Indústria

Produção industrial no Brasil recua 1,2% em dezembro e frustra expectativas do mercado

A produção industrial no Brasil registrou queda mais intensa do que o esperado em dezembro de 2025, reforçando sinais de desaceleração no setor ao fim do ano. O resultado negativo superou as projeções do mercado e trouxe desempenho abaixo das estimativas em diferentes bases de comparação.

Queda mensal supera previsões

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3), a produção industrial brasileira recuou 1,2% em dezembro na comparação com novembro, considerando a série com ajuste sazonal.

O resultado ficou pior do que a mediana das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que apontava retração de 0,5%. As previsões variavam entre uma queda de 2,1% e uma alta de 0,1%.

Desempenho anual fica abaixo do esperado

Na comparação com dezembro de 2024, a produção industrial apresentou alta de 0,4%, já sem ajuste sazonal. Apesar do avanço, o desempenho ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, que indicava crescimento de 0,8%.

Nesse recorte, as estimativas oscilavam entre uma retração de 0,7% e um avanço de até 6,2%, evidenciando forte dispersão nas expectativas.

Crescimento acumulado em 2025 é modesto

No acumulado de 2025, a indústria brasileira registrou crescimento de 0,6%, conforme o IBGE. O resultado também ficou aquém da mediana das projeções, que apontava avanço de 0,8%.

As estimativas para o ano variavam entre crescimento de 0,6% e 1,5%, indicando que o desempenho efetivo ficou no limite inferior das expectativas do mercado.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Whitaker/Reuters

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Indústria

Mato Grosso lidera produção industrial no país com alta de 7,2% em novembro

Mato Grosso alcançou o maior crescimento da produção industrial do Brasil em novembro de 2025, com avanço de 7,2%, conforme dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. O resultado colocou o estado na liderança entre as 15 regiões analisadas e ficou bem acima da média nacional, que permaneceu estável no período.

O desempenho expressivo é atribuído, principalmente, à força da indústria ligada ao agronegócio e reforça a posição do estado como um polo relevante da indústria de transformação. A expectativa é de que o cenário positivo ganhe ainda mais impulso em 2026, com a entrada em vigor de novas regras tributárias.

Crescimento supera outros polos industriais

Na comparação com outubro, o avanço de Mato Grosso superou estados como Espírito Santo (4,4%) e Paraná (1,1%). O resultado se destaca ainda mais diante da retração registrada em importantes centros industriais do país, como Goiás (-6,4%), Amazonas (-2,8%) e Rio de Janeiro (-1,9%).

Esse contraste evidencia a resiliência da indústria mato-grossense, fortemente baseada no processamento de matérias-primas e na agregação de valor à produção local.

Agronegócio sustenta avanço industrial

De acordo com o Observatório de Mato Grosso, do Sistema Fiemt, o crescimento foi sustentado por segmentos diretamente ligados ao agronegócio. A indústria química, com destaque para a produção de fertilizantes, e o setor de alimentos, especialmente o processamento de carne bovina, foram os principais motores do resultado positivo.

A indústria de bebidas também teve contribuição relevante para o desempenho do mês, reforçando a diversidade do parque industrial estadual.

Ambiente favorável e segurança jurídica

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), César Miranda, os números refletem um ambiente marcado por segurança jurídica, incentivos estruturados e diálogo constante com o setor produtivo.

Segundo ele, o fortalecimento da indústria é estratégico para o desenvolvimento econômico. “A indústria gera empregos de melhor remuneração, diversifica a economia e reduz a dependência da exportação de produtos in natura”, afirma.

Integração logística impulsiona resultados

O presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, avalia que o crescimento de 7,2% confirma a capacidade de reação da indústria local e a importância da integração entre logística e mercado consumidor.

Ele destaca o papel do setor de alimentos, com ênfase no processamento de carnes bovinas frescas, refrigeradas e congeladas, além da indústria de bebidas, especialmente na produção de cervejas e chope.

Rangel ressalta ainda a relevância da indústria química. “A produção de fertilizantes minerais e químicos, como as fórmulas NPK, é fundamental para o agronegócio e para a segurança alimentar, o que explica o peso desse segmento no resultado”, pontua.

