Internacional

Reino Unido quer acordo “forte” com Mercosul, diz ministro britânico

Sir Chris Bryant afirmou que “amaria” ver tratado de livre comércio com bloco sul-americano e que, caso Brasil sinalize apoio, negociações podem caminhar com agilidade

Reino Unido quer avançar “rapidamente” em um acordo de livre comércio com o Mercosul e pede que o Brasil, considerado pelos britânicos a “parte central” do bloco, confirme se esse interesse é mútuo.

Em entrevista à CNN, o ministro de Comércio do Reino Unido, Sir Chris Bryant, afirmou que “amaria” ver um acordo “forte” com o Mercosul. E que, caso o Brasil sinalize apoio, as negociações podem caminhar com agilidade.

“Eu amaria ver um forte acordo de livre comércio entre Mercosul e Reino Unido. Há uma parte de mim pensando: vamos lá, Brasil, você é o maior player nisso. Você realmente quer que isso aconteça? Se sim, nos diga agora, e vamos progredir rapidamente”, disse o ministro.

Bryant afirmou que alguns trâmites burocráticos e etapas naturais da negociação poderiam ser aceleradas, já que parte do processo é semelhante ao tratado comercial do Mercosul com a União Europeia, recentemente concluído.

“Não quero que isso demore 25 anos”, brincou, em referência à longa negociação entre os sul-americanos e europeus.

Autoridades brasileiras estimam que o acordo Mercosul-UE será finalmente assinado em dezembro.

O ministro também lembrou o recém-assinado tratado de livre comércio entre Mercosul e Efta – grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – como um precedente que pode facilitar as negociações.

Na avaliação de Bryant, um acordo com o bloco teria peso estratégico, dada a liderança do Brasil na América Latina e nos Brics, além da relevância britânica no mundo ocidental.

“Se pudermos firmar um acordo, isso será positivo para o mundo. O presidente Lula e o Brasil são absolutamente centrais para garantir que isso aconteça”, argumentou.

Segundo ele, não estão descartados tratados bilaterais com o Brasil caso um entendimento mais amplo com o Mercosul não avance, mas a prioridade é um acordo abrangente.

Tarifaço de Trump

Sir Chris Bryant também comentou o “tarifaço” imposto por Donald Trump aos parceiros comerciais dos Estados Unidos desde que o presidente americano voltou à Casa Branca.

Nesse ponto, Brasil e Reino Unido estão em posições opostas: os brasileiros foram sobretaxados em 50% – a maior alíquota entre todos os países –, enquanto os britânicos foram tarifados em 10%.

Londres e Washington fecharam um acordo que reduz as tarifas sobre produtos automotivos e aeroespaciais do Reino Unido.

Apesar disso, o ministro afirmou à CNN que, no cenário ideal, as tarifas deveriam ser zeradas e que alguns pontos do acordo com os Estados Unidos ainda podem ser revistos.

Bryant destacou que as tarifas impostas por Trump não estão entre os principais motivos para estreitar laços comerciais com o Brasil.

“Existem muitos argumentos sobre se deveríamos fazer um acordo com o Mercosul.  E essa (tarifas de Trump) não é a razão principal. Para mim, o principal motivo é que não fazemos comércio suficiente. Seria bom para as nossas duas economias se fizéssemos mais comercio”, disse.

Agro acompanha de perto

Em 2024, o fluxo de comércio entre Brasil e Reino Unido somou aproximadamente US$ 6,2 bilhões. Entre os principais produtos exportados pelo Brasil estão ouro, soja e café. Do lado das importações, destacam-se medicamentos, obras de ferro ou aço e bebidas alcoólicas.

Naturalmente, um dos principais interessados no acordo seria o agronegócio brasileiro, já que o Reino Unido é um grande importador de alimentos em razão de suas condições climáticas.

Adidos agrícolas frequentemente apontam novas oportunidades de mercado no país.

Hoje, devido a barreiras tarifárias e não tarifárias, alguns produtos brasileiros praticamente não conseguem competir no mercado britânico, onde a disputa muitas vezes acontece com países europeus – como Espanha e Portugal – que enfrentam poucas ou nenhuma restrição comercial.

