Portos

Governo federal dobra valores de projetos de infraestrutura com incentivo fiscal no setor portuário

Os projetos incentivados com REIDI no governo Lula somaram R$ 28 bilhões, o dobro do total de projetos do período de 2019 a 2022. Em debêntures foram R$23 bilhões

O governo federal dobrou os valores de projetos de infraestrutura com incentivo fiscal, no setor portuário, beneficiados pelo Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) e pelas debêntures incentivadas e de infraestrutura. O valor total de projetos do setor portuário incentivados por REIDI de 2023 a agosto de 2025 foi de R$ 28 bilhões, acima do valor total dos projetos do período de 2019 a 2023, que somou R$ 14 bilhões. No caso das debêntures, o valor desde 2023 chegou a R$23 bilhões, contra R$ 17 bilhões.

“Em menos de dois anos e meio do governo Lula, já ultrapassamos R$ 28 bilhões, mais que o dobro do período anterior”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao fazer um balanço dos incentivos em evento realizado nesta quarta-feira (15), no Ministério. “Queremos acelerar cada vez mais os projetos aqui do ministério, porque isso dialoga com o fôlego fiscal das empresas e com a política pública de incentivo a novos investimentos”, complementou.

Na ocasião, o ministro entregou a empresários do setor certificados de participação nesses programas, que são ferramentas estratégicas do governo para atrair capital privado e acelerar a modernização e expansão dos portos em todo o Brasil. “Nosso objetivo é que essa política de crédito se torne uma política de Estado, garantindo previsibilidade ao setor produtivo”, reforçou Costa Filho.

O REIDI, criado pela Lei 11.488, de 2007, é um pilar na estratégia de fomento do governo. O programa concede incentivos fiscais com a suspensão da cobrança de PIS/Pasep e Cofins na aquisição de bens e serviços para obras de infraestrutura.

Já as Debêntures Incentivadas, regulamentadas pela Lei 12.431, de 2011, são títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de longo prazo. O mecanismo oferece incentivos fiscais aos investidores, tornando os projetos mais atrativos.

Presente no evento, Tomé Franca, secretário-executivo da pasta, destacou a importância dos projetos desenvolvidos pela pasta. “Estamos reforçando políticas que estimulam novos investimentos privados, tanto nos arrendamentos quanto nos terminais portuários. Essas iniciativas geram emprego, renda e fortalecem quem acredita no país e no setor portuário brasileiro”.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, falou sobre a melhoria da infraestrutura brasileira a partir de incentivos fiscais. “Esses avanços estão associados a políticas públicas consistentes e sólidas, que oferecem ao mercado segurança e instrumentos para investir, como o fortalecimento do Fundo da Marinha Mercante e os mecanismos de incentivos fiscais, como REIDI e debêntures. Nosso foco é permitir que o setor privado invista com confiança e solidez, ampliando a infraestrutura e o nível de serviço dos portos brasileiros”.

Investimento

Em 2024, o governo federal aprimorou o instrumento com a sanção da Lei 14.801, que criou as novas debêntures de infraestrutura, ampliando o potencial de atração de investimentos. Apenas no último ano (agosto de 2024 a outubro de 2025), R$ 3,7 bilhões em projetos portuários foram viabilizados por meio do programa.

A política de incentivos do Governo Federal reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, criando um ambiente de negócios seguro e atrativo para que a iniciativa privada invista na modernização da infraestrutura logística do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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Logística

MPor celebra parceria com INFRA S/A em mais de 60 projetos de logística

Políticas integradas impulsionam ações em portos, aeroportos, hidrovias e canais de acesso

Na cerimônia de celebração ocorrida nesta segunda-feira (6), pelos três anos da INFRA S/A – empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes – o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) ressaltou a importância dessa parceria para a elaboração de projetos de transporte e logística em todo o país.

O evento ocorreu no auditório da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, e também marcou os dez anos do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL); plataforma que consolida dados sobre os diferentes modos de transporte no Brasil, integrando informações de órgãos públicos e do setor privado.

