Exportação

ApexBrasil abre atendimento em Cuiabá e fortalece exportações de Mato Grosso

A ApexBrasil iniciou oficialmente os atendimentos presenciais em Cuiabá, ampliando o suporte a produtores rurais, cooperativas e empresários interessados em acessar o mercado global. O balcão funciona no AgriHub, dentro da sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), e oferece orientação direta para quem busca exportar produtos brasileiros.

A proposta é reduzir a distância entre o setor produtivo local e compradores estrangeiros, com apoio técnico voltado à internacionalização de empresas, cumprimento de exigências sanitárias e obtenção de certificações necessárias para o comércio exterior.

Suporte técnico e acesso a feiras e rodadas de negócios

Diferentemente do atendimento remoto, a presença física permite respostas mais rápidas e personalizadas. A equipe da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos atua na preparação de empresas para feiras internacionais, rodadas de negócios e ações de promoção comercial, além de facilitar o contato com adidos agrícolas do Ministério da Agricultura em outros países.

O foco inicial está em pequenos e médios produtores, que antes precisavam recorrer a Brasília para acessar esse tipo de suporte. Com a nova estrutura, passam a contar com inteligência de mercado e ferramentas estratégicas diretamente na capital mato-grossense.

“Estamos prontos para apoiar os setores produtivos do estado e ampliar a presença do Mato Grosso no comércio internacional”, afirma Jurandy Júnior, representante regional da ApexBrasil.

Inauguração reúne lideranças do agro e investidores

O escritório físico foi inaugurado em 24 de novembro, durante uma agenda que reuniu mais de 50 adidos agrícolas, além de lideranças do agronegócio e empresários interessados em ampliar a inserção internacional de produtos mato-grossenses.

Investimentos em cadeias produtivas estratégicas

Com o início das atividades, a agência passa a administrar um aporte de R$ 42,62 milhões voltado a cadeias consideradas estratégicas. Os recursos serão aplicados em estudos de mercado, ações de imagem e campanhas internacionais para setores como algodão, etanol de milho e feijões, ampliando a visibilidade do estado no exterior.

A atuação vai além das commodities tradicionais. A equipe técnica também identifica oportunidades para produtos de maior valor agregado, como mel, cafés especiais e manejo florestal, segmento que gerou expectativas de negócios acima de R$ 30 milhões em 2024.

“A ApexBrasil trabalha com mais de 55 setores econômicos no país. Nosso objetivo é diversificar a base exportadora e atrair novos investimentos para Mato Grosso”, destaca Jurandy Júnior.

Parceria institucional acelera acesso ao comércio exterior

Para o setor produtivo, a presença local representa ganho de eficiência. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, avalia que o escritório elimina barreiras geográficas. “Os produtores passam a ter acesso direto a ferramentas que antes estavam concentradas em Brasília, aproximando o agro mato-grossense das oportunidades globais”, afirma.

Vinculada ao Governo Federal, a ApexBrasil em Mato Grosso atua em parceria com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento. A integração permite que Cuiabá funcione como um centro de inteligência comercial, usando dados atualizados para identificar mercados e acelerar a entrada de produtos locais no comércio exterior.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Famato/Divulgação

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Agricultura

Milho em Mato Grosso: custos altos, clima incerto e preços pressionam decisão do produtor

A definição da área de milho em Mato Grosso para a próxima safra ocorre sob um cenário de cautela. Mesmo com a comercialização avançando, produtores enfrentam custos elevados, preços menos atrativos e incertezas climáticas, fatores que reduzem o apetite ao risco e influenciam diretamente o planejamento da safra 2025/26.

Comercialização avança, mas abaixo do ritmo histórico

A venda do milho da safra 2024/25 já supera 83% da produção estimada no estado. Apesar do percentual elevado, o ritmo é inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, reflexo da menor demanda internacional, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Para a próxima temporada, os negócios caminham de forma mais lenta. O atraso no plantio da soja, aliado ao aumento dos custos e à perda de competitividade dos preços, faz com que o produtor seja mais cauteloso tanto na comercialização antecipada quanto na definição da área de plantio.