O ministro ainda acrescentou que o Reino Unido gostaria de trabalhar com o Brasil para reformar e fortalecer a OMC (Organização Mundial do Comércio).

‘“Não sou um protecionista, sou apaixonado pelo livre comércio”, disse o ministro.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

Brasil e México firmam plano de trabalho para atualização de Acordos de Complementação

Documento estabelece cronograma de negociações para a ampliação e modernização dos ACEs 53 e 55

No dia 28 de agosto de 2025, em cerimônia realizada na Cidade do México, durante a visita oficial do Vice-Presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ao México, foi assinado um plano de trabalho conjunto entre Brasil e México, por ocasião do encontro com a Presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum.

O documento estabelece um cronograma de negociações para a ampliação e modernização dos Acordos de Complementação Econômica n.º 53 e n.º 55, que estruturam a relação bilateral no comércio preferencial.

O plano prevê etapas claras, desde a elaboração dos Termos de Referência em setembro de 2025, passando pelo anúncio oficial do início das negociações em dezembro, até a realização de três rodadas de negociação entre abril e junho de 2026, com a meta de concluir os trabalhos e assinar um novo instrumento em julho de 2026.

Segundo o Vice-Presidente Geraldo Alckmin, “a modernização dos acordos reforça a integração produtiva, amplia as oportunidades para empresas brasileiras e mexicanas e fortalece a relação estratégica entre as duas maiores economias da América Latina”.

Com a adoção desse cronograma, Brasil e México reafirmam seu compromisso de avançar em direção a uma parceria econômica que impulsionará cadeias regionais de valor, com impacto positivo sobre a competitividade, o emprego e o desenvolvimento sustentável.

Fonte: MDIC

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Internacional

Brasil e Vietnã discutem fortalecimento das relações bilaterais

Delegação vietnamita deve vir a Brasília ainda neste ano

A expansão do comércio entre o Brasil e Vietnã foi um dos principais assuntos da reunião realizada nesta terça-feira (29/7) entre o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e a vice-ministra de Indústria e Comércio daquele país, Phan Thi Thang. Ficou acertada a vinda de uma delegação vietnamita, ainda no início deste segundo semestre, ao Brasil.

Esse encontro dá prosseguimento às conversações mantidas durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Hanói, em março deste ano. Durante essa missão, que contou com a presença do secretário Márcio Elias Rosa, foi criado o Grupo de Direção de Cooperação Comercial e Industrial entre o MDIC e o Ministério da Indústria e Comércio do Vietnã, com o objetivo de promover a cooperação econômica em áreas prioritárias para o comércio e criar condições favoráveis à expansão das relações bilaterais. Além desse ato, foi assinado também, pelos presidentes, um Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica. A meta conjunta é chegar a um volume de comércio da ordem de US$15 bilhões em 2030.

“O Vietnã é um parceiro importante para o Brasil. O governo do presidente Lula reconhece a necessidade de complementariedade econômica entre os dois países”, observou o secretário-executivo.

Discute-se ainda formas de se aprofundar a relação comercial entre o Mercosul e o Vietnã. Márcio Elias Rosa lembrou que o Brasil assumiu, no início deste mês, a presidência rotativa do bloco regional e levará o tema para avaliação dos sócios.  “É muito oportuna essa discussão para acertamos os próximos passos. O Brasil reconhece a importância da aproximação com o Vietnã, tanto de forma bilateral como por meio do Mercosul”, ressaltou.

Parceria Comercial

Em 2024, o Vietnã foi o 18º maior destino das exportações brasileira e o 14º no ranking de países importadores.  Os principais produtos brasileiros exportados para o Vietnã são commodities agrícolas, com destaque para algodão em bruto; milho e soja. A corrente comercial do Brasil com o Vietnã em 2024 somou US$ 7,7 bilhões e o saldo brasileiro foi positivo, de US$ 415 milhões no ano. Em 2025, Brasil e Vietnã celebram 36 anos de relações diplomáticas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio Exterior

Lula propõe aprofundar relações econômicas e comerciais com o México

Alckmin visitará o país em agosto, acompanhado de comitiva empresarial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta quarta-feira (23) para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para discutir as relações econômicas e comerciais entre os dois países. Segundo o Palácio do Planalto, Lula ressaltou a importância de aprofundar essas relações, principalmente diante do atual momento de incertezas. 