Representando o MPor na cerimônia, o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, destacou o papel estratégico da parceria. “São mais de 30 projetos em portos e hidrovias, 28 em aeroportos e 8 projetos aquaviários, que já foram desenvolvidos ou estão em andamento; frutos dessa parceria entre MPor e INFRA S/A. É uma demonstração de que conseguimos construir no setor de logística uma estrutura de Estado”, destacou o secretário.

A INFRA S/A nasceu em 2022, a partir da junção entre a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias. De acordo com seu diretor-presidente, Jorge Bastos, a atuação da empresa está focada na garantia de uma infraestrutura que prepare o Brasil para o futuro. “Hoje temos uma rede cada vez mais eficiente, integrada e sustentável a partir de estudos desenvolvidos pela INFRA S/A, que já ultrapassaram a marca dos R$ 10 bilhões com concessões de rodovias e terminais portuários”, registrou.

Projetos de destaque
Entre os projetos realizados em parceria com o MPor, destacam-se a estruturação dos arrendamentos portuários de Maceió, Rio de Janeiro, Itajaí (SC), entre outros, além da elaboração de estudos para concessão dos canais de acesso aos portos de Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR).

Na aviação, a INFRA S/A colaborou nos estudos de concessão de sete aeroportos no Amazonas: Parintins, Carauari, Coari, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Lábrea e Maués. Também atua no planejamento da concessão de hidrovias estratégicas, como as dos rios Madeira, Paraguai, Amazonas e Lagoa Mirim.

FONTE::
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGEM:
Reprodução/INFRA

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Investimento

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 4 bilhões em novos projetos

Construção de embarcações, modernizações e novo dique flutuante integram pacote para indústria naval brasileiras

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), aprovou 14 novos projetos, no valor de R$ 4 bilhões, durante a 60ª Reunião Ordinária realizada na quinta-feira (18). As iniciativas incluem construção, modernização, docagem, manutenção e reparo de embarcações, além da construção de um dique flutuante, elevando para R$ 28 bilhões o total de projetos já aprovados neste ano de 2025.

Um dos destaques é a aprovação da construção de seis OSRVs (Oil Spill Response Vessel), navios especializados no combate a vazamentos de óleo e emergências ambientais no mar, solicitados pela CMM Offshore Brasil S/A. O investimento de R$ 2,97 bilhões prevê a geração de 6.795 empregos diretos no Estaleiro Enseada, na Bahia, contribuindo para a renovação da frota afretada pela Petrobras e para o fortalecimento da indústria naval brasileira.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a decisão reafirma o compromisso do Governo Federal em modernizar a frota da marinha mercante e ampliar a competitividade do Brasil. “Os estados brasileiros terão papel estratégico com a construção dos navios OSRVs no Estaleiro Enseada, iniciativa que vai gerar empregos, renda e expandir a capacidade produtiva do país”, afirmou.

Para o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, os projetos aprovados representam um avanço significativo para o setor. “Investimentos como esses são fundamentais para consolidar a infraestrutura da navegação nacional e ampliar a eficiência do transporte fluvial. Além de gerar empregos, fortalecem a logística brasileira e garantem maior sustentabilidade nas operações marítimas e costeiras”, ressaltou o secretário.

Na reunião também foram apresentados os resultados obtidos em 2025 até o mês de agosto, que contemplam R$ 24 bilhões em projetos priorizados, R$ 1 bilhão em projetos já contratados e R$ 1 bilhão em repasses de recursos do FMM à indústria naval.   

Investimentos regionais

Além do projeto aprovado na Bahia, os demais investimentos somam R$ 1,05 bilhão, distribuídos em diferentes estados. A Navegação Guarita, sediada no Rio Grande do Sul, recebeu aprovação para construir, em estaleiros do Pará, quatro navios-tanque e três barcaças-tanque, no valor de R$ 312,8 milhões, além de um rebocador e empurradores em Santa Catarina, avaliados em R$ 63,3 milhões.

