Investimento

Teka anuncia investimento de R$ 50 milhões para modernizar fábricas durante recuperação judicial

Em recuperação judicial desde 2012, a Teka, uma das mais tradicionais empresas do setor têxtil de Santa Catarina, projeta um forte avanço nos resultados financeiros. A companhia estima faturar cerca de R$ 720 milhões neste ano, crescimento de 44% em relação aos R$ 500 milhões registrados em 2025.

O desempenho reflete a reorganização operacional da empresa e a retomada gradual da competitividade no mercado nacional.

Modernização dos parques industriais

Como parte da estratégia de reestruturação, a Teka anunciou um investimento de R$ 50 milhões destinado à modernização de seus dois principais parques industriais. Os recursos serão aplicados nas unidades de Blumenau (SC) e Artur Nogueira (SP), com foco na atualização de máquinas e processos produtivos.

Segundo Angelo Guerra Netto, integrante do Comitê de Reestruturação, a renovação do parque fabril permitirá à empresa alcançar um nível tecnológico comparável ao de seus principais concorrentes do setor.

Aumento de capacidade e ganho de eficiência

Além de atualizar equipamentos, o investimento deve gerar impactos diretos na capacidade produtiva da companhia. A expectativa é ampliar a produção mensal de 700 para 1,2 mil toneladas, o que representa um avanço significativo em escala e eficiência operacional.

A modernização também tende a contribuir para maior produtividade, redução de custos e fortalecimento da posição da Teka no mercado têxtil brasileiro, mesmo em um cenário ainda desafiador de reestruturação financeira.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Veja

Ler Mais
Portos

Porto de Santos cede áreas à empresa em crise financeira; veja os detalhes do contrato

A Autoridade Portuária de Santos (APS) firmou contrato para a cessão onerosa de duas áreas localizadas na Margem Direita do Porto de Santos a uma empresa do Grupo Ambipar, que enfrenta crise financeira. O acordo com a Ambipar Response Dracares Apoio Marítimo e Portuário foi assinado em 17 de dezembro e publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 22 do mesmo mês.

As áreas somam 44,6 metros quadrados (m²) e correspondem à ocupação de dois contêineres, um de 20 pés e outro de 40 pés, situados na Ilha Barnabé e na Alemoa.

Prazo de cinco anos e pagamento mensal

Pelo contrato, a empresa poderá utilizar os espaços por cinco anos, mediante pagamento mensal de R$ 3,2 mil à administração portuária. A APS esclareceu que a cessão não prevê qualquer compensação por eventuais investimentos realizados.

Segundo a autoridade portuária, “os investimentos necessários para a execução do objeto contratual serão feitos por conta e risco da Ambipar, sem direito a indenização”.

Uso voltado à contenção de poluentes

De acordo com a APS, as áreas cedidas serão utilizadas exclusivamente para a armazenagem de equipamentos destinados à contenção e mitigação de poluentes químicos, com atuação tanto em ambiente terrestre quanto marítimo.

A Ambipar solicitou o uso dos espaços para cumprir os planos de contingência dos terminais integrantes do Plano Integrado de Emergência (PIE), coordenado pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra).

Localização estratégica e áreas de risco

A Autoridade Portuária destacou ainda que a Ambipar mantém contrato com a Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), o que justifica a localização das áreas na Alemoa e na Ilha Barnabé. Ambas são regiões classificadas como áreas de risco, devido à intensa movimentação de líquidos inflamáveis no complexo portuário.

Procurada, a empresa informou que não comentaria o assunto.

Grupo Ambipar entra em recuperação judicial

Dois dias após a assinatura do contrato, em 19 de dezembro, o Grupo Ambipar divulgou fato relevante anunciando o pedido de recuperação judicial, que envolve todas as empresas do conglomerado. O processo tramita na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Fundada em 1995, a Ambipar atua no setor de soluções ambientais e, ao longo de três décadas, expandiu suas operações para 41 países, com cerca de 23 mil funcionários.

Expansão acelerada e prejuízos acumulados

Em 2019, a empresa passou por uma reestruturação societária, criando a Ambipar Environmental, focada em gestão de resíduos, e a Ambipar Response, voltada ao atendimento de emergências químicas e ambientais. O grupo atua na coleta, tratamento e reaproveitamento de resíduos, com geração de novos produtos ou energia.

A companhia abriu capital na B3 em 2020 e, no ano seguinte, viu suas ações se valorizarem em cerca de 50%. Em 2021, a divisão Response foi listada na Bolsa de Nova Iorque. No mesmo período, a Ambipar investiu aproximadamente R$ 1,5 bilhão na aquisição de 22 empresas, somando cerca de 40 aquisições entre 2020 e 2022, que não apresentaram o retorno esperado.

Emissão de títulos e queda acentuada das ações

A crise financeira da Ambipar se agravou no segundo semestre de 2025, após a emissão de green bonds em 2024 e 2025, que totalizaram cerca de US$ 1,24 bilhão. As operações envolviam mecanismos de proteção cambial, mas o cenário se deteriorou após a transferência de um contrato do Bank of America para o Deutsche Bank.

Segundo a empresa, parte da estratégia foi adotada sem aprovação do Conselho de Administração, aumentando a vulnerabilidade financeira. Após uma medida cautelar obtida na Justiça para evitar vencimento antecipado de dívidas — que poderia gerar impacto de até R$ 10 bilhões —, as ações da companhia acumularam queda de 95,67% em um ano.

No segundo trimestre de 2025, a Ambipar voltou a registrar prejuízo, com resultado negativo de R$ 134,1 milhões, revertendo o lucro de R$ 45,5 milhões no mesmo período de 2024. No plano de recuperação judicial, o grupo afirma enfrentar dificuldades de acesso a crédito, apontadas como fator central para a reestruturação financeira.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook