Inovação, Portos

PORTO DE ITAJAÍ E SEBRAE ESTUDAM PROJETO PARA FOMENTAR A INOVAÇÃO

O Porto de Itajaí e o Sebrae pretendem formalizar uma parceria inédita para impulsionar a inovação no setor portuário e conectar empresas catarinenses às novas demandas tecnológicas. A iniciativa prevê a capacitação de empreendedores, o estímulo à adoção de soluções inovadoras e o fortalecimento da cadeia logística e produtiva por meio do conceito de portos inteligentes.
A proposta foi tema de uma reunião entre o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a gerente regional do Sebrae no Vale do Itajaí, Juliana Bernardi Dall’antonia, e técnicos das duas instituições.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o objetivo é modernizar o Porto com apoio técnico especializado. “Estamos muito felizes com esta união. O Sebrae é sinônimo de profissionalismo e inovação, e trará um salto de qualidade para o processo de transformação digital do Porto de Itajaí”, destacou.

A parceria faz parte do planejamento estratégico da Superintendência para os próximos anos, com foco na adoção do modelo Smart Ports — que envolve a digitalização de processos, o uso de inteligência artificial, automação e a integração de dados em toda a cadeia portuária.

A gerente regional do Sebrae, Juliana Bernardi Dall’antonia, reforçou a importância da iniciativa para a economia regional. “O Porto de Itajaí é um agente fundamental no ecossistema da inovação. Vamos promover ações para conectá-lo a startups, universidades, centros de pesquisa e pequenas empresas, criando um ambiente fértil para o desenvolvimento de soluções tecnológicas”, afirmou.
A parceria prevê a realização de oficinas, mentorias, capacitações e projetos colaborativos voltados à inovação aberta, com foco em aumentar a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade das operações portuárias.

Fonte: Porto de Itajaí

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Tecnologia

Brasil dá partida em projeto que fortalece autonomia tecnológica na produção de ímãs de terras raras

Evento reuniu 28 empresas e marca o início de uma iniciativa nacional com investimento de R$ 73 milhões para consolidar a cadeia produtiva de ímãs permanentes

O Brasil deu um passo decisivo rumo à independência tecnológica em um setor estratégico da indústria. No dia 14 de julho, foi realizado o evento de lançamento oficial do projeto MagBras – Da Mina ao Ímã, reunindo representantes de 28 empresas envolvidas na iniciativa. Com investimento total de R$ 73 milhões, o projeto visa à consolidação de uma cadeia produtiva nacional de ímãs permanentes à base de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta e setores como energia limpa, mobilidade elétrica e defesa.

Liderado pelo Centro de Inovação e Tecnologia (CIT SENAI) de Minas Gerais, o MagBras conta com a participação de instituições científicas, fundações de apoio e grandes empresas nacionais e multinacionais. A coordenação geral é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O projeto foi aprovado no edital do Programa Mover, operado pelo SENAI Nacional e pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

Um dos grandes diferenciais do projeto é o LabFabITR – o primeiro laboratório-fábrica de ímãs e ligas de terras raras do hemisfério sul, adquirido pelo CIT SENAI em dezembro de 2023. Instalada anteriormente pela Codemge, a unidade em Lagoa Santa agora está integrada às estruturas do CIT nas áreas de química, metalurgia, processamento mineral, ligas especiais e meio ambiente.

O evento foi conduzido por Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Laser de Santa Catarina. Ele destacou a urgência e o potencial transformador do projeto. “A produção nacional de ímãs de terras raras é um marco para a indústria brasileira. É essencial para acelerar a transição energética, reduzir a dependência externa e reforçar nossa soberania tecnológica”.

O superintendente de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, Roberto de Medeiros Júnior, enfatizou o caráter pioneiro da iniciativa. “Estamos diante de um momento ímpar. Este projeto nasceu da necessidade real do país, mesmo antes de uma aliança formalizada. Seu sucesso só foi possível graças ao comprometimento de diversos atores — empresas, institutos e universidades — que acreditaram em um propósito comum”.

Representando a Fundep, Ana Eliza Braga, coordenadora de Programas, reforçou a confiança no impacto do projeto. “Acreditamos que o MagBras tem potencial para reposicionar o Brasil na indústria global. É um projeto ambicioso, com forte base técnica e institucional, capaz de ampliar a maturidade tecnológica nacional e consolidar a integração entre academia e setor produtivo”.