Na conversa, Lula e Sheinbaum acertaram uma visita oficial ao México que será liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. A data da viagem será dias 27 e 28 de agosto. Alckmin deverá levar uma comitiva de empresários de diferentes setores.

“Como resultado da visita, Lula propôs o início de negociações para ampliar acordo comercial Brasil-México, que favoreça a expansão do fluxo comercial entre os dois países”, informou o Palácio do Planalto, em nota sobre o telefonema.

Os dois presidentes também destacaram os setores da indústria farmacêutica, agropecuária, de etanol, biodiesel, aeroespacial, bem como de inovação e educação como áreas estratégicas na relação bilateral.

A visita de Alckmin ao México ocorre em meio à ampliação da pressão tarifária por parte dos Estados Unidos contra seus parceiros históricos. Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA.

Dias antes, Trump já havia imposto 30% de tarifas de exportação sobre produtos oriundos do México, país vizinho que tem profunda relação comercial com os EUA.  O vice-presidente brasileiro também tem sido o principal interlocutor do país com empresários e com o governo norte-americano nas tentativas de negociação sobre as tarifas unilaterais. 

Fonte: Agência Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

Canadá quer acordo comercial com Mercosul para reduzir dependência dos EUA

O Canadá tem 15 acordos de livre comércio que abrangem 51 países, o que lhe dá acesso a 1,5 bilhão de consumidores, e ministro do Comércio Exterior do Canadá disse que Ottawa buscará mais acordos desse tipo nos próximos meses

O ministro do Comércio Exterior do Canadá disse na quinta-feira (17) que há interesse de ambos os lados em avançar nas negociações comerciais com o bloco sul-americano Mercosul, já que Ottawa busca novos acordos em um esforço para se diversificar dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e sua equipe têm mantido conversações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para chegar a um acordo comercial até 1º de agosto, o que poderia ajudar a reduzir as tarifas comerciais norte-americanas sobre o Canadá.

Mas seu governo também está se preparando para depender menos de uma relação que gerou um comércio bilateral de mais de 1 trilhão de dólares canadenses (US$727,33 bilhões) no ano passado e se concentrar na diversificação do comércio assinando pactos de livre comércio em todo o mundo.

“Conversei com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, e há interesse em realizar conversas sobre o Mercosul”, disse o ministro do Comércio Exterior canadense, Maninder Sidhu, em uma entrevista à Reuters.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em abril que está interessado em avançar nas negociações para um acordo comercial entre o bloco sul-americano e o Canadá.
O Mercosul — que inclui Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia — já teve rodadas de negociação para um acordo comercial com o Canadá no passado.

O Canadá também está interessado em continuar as conversações com a China para enfrentar os desafios comerciais e considera o descongelamento das relações entre a Índia e o Canadá como um passo importante para apoiar o comércio, disse o ministro.

“Com a China, há oportunidades, há desafios”, disse ele, acrescentando que os países estão mantendo discussões francas sobre um caminho a seguir em relação às tarifas comerciais sobre as exportações de canola, carne bovina, ração para animais de estimação e muitos outros produtos.

O Canadá tem 15 acordos de livre comércio que abrangem 51 países, o que lhe dá acesso a 1,5 bilhão de consumidores, e Sidhu disse que Ottawa buscará mais acordos desse tipo nos próximos meses, sem fornecer uma meta específica.

Ele assinou um acordo de livre comércio com o Equador e um pacto de promoção de investimentos com os Emirados Árabes Unidos em seus dois primeiros meses no cargo e disse que as discussões estão em andamento com os países da Asean e também individualmente com os países do Indo-Pacífico, incluindo a Indonésia e as Filipinas.

Exposição exagerada

Sidhu disse que as empresas canadenses estão excessivamente expostas aos EUA e não são tão competitivas quanto antes devido às tarifas de Trump.