Custos elevados e margens apertadas preocupam produtores

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Paulo Bertolini, a safra 2024/25 contou com produtividade maior graças a um clima mais regular, o que ajudou a compensar parte dos custos. No entanto, o cenário projetado para o próximo ciclo é mais desafiador.

Segundo ele, o atraso da soja amplia o risco climático, empurrando o milho segunda safra para fora da janela ideal. “Com preços em queda e custos em alta, a margem fica muito estreita e, em alguns casos, negativa”, avalia.

Produtores reduzem estrutura para conter riscos

No campo, a resposta tem sido a redução de investimentos e da área cultivada. Em Rosário Oeste, produtores optaram por enxugar a estrutura, priorizando soja e milho safrinha e deixando culturas como o algodão de lado.

O agricultor Almir Ferreira Pinto relata que o alto custo do crédito inviabiliza o financiamento total da lavoura, especialmente em áreas arrendadas. “Se financiar tudo e ainda pagar arrendamento, praticamente não sobra margem. Para empatar, seria preciso colher mais de 70 sacas por hectare”, explica.

Diante disso, ele reduziu o número de funcionários e diminuiu a área cultivada. Contratos de arrendamento que chegavam a 2 mil hectares foram suspensos temporariamente. A expectativa é retomar apenas na safra 2026/27, quando houver melhor equilíbrio entre custos e preços. “Hoje, o risco é muito alto”, resume.

Clima influencia decisão sobre área de milho

No médio-norte de Mato Grosso, principal região produtora de milho de segunda safra, o clima tem sido determinante. Chuvas irregulares e longos períodos de estiagem atrasaram o calendário agrícola e comprometeram o desenvolvimento da soja.

O presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal, Rafael Bilibio, afirma que muitos produtores anteciparam o plantio apostando na regularização das chuvas, o que não se confirmou. “Choveu de forma espaçada, com intervalos de sete a dez dias, e em algumas áreas praticamente não choveu”, relata.

Com a soja entrando em fase reprodutiva sob estresse hídrico, já há perdas estimadas entre 5% e 10% da produção, o que aumenta a insegurança em relação ao milho. “Agora é torcer para que o milho consiga se desenvolver bem, porque a situação da soja preocupa”, diz.

Insegurança também marca o cenário em Nova Mutum

Em Nova Mutum, o quadro é semelhante. O presidente do Sindicato Rural local, Paulo Zen, aponta volumes de chuva muito abaixo do ideal. “Estamos com cerca de 350 milímetros acumulados em dezembro, o que é pouco. Isso certamente vai refletir na colheita”, avalia.

Mesmo com uma janela de colheita mais extensa prevista para 2026, o clima segue como fator decisivo. Diante das incertezas, muitos produtores optam por uma postura conservadora. “Na dúvida, o produtor prefere não plantar”, conclui.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Juliano Ambrosini/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Deputados do agronegócio pressionam governo contra importação de leite do Mercosul

Bancada ruralista reage ao avanço do leite estrangeiro

Deputados ligados ao agronegócio intensificaram a ofensiva contra o aumento das importações de leite no Brasil, especialmente dos países do Mercosul, como Argentina e Uruguai. O movimento ganha força às vésperas da assinatura do acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia, que pode ampliar ainda mais a concorrência para os produtores nacionais.


Preços abaixo do custo geram alerta no setor

O setor leiteiro atravessa uma crise de rentabilidade. Com o litro pago ao produtor valendo menos de R$ 2, bem abaixo do custo médio de R$ 2,40, a bancada ruralista considera o cenário uma emergência econômica. As importações recordes têm pressionado os preços internos, agravando as dificuldades enfrentadas pelos pequenos e médios produtores.


Governo tenta conter a insatisfação

Em meio à tensão, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sugeriu, em coletiva realizada na terça-feira (4), que o governo federal compre leite produzido no país como forma de aliviar o impacto sobre o setor. A proposta, no entanto, não acalmou os parlamentares ligados à Frente Parlamentar em Apoio ao Produtor de Leite, que seguem cobrando medidas mais efetivas.