No Amazonas, a Navegação Cunha teve aprovado um projeto de R$ 103,4 milhões para a construção de 21 balsas graneleiras, enquanto a Metalmar Industrial e Naval, também amazonense, recebeu autorização para investir R$ 18,2 milhões em um dique flutuante.

Em Santa Catarina, a BRAM, empresa fluminense, obteve aprovação para modernizar o AHTS Campos Contender e o PSV Bram Bravo, em projeto de R$ 26,6 milhões.

A Empresa de Navegação Elcano, com sede no Rio de Janeiro, recebeu autorização para realizar a docagem de um navio gaseiro em Pernambuco, no valor de R$ 7,3 milhões, além de uma docagem intermediária no Rio de Janeiro, de R$ 16,4 milhões. Já a Wilson Sons Offshore, também fluminense, obteve aprovação para executar serviços de docagem e manutenção de motor, em investimento de R$ 40,7 milhões.

Ainda no Rio de Janeiro, a Oceanpact recebeu aprovação para modernizar o OTSV Ilha do Mosqueiro, em projeto de R$ 21,3 milhões. No total, esses investimentos têm o potencial de gerar 12,2 mil empregos diretos, impulsionando o desenvolvimento regional e fortalecendo a economia nacional.

Fundo da Marinha Mercante

Criado para apoiar a marinha mercante e a indústria naval brasileira, o Fundo da Marinha Mercante (FMM) é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), e opera com agentes financeiros como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); o Banco do Brasil (BB); Banco da Amazônia (BASA); Banco do Nordeste do Brasil (BNB); e a Caixa Econômica Federal (CAIXA).

O prazo para envio de projetos à 61ª Reunião Ordinária, marcada para 11 de dezembro, termina em 13 de outubro. Conforme a Portaria Minfra 1.460/2022, novos projetos têm até 450 dias para contratação do financiamento, prazo reduzido para 180 dias em caso de prorrogação.

O Fundo pode financiar até 90% do valor, com condições que variam conforme o conteúdo nacional e o tipo de embarcação, segundo a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) 5.225/2025.

Fonte: Modais em Foco

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Investimento

BNDES e Finep selecionam 88 projetos para novos centros de pesquisas

Total de investimentos chega a R$ 10 bilhões

As 88 propostas selecionadas para atração, implantação ou expansão de centros de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação (PD&I) no Brasil foram divulgadas nessa segunda-feira (15) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

De acordo com o BNDES, do total de investimento de R$ 10 bilhões, R$ 8,9 bilhões contará com o apoio do banco e da Finep por meio de vários “instrumentos, incluindo crédito, participação acionária, recursos não reembolsáveis para projetos cooperativos entre empresas e instituições tecnológicas e subvenção econômica”.

BNDES informou ainda que “do total de propostas, 27 preveem investimentos (totais ou parciais) em centros de PD&I nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e totalizam R$ 4 bilhões em investimentos”.

Segundo o banco, outras 27 propostas objetivam exclusivamente a implantação de novos centros de PD&I, com investimentos somados de R$ 3,4 bilhões. “No total, as propostas selecionadas indicam a contratação de 572 mestres e 363 doutores, totalizando 935 pesquisadores qualificados”.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o orçamento inicial proposto, demonstram o sucesso da política industrial do presidente Lula, que viu a grande demanda por inovação tecnológica no Brasil.

“Por isso, o BNDES e a Finep vão buscar trabalhar em linhas de crédito que possam apoiar outras propostas que foram apresentadas, mas que não foram aprovadas porque precisam de apoio para ampliar a capacidade de financiamento”, disse.

O presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, acentuou o grande número de empresas interessadas em criar ou aprimorar centros de P&D, distribuídas em todas as regiões do país. “Destaque também para o grande interesse na contratação de pesquisadores qualificados para trabalhar nestas estruturas, contribuindo para que a sociedade brasileira retenha seus cérebros no país”.

Segundo o BNDES, a próxima fase “consiste na estruturação dos planos de suporte conjuntos, cujo resultado será divulgado até 26 de outubro pela Finep e o BNDES em conjunto”.