Novas regras tributárias devem impulsionar setor de bebidas

O cenário favorável tende a se intensificar em 2026 com a nova legislação tributária para microcervejarias artesanais. A partir de 1º de janeiro, serão enquadradas como microcervejarias as empresas com produção anual de até 5 milhões de litros, eliminando interpretações que geravam insegurança jurídica.

A mudança deve estimular a ampliação de plantas industriais, a modernização de equipamentos e novos investimentos, impulsionados também pelo crescimento do turismo gastronômico e pela valorização de produtos regionais.

Previsibilidade estimula investimentos e empregos

Segundo o governo estadual, a nova regra traz previsibilidade ao empresário e incentiva a formalização. Para César Miranda, critérios claros permitem o planejamento de expansões com mais segurança, impactando positivamente toda a cadeia produtiva.

“Isso se traduz em aumento da produção, geração de empregos e fortalecimento da indústria de transformação, especialmente a partir de 2026, quando esses projetos começam a maturar”, conclui o secretário.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Fiemt/Divulgação

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Importação

Entrada de importados desviados dos EUA pressiona indústria brasileira, aponta CNI

A chegada de produtos importados desviados dos Estados Unidos após o tarifaço tem pesado no desempenho da produção industrial brasileira. A avaliação é de Marcelo Souza Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, que atribui parte do fraco resultado de outubro ao aumento da oferta externa no mercado interno.

Segundo Azevedo, muitos itens originalmente destinados ao mercado americano estão sendo redirecionados ao Brasil, que também tem grande capacidade de consumo. Com o aumento do emprego e da renda, a demanda doméstica cresce — mas acaba absorvendo mais importações, o que desestimula a produção nacional. “O resultado poderia ser bem melhor na ausência do tarifaço”, afirmou, ao destacar que a indústria ainda consegue manter bom desempenho nas exportações.

Produção industrial avança apenas 0,1% em outubro
De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada pelo IBGE, a produção industrial subiu 0,1% em outubro frente a setembro, quando havia recuado 0,4%. O dado veio abaixo da expectativa mediana do mercado, que projetava avanço de 0,5%.

Na comparação anual, o setor registrou queda de 0,5%, também distante da previsão de crescimento de 0,2%. Ainda assim, a indústria acumula alta de 0,9% nos últimos 12 meses e expansão de 0,8% no ano até outubro. Atualmente, o nível de produção está 14,8% abaixo do recorde de maio de 2011 e 2,4% acima do patamar pré-pandemia.

Desempenho por setores revela contrastes
Entre os 25 ramos analisados, 12 cresceram. Os destaques foram indústrias extrativas (3,6%), equipamentos de informática (4,1%), vestuário (3,8%) e alimentos (0,9%). Por outro lado, setores como farmacêuticos (-10,8%) e petróleo e biocombustíveis (-3,9%) registraram quedas expressivas.

Nas grandes categorias econômicas, houve avanço em bens de consumo duráveis (2,7%), bens de capital (1,0%) e semiduráveis e não duráveis (1,0%). Já os bens intermediários recuaram 0,8%.

Juros altos aumentam pressão sobre o setor
Para Azevedo, os resultados reforçam como a indústria segue impactada pelos juros elevados. Ele afirma que a taxa Selic a 15% afeta com intensidade distinta cada segmento, já que alguns dependem mais do crédito, enquanto outros respondem diretamente à renda das famílias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Industria

Produção industrial brasileira cresce 0,8% em agosto e interrompe quatro meses de queda

A produção industrial brasileira registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O avanço, o primeiro após quatro meses sem crescimento, superou a expectativa do mercado, que projetava aumento de 0,3%.

Indústria volta ao campo positivo

De acordo com o IBGE, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram expansão no período, com destaque para os segmentos de farmoquímicos e farmacêuticos (+13,4%), derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,8%) e alimentos (+1,3%).

“O setor industrial volta a mostrar crescimento mais relevante. Ainda não recupera totalmente as perdas acumuladas, mas interrompe um ciclo de resultados predominantemente negativos desde abril”, afirmou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Mesmo com o desempenho positivo, a produção industrial acumula queda de 1,2% em 2025.