“Meu trabalho é estar lá fora abrindo portas”, disse ele, acrescentando que procurará diversificar não apenas o comércio, mas também as aquisições de defesa do Canadá em relação aos EUA.

Carney prometeu aumentar os gastos com defesa em mais 9 bilhões de dólares canadenses este ano para cumprir a meta da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de gastar 2% do PIB.

“Estamos trabalhando com a União Europeia e outros parceiros em todo o mundo para ajudar a desbloquear algumas dessas oportunidades de aquisição na área de defesa para nossas empresas canadenses”, disse ele.

As exportações canadenses para os EUA caíram em maio para 68% do total das exportações, em comparação com uma média mensal de 75% no ano passado. A participação dos EUA em maio foi a mais baixa já registrada, uma vez que as empresas se esforçaram para diversificar.

Ele não respondeu diretamente sobre como seria um acordo comercial entre o Canadá e os EUA, mas disse que o governo “trabalhará para chegar a um acordo que seja melhor para as empresas e os trabalhadores canadenses”.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Tarifaço inoportuno ou oportunidade para fortalecer relação bilateral?

Em artigo publicado no Valor Econômico, o presidente da CNI, Ricardo Alban, fala sobre a decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil

Um tarifaço sem fundamentos econômicos. A decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, sem qualquer estudo técnico que justifique, configura uma ruptura grave de uma relação comercial centenária, marcada por forte integração produtiva e amigável.

Há mais de 15 anos, os Estados Unidos registram superávit constante no intercâmbio de bens e serviços com o Brasil. Entre 2015 e 2024, esse saldo positivo acumulado alcançou US$ 91,6 bilhões em mercadorias e US$ 256,9 bilhões em serviços, segundo estimativas a partir de dados oficiais norte-americanos.

Argumentar que o Brasil pratica alíquotas excessivas também está em desacordo com a realidade. Em 2023, a tarifa efetivamente aplicada pelo nosso país sobre produtos originários dos EUA foi de apenas 2,7% – quatro vezes inferior à alíquota nominal média de 11,2% registrada na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A tarifa de 50% anunciada pelo governo Trump põe fim à previsibilidade que sustenta milhares de contratos de longo prazo, afetando fábricas brasileiras e plantas nos Estados Unidos que dependem de componentes e insumos produzidos no Brasil para manter linhas produtivas e empregos. Existem milhares de companhias norte-americanas instaladas no Brasil e outras tantas brasileiras operando nos EUA. O tarifaço, portanto, aumenta substancialmente o risco de retrocesso, ameaçando a competitividade de ambos os lados e lançando incerteza sobre planos de investimento futuros e negócios em andamento.

Diante disso, o diálogo deve ser o caminho prioritário. A CNI, em parceria com entidades empresariais dos dois países, está pronta para contribuir tecnicamente na busca de uma solução negociada que reverta as tarifas e restabeleça a confiança.

Temos conversado com as principais lideranças econômicas e políticas do Brasil. Vemos, na formação pelo governo federal de um “Comitê”, que contempla o setor produtivo, de grande valia.

Vemos, nas redes sociais, disputas, desentendimentos e polarização, agravados pela antecipação do próximo ciclo eleitoral, mas o sentimento real do povo brasileiro é o da busca pelo diálogo, pelo entendimento e consenso.

São muitos e importantes os desafios que já enfrentamos, entre eles o reequilíbrio das contas públicas, sem o qual a economia implode; a redução sustentável da taxa de juros, dependente do ajuste fiscal, para destravar investimentos; o avanço de reformas estruturantes que melhorem o ambiente de negócios e reduzam custos, condição indispensável ao crescimento da produtividade e do PIB.

A história desmente a visão de luta de classes ou de imposições unilaterais de tarifas como armas de conquista ou consolidação de poder.
O maior aliado do trabalhador é uma empresa sólida e confiante para investir; o maior aliado do empreendedor é um ambiente de negócios previsível e competitivo.

