Comércio Exterior

ESG no Comércio Exterior: por que a Governança se tornou o maior gargalo do Comex em 2026

A agenda ESG (Environmental, Social and Governance) avança rapidamente nas cadeias globais de valor, mas é o pilar da Governança que desponta como o maior desafio para o comércio exterior em 2026. Em um cenário de fiscalização mais rigorosa, acordos internacionais mais exigentes e pressão crescente por rastreabilidade e due diligence, não basta afirmar que os processos estão corretos — é preciso provar.

No Comex, a lógica é direta: se não dá para comprovar, não dá para sustentar. A ausência de evidências transforma riscos operacionais em interrupções concretas, como exigências documentais adicionais, questionamentos sobre origem e fornecedor, revisões de NCM/HS, divergências técnicas e até exposição contratual e reputacional.

O “G” do ESG na prática: quando governança vira operação

A governança no comércio exterior se materializa no dia a dia das operações. Ela aparece quando a empresa consegue responder, com segurança e consistência, a perguntas essenciais para auditorias, fiscalizações e processos internos.

Entre os principais pontos críticos estão:

  • Classificação fiscal defendível (NCM/HS): não apenas o código utilizado, mas o critério técnico e o histórico que justificam a decisão.
  • Rastreabilidade do dado: quem alterou uma informação, quando a mudança ocorreu e qual fonte sustentou a decisão.
  • Conformidade auditável: padronização de critérios, documentação organizada e trilha de auditoria pronta para inspeções.
  • Decisões replicáveis: o mesmo item deve gerar o mesmo resultado, independentemente de quem execute a análise ou de mudanças no time.

É justamente nesse ponto que muitas operações falham, ainda dependentes de planilhas descentralizadas, memória individual, retrabalho e decisões que não se repetem. Quando surge o “pedido de prova”, o gargalo se revela.

Governança de dados: o elo entre ESG e Comex

No comércio exterior, governança é o que transforma dado em prova. Sem dados bem estruturados, padronizados e rastreáveis, não há como sustentar classificações fiscais, comprovar origem ou demonstrar conformidade regulatória de forma consistente.

É nesse contexto que a Blue Route atua: fortalecendo o pilar da governança de dados aplicada ao Comex, com foco em rastreabilidade, padronização e segurança operacional. A proposta é substituir improviso por método, memória por histórico confiável e risco por previsibilidade.

Ao estruturar processos e dados de forma governada, empresas ganham não apenas conformidade, mas também eficiência, redução de retrabalho e maior confiança nas decisões estratégicas.

ESG como vantagem competitiva no comércio exterior

À medida que o ESG deixa de ser tendência e se consolida como requisito de mercado, empresas que investem em governança passam a operar com vantagem competitiva. No Comex, isso significa menos exposição a riscos fiscais e regulatórios, maior fluidez nas operações e mais credibilidade diante de parceiros, clientes e autoridades.

A pergunta que se impõe é direta: sua empresa hoje consegue provar a origem e a classificação fiscal de cada item sem depender de improviso?

Se a resposta ainda gera dúvida, o problema não está apenas no processo — está na governança do dado. E é exatamente aí que ele pode deixar de ser risco e passar a ser prova.

IMAGEM: FREEPIK
TEXTO: REDAÇÃO

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Inovação, Logística

Fractal Security Intelligent apresenta lacre eletrônico no ComexTech e reforça segurança na cadeia logística

A Fractal Security Intelligent foi destaque no ComexTech 2025, realizado no último dia 17, ao apresentar o lacre eletrônico inteligente. A solução chamou atenção de profissionais e empresas do comércio exterior por unir inovação tecnológica, segurança e eficiência no monitoramento da cadeia logística.

Lacre eletrônico: segurança do início ao fim da operação

De acordo com Francisco Mascaro, Operations Manager da Fractal, o diferencial da tecnologia está na capacidade de rastrear todo o processo logístico, desde a inspeção do contêiner vazio até a ativação do lacre e a geração de evidências. “O lacre eletrônico permite monitorar a cadeia logística desde o início da estufagem até a troca de custódia, garantindo um ecossistema seguro alinhado às premissas da OEA. Ele agrega segurança e logística, otimizando custos e trazendo eficácia para identificar pontos de vulnerabilidade”, destacou.

Painel de debate: segurança como ecossistema

Além da demonstração tecnológica, a Fractal participou dos debates do evento. Mary Anne de Amorim, cofundadora e CCO da empresa, reforçou a importância de tratar a segurança no comércio exterior como um ecossistema integrado. “É essencial trazer esses problemas à tona e reforçar que a segurança deve ser tratada como um ecossistema, onde cada elo da cadeia precisa ser forte. Nossa solução não só combate a clonagem de lacres, mas também oferece interoperabilidade entre todos os atores: cliente, transportador, retroporto, porto e armador”, afirmou.

Mary Anne destacou ainda que, com a tecnologia da Fractal, o dono da carga passa a ser protagonista da gestão de sua cadeia de custódia, controlando a performance com base em evidências digitais coletadas pelo sistema.

Tecnologia patenteada: NFC e RFID em um só dispositivo

Outro ponto inovador é a combinação de tecnologias no lacre, como explicou Elio Santos, gerente comercial da Fractal. “Nosso lacre combina RFID, usado em sistemas como o Sem Parar, e NFC, presente nos cartões bancários por aproximação. Conseguimos unir as duas tecnologias sem conflito, o que nos garantiu a patente do produto”, revelou.

Com essa solução, a Fractal Security Intelligent reafirma seu compromisso em trazer inovação para o setor logístico e em garantir mais transparência, rastreabilidade e segurança às operações de importação e exportação.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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