Para a diretora técnica do IPT, Sandra Lúcia de Moraes, a iniciativa é motivo de orgulho nacional: “Desde o início, acompanho o projeto com entusiasmo. É um esforço grandioso, que une o nosso capital natural ao nosso capital intelectual. A transformação de conhecimento em tecnologia genuinamente brasileira é um passo essencial para o desenvolvimento sustentável do país”.

O pró-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jacques Mick, também celebrou a parceria. “É uma honra para a UFSC integrar essa aliança. A conexão entre universidade e indústria é fundamental para gerar soluções reais e promover o avanço científico com impacto social”.

O gerente executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI-SC, Maurício Cappra Pauletti, destacou o simbolismo do momento. “Estamos comemorando uma conquista construída com muito esforço coletivo. A união entre academia e indústria está dando origem a uma nova cadeia tecnológica no Brasil. Temos plena capacidade — técnica, intelectual e financeira — para tornar essa visão realidade”.

Encerrando as falas institucionais, o representante do Conselho Executivo FIEMG SENAI-MG, Ailton Ricaldoni, compartilhou sua trajetória e entusiasmo. “A tecnologia sempre esteve no meu DNA. Acompanhei o desenvolvimento industrial do Brasil ao longo das últimas décadas e sei o quanto esse projeto é necessário. Quando há boas ideias, nunca falta apoio — especialmente quando reunimos mentes brilhantes. O MagBras é o primeiro passo para que o Brasil deixe de exportar matéria-prima e passe a fornecer produtos de alto valor agregado”.

Aliança nacional para inovação industrial – Durante o evento, o coordenador do CIT SENAI ITR, André Pimenta, destacou a importância do momento: “Este é um encontro estratégico que alinha metas, cronogramas e responsabilidades entre empresas e instituições de ciência e tecnologia. Esse alinhamento inicial é essencial para garantir sinergia entre os atores e assegurar que todos os elos da cadeia — da mineração à produção final de ímãs — atuem de forma integrada”.

Segundo ele, Minas Gerais assume papel de protagonismo com a estrutura do CIT SENAI e os institutos de inovação em Processamento Mineral e Terras Raras. “O MagBras representa uma oportunidade concreta de desenvolvimento econômico e tecnológico. Diante de um cenário geopolítico desafiador, este projeto é uma resposta direta à necessidade de fortalecer nossa autonomia industrial”.

Da Mina ao Ímã 

O Projeto MagBras, iniciativa estratégica do Programa Mover, em chamada do SENAI Departamento Nacional e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), é sustentado por uma robusta aliança industrial formada por 38 empresas, startups, centros de inovação, instituições de pesquisa e universidades e fundações de apoio que atuam em diversos elos da cadeia produtiva.

São elas: Aclara, Appia, ArcelorMittal, Bemisa, Borborema Recursos Estratégicos, Eion Mobilidade Sustentável, Greylogix, Integra Laser, Iveco, Lean 4.0, Meteoric, BBX do Brasil, Moderna 3D, MOSAIC, Nanum Nanotecnologia, Resouro, SCHULZ, ST George, Steinert, Stellantis, Strokmatic, Taboca, Tupy, Vale, Viridis, Viridion, Walbert, WEG e ZEN, além de 6 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) – Institutos SENAI de Inovação em Laser, Manufatura, Processamento Mineral e Materiais Avançados, CETEM, UFSC, IPT – e de 3 Fundações – Apoio à Inovação Tecnológica (FIPT), Apoio à Ciência, Cultura e Projetos Acadêmicos (FACC) e Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (FEESC).

Fonte: FIESC

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Portos

Novo porto privado de Santa Catarina está perto de entrar em operação

Terminal está em fase de testes

O novo porto de Santa Catarina está em fase de testes, com início das operações no segundo semestre. O Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC) passa por testes de equipamentos e logo começa a testagem com movimentação de cargas. A execução das obras do terminal de uso privado alcança 97%, em instalações no Morro Bela Vista, em São Francisco do Sul.

Na terça-feira, no evento de aniversário de 70 anos do Porto de São Francisco do Sul, o TGSC assinou a participação no Programa de Monitoramento Ambiental Integrado, com participação do porto público, Tesc e Porto Itapoá. Até então, cada porto tinha o próprio programa ambiental. Com o novo programa, a atuação será de cooperação mútua, em investimento de R$ 17 milhões.