Por isso, rejeitamos soluções fáceis, como elevar impostos para financiar uma máquina pública ineficiente. A sociedade não suporta nova alta de carga tributária. O verdadeiro milagre econômico está na estabilidade, na redução do “Custo Brasil” e na liberação do espírito empreendedor.

Reconhecemos os méritos da política industrial inaugurada pela Nova Indústria Brasil e, justamente por acreditar no potencial dessa parceria é que apelamos por diálogo e caminhos que não estrangulem a competitividade dos setores produtivos. Incertezas fiscais, guerras comerciais e a rápida difusão da inteligência artificial já criam um ambiente complexo; somar novos conflitos tarifários só ampliará os riscos.

O momento exige moderação e convergências com agilidade para que o Brasil possa negociar em posição de parceiro e nação independente.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Brasil e Índia querem ampliar negócios em diferentes mercados

Os destaques são energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes

Ampliar as relações comerciais entre Brasil e Índia em diferentes mercados, com destaque para energia, tecnologia, alimentos e fertilizantes. Autoridades e representantes da indústria dos dois países avaliaram essa necessidade, nesta segunda-feira, durante o Fórum Econômico Brasil-Índia, no Rio de Janeiro.  A conferência acontece em paralelo ao segundo dia da Cúpula de Líderes do Brics, que reúne chefes de Estado de 11 países sob a presidência temporária do Brasil.

Segundo levantamento da ApexBrasil, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram em média 13,7% ao ano desde 2019, totalizando US$ 5,3 bilhões em 2024. Os destaques da pauta incluem açúcar, petróleo, óleos vegetais e algodão bruto.

Entre as mais de 380 oportunidades comerciais identificadas, destacam-se os setores de combustíveis, celulose e máquinas e equipamentos. Os dados são do estudo Perfil de Comércio e Investimentos Índia, realizado pela ApexBrasil e publicado em junho de 2025.

O presidente da CNI, Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, destacou as similaridades entre os dois países.

Também no evento, o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, ressaltou as convergências econômicas e políticas entre os dois países, que defendem o multilateralismo e o compromisso com o crescimento sustentável. Rosa comentou, por exemplo, sobre a possibilidade de cooperação nas áreas de fertilizantes e tecnologia digital. E reafirmou o desejo do governo Lula de ampliar a integração, a cooperação e o comércio exterior.

Para o embaixador e presidente da Cop-30, a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, André Corrêa do Lago, as questões energética e climática estão entre os principais temas da agenda comum entre Brasil e Índia.

“A Índia tem que colocar ainda centenas de milhões de habitantes numa média de consumo de energia muito mais alta do que a atual, o que faz com que a Índia tenha uma escala extraordinária para investimentos.”

André Corrêa do Lago comentou também que a Índia, ao adotar os biocombustíveis, se tornou um dos maiores produtores cana de açúcar do mundo, ultrapassando o Brasil; e que o Brasil já tem uma matriz energética limpa. O embaixador disse ainda que uma das principais metas do governo brasileiro é acabar com o desmatamento e aumentar a restauração florestal.

Em 2025, o relacionamento diplomático Brasil-Índia completou 76 anos.

Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Apoio para adesão da Bolívia ao Mercosul

O Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) assinou um acordo para apoiar a adesão da Bolívia ao Mercosul, consolidando assim sua incorporação plena ao bloco regional.

Durante a 66ª Reunião do Conselho do Mercosul, a Bolívia e o CAF acordaram uma cooperação técnica não reembolsável no valor de 200 mil dólares. Essa iniciativa busca acompanhar a implementação da adesão da Bolívia ao Mercosul por meio de estudos técnicos e normativos.

O acordo foi assinado por Christian Asinelli, vice-presidente do CAF, e Huáscar Ajata, vice-ministro do Comércio Exterior e Integração. Terá duração de 12 meses e contempla duas linhas principais de trabalho: uma análise dos efeitos econômicos e sociais da integração; e o acompanhamento na adoção do marco normativo do bloco.

Desde julho de 2024, a Bolívia é formalmente Estado Parte do Mercosul. Segundo o protocolo de adesão, o país tem quatro anos para harmonizar sua legislação com a do bloco; o que implica a adoção de mais de 3.900 normas e 84 acordos.

