujo pagamento ocorre nesta quinta-feira (7).

Em setembro, as ações da Santos Brasil passaram a integrar o Índice Bovespa – IBOV da B3, importante marco na história da Companhia. A liquidez média diária das ações alcançou um volume de R$ 92 milhões no trimestre, com a capitalização de mercado ultrapassando R$ 12 bilhões.

No mesmo mês (dia 22), foi anunciada a venda – por empresas geridas pelo Opportunity – de participação próxima a 48% do capital social da Santos Brasil para a CMA CGM, líder global em soluções logísticas marítimas e terrestres. A transação está pendente de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A conclusão é esperada para o primeiro trimestre de 2025 e será seguida de Oferta Pública de Ações (OPA) para aquisição de 100% das ações em circulação da Companhia.

Segundo Daniel Pedreira Dorea, Diretor Econômico-Financeiro e de Relações com Investidores da Santos Brasil, a alta expressiva dos resultados da Companhia mostra a estratégia bem-sucedida da empresa em realizar investimentos para criar capacidade e absorver a demanda potencial, com a oferta de um serviço premium. “Até o terceiro trimestre, a Santos Brasil cresceu 24% ano contra ano, o dobro do Porto de Santos. Contratamos mais de 400 pessoas ao longo de 2024 e boa parte já alocada na operação. Além disso, continuamos investindo, principalmente no Tecon Santos, para iniciar 2025 com 2.6 milhões de TEUs de capacidade e, em 2026, dar um salto para 3 milhões de TEUs. Somente em 2024 pretendemos empregar cerca de R$ 700 milhões em nossos ativos”, diz.

FONTE: Datamar News
Lucro líquido da Santos Brasil soma R$ 216,2 milhões no 3T24 – DatamarNews

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