A lista das propostas selecionadas encontra-se nos sites do BNDES e da Finep.

Fonte: Agência Brasil

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Negócios

Após sucesso no leilão do Túnel Santos-Guarujá, Silvio Costa Filho apresenta novos projetos na França

Em Paris, ministro participou de encontro com investidores e empresários e apresentou a carteira de investimentos em portos

Após o sucesso na concessão do túnel Santos-Guarujá, leiloado na última sexta-feira (5) em São Paulo, com investimentos de R$ 6,8 bilhões, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou em Paris a lista de novos empreendimentos que irão a leilão ainda neste ano, durante o “Seminário Brasil-França: ações para potencializar competitividade do Brasil e ampliar protagonismo no mercado internacional”.

Em sua apresentação a empresários europeus e brasileiros, Silvio Costa Filho falou sobre o Brasil como destino de investimentos nos setores portuário e aeroportuário. “O resultado positivo do leilão do Túnel Santos-Guarujá, uma obra esperada há 100 anos, mostra a confiança dos investidores no Brasil, que hoje tem uma robusta carteira de projetos, segurança jurídica e regras claras”, afirmou o ministro, lembrando que até o fim deste ano serão realizados pelo menos outros três grandes leilões, que, somados ao leilão do túnel, chegam a investimentos de R$ 20 bilhões.

Para o dia 22 de outubro está previsto o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, com investimentos de R$ 1 bilhão. Na sequência será realizado o leilão do canal de acesso ao Porto de Santos, no valor de R$ 6,5 bilhões (Opex e Capex), e o leilão do terminal de contêineres do porto, o Tecon Santos 10, que deverá ocorrer em dezembro, com investimentos de R$ 5,6 bilhões, além de terminais portuários do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Maceió. “Batemos o martelo do túnel e já estamos arregaçando as mangas para atrair investimentos para os demais leilões que faremos neste ano, dando sequência aos roadshows que realizamos na Europa, China e Brasil desde o início de 2025”, afirmou.

Também presente no evento, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Douglas Alencar Rodrigues destacou a importância dessa agenda internacional e fez menção ao trabalho realizado pelo ministro de Portos e Aeroportos. “Faço questão de enaltecer o sucesso de sua gestão, ministro Silvio. Ouvindo a sua explanação, que foi uma verdadeira prestação de contas, ficamos muito orgulhosos pela sua atuação. Saiba que, do nosso lado, sempre houve admiração, respeito e uma cooperação absoluta porque, ao fim e ao cabo, estamos todos remando na mesma direção; a direção do desenvolvimento do país”, destacou.

Parceria Brasil-França

No evento foi ressaltada a forte relação bilateral e cultural entre Brasil e França, especialmente nos setores de aeroportos e transportes, com destaque para investimentos franceses recentes, como a aquisição do Terminal da Santos Brasil no Porto de Santos pelo Grupo CMA CGM France, além de grandes investimentos em aeroportos, que revolucionaram o padrão brasileiro.

“A França é um grande parceiro comercial do Brasil, com saldo de quase R$ 3 bilhões na balança comercial. Além disso, o presidente Macron tem sido um porta-voz do nosso país na União Europeia em agendas estratégicas como o combustível sustentável de aviação, a descarbonização e os navios verdes”, apontou Costa Filho.

Próximas agendas

O ministro antecipou também sua agenda de reuniões bilaterais e de encontros empresariais previstos para esta semana, quando ele se reunirá com o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot. Ele se reunirá também com representantes das empresas Haropa Port, Terminaux de Normandie, Air France, Grupo EGIS e CMA CGM Tower, quando tratará de investimentos e de ampliação da participação de algumas dessas empresas no Brasil.

Costa Filho ressaltou também os programas para o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e aviação civil. Desde o início do ano, já foram anunciados R$ 5,6 bilhões em obras, em 20 aeroportos brasileiros. E também o programa AmpliAr, com previsão de R$ 1,25 bilhão de investimentos em 19 aeroportos das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste, e o programa Investe + Aeroportos, que prevê R$ 4,5 bilhões em investimentos em projetos de diferentes naturezas, fomentado a eficiência da logística aeroportuária.