O CAF destacou que essa assistência permitirá à Bolívia identificar as reformas necessárias para se integrar de forma eficaz, fortalecendo sua política comercial, sua competitividade e seu arcabouço institucional.

O estudo analisará os impactos projetados até 2035 em emprego, investimento, comércio e consumo. Também será avaliada a política comercial boliviana e sua relação com os países do bloco, que já são parceiros-chave em energia, agricultura, insumos industriais e mineração.

Além disso, serão incluídas atividades de socialização do processo e eventos institucionais em apoio à entrada plena do país.

A adesão da Bolívia ao Mercosul também abre novas oportunidades logísticas e comerciais que o CAF busca potencializar por meio de cooperação técnica especializada.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Trump diz ter expectativa de que acordos comerciais sejam feitos no G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (15) a repórteres na Casa Branca que ele tem expectativa de que acordos comerciais sejam feitos na Cúpula do G7, no Canadá.

“Eu acho que nós vamos ter alguns novos acordos comerciais”, disse Trump a um repórter, que questionou sobre a possibilidade durante a Cúpula do G7.

A declaração foi feita antes de o presidente embarcar no helicóptero Marine One, partindo da Casa Branca a caminho da Cúpula do G7 no Canadá.

Fonte: Band

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Internacional, Mercado Internacional

Tensões entre EUA e China continuam altas e impactam previsões de crescimento global

Contratos para julho e dezembro para o algodão encerraram a semana em queda em Nova York

As tensões entre os Estados Unidos e a China seguem causando preocupações. Diante das incertezas e tarifas, o Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento global para 2,3%.

As informações constam no Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa desta sexta-feira (13).

Confira os destaques trazidos pelo Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa:

Algodão em NY – O contrato Jul/25 fechou nesta quinta 12/jun cotado a 65,14 U$c/lp (-0,3% vs. 05/jun). O contrato Dez/25 fechou em 67,47 U$c/lp (-0,8% vs. 05/jun).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 1.028 pts para embarque Jun/Jul-25 (Middling 1-1/8″ (31-3-36), fonte Cotlook 12/jun/25).

Altistas 1 – De acordo com o relatório do USDA (WASDE) de junho, a produção de algodão nos EUA em 2025/26 será de 14 milhões de fardos (3 milhões tons), abaixo do estimado em mai/25 (14,5 milhões de fardos) e do realizado em 2024/25 (14,4 milhões de fardos). É a segunda menor produção dos últimos 10 anos.

Altistas 2 – Os estoques finais nos EUA para 2025/26 estão projetados em 4,3 milhões de fardos (936 mil tons), uma redução acentuada em relação à estimativa de mai/25 (5,2 milhões de fardos).

Altistas 3 – A produção mundial foi estimada em 25,47 milhões tons (-178,5 mil tons em relação a mai/25). Com o consumo levemente menor, a projeção para os estoques finais caiu -344 mil tons, ficando em 16,7 milhões tons.

Baixistas 1 – Tensões EUA-China continuam altas. O novo acordo preliminar anunciado pelo presidente Trump (com 55% de tarifas sobre exportações chinesas e 10% no sentido inverso) foi recebido com ceticismo. O mercado acredita que os chineses não vão aceitar.

Baixistas 2 – O Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento global para 2,3% devido às tarifas e às incertezas. A projeção para os EUA caiu para 1,4%, para a Zona do Euro para 0,7%. No entanto, a China manteve-se com 4,5%, devido a estímulos internos.

Baixistas 3 – demanda por algodão das fiações continuou muito fraca na última semana, impactada pelos feriados muçulmanos e pela incerteza em relação à economia e comércio mundial.

Missão Ásia 1 – Em missão à Ásia, delegação da Abrapa e Anea participou da 2025 China International Cotton Conference em Guangzhou (China) nesta semana. Durante o evento, foi promovido um coquetel Cotton Brazil, entre outras interações com clientes.

Missão Ásia 2 – Na plenária principal do evento, Marcelo Duarte, diretor da Abrapa e responsável pelo Cotton Brazil, fez uma palestra sobre avanços e principais diferenciais do algodão brasileiro.