A estrutura do novo terminal fica próxima do Porto de São Francisco do Sul, na baía da Babitonga. O investimento no empreendimento privado fica em torno de R$ 520 milhões. O porto vai atuar na exportação de grãos, com expectativa de movimentação de 6 milhões de toneladas por ano, no momento de plena operação. O píer terá 255 metros de comprimento, com dois berços de atracação.

O terminal conta com 980 metros de correias transportadoras com capacidade para até 2 mil toneladas por hora, além de dolfins de atracação e amarração, carregadores de navio e edificações de apoio. A capacidade de armazenamento na retroárea será de 135 mil toneladas de granéis, com armazém horizontal e seis silos verticais.

Fonte: NSC Total

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Logística, Sustentabilidade

TecPlata iniciou uma nova operação regular de bitrens

Dessa maneira, fortalece o desenvolvimento logístico e reafirma seu impulso ao transporte sustentável

Como parte de seu compromisso com uma logística mais eficiente, sustentável e conectada,
a TecPlata, terminal de contêineres do Porto La Plata, iniciou uma nova operação regular de bitrens para o interior do país, em articulação com dois aliados estratégicos: a companhia marítima Log-In e a operadora terrestre OTT.

Essa nova rota reforça a proposta multimodal da TecPlata, integrando infraestrutura portuária de alto nível com soluções de transporte terrestre de alto desempenho. “Esse tipo de operação nos permite otimizar recursos e oferecer um serviço mais competitivo, com maior eficiência em cada trajeto”, afirmaram representantes da OTT.

Da mesma forma, a companhia marítima destacou que “fortalecer a conexão entre o porto e o transporte terrestre nos permite responder com mais agilidade às demandas do mercado, impulsionando soluções logísticas inovadoras e sustentáveis”.

O novo serviço de bitrens oferece múltiplos benefícios logísticos, entre os quais se destacam: maior capacidade de carga por unidade; redução de emissões e menor impacto ambiental; otimização de tempos e uma conectividade mais eficiente com o hinterlândia.

Por sua vez, a TecPlata declarou: “celebramos este novo passo rumo a uma logística integrada, onde a colaboração entre os principais atores da cadeia logística permite construir soluções ágeis, personalizadas e alinhadas com os desafios do comércio exterior atual.”

Fonte: Ser Industria

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Internacional

Projeto piloto histórico de captura de carbono é concluído na China

Global Centre for Maritime Decarbonisation (GCMD), de Cingapura, concluiu com sucesso o primeiro projeto piloto do mundo a demonstrar toda a cadeia de valor para o dióxido de carbono (CO₂) capturado a bordo de navios.

O projeto foi realizado em duas fases principais. A primeira envolveu a transferência ship-to-ship (STS) de 25,44 toneladas métricas de CO₂ liquefeito (LCO₂) do porta-contêiner Ever Top para a embarcação receptora Dejin 26, administrada pela Shanghai Qiyao Environmental Technology Co., Ltd. (SMDERI-QET). O CO₂ foi então descarregado do Dejin 26 para um caminhão-tanque em um píer localizado em Zhoushan, na província de Zhejiang.

Ever Top foi adaptado em 2024 com um sistema de captura e armazenamento de carbono a bordo (Onboard Carbon Capture and Storage – OCCS). Desenvolvido pelo Shanghai Marine Diesel Engine Research Institute, que integra a China State Shipbuilding Corporation, o sistema OCCS captura mais de 80% das emissões de carbono da embarcação, com 99,9% de pureza. A tecnologia permite que o gás seja liquefeito e transferido ainda no mar, dispensando infraestrutura portuária especializada e tornando o descarregamento de CO₂ mais flexível e acessível.

A segunda fase, coordenada pelo GCMD, supervisionou o transporte do CO₂ por mais de 2.000 km até a Mongólia Interior. Lá, em uma unidade conjunta da GreenOre e da Baotou Steel, o CO₂ foi utilizado com sucesso na produção de carbonato de cálcio de baixo carbono – um componente essencial em materiais de construção sustentáveis.