Impacto do tarifaço dos EUA

O resultado também refletiu os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que tem pressionado setores voltados à exportação. Segundo o IBGE, empresas de madeira (-8,6%), extrativas (-0,3%) e móveis (+0,1%) já relataram impactos diretos das sobretaxas implementadas pelo governo Donald Trump.

“Esses efeitos ainda são pontuais, mas aparecem com mais clareza nos ramos exportadores”, destacou Macedo.

Perspectivas para 2025

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que, apesar da alta em agosto, o setor deve enfrentar um cenário desafiador nos próximos meses, marcado por juros elevados, incertezas externas e a continuidade das sobretaxas americanas. A entidade projeta crescimento de 0,9% da indústria em 2025.

Para a analista Camila Saito, da consultoria Tendências, alguns fatores domésticos podem ajudar a sustentar a demanda, como o mercado de trabalho aquecido, a menor pressão cambial, a retomada da atividade extrativa, a criação da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida e a liberação de precatórios.

Essas medidas, segundo ela, tendem a beneficiar setores ligados ao consumo, como automóveis, eletrodomésticos de linha branca e materiais de construção. No entanto, Saito alerta que as condições gerais ainda limitam uma recuperação mais robusta: “As incertezas externas, os juros altos e as sobretaxas dos EUA devem restringir maiores avanços da produção”.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Industria

Produção industrial recua 0,2% em julho e acumula efeitos do juro alto

Setor chega a quatro meses sem crescimento

A produção da indústria no país recuou 0,2% na passagem de junho para julho. Com esse resultado, o setor chega a quatro meses seguidos sem crescimento, o que é explicado pelo ambiente de juro alto.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (3) pela Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De abril a julho, a indústria acumula perda de 1,5%, sendo quedas em abril (-0,7%) e maio (-0,6%) e estabilidade em junho (0%). A última vez que o parque industrial brasileiro somou quatro meses sem expansão foi entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023.

Em relação a julho de 2024, a produção da indústria nacional mostra avanço de 0,2%. Nos últimos 12 meses, o setor apresenta expansão de 1,9%.

O resultado de julho deixa o setor 1,7% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 15,3% abaixo do nível recorde já alcançado, de maio de 2011.

Em relação ao patamar final de 2024, o setor teve expansão de 0,3%.

Efeito do juro alto
De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o cenário predominante negativo desde abril é explicado pela política monetária restritiva, ou seja, os juros altos, ferramenta do Banco Central (BC) para tentar conter a inflação.

“Em termos conjunturais, destacam-se os efeitos de uma política monetária mais restritiva – que encarece o crédito, eleva a inadimplência e afeta negativamente as decisões de consumo e investimentos. Esses fatores contribuíram para limitar o ritmo de crescimento da produção industrial no período, refletindo-se em resultados mais moderados frente aos meses anteriores”, analisa Macedo.

Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano, o patamar mais alto desde julho de 2006. Os juros altos têm o efeito de desestimular o consumo e o investimento para esfriar a economia e diminuir a procura por bens e serviços, consequentemente, tirando força da inflação.

Em julho, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostrou acúmulo de 5,23% em 12 meses, fora da meta do governo 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%.

A taxa está acima do teto desde setembro de 2024 (4,42%). Em abril, chegou a 5,53%, o ponto mais alto desde então. 

Setore
Na passagem de junho para julho, o IBGE identificou queda em 13 das 25 atividades industriais. Os destaques negativos foram:

  • metalurgia (- 2,3%)
  • outros equipamentos de transporte (-5,3%)
  • impressão e reprodução de gravações (-11,3%)
  • bebidas (-2,2%)
  • manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,7%)
  • equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2%)
  • produtos diversos (-3,5%)
  • produtos de borracha e de material plástico (-1%)

Entre as atividades com alta na produção, os principais impactos positivos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,9%), alimentícios (1,1%), indústrias extrativas (0,8%) e produtos químicos (1,8%).

Em relação às grandes categorias, bens de consumo duráveis (-0,5%) e bens de capital (-0,2%) registraram altas na passagem de junho para julho. Bens de capital são máquinas e equipamentos.

