Agricultura

Acordo Brasil–Angola na produção agrícola avança com agenda do ministro Fávaro

O ministro da Agricultura e Peccuária, Carlos Fávaro, realizou uma série de compromissos oficiais em Angola com representantes do governo local e de instituições financeiras, com foco no avanço de um acordo bilateral Brasil–Angola voltado à produção agrícola.

A agenda teve como objetivo consolidar bases técnicas e financeiras para ampliar a cooperação entre os países no setor agropecuário, com estímulo a investimentos, transferência de tecnologia e expansão da produção de alimentos.

Proposta brasileira atrai produtores e investimentos

Na primeira reunião do dia, autoridades brasileiras protocolaram a proposta formal de cooperação junto à área econômica do governo angolano. A iniciativa já conta com a adesão de mais de 30 produtores brasileiros, que manifestaram interesse em investir em projetos agrícolas em Angola.

Participaram dos encontros o ministro de Estado para a Coordenação Econômica de Angola, José de Lima Massano; a ministra das Finanças, Vera Daves; o ministro em exercício da Agricultura e Florestas, João Cunha; além de representantes do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e do Fundo Soberano de Angola.

Experiência brasileira e tecnologias sustentáveis

Segundo Carlos Fávaro, a parceria amplia oportunidades e reforça os laços históricos entre os dois países. Para o ministro, o Brasil pode contribuir de forma significativa com sua experiência em pesquisa agropecuária, tecnologias de baixo carbono e aumento da produtividade no campo.

A cooperação, destacou, tende a gerar benefícios mútuos, ao criar novas frentes de atuação para produtores brasileiros e apoiar o desenvolvimento agrícola angolano.

IFC demonstra interesse em financiar operações

A programação incluiu ainda reunião com a Corporação Financeira Internacional (IFC), braço do Grupo Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes. A instituição sinalizou interesse em financiar as operações previstas no acordo entre Brasil e Angola.

Atualmente, a IFC atua no país africano no fortalecimento de parcerias estratégicas para a diversificação econômica, com investimentos e apoio técnico em áreas como agricultura, energia, infraestrutura, logística, turismo e finanças. A expectativa é de ampliação expressiva do portfólio de investimentos nos próximos anos.

Ganhos comerciais e segurança alimentar

Na avaliação do ministro Fávaro, o avanço do acordo traz resultados concretos para os dois países. Para o Brasil, abre espaço para a exportação de máquinas agrícolas, equipamentos, sementes, insumos e serviços de transferência de tecnologia. Para Angola, representa um passo importante no fortalecimento da produção de alimentos e da segurança alimentar.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Safra agrícola de 2025 mais que dobra produção de 2012, aponta IBGE

A safra agrícola de 2025 alcançou um novo patamar histórico no Brasil, superando em mais de duas vezes o volume registrado em 2012. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção estimada chega a 346,1 milhões de toneladas, consolidando um crescimento expressivo do setor ao longo dos últimos 13 anos.

Produção cresce acima de 18% em um ano

De acordo com o IBGE, a safra de 2025 representa um avanço de 18,2% em relação a 2024. Na comparação com 2012, quando o país colheu 162 milhões de toneladas, o aumento acumulado é de 113,6%, evidenciando ganhos significativos de produtividade nas lavouras brasileiras.

Área plantada avança em ritmo menor

Apesar do salto na produção, a área plantada cresceu de forma mais moderada no período. Em 2012, o Brasil cultivava 48,9 milhões de hectares. Em 2025, esse número passou para 81,6 milhões de hectares, uma expansão de 66,8%, percentual bem inferior ao crescimento do volume colhido.

O descompasso entre produção e área reforça o papel da tecnologia agrícola, do manejo eficiente e da inovação no campo como motores do aumento de produtividade.

Pesquisa e tecnologia impulsionam produtividade

Para o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, os resultados refletem investimentos contínuos em pesquisa agropecuária. Segundo ele, o avanço é resultado de “anos de trabalho de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diferentes biomas brasileiros”.

Essas inovações permitiram maior rendimento por hectare, mesmo sem expansão proporcional das áreas cultivadas.