O piloto, realizado sob condições reais de regulamentação e logística, marca a primeira vez em que o CO₂ capturado a bordo de um navio foi totalmente rastreado desde a captura até sua aplicação final. Um dos principais desafios foi a classificação do CO₂ capturado. Inicialmente classificado como resíduo perigoso — o que exigiria seu descarte — o gás foi reclassificado como “carga perigosa” após articulações com os reguladores, permitindo assim seu reaproveitamento.

Segundo o GCMD, a iniciativa demonstra como a captura e armazenamento de carbono a bordo (OCCS) pode ser integrada aos caminhos de descarbonização industrial — especialmente na produção de materiais de construção, onde a mineralização do CO₂ pode compensar as emissões intensivas da produção de cimento.

O projeto se baseia em resultados de um estudo anterior do GCMD, que identificou a produção de concreto como um caso de uso de alto impacto para o CO₂ capturado.

Fonte: Splash 247

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Portos

Projeto pode gerar perda salarial de até R$ 4 bilhões por mês no Porto de Santos; entenda

Estudo sobre o reflexo do fim da exclusividade no cais santista foi apresentado em audiência pública

Um estudo de impacto do Projeto de Lei (PL) 733/2025, que tramita na Câmara Federal para revisar a Lei dos Portos (12.815/2013), projeta uma redução de massa salarial de até R$ 4,1 bilhões por mês na economia de Santos, com o fim da exclusividade na contratação do trabalhador portuário avulso (TPA), se a lei for aprovada como está hoje.

A análise foi apresentada nesta segunda (23), durante audiência pública na Câmara de Santos. O encontro foi conduzido pelo vereador Chico Nogueira (PT) e contou com as presenças de lideranças sindicais de categorias diversas ligadas à atividade portuária.

O estudo foi apresentado pelo advogado Marcílio Santos, especialista em Portos, Logística e Infraestrutura Portuária. “Essa pesquisa mostra o impacto do PL 733 nas economias das cidades portuárias, em especial Santos, com dados compilados por meio da Rais (Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego)”, afirmou.

O advogado explicou que foram simulados três cenários de redução da massa salarial, de 20%, 30% e 50%. “No pior cenário, com retração de 50%, deixariam de circular mais de R$ 4 bilhões, mensalmente, impactando diretamente a economia da Cidade – comércio, serviços, arrecadação e consumo – e indiretamente economias da região. No melhor cenário, perderíamos R$ 859 milhões”.

A análise apontou ainda que a taxa de desocupação em Santos é similar à média nacional, de 7%, indicada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Mesmo com expansão do Porto, o emprego formal portuário não cresceu proporcionalmente. O PL pode agravar o quadro, com aumento da rotatividade e informalidade”, disse o advogado.

Chico Nogueira disse que a ata da audiência pública será enviada à comissão especial que aprovará o PL, na Câmara Federal.

Sindicalistas

O presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Sintraport), Miro Machado, que também é membro do Conselho de Sindicatos dos Trabalhadores do Porto de Santos, criado pela Prefeitura, frisou que todos os trabalhadores portuários, autoridades municipais e deputados da região precisam se unir para evitar a aprovação do PL. “Se passar, vai todo mundo entrar na luta, se não for pelo amor, vai ser pela dor. Acabou a Cidade!”.

Sindicatos fazem críticas à revisão do marco legal

Coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Fábio Mello afirmou que o que está em jogo é a “transferência de renda e precarização do trabalho em nome de uma falácia de modernização do Porto”.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Paulo (FTTRESP), Valdir Pestana, disse que “o projeto é inconstitucional” e levará a questão ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, com quem se reunirá na quinta-feira.

O presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga, Marco Sanches, disse que é preciso “fazer a Cidade entender o que nós estamos passando para abraçar a nossa causa”.

O coordenador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) da Baixada Santista, Carlos Riesco, afirma que o PL “vai quebrar a Autoridade Portuária pública e estabelecer a privatização do Porto”.

O representante do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexandre Machado, disse que os caminhoneiros apoiam os portuários. “Se tiver que trancar rodovia, avenida, nós vamos trancar”.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Carga a Granel de Guarujá, Santos, Cubatão (Sindgran), José Cavalcante, declarou que se trata de um projeto “perverso para acabar com o cais público na Baixada Santista, prejudicando o trabalhador avulso e o vinculado”.