Por outro lado, bens intermediários, ou seja, que serão transformados em outros produtos, cresceram 0,5% e bens de consumo semi e não duráveis aumentaram 0,1%.

Tarifaço
De acordo com André Macedo, o resultado de julho teve reflexos também do tarifaço americano, que só começou na primeira semana de agosto. Isso se explica pelo fato de que a ameaça de taxação das exportações brasileiras para os Estados Unidos mexeu com expectativas e decisões futuras de empresários, principalmente os que têm atividades voltadas para o mercado externo.

Macedo ressalta que a predominância negativa desde abril é fundamentada pela política de juros.

“Dentro do resultado geral, [o tarifaço] não tem muita importância no momento”, disse.

Fonte: Folha de Pernambuco

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Industria

Produção industrial catarinense avança 4,8% no ano até maio

Desempenho é o terceiro melhor do país, mas mostra redução do ritmo da atividade industrial; produtos de metal, móveis e máquinas e equipamentos puxam resultado

A produção industrial de SC cresceu 4,8% de janeiro a maio, de acordo com o IBGE. O resultado coloca a atividade industrial catarinense na terceira posição entre os locais pesquisados no período. Dados compilados pelo Observatório FIESC apontam que os setores que mais impactaram o desempenho no período foram fabricação de produtos de metal, com avanço de 19,3%; fabricação de móveis, com incremento de 10,3% e máquinas e equipamentos, com alta de 8,8% no acumulado do ano até maio, na comparação com igual período do ano passado.

O economista Marcelo de Albuquerque, do Observatório FIESC, avalia que a atividade industrial já vem mostrando uma limitação ao crescimento, diante de uma política monetária mais restritiva. “A alta taxa de juros, aliada à pressão inflacionária e ao cenário externo instável – com compradores internacionais em compasso de espera em alguns segmentos – têm influenciado a produção industrial”, afirmou.

Albuquerque explica que a diversidade industrial de Santa Catarina é um fator positivo. “Enquanto algumas cadeias produtivas como a de bens de capital já mostram sinais de desaceleração como resultado do ciclo de elevação da Taxa Selic, outras ainda se beneficiam de exportações em alta”, explica. O setor de madeira e móveis, por exemplo, apresentou incremento de 2,5% nas vendas ao exterior no primeiro semestre de 2025 em comparação com igual período de 2024.

Considerando o desempenho do mês de maio, a indústria de Santa Catarina recuou 0,2% frente a abril, número menos intenso do que a média do país, que foi de queda de 0,5% no período. Dados do IBGE apontam que, dos 15 locais pesquisados, nove apresentaram recuos na análise mensal.

Fonte: FIESC

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Industria

Produção industrial brasileira diminui em maio, mas acumula alta de 1,8% no ano, diz IBGE

Foram registradas quedas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 13 dos 25 ramos industriais

A produção industrial brasileira registrou variação negativa de 0,5% na passagem de abril para maio, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados nesta quarta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No acumulado do ano, o setor apresenta crescimento de 1,8% e, em 12 meses, de 2,8%. A média móvel trimestral, encerrada em maio, ficou em 0,2%.

Na comparação entre abril e maio de 2025, foram registradas quedas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 13 dos 25 ramos industriais pesquisados.

Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de:

  • Veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,9%)
  • Produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%)

Vale destacar também as contribuições negativas registradas pelos setores de produtos alimentícios (-0,8%), de produtos de metal (-2,0%), de bebidas (-1,8%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-1,7%) e de móveis (-2,6%).

Altas

Por outro lado, entre as onze atividades que avançaram, a de indústrias extrativas (0,8%) exerceu o principal impacto positivo, com a quarta alta consecutiva, período em que acumulou expansão de 9,4%.

Outras influências positivas relevantes vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,0%), de produtos de borracha e de material plástico (1,6%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,2%) e de produtos químicos (0,6%).

Categorias econômicas

Entre as grandes categorias econômicas, ainda frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, bens de consumo duráveis (-2,9%) e bens de capital (-2,1%) mostraram os resultados negativos mais acentuados em maio de 2025.