No encontro também houve destaque para o objetivo do MPor de promover o transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa no setor e adotar práticas inovadoras para fomentar a descarbonização.

Ao final, o ministro expressou seu desejo de fortalecer parcerias com a França, avançar em projetos conjuntos e manter o setor portuário como prioridade estratégica, por sua capacidade de gerar emprego e oportunidade.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Notícias

Orçamento 2026: Veja os principais pontos do projeto do governo

Governo divulgou nesta sexta-feira (29) proposta para contas públicas do ano que vem

A equipe econômica enviou ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira (29), o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) para 2026.

A proposta para o último ano de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê superávit primário e detalha despesas e receitas públicas para o próximo ano, além de projetar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), o patamar da taxa Selic, hoje em 15%, e o salário mínimo.

CNN reuniu os principais destaques do documento com as projeções do governo para o exercício do ano de 2026:

Superávit primário

O governo prevê um superávit primário de R$ 34,3 bilhões no próximo ano, o equivalente a 0,25% do PIB.

Para isso, o Orçamento também limita as despesas primárias em R$ 2,428 trilhões.

Entretanto, os pisos constitucionais de saúde (R$ 245,5 bilhões), educação (R$ 133,7 bilhões) e investimentos (R$ 83 bilhões) foram assegurados.

Selic e PIB

A equipe econômica projeta um crescimento de 2,44% do PIB para 2026. Na última estimativa do Ministério da Fazenda, a expectativa é de que o crescimento econômico de 2025 será de 2,5%, o que indicaria uma desaceleração econômica no próximo período.

Já para a taxa Selic, atualmente em 15%, a projeção é de baixa, atingindo um acumulado de 13,11% em 2026. No relatório Focus desta semana, analistas de mercado ouvidos pela autarquia apontam uma perspectiva para a taxa básica de juros em 12,50% no fim de 2026.

Outras estimativas também foram realizadas, como a da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é estimada em 3,6%. Já a taxa de câmbio média projetada é de R$ 5,76, e o preço médio do barril de petróleo deve atingir os US$ 64,93.

Ministérios

Dentre os gastos com ministérios, o maior da União em 2026 será novamente com a Previdência Social, que receberá mais de R$ 1,11 trilhão.

O segundo maior valor será para o Ministério da Saúde, com R$ 245,5 bilhões, com despesas que incluem o custeio do SUS, incluindo programas como o Mais Médicos e a implantação do primeiro hospital inteligente do país.

Já a Educação contará com orçamento de R$ 133,7 bilhões, dos quais R$ 87,3 bilhões serão destinados ao ensino básico e R$ 12 bilhões ao programa Pé-de-Meia, voltado à permanência dos estudantes no ensino médio.

Salário mínimo

A peça projeta que o salário mínimo para o ano será de R$ 1.631, com correção pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e ganho real de 2,5%. Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 1.518.

O mínimo proposto é R$ 1 maior que o apresentado pelo governo no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias), divulgado em abril.

O valor, porém, ainda pode ser alterado pelo Congresso Nacional.

A definição do salário mínimo é feita por meio de uma fórmula que soma a inflação medida pelo INPC dos últimos 12 meses, mais a taxa de crescimento do PIB do segundo ano anterior ao ano vigente, limitado a 2,5%.

Emendas parlamentares

O projeto propõe R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares no próximo ano, recursos que são previstos dentro das despesas discricionárias (livres) do governo, que são limitadas.

As emendas representam parcela significativa do orçamento e tem aumentado ao longo dos anos. A verba é destinada por deputados e senadores para seus redutos eleitorais para a realização de obras e projetos.

Gastos com servidores

As despesas do governo federal com pessoal, incluindo servidores civis e militares, devem subir 11% em 2026.

O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026, enviado nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional, prevê a expansão das despesas primárias com pessoal de R$ 315 bilhões para R$ 350,4 bilhões.