Fonte: A Tribuna

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Economia, Finanças, Industria

Aprovação do Plano Nacional de Economia Circular é um avanço para a agenda verde, diz CNI

Indústria participou da construção do documento, aprovado nesta quinta-feira (8), que estabelece diretrizes para transição do modelo econômico de produção e consumo linear para uma economia circular

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a aprovação do Plano Nacional de Economia Circular (PLANEC), nesta quinta-feira (8), é um avanço na agenda de sustentabilidade. O documento oficializa a estratégia brasileira para a transição do modelo econômico de produção e consumo linear para uma economia circular, incentivando o uso eficiente dos recursos naturais e das práticas sustentáveis ao longo das cadeias produtivas.  

A aprovação ocorreu durante a segunda reunião do Fórum Nacional de Economia Circular, que reúne representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil. A construção do plano foi marcada por ampla participação social, incluindo uma consulta pública que recebeu 1.627 contribuições.  

A CNI teve papel central na formulação do eixo 1 do plano, que trata da criação de um ambiente normativo e institucional favorável à economia circular. Esse eixo estabelece as bases regulatórias para impulsionar a circularidade no país e foi o que recebeu o maior número de manifestações da consulta pública.  

As ações previstas incluem:  

  • o desenvolvimento de políticas públicas específicas;  
  • a harmonização de regulamentações já existentes;  
  • a definição de critérios regulatórios que transformem práticas circulares em padrões de mercado;  
  • e a criação de indicadores para monitorar o progresso em diversos setores.   

Entre os macro-objetivos estão: estabelecer metas mensuráveis, desenvolver mercados para produtos reutilizáveis e reciclados e articular o plano com políticas e compromissos internacionais.  

“A construção do PLANEC é resultado de um esforço coletivo que reconhece o papel estratégico da indústria na transição para um modelo econômico mais sustentável. A atuação da CNI no Eixo 1 busca garantir segurança jurídica, coerência normativa e estímulos concretos à adoção de práticas circulares pelas empresas brasileiras”, afirma Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI.

Brasil leva plano ao Fórum Mundial de Economia Circular 

O Plano Nacional de Economia Circular também será tema de destaque no Fórum Mundial de Economia Circular (WCEF2025), que será realizado de 13 a 16 de maio, em São Paulo. Nos dias 13 e 14, a programação principal acontecerá no auditório Ibirapuera, no Parque Ibirapuera. Já nos dias 15 e 16, as sessões de aceleração serão promovidas por organizações parceiras em diversos locais da cidade e do mundo.  

A edição de 2025 do WCEF é promovida pelo Fundo de Inovação da Finlândia (Sitra), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o SENAI-SP. 

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

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Investimento, Logística

Planos em andamento para ligação de transporte China-Brasil

Projeto criará uma alternativa mais rápida às rotas de transporte atuais, reduzindo os custos.

Os planos estão mais uma vez avançando para desenvolver um importante corredor de transporte que permitirá o escoamento de mercadorias entre o Brasil e a China de forma mais rápida, atravessando o Oceano Pacífico.

Quando concluído, o projeto criará uma alternativa mais ágil às rotas de transporte marítimo atuais pelo Atlântico, reduzindo significativamente o tempo e os custos de transporte para as exportações agrícolas do Brasil, como soja, carne bovina e grãos.

Embora a ideia de criar uma rota mais rápida pelo Pacífico para o comércio Brasil-China esteja em discussão desde 2014, a proposta inicial previa a passagem pelo Chile. O desenvolvimento do Porto de Chancay e de outras infraestruturas nos últimos anos abriu caminho para uma nova rota via Peru.

Este é um dos diversos projetos em andamento entre Brasil e China, à medida que a cooperação entre os dois países se aprofunda.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, está em uma visita de cinco dias à China, que coincide com a quarta reunião ministerial do Fórum China-CELAC em Pequim, na terça-feira. O fórum visa fomentar a cooperação entre a China e a América Latina, conectando o país asiático à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

No mês passado, uma delegação chinesa composta por autoridades e especialistas do Ministério dos Transportes e do China State Railway Group realizou um estudo de viabilidade de uma semana para avaliar o potencial de um corredor que cruzaria quatro estados brasileiros e conectaria o Brasil ao Porto de Chancay por meio de rodovias, ferrovias e hidrovias. João Villaverde, secretário de Coordenação Institucional do Ministério do Planejamento do Brasil, anunciou a visita nas redes sociais em meados de abril.