Missão Ásia 3 – As percepções de mercado colhidas durante o evento foram via de regra baixistas, com pouco ânimo para negócios, margens ruins e cenário incerto.

Missão Ásia 4 – Os poucos negócios relatados foram com algodão do Brasil, que está muito em evidência no momento. Abaixo alguns pontos de destaque:

  • O clima entre os chineses é de muita insatisfação com os EUA. A apresentação do representante dos EUA no evento sequer foi aplaudida.
  • O ano de 2025/26 tende a ser de excesso de oferta no mercado global de algodão.
  • Mesmo com preços baixos, grandes produtores como Brasil, China e Austrália seguem incentivados a plantar, mantendo o volume elevado de produção.
  • Grandes safras na Austrália e Brasil (mais de 5 milhões tons juntos) devem limitar altas nos preços neste ciclo.
  • A China aumentou muito a produtividade e reduziu a necessidade de importar. Além disso, o país não emitiu cotas adicionais este ano ainda.
  • Neste ano, a safra na China está se desenvolvendo muito bem e pode ser maior que as 7 milhões tons do último ciclo.
  • Produtores dos EUA reclamam de altos custos e margens negativas. O ponto de equilíbrio seria acima de USc80/lp.
  • A safra dos EUA ainda está incerta, dependente do clima e furacões (ago/nov).
  • A demanda global continua incerta e fraca, impactada por tarifas, tensões geopolíticas e falta de confiança na cadeia de consumo.
  • A China seguirá como fator decisivo, tanto pela produção interna quanto pela política de importação. Um eventual acordo comercial com os EUA poderia estimular compras chinesas.
  • Sem acordos comerciais específicos com os EUA, a projeção do USDA de 12,5 milhões de fardos a serem exportados pelos americanos parece exagerada diante da concorrência da Austrália e do Brasil.
  • Podem ser necessários programas governamentais para apoiar o produtor dos EUA caso as exportações não se realizem como previsto.
  • O Brasil foi muito citado pelo enorme potencial de produção e crescimento contínuo da produção tanto em termos de quantidade quanto qualidade.
  • O crescimento da demanda global depende de reconquistar mercado perdido para fibras sintéticas, principalmente o poliéster.
  • O grande desafio do setor será encontrar um equilíbrio entre preços e rentabilidade ao longo da cadeia (do produtor ao varejo), garantindo viabilidade econômica sem perder competitividade.

Missão Ásia 5 – A comitiva visitou também o Haid Group, empresa especializada em alimentação animal. Em pauta, o investimento em uma planta de esmagamento de caroço de algodão no Brasil.

Missão Ásia 6 – A comitiva da Abrapa e da Anea foi acompanhada na China pelo adido agrícola brasileiro em Pequim, Leandro Feijó, que juntamente com o adido Jean Gouhie e equipe do MAPA, têm atuado em prol do setor na China.

Missão Ásia 7 – A agenda prossegue hoje em Taipei (Taiwan) e nesta segunda (16) em Seul (Coreia do Sul), com a realização do seminário Cotton Brazil Outlook, em parceria com a Spinners & Weavers Association of Korea (SWAK).

Missão Ásia 8 – A missão integra as ações do Cotton Brazil, programa da Abrapa em parceria com ApexBrasil e Anea para promover o algodão brasileiro em escala mundial.

Brasil – Safra 2024/25 – No 9º levantamento da safra 2024/25 divulgado ontem (12), a Conab manteve a projeção de produção de 3,91 milhões tons (+5,7% acima da safra passada).

Brasil – Exportações – As exportações brasileiras de algodão somaram 35,5 mil tons na primeira semana de junho. A média diária de embarque é 11,5% menor que no mesmo mês em 2024.

Brasil – Colheita 2024/25 – Até ontem (12) foram colhidos no estado da BA (4,5%), GO (1,84%), MG (22%), MS (1,7%), PI (8,13%), PR (70%) e SP (63%). Total Brasil: 1,94%.

Preços do Algodão – Consulte tabela abaixo:

Fonte: CNN Brasil

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