Segundo o MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), o crescimento da folha reflete os reajustes e reestruturações acordados com as categorias do funcionalismo público e os concursos e contratações projetados para o ano de 2026.

Bolsa Família

O Orçamento prevê R$ 158,6 bilhões para o Bolsa Família, mas a peça não inclui reajuste no valor médio do benefício.

A equipe econômica deve manter o pagamento médio de R$ 671 por família, sem acréscimo real para o próximo ano.

Durante a apresentação do PLOA, o secretário do Orçamento Federal, Clayton Montes, afirmou que a peça garante a execução plena do programa, mas sem previsão de expansão.

Despesas em alta

A projeção do marco orçamentário de médio prazo reforça a tendência de crescimento dos gastos obrigatórios da União, sobretudo em Previdência e Assistência Social.

O PLOA indica que as despesas primárias passarão de R$ 3,195 trilhões em 2026 para R$ 3,839 trilhões em 2029.

A maior pressão segue por conta da Previdência Básica, que deve aumentar de R$ 1,08 trilhão para R$ 1,31 trilhão no período.

Já na Assistência, a alta nas despesas deve ser de 58% com pessoas com deficiência, atingindo os R$ 107,2 bilhões; já com pessoas idosas, deve saltar de R$ 54,6 bilhões para R$ 63,9 bilhões.

*com informações de Cristiane Noberto e Gabriel Garcia, da CNN, em Brasília.

Fonte: CNN Brasil

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Portos

Região Sul receberá mais de R$ 4,7 bilhões em novos projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante

Investimentos vão impulsionar a indústria naval, ampliar a infraestrutura portuária e gerar mais de 3 mil empregos diretos

Investimentos superiores a R$ 4,7 bilhões vão fortalecer a indústria naval e ampliar a infraestrutura portuária nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com potencial de gerar mais de 3 mil empregos diretos na região. Os valores fazem parte do Fundo da Marinha Mercante (FMM), aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo (CDFMM) durante a sua 59ª reunião, no último dia 3 de julho.

Entre as ações previstas estão a construção de quatro embarcações para operações submarinas (R$ 2,3 bilhões), dois navios PSV com tecnologia de baixo carbono (R$ 739,7 milhões), seis rebocadores azimutais (R$ 312,6 milhões), modernização e reparo de 17 embarcações (R$ 163,2 milhões) e a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (R$ 1,089 bilhão), que vai ampliar o calado e elevar a capacidade de exportação.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, “os projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante reforçam a prioridade do Governo Federal em estimular a indústria naval nacional, modernizar a infraestrutura portuária e ampliar a competitividade do país”, explicou. “A região Sul desempenha papel fundamental nesse movimento, por sua capacidade produtiva e vocação exportadora”, afirmou o ministro.

A coordenadora de Políticas de Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), Maria de Lara Moutta Calado de Oliveira, que integra a equipe técnica do Fundo da Marinha Mercante, ressalta o papel estratégico da região. “A gente vem trabalhando fortemente para a retomada da indústria de construção e reparação naval brasileira e, na última reunião (59ª), a região Sul foi destaque com diversos projetos para geração de emprego e renda. Essa região tem dez importantes estaleiros e contribui bastante na área de petróleo, gás, offshore e de apoio portuário”, disse ela.

Os créditos do CDFMM para a região Sul fazem parte do esforço de retomada da indústria naval e da infraestrutura logística no Brasil. Em 2025, já são mais de R$ 28,3 bilhões aprovados para projetos novos e reapresentados em todo o país, valor recorde para os setores naval e aquaviário.

O Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo MPor, segue como instrumento fundamental para modernização da frota nacional, geração de empregos qualificados e fortalecimento da indústria de construção e reparação naval.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Internacional, Investimento

Líderes de gigantes chineses vêm conhecer projetos da Via Mar, ferrovias e data center

Um dos principais resultados da missão de SC à Ásia é a confirmação da visita de executivos de grandes grupos empresariais chineses em julho para avaliar investimentos em SC

Um dos resultados da missão de Santa Catarina à China é a confirmação da visita de líderes de grupos empresariais gigantes chineses para conhecer projetos potenciais para investimentos no estado. Eles confirmaram à comitiva de SC, que tem à frente o governador Jorginho Mello, que virão em cerca de 30 dias, o que significa visita na segunda quinzena de julho. O foco serão os projetos da Via Mar, instalação de um data center potente para facilitar o uso de inteligência artificial, investimentos em ferrovias e aeronaves para a aviação estadual e regional.