“Este é o início de uma relação técnica para estudos aprofundados, especialmente em ferrovias, que giram em torno desses pilares estratégicos”, afirmou Villaverde.

A iniciativa do Corredor Bioceânico Brasil-Peru retoma um plano inicialmente apresentado em 2014 para ligar o Brasil a terminais portuários no Oceano Pacífico. A ideia ganhou novo fôlego em novembro de 2024.

“Será algo extraordinário, no sentido do desenvolvimento econômico para o interior do Brasil, para as regiões mais pobres”, afirmou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, ao portal CartaCapital no sábado.

Tebet, que integra a comitiva de Lula nesta semana, disse ter se reunido com representantes do China State Railway Group e os considerou “muito interessados” em ajudar o Brasil a expandir sua malha ferroviária pelo país.

Até o momento, não há comentários disponíveis por parte do Ministério dos Transportes da China ou do China State Railway Group.

O novo corredor proposto, se construído, poderá reduzir em até 10 mil quilômetros a distância que as mercadorias percorrem do Brasil até a China, ao permitir o transporte direto pelo Oceano Pacífico, evitando a rota mais longa pelo Atlântico, contornando o Cabo da Boa Esperança, na ponta sul do continente africano, ou passando pelo Canal do Panamá.

“O Peru é a porta natural do Brasil para o Pacífico, e há duas rotas principais”, afirmou Alejandro Indacochea, presidente do escritório de advocacia Indacochea Asociados e professor fundador da Centrum Business School da Pontifícia Universidade Católica do Peru.

A primeira rota utiliza uma rodovia interoceânica já existente que conecta as principais zonas industriais do Brasil à região de Madre de Dios, no Peru. Dali, as mercadorias seguem até o Porto de Matarani e depois para o Porto de Chancay, de onde são enviadas diretamente para Xangai.

A segunda rota proposta envolve uma ligação ferroviária entre Cruzeiro do Sul (Brasil) e Pucallpa (Peru), cidades separadas por 100 km de densa floresta amazônica.

Ator estratégico

“Essa estratégia de infraestrutura reduzirá os custos logísticos e o tempo de transporte de cargas, tornando os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados asiáticos”, disse Robson Cardoch Valdez, professor de relações internacionais do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa. “Ela também reforça o papel do Brasil como ator-chave nas conexões comerciais entre o Atlântico e o Pacífico.”

“O Peru e o Brasil compartilham uma longa fronteira através da Amazônia, com uma região de tríplice fronteira única… onde a Bolívia encontra os dois países. Mas a Amazônia ainda não está totalmente integrada ao restante do Peru e do Brasil”, disse Indacochea. “Essa nova ligação ferroviária proporcionaria acesso direto ao megaporto de Chancay para o transporte de mercadorias à Ásia.”

O recentemente concluído Porto de Chancay, construído com US$ 3,5 bilhões investidos pelo grupo estatal chinês COSCO Shipping, reduz em até 20 dias o tempo de transporte até a China e corta os custos logísticos em pelo menos 20%. A instalação deve gerar US$ 4,5 bilhões em receita anual e criar mais de 8 mil empregos no Peru.

O Brasil é o maior parceiro comercial da China há 14 anos, sendo o primeiro país latino-americano a ultrapassar US$ 100 bilhões em comércio bilateral anual.

Segundo Valdez, o projeto do Corredor Bioceânico Brasil-Peru impulsionará as economias do Norte e Nordeste do Brasil por meio do projeto da ferrovia Leste-Oeste e criará benefícios indiretos com o papel ampliado do Porto Sul, na Bahia.

“O Brasil pode esperar retornos substanciais desse investimento, tanto direta quanto indiretamente”, afirmou Valdez. “Por exemplo, teremos acesso mais rápido aos mercados asiáticos e aumento no fluxo de exportações agrícolas e minerais brasileiras, especialmente da região Centro-Oeste, rica em matérias-primas.”