Soja, milho e algodão lideram o recorde

O desempenho recorde da safra de grãos de 2025 foi impulsionado principalmente pelas culturas de soja, milho e algodão, beneficiadas por condições climáticas favoráveis ao longo do ano. Outras lavouras também apresentaram resultados positivos, como o café canephora e o sorgo, contribuindo para o resultado global.

O cenário confirma a força do agronegócio brasileiro e o avanço estrutural da produção agrícola, sustentado por tecnologia, pesquisa e adaptação às condições climáticas.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agricultura

“Brasil deve se tornar a maior potência agrícola do mundo entre 2035 e 2040”, afirma ex-presidente da Farsul

Após oito anos no comando da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Sistema Farsul), o médico-veterinário e produtor rural Gedeão Silveira Pereira encerra seu mandato deixando a presidência da entidade para Domingos Velho Lopes. A partir de 2026, ele assume o cargo de primeiro vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), onde já atuava como segundo vice e diretor de Relações Internacionais.

Em entrevista ao Correio do Povo, Gedeão revisita os principais desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho e nacional durante sua gestão, analisa entraves estruturais e jurídicos ao desenvolvimento do setor e projeta um cenário de forte crescimento para a agricultura brasileira nas próximas décadas.

Pandemia, clima extremo e impacto na economia gaúcha

Entre os momentos mais desafiadores da gestão, Gedeão destaca a pandemia de Covid-19 e as sucessivas crises climáticas. Segundo ele, apesar das dificuldades, o agronegócio brasileiro demonstrou resiliência e eficiência ao garantir o abastecimento interno, diferentemente do que ocorreu em países desenvolvidos.

No Rio Grande do Sul, os eventos climáticos extremos provocaram perdas significativas na produção agrícola, com impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A redução estimada foi de cerca de 0,5%, o equivalente a até 50 milhões de toneladas de grãos que deixaram de ser colhidas, afetando a circulação de renda e o crescimento econômico.

Agricultura como motor da economia e transformação tecnológica

Gedeão reforça que a agricultura é o principal motor da economia gaúcha e brasileira. Ele chama atenção para a evolução do setor, que deixou de ser apenas produtor de alimentos para também se consolidar como gerador de energia renovável, com destaque para etanol e biodiesel.

Segundo o dirigente, o Brasil passou a receber tecnologias agrícolas de ponta simultaneamente aos Estados Unidos e à Europa, o que exige mão de obra altamente qualificada. Nesse contexto, ele aponta o treinamento e a educação profissional como o principal legado de sua gestão.

Qualificação profissional como legado permanente

O ex-presidente da Farsul destaca o papel do Senar na capacitação de trabalhadores rurais e produtores. Para ele, a qualificação permite ascensão social, aumento de renda e melhor aproveitamento das tecnologias disponíveis no campo.

Como marco desse trabalho, Gedeão anuncia a inauguração, prevista para abril, da maior escola de tecnologia agrícola do Brasil, no município de Hulha Negra (RS), voltada à formação de operadores de máquinas e tecnologias de alta complexidade.

Frustrações: infraestrutura precária e falta de investimentos

Entre as principais frustrações do período, Gedeão cita a estagnação da infraestrutura no Rio Grande do Sul, especialmente nas áreas de logística e transporte. Ele aponta a precariedade das rodovias, a desativação de ferrovias e as condições das estradas vicinais como gargalos históricos que limitam o crescimento do agro.

Para o dirigente, o baixo nível de investimento público obriga o país a avançar em concessões e privatizações. Sem melhorias logísticas, o Brasil pode enfrentar sérios problemas para sustentar o crescimento da produção agrícola projetado para os próximos anos.

Insegurança jurídica como principal entrave ao agro

Ao ser questionado sobre os maiores opositores do agronegócio, Gedeão é direto: a insegurança jurídica. Ele afirma que a instabilidade regulatória, as disputas sobre o direito de propriedade, as incertezas ambientais e decisões judiciais imprevisíveis desestimulam investimentos no campo.

Temas como o marco temporal indígena, a burocracia ambiental e as restrições ao uso da propriedade rural são citados como fatores que aumentam o risco para produtores e investidores, afetando o ritmo de desenvolvimento do setor.