De acordo com o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, Paulo Bornhausen, virão executivos dos grupos PowerChina, Inspur e CRRC. Quem virá pela PowerChina será o diretor e gerente geral Tang Yuhua. A empresa tem potencial para assumir a concessão da futura Via Mar, rodovia de 145 quilômetros para ligar de Joinville ao Contorno Viário da Grande Florianópolis.

Fonte: NSC

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Comércio, Logística, Portos

Porto de Itajaí incentiva a educação com projeto que aproxima estudantes do universo portuário

O Porto de Itajaí possui o projeto educacional “Escola no Porto”, que visa aproximar estudantes do funcionamento e da importância do complexo portuário. Na última sexta-feira (16), estudantes do curso de Direito da Unisul de Itajaí participaram de uma visita ao porto. 

Durante a atividade, assistiram a uma palestra introdutória realizada no auditório da Superintendência, que abordou a história do porto, suas operações, certificações e práticas ambientais. Após a palestra, os alunos tiveram uma visão panorâmica do porto, contemplando as áreas de armazenagem e as operações de atracação das embarcações.

Coordenado pela Superintendência do Porto, por meio da Coordenação de Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Sustentabilidade (COAMB), o programa oferece visitas monitoradas para alunos do ensino fundamental, médio, técnico e superior, de instituições públicas e privadas.

A próxima visita está programada para esta sexta-feira (23) e será destinada aos alunos do curso de Engenharia de Petróleo da UDESC, em Balneário Camboriú.
Instituições interessadas em participar devem enviar e-mail para meioambiente@portoitajai.com.br. As visitas são gratuitas, mas escolas e universidades privadas são incentivadas a contribuir com 1 kg de alimento não perecível por participante, que será destinado a instituições beneficentes locais.

Fonte: Porto de Itajaí

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Internacional, Logística, Portos

China acena para a possibilidade de novos projetos no Porto de Paranaguá

Tema foi abordado pelo vice-ministro de Transportes da China durante visita à Portos do Paraná 

O vice-ministro dos Transportes da China, Wang Gang, visitou o Porto de Paranaguá nesta quinta-feira (15). O representante do governo chinês veio ao Brasil para tratar de diversos temas que integram o acordo de cooperação entre os dois países no setor de transportes. A comitiva aproveitou a visita para conhecer a estrutura do Porto de Paranaguá, responsável por grande parte das exportações de produtos com destino ao país asiático.

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, recepcionou a comitiva e ressaltou que a empresa pública tem investido continuamente para ampliar sua capacidade operacional. “Para nós, é uma honra muito grande recebê-lo em nossa casa”, destacou Garcia.

Wang Gang falou sobre a relevância dos portos paranaenses para a China e afirmou que há planos de ampliação dos investimentos no Porto de Paranaguá. O terminal de contêineres, por exemplo, é administrado por um conglomerado chinês (China Merchants Group – CMG). A expectativa é de que a estrutura seja contemplada.

Entre os produtos mais exportados para a China pelo Porto de Paranaguá estão soja em grão, farelo de soja, pastas químicas e carnes congeladas. Somente em 2024, mais de 13 milhões de toneladas foram enviadas ao país asiático. De janeiro a março deste ano, já foram movimentadas 3,3 milhões de toneladas com destino à China.

Por ser o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo — respondendo por cerca de 48% da produção nacional — o Porto de Paranaguá tem papel estratégico nas relações comerciais com os chineses. Considerando o conjunto das exportações de carnes bovina, suína e de aves, o terminal paranaense é responsável por cerca de 30% do escoamento de toda a produção brasileira.

Fonte: Portos do Paraná

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