Fonte: China Daily




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Informação, Notícias, Pessoas, Social

Projeto oferece aulas gratuitas de patinação artística em Navegantes

Patrocinado pela Portonave, via Lei de Incentivo ao Esporte, o curso vai atender meninos e meninas, com idade entre 6 e 18 anos, de três escolas públicas do município

Nesta semana, a Associação Atitude de Patinação Artística (AAPA), em parceria com a Portonave, dá início às aulas do projeto Patine com Atitude em Navegantes, Santa Catarina. O curso, com duração de um ano, será ministrado em três escolas públicas da cidade. O Centro Educacional Municipal (CEM) Prof.ª Leonora Schmitz, no bairro Gravatá, terá quatro turmas. Já o CEM Prof.ª Maria de Lourdes Couto Cabral, o CAIC, e a Escola Municipal Prof.ª Rosa Maria Xavier, no bairro Meia Praia, terão duas turmas cada.

Na segunda-feira (5), às 18h, a aula inaugural será no CAIC. Nos dias 13 e 15, também às 18h, a abertura será na Escola Rosa Maria Xavier. Na quarta-feira (7), no mesmo horário, o evento de início da patinação artística será no CEM Prof.ª Leonora Schmitz.

A iniciativa visa promover o acesso à prática esportiva por meio da patinação artística para 120 crianças e jovens de três escolas do município. Serão 80 crianças, de 6 a 11 anos, e 40 adolescentes, de 12 a 18 anos, divididos de acordo com a faixa etária, em turmas de, no máximo, 15 alunos. As aulas no CAIC serão às segundas-feiras das 17h às 19h; na Escola Rosa Maria Xavier, às terças e quintas-feiras, das 19h30 às 20h30; e na Escola Leonora Schmitz, às quartas-feiras, das 17h às 21h.

As inscrições dos interessados foram realizadas nas próprias escolas contempladas, que disponibilizaram o local para a execução do projeto. Os patins adequados para a prática, as camisetas e o material da metodologia do curso serão fornecidos pela AAPA.

O projeto foi aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte, em 2022, sob número 2201081. A Portonave patrocinou a execução da iniciativa em Navegantes. Foram dois aportes realizados em 2024, somando o valor de R$ 581.862,72.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Sobre a AAPA
A Associação Atitude de Patinação Artística (AAPA) foi fundada em 2017 com o objetivo de apoiar a prática da patinação artística para iniciantes, no município de Itajaí. O projeto iniciou como atividade recreativa, mas, devido ao interesse da comunidade, se tornou um projeto de iniciação esportiva. Desde então, já foram atendidos cerca de 10 mil crianças e adolescentes. Entre os objetivos da ação, está a ampliação do acesso às pessoas em situação de vulnerabilidade social, a redução da desigualdade social, a promoção da educação integral por meio do esporte e o zelo pela saúde e bem-estar.

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Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Importação, Informação, Inovação, Investimento, Logística, Portos

Porto de Paranaguá terá concessão do primeiro canal de acesso público do Brasil

Concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos, com possibilidade de prorrogação por até 70 anos; a expectativa é que mais de R$ 1 bilhão sejam investidos

O Ministério de Portos e Aeroportos assinou nesta sexta-feira (6) a ordem para concessão do Porto de Paranaguá. O projeto é o primeiro para canal de acesso portuário.

A proposta prevê que a concessão aconteça ainda no primeiro semestre de 2025. Segundo o projeto, a concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos, com possibilidade de prorrogação por até 70 anos. A expectativa é que mais de R$ 1 bilhão sejam investidos.

Paranaguá será o primeiro porto a regularizar 100% de suas áreas com a promoção de arrendamentos e concessões. A projeção de movimentação total de cargas para 2024 é de 67 milhões de toneladas, um recorde para os portos paranaenses. Segundo o ministro da pasta, Silvio Costa Filho, a concessão do canal e obras resultantes do processo farão a capacidade do Porto de Paranaguá ser dobrada.

“Encaminhamos ao TCU o projeto. A partir dela, faremos a concessão do canal dos portos de Santos e de Itajaí”, afirmou Costa Filho.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para a logística nacional, especialmente para o agronegócio brasileiro.

“Paranaguá lidera na movimentação do complexo soja (grãos, farelo e óleo) e também na importação de fertilizantes, representando 25% do total consumido no Brasil”, afirma.

O complexo é o maior movimentador do complexo soja no país e responsável pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil. Durante o evento, o ministro de Portos e Aeroportos também assinou o edital para primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão cinco áreas (PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01), destinadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais, com leilão marcado para fevereiro.

FONTE: CNN brasil

Porto de Paranaguá terá concessão do primeiro canal de acesso público do Brasil

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