Brasil rumo à liderança global na produção de alimentos e proteínas

Apesar dos desafios, Gedeão demonstra otimismo com o futuro. Para ele, o Brasil já é um dos maiores produtores globais de alimentos e proteínas e deve consolidar essa posição entre 2035 e 2040, tornando-se a maior agricultura do mundo.

Ele ressalta o avanço da agricultura tropical, o papel da Embrapa, a produção de múltiplas safras por ano e o crescimento da demanda mundial por proteínas animais. O país já lidera ou ocupa posições de destaque na produção de soja, milho, carne bovina, frango e suínos.

Mudança de percepção da sociedade sobre o agro

Gedeão avalia que a imagem do agronegócio junto à sociedade urbana evoluiu significativamente nas últimas décadas, em grande parte graças ao trabalho da imprensa. Termos pejorativos deram lugar ao reconhecimento da eficiência, sustentabilidade e importância estratégica do setor para a economia nacional.

Hoje, segundo ele, o agro é compreendido como essencial não apenas para garantir alimentos e energia, mas também para sustentar o superávit da balança comercial brasileira.

Novo desafio na CNA e foco na defesa do produtor

Na CNA, Gedeão afirma que sua atuação estará concentrada na defesa do produtor rural, na ampliação da capacitação profissional em nível nacional e na incorporação de novas tecnologias, como a inteligência artificial, ao agronegócio.

Ele destaca o papel da entidade como uma das estruturas mais robustas de representação do setor produtivo no país, atuando desde os sindicatos rurais até a articulação institucional em Brasília e no cenário internacional.

FONTE: CORREIO DO POVO

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: CAMILA CUNHA / REPRODUÇÃO CORREIO DO POVO

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Agricultura

Safra de grãos cresce 20,7% em Santa Catarina e impulsiona recordes no agronegócio

Santa Catarina encerra 2025 com resultados expressivos no setor agropecuário. A safra de grãos registrou crescimento de 20,7%, consolidando um dos melhores desempenhos da história recente do estado. Os dados são da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), que também contabilizou mais de R$ 503,5 milhões executados em ações, programas e convênios voltados ao fortalecimento do campo.

Até 12 de dezembro, foram formalizados mais de 87,2 mil contratos de apoio aos produtores rurais, refletindo o avanço das políticas públicas voltadas à produção agrícola e à segurança alimentar.

Produção agrícola e exportações batem recordes

O ciclo 2024/2025 entrou para a história como a maior safra de grãos já registrada em Santa Catarina, segundo o Observatório do Agro Catarinense. Além disso, o estado alcançou resultados inéditos nas exportações de carnes, com o envio de 1,83 milhão de toneladas entre janeiro e novembro, gerando US$ 4,07 bilhões em receita — o melhor desempenho desde o início da série histórica, em 1997.

Investimentos estratégicos fortalecem o campo

Entre os principais projetos estruturantes está o SC Rural 2, que avança para a fase final de tramitação. O programa prevê US$ 150 milhões em investimentos, sendo US$ 120 milhões financiados pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e US$ 30 milhões de contrapartida estadual. O objetivo é ampliar a renda rural, a competitividade e a resiliência diante de eventos climáticos extremos.

Outro destaque é o Programa Coopera Agro SC, aprovado com previsão de até R$ 1 bilhão em linhas de crédito destinadas a cooperativas, agroindústrias e produtores integrados.

Defesa agropecuária e biosseguridade

Na área de defesa agropecuária, a Sape publicou a Portaria nº 50/2025, que estabelece novas diretrizes de biosseguridade na suinocultura tecnificada, além de lançar um programa de apoio com financiamentos de até R$ 70 mil por produtor. Já a Portaria nº 63/2025 regulamenta a autorização excepcional para o plantio de soja no estado.

Avanços no setor florestal e sanidade animal

O setor florestal também avançou com o lançamento do Inventário e Mapeamento de Florestas Plantadas, desenvolvido em parceria com a Udesc. O levantamento identificou mais de 950 mil hectares de Pinus e Eucalyptus em Santa Catarina.

Na sanidade animal, ações preventivas foram intensificadas após o registro de Influenza Aviária no Rio Grande do Sul. A atuação conjunta da Sape e da Cidasc garantiu que Santa Catarina permanecesse sem casos na produção comercial.

