Internacional

EUA apreendem petroleiro russo ligado à Venezuela após perseguição no Atlântico

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta quarta-feira (7), a apreensão de dois petroleiros em operações separadas em águas internacionais do Atlântico Norte e do Caribe. Uma das embarcações, o petroleiro russo Marinera, anteriormente chamado de Bella 1, é apontada por autoridades americanas como ligada à Venezuela e vinha sendo monitorada há semanas antes da interceptação.

Operação no Atlântico Norte teve apoio internacional

De acordo com o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA, o navio M/V Bella 1 foi interceptado no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal norte-americano. A ação contou com o acompanhamento do USCGC Munro, da Guarda Costeira dos Estados Unidos, além de suporte naval e aéreo do Reino Unido.

Informações divulgadas pela agência Reuters indicam que a embarcação chegou a receber escolta de navios e submarinos russos e obteve autorização para operar sob bandeira da Rússia em 24 de dezembro. Em comunicado, o Ministério da Defesa britânico afirmou que o apoio à operação foi “fundamental” e destacou o “histórico nefasto” do navio.

Governo britânico cita evasão de sanções

Em nota oficial, o governo do Reino Unido afirmou que o petroleiro integra um eixo russo-iraniano de evasão de sanções, responsável por financiar conflitos e ampliar instabilidades internacionais. Segundo a declaração, esse tipo de operação contribui para o prolongamento de crises do Oriente Médio à Ucrânia.

Rússia contesta apreensão e cita direito marítimo

A Rússia reagiu à ação e acusou os Estados Unidos de violar o direito marítimo internacional. O Ministério dos Transportes russo afirmou que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, garante a liberdade de navegação em alto-mar e proíbe o uso da força contra embarcações devidamente registradas sob jurisdição estrangeira.

“Frota fantasma” e ligação com a Venezuela

Segundo o governo norte-americano, os dois navios apreendidos faziam parte de uma chamada “frota fantasma”, utilizada para burlar sanções internacionais. As autoridades afirmam que ambas as embarcações haviam atracado recentemente na Venezuela ou estavam a caminho do país.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmou que as ações foram conduzidas de forma “meticulosamente coordenada” pela Guarda Costeira. Ela relatou que o Bella 1 tentou escapar da fiscalização por semanas, chegando a trocar de bandeira e a pintar um novo nome no casco durante a perseguição.

Segundo navio foi interceptado no Caribe

A segunda embarcação, identificada como MC Sophia, foi abordada no Mar do Caribe. O navio navegava sob bandeira do Panamá e havia deixado águas venezuelanas no início de janeiro. De acordo com autoridades americanas, o petroleiro integrava um esquema de transporte de petróleo venezuelano para a China, operando em “modo escuro”, com o transponder desligado para dificultar o rastreamento.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Comércio Exterior

Maersk mantém operações limitadas na Venezuela após crise política e captura de Maduro

Atuação da Maersk na Venezuela passa a ser condicionada à segurança e às sanções internacionais
A Maersk informou que segue operando na Venezuela, porém de forma restrita e condicionada, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026. A prisão ocorreu durante uma operação militar de grande escala em Caracas, que agravou o cenário de instabilidade no país.

Em comunicado, a companhia destacou que mantém atividades apenas onde há condições seguras e alinhadas às sanções internacionais e às normas regulatórias em vigor. Segundo a empresa, o monitoramento da situação é contínuo, com foco nas operações logísticas, na segurança e nas atualizações regulatórias.

Escritórios fechados e atendimento remoto ativo
A empresa de navegação informou que seus escritórios na Venezuela estão temporariamente fechados. Apesar disso, garantiu que suas equipes permanecem acessíveis por e-mail, telefone e canais digitais, como o LiveChat, assegurando o suporte aos clientes.

De acordo com a Maersk, as prioridades neste momento são a segurança dos colaboradores, a continuidade dos serviços e o cumprimento integral das normas internacionais. As operações seguem ativas enquanto as condições locais permitirem.

Monitoramento constante e comunicação com clientes
A companhia reforçou que, caso ocorram mudanças que impactem cargas ou serviços, os clientes serão informados imediatamente por meio dos canais oficiais da Maersk. O objetivo, segundo a empresa, é garantir previsibilidade e transparência em um ambiente de elevada incerteza.

Instabilidade política afeta logística e comércio exterior
O anúncio ocorre em um contexto de instabilidade política e econômica na Venezuela, intensificado após a captura de Maduro. A ação militar, que incluiu bombardeios estratégicos em Caracas, resultou em um vácuo de poder e abriu um período de transição ainda indefinido.

Paralelamente, sanções internacionais e o embargo ao petróleo seguem impactando diretamente o comércio exterior, a logística portuária e as cadeias de suprimentos que operam no país.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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