Economia

Guiné inaugura megamina de ferro e ferrovia de 650 km que podem transformar economia do país

A Guiné deu um passo histórico ao inaugurar oficialmente a mina de ferro de Simandou, um dos maiores projetos de mineração em andamento no planeta. A cerimônia de lançamento ocorreu no porto de Morebaya, ao sul da capital Conacri, com a presença do chefe da junta militar e líder do país, general Mamady Doumbouya. O início das operações marca um novo capítulo para a economia guineense, com a expectativa de transformar o país em um dos principais exportadores de minério de ferro do mundo.

Investimento bilionário e infraestrutura colossal

O projeto Simandou recebeu investimentos estimados em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 105 bilhões), destinados à construção de mais de 650 quilômetros de ferrovia e de um porto de grande escala para escoar o minério. A obra mobiliza dois consórcios internacionais: o Winning Consortium Simandou (WCS) — formado por empresas da China e de Singapura — e o SimFer, parceria entre a Rio Tinto e a estatal chinesa Chinalco. Além de ampliar as exportações, o empreendimento deve gerar milhares de empregos diretos e impulsionar o desenvolvimento de infraestrutura capaz de diversificar a economia da Guiné, tradicionalmente dependente da mineração de bauxita.

Relevância política e impacto nacional

O general Mamady Doumbouya, que assumiu o poder em um golpe de Estado em 2021, declarou feriado nacional para celebrar o início das operações — um gesto que reforça o peso político e simbólico do projeto. Vestido com uma túnica boubou branca, Doumbouya participou da cerimônia, mas não discursou. A inauguração ocorre a poucas semanas das eleições presidenciais marcadas para 28 de dezembro, nas quais o militar concorrerá, apesar de ter prometido anteriormente devolver o país ao regime civil.

Com o início da produção em Simandou, a Guiné busca consolidar-se como potência mineradora global, aproveitando suas vastas reservas de minério de ferro de alta qualidade para atrair investimentos e acelerar o crescimento econômico.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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