Apoio à fruticultura e conectividade rural

Produtores de maçã de São Joaquim, afetados por granizo, receberam apoio emergencial com financiamentos de até R$ 100 mil, sem juros, para recomposição de pomares e estruturas. O Sistema Antigranizo também foi ampliado e já atende 13 municípios.

Na área de conectividade, seguem em andamento os projetos Sinal Bom, que prevê a instalação de 688 novas estações 4G ou superiores, e o Endereço Certo Rural SC, voltado ao georreferenciamento de propriedades e estradas rurais.

Recursos e programas fortalecem o desenvolvimento rural

Ao longo de 2025, o Fundo de Desenvolvimento Rural aplicou R$ 256,8 milhões, beneficiando mais de 23 mil produtores. O programa Terra Boa recebeu R$ 114 milhões, atendendo mais de 63 mil agricultores. Já o Fundesa destinou R$ 17,5 milhões em indenizações por abate sanitário. Os programas de crédito fundiário somaram mais de R$ 16 milhões, enquanto convênios estaduais totalizaram R$ 84,8 milhões. Além disso, foram entregues 320 equipamentos agrícolas a 120 municípios.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Agronegócio

Safra recorde e caixa apertado: agro de Mato Grosso enfrenta incertezas para 2026

A safra 2024/2025 terminou com números expressivos no campo, mas deixou um cenário de preocupação entre os produtores rurais de Mato Grosso. Apesar das lavouras cheias e do clima favorável, a combinação de preços baixos, juros elevados e crédito restrito comprometeu a rentabilidade e acendeu um alerta para o próximo ciclo agrícola.

O resultado é um setor que produziu bem, mas fechou o ano com margens apertadas, dificuldades financeiras e pouca previsibilidade para 2026.

Boa produção, mas retorno financeiro limitado

Nas principais regiões produtoras, como Jaciara, o desempenho das lavouras de soja, milho e algodão foi positivo do ponto de vista produtivo. No entanto, a rentabilidade ficou abaixo do esperado. Até culturas alternativas, como o arroz, não corresponderam financeiramente.

Segundo o produtor rural Gilson Provenssi, o faturamento obtido mal foi suficiente para cobrir os custos financeiros da safra. A elevação dos juros, sem valorização equivalente das commodities, agravou a situação, especialmente para quem trabalha com áreas arrendadas.

“O que entrou praticamente foi para pagar juros. As commodities não reagiram e isso inviabiliza o fechamento das contas”, relata.

Para manter a atividade, ele precisou vender mais de mil cabeças de gado e reorganizar o planejamento agrícola. Mesmo após plantar 2,1 mil hectares de soja e prever 1,5 mil hectares de milho na segunda safra, ajustes foram inevitáveis.

Janela apertada e mudanças no planejamento

O atraso no plantio da soja reduziu a janela agrícola e comprometeu o calendário das culturas seguintes. A colheita, prevista apenas para fevereiro, forçou a desistência de áreas de algodão e a substituição por milho.

Além disso, parte das áreas antes destinadas ao arroz será convertida para o cultivo de amendoim, alternativa que começa a ganhar espaço no estado por apresentar boa adaptação a áreas mistas.

Cautela no investimento e redução de custos

No médio-norte do estado, em municípios como Nova Mutum, o cenário também é de contenção. A combinação entre seca no início do ciclo, replantios e custos elevados levou produtores a reduzir investimentos e até mesmo deixar áreas sem plantio.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, muitos produtores estão optando por diminuir despesas e enxugar estruturas.

“O produtor está sendo obrigado a segurar custos, reduzir mão de obra e investir menos. É uma postura de sobrevivência”, afirma.

Crédito travado e risco financeiro elevado

A situação se agrava com as dificuldades de renegociação de dívidas. O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, relata que instituições financeiras têm descumprido acordos firmados anteriormente, aumentando a insegurança no campo.

Segundo ele, o produtor assume grande parte do risco, com custos elevados e pouca previsibilidade de retorno, o que torna o ambiente ainda mais frágil.

“A realidade hoje é sobreviver. O produtor está andando no limite, esperando que o mercado reaja para conseguir se reerguer”, destaca.