O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (-1,0%) também assinalou recuo, sua segunda taxa negativa seguida, com perda acumulada de 4,3% nesse período.

O único resultado positivo veio do segmento de bens intermediários (0,1%), seu quarto mês consecutivo de crescimento na produção, período em que acumulou avanço de 2,4%.

Maio 2024 x Maio 2025

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial assinalou expansão de 3,3% em maio de 2025, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 25 ramos, 55 dos 80 grupos e 60,1% dos 789 produtos pesquisados. Maio de 2025 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior (21).

Fonte: R7

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Comércio Exterior, Industria, Informação, Notícias

Produção Industrial de SC cresce 7,6% no acumulado do ano

Desempenho da indústria foi puxado pelos setores de Fabricação de produtos de metal e de máquinas e equipamentos; resultado supera média brasileira, que foi de 1,4%

A produção industrial de Santa Catarina avançou 7,6% no ano até fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho da indústria catarinense ficou acima da média nacional, que apresentou alta de 1,4% no período, segundo dados do IBGE compilados pelo Observatório FIESC.

Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, no entanto, o período turbulento no cenário internacional poderá afetar o desempenho futuro. “Vivemos um período de muita incerteza, especialmente para indústrias exportadoras. A resiliência do empresário catarinense e a diversificação da nossa indústria, aliados à competitividade do estado serão essenciais para manter o dinamismo da economia catarinense”, destaca.

Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho estão a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que cresceu 21,1%; a fabricação de máquinas e equipamentos, com alta de 20,2%; e a fabricação de produtos de minerais não metálicos, com incremento de 19,7%.

Considerando o resultado de fevereiro na comparação com o mês anterior, a produção industrial apresentou queda de 0,6% em SC, acima do recuo registrado na média brasileira, que foi de 0,1% no período.

FONTE: FIESC
Produção Industrial de SC cresce 7,6% no acumulado do ano | FIESC

 

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Economia, Industria, Logística, Sustentabilidade

Produção industrial em SC teve maior alta do País entre novembro e dezembro

O setor de máquinas e equipamentos foi um dos que impulsionaram o desempenho da indústria catarinense em 2024

A produção industrial nacional teve queda de 0,3% na passagem de novembro para dezembro, com recuos em sete dos 15 locais pesquisados. Contrariando a tendência nacional, Santa Catarina foi o estado que apresentou maior alta, com 7,7%. Com o resultado do último mês do ano, 2024 terminou com crescimento de 3,1% em relação a 2023 no País. Além disso, apresentou taxas positivas em 17 dos 18 locais analisados. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (11), pelo IBGE.

Abaixo do líder Santa Catarina aparecem entre as maiores altas o Rio Grande do Norte (7,4%) e Ceará (6,9%). Em SC, o crescimento advém das atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Além disso, máquinas e equipamentos, confecção de artigos do vestuário e acessórios, e produtos alimentícios.

No RN, o índice positivo da produção industrial ocorreu devido a produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). E no Ceará a alta derivou de artefatos do couro, artigos de viagem e calçados, confecção de artigos do vestuário e acessórios, e produtos têxteis.

Da mesma forma, Pará (5,7%), Mato Grosso (5,4%), Pernambuco (4,6%), Paraná (4,2%), Amazonas (3,6%) e Mato Grosso do Sul (3,5%) foram outras localidades que mostraram taxas positivas acima da média nacional (3,1%).

Ganho de ritmo na indústria

“Em 2024, o avanço verificado na indústria nacional aconteceu tendo uma baixa base de comparação em 2023, o que favorece o crescimento nesse tipo de avaliação. Além disso, regionalmente, houve um ganho de ritmo na indústria, com expansão em quase todos os locais pesquisados”, destaca Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

São Paulo exerceu a principal influência no acumulado do ano, com um crescimento de 3,1%. “Esse resultado pode ser explicado pelo desempenho dos setores de veículos automotores (produção de autopeças, automóveis, caminhão-trator para reboques, semirreboques e caminhões) e de outros produtos químicos (produção de fungicidas para uso na agricultura, e de preparações capilares)”, explica Bernardo. Ele lembra que a indústria paulista teve comportamento semelhante ao observado no cenário nacional, ou seja, com moderação.