Produtores pedem medidas antidumping

A principal reivindicação da Frente é a aplicação de medidas antidumping, usadas internacionalmente para conter produtos importados vendidos a preços artificialmente baixos. Segundo o grupo, ao recusar o pedido, o governo “lançou uma sentença de morte aos produtores de leite”, permitindo que as importações aumentassem 28% em setembro, o terceiro maior volume da série histórica.

Fonte: Com informações de agências e órgãos oficiais.
Texto: Redação

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Comércio

Mercado de fertilizantes registra alta de preços em julho e pressiona relação de troca para produtores rurais

Volatilidade na ureia, valorização dos fosfatados e desvalorização do real impactam diretamente o custo dos insumos e desfavorecem o poder de compra no campo, aponta relatório do Itaú BBA

Cenário do mercado de fertilizantes em julho

O boletim Radar Agro, publicado em 15 de julho de 2025 pela Consultoria Agro do Itaú BBA, revelou que o mercado de fertilizantes continua sob pressão neste mês. O relatório destaca a forte volatilidade da ureia, a valorização consistente dos fosfatados e a estabilidade dos potássicos, que começam a apresentar sinais de alta. A desvalorização do real frente ao dólar também tem contribuído para o aumento dos custos, afetando negativamente a relação de troca para os produtores rurais.

Ureia: cenário volátil com impacto internacional

A ureia iniciou o mês com expressiva alta nos preços, influenciada pelo conflito entre Israel e Irã, que provocou a suspensão do fornecimento de gás natural de Israel ao Egito – insumo essencial na produção da ureia. Essa instabilidade elevou os preços em mais de US$ 100 por tonelada. Mesmo após o fim do conflito e a retomada da produção no Egito, os preços seguem elevados, com cotações girando em torno de US$ 490/t CFR Brasil. A demanda contínua da Índia, com volumes licitados ainda não totalmente atendidos, tem sustentado a alta no mercado.

Fosfatados: valorização impulsionada por custos e demanda

Os fosfatados mantêm trajetória de valorização, impulsionados pelo aumento dos custos das matérias-primas, oferta restrita e demanda aquecida. O MAP (fosfato monoamônico) atingiu o patamar de US$ 765/t CFR Brasil, representando uma alta de US$ 130/t desde o início do ano. O aumento no preço do ácido fosfórico, insumo essencial para a produção de fosfatados, reforça a tendência de alta em toda a cadeia. Brasil e Índia permanecem como mercados com demanda sólida.

Potássicos: estabilidade local e possíveis altas globais

No Brasil, os preços dos potássicos continuam estáveis, girando em torno de US$ 360/t CFR. No entanto, negociações entre China e Índia têm sinalizado novos patamares mínimos para os preços internacionais, o que pode influenciar em futuras elevações. Brasil e Índia seguem como os principais países importadores do produto, o que reforça a relevância desses movimentos globais no cenário nacional.

Câmbio desfavorável eleva custos dos insumos

A recente desvalorização do real frente ao dólar tem agravado os custos dos fertilizantes e defensivos, mesmo diante de um cenário já marcado por preços elevados. Esse fator amplia ainda mais os desafios para os produtores brasileiros, que enfrentam uma piora na relação de troca dos fertilizantes por grãos e outras commodities.

Impactos por cultura: relação de troca mais desfavorável

O relatório do Itaú BBA apresenta indicadores gráficos que mostram como a elevação dos preços dos fertilizantes impacta diferentes culturas:

  • Soja: A relação de troca em 2025 é desfavorável, exigindo mais sacas por tonelada de insumo.
  • Milho: Segue tendência semelhante à da soja, com aumento dos custos em relação ao valor do grão.
  • Algodão: Relação de troca variável, com oscilações conforme as cotações internacionais.
  • Café e Açúcar: Perda de poder de compra frente aos fertilizantes devido à valorização dos insumos.
  • Trigo e Arroz: Apresentam indicadores menos favoráveis que nos anos anteriores.
  • Boi Gordo: O número de arrobas necessário para adquirir fertilizantes aumentou, revelando o encarecimento também para a pecuária.

O cenário atual indica um momento de cautela para o produtor rural, que enfrenta aumento no custo dos fertilizantes, volatilidade internacional e pressão cambial. A combinação desses fatores compromete a rentabilidade e impõe desafios na tomada de decisão para o planejamento das próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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