Da mesma forma, Bahia (2,7%), Goiás (2,6%), Região Nordeste (2,5%), Maranhão (2,5%), Minas Gerais (2,5%), Rio Grande do Sul (0,6%) e Rio de Janeiro (0,1%) também registraram crescimento na produção no índice acumulado em 2024.

Com um recuo de 1,6%, o Espírito Santo foi o único local que apresentou resultado negativo no índice acumulado no ano. Isso ocorreu, principalmente, devido ao desempenho das atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo) e de celulose, papel e produtos de papel (celulose).

Quedas expressivas

Na comparação com o mês anterior, em dezembro de 2024 a produção industrial teve variação de -0,3%, com sete dos 15 locais pesquisados mostrando resultados negativos. Trata-se do terceiro resultado negativo em sequência, causando uma perda acumulada de 1,2%. As quedas mais expressivas vieram do Pará (-8,8%) e do Ceará (-6,8%). A indústria paraense eliminou parte do ganho de 14,7% acumulado nos meses de outubro e novembro de 2024. Já o Ceará registrou perda de 8,0% em dois meses consecutivos de queda na produção.

Mato Grosso (-4,7%), Paraná (-4,1%) e Rio de Janeiro (-1,1%) também tiveram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-0,3%). São Paulo (-0,2%) e Minas Gerais (-0,1%) completaram a lista de locais com índices negativos em dezembro de 2024.

A variação negativa em São Paulo foi provocada, em grande parte, pelos setores de alimentos, veículos automotores e produtos químicos. Com isso, a indústria paulista está 1,6% abaixo de seu patamar pré-pandemia e 23,6% abaixo de seu nível mais alto, alcançado em março de 2011.

“O aumento da inflação e da taxa de juros mitigaram os efeitos positivos da melhora no mercado de trabalho, predominando, dessa forma, a cautela na produção industrial em dezembro”, observa Bernardo.

No sentido oposto, Amazonas (4,3%), Espírito Santo (4,0%) e Pernambuco (3,9%) foram responsáveis pelas expansões mais intensas no último mês do ano, com o primeiro local intensificando o avanço observado em novembro último (3,2%), o segundo interrompendo dois meses seguidos de queda na produção, período em que acumulou perda de 9,1%, e o terceiro acumulando ganho de 5,9% em dois meses consecutivos de crescimento. Bahia (2,8%), Região Nordeste (1,4%), Goiás (0,8%), Rio Grande do Sul (0,7%) e Santa Catarina (0,5%) mostraram os demais resultados positivos em dezembro.

Em relação a dezembro de 2023, nove locais tiveram alta

No confronto entre os números de dezembro de 2024 e dezembro de 2023, o setor industrial cresceu 1,6%, com nove dos 18 locais pesquisados obtendo resultados positivos. É importante lembrar que dezembro de 2024 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20).

Amazonas (11,0%) e Pernambuco (10,1%) cresceram em nível superior a dois dígitos, sendo os mais intensos. Mato Grosso (8,5%), Santa Catarina (7,2%), Região Nordeste (4,8%), Bahia (4,2%), Rio Grande do Sul (3,8%), Pará (2,9%) e Paraná (2,5%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice mensal de dezembro de 2024.

Por outro lado, Rio Grande do Norte (-21,1%) e Mato Grosso do Sul (-10,9%) tiveram as quedas mais acentuadas. Espírito Santo (-9,2%), Ceará (-8,2%), Rio de Janeiro (-5,1%), Maranhão (-3,9%), Goiás (-2,8%), Minas Gerais (-1,8%) e São Paulo (-1,5%) apresentaram os demais resultados negativos em dezembro.

Mais sobre a pesquisa

A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

Os resultados da pesquisa também podem ser consultados no Sidra, o banco de dados do IBGE. A próxima divulgação da PIM Regional, relativa a janeiro de 2025, será em 18 de março.

FONTE: Guararema News
Produção industrial em SC teve maior alta do País entre novembro e dezembro – Guararema News

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