Incertezas fiscais ampliam preocupação no campo

Além das dificuldades econômicas, o setor acompanha com apreensão a indefinição da política fiscal e os impactos da reforma tributária, prevista para entrar em vigor nos próximos anos.

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a combinação de preços pressionados e possível aumento da carga tributária agrava um cenário já delicado.

“O mercado de commodities não sinaliza melhora, e a carga tributária preocupa. A agricultura está descapitalizada e isso exige cautela redobrada”, avalia.

Diante desse contexto, o agro mato-grossense entra em 2026 com produtividade elevada, mas com desafios financeiros que exigem planejamento rigoroso, controle de custos e atenção às mudanças econômicas e fiscais.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Importação

Brasil deve importar 7,3 milhões de toneladas de trigo na safra 2025/26, projeta USDA

O Brasil deve manter elevado o volume de importações de trigo na safra 2025/26. De acordo com projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país deve comprar 7,3 milhões de toneladas do cereal no mercado internacional, praticamente o mesmo volume registrado na temporada anterior, quando as aquisições somaram 7,299 milhões de toneladas.

Mesmo com estoques iniciais considerados confortáveis, o mercado brasileiro segue dependente do trigo importado para equilibrar a oferta interna e atender à demanda da indústria moageira.

Estoques iniciais garantem abastecimento, mas não eliminam dependência externa

Segundo o USDA, o Brasil inicia a safra 2025/26 com estoques iniciais estimados em 2,687 milhões de toneladas. Esse volume contribui para a segurança do abastecimento, mas não reduz de forma significativa a necessidade de compras externas, especialmente diante do consumo elevado e da limitação da produção nacional.

Produção brasileira de trigo deve chegar a 7,7 milhões de toneladas

A produção nacional de trigo está projetada em 7,7 milhões de toneladas, mantendo patamar semelhante ao da safra anterior. Com esse volume, a oferta total do cereal no país deve alcançar cerca de 17,687 milhões de toneladas, considerando estoques iniciais, produção interna e importações.

Mesmo com avanços tecnológicos e expansão pontual da área cultivada, o Brasil segue entre os maiores importadores globais de trigo, já que a produção se concentra principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, sem atender integralmente à demanda interna.

Exportações de trigo devem alcançar 2 milhões de toneladas

As exportações brasileiras de trigo também apresentam perspectiva de crescimento. O USDA estima que os embarques avancem de 1,894 milhão de toneladas em 2024/25 para 2 milhões de toneladas em 2025/26.

Esse desempenho é sustentado pela boa qualidade do grão nacional e pela demanda de países da América do Sul, que seguem como os principais destinos do trigo brasileiro.

Consumo interno segue estável e estoques finais aumentam

O consumo doméstico de trigo está projetado em 12,35 milhões de toneladas, refletindo a estabilidade do setor de moagem e a recuperação gradual do consumo de derivados como pães, massas e biscoitos.

Com esse cenário, os estoques finais devem atingir 3,337 milhões de toneladas ao fim da safra, volume superior ao da temporada anterior e considerado suficiente para manter o equilíbrio do mercado no curto prazo.

Perspectivas para o mercado brasileiro de trigo

As estimativas do USDA apontam para um cenário de estabilidade no mercado de trigo brasileiro em 2025/26. A combinação entre produção consistente, importações elevadas e consumo firme deve seguir moldando o setor.

Fatores como câmbio, custos de produção e competitividade frente ao trigo argentino — principal fornecedor externo — continuarão influenciando as decisões de compra e a dinâmica do mercado nacional.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: APPA – Paranaguá

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Internacional

Produção de óleo de palma na Malásia deve superar 20 milhões de toneladas pela primeira vez

Colheita mais eficiente impulsiona crescimento
A produção de óleo de palma da Malásia deve ultrapassar, pela primeira vez, a marca de 20 milhões de toneladas em 2024. A projeção é do Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), que atribui o avanço à maior eficiência na colheita, à melhora na disponibilidade de mão de obra e ao aumento da produtividade de plantações em fase de amadurecimento.

Segundo o diretor-geral do MPOB, Ahmad Parveez Ghulam Kadir, o país — segundo maior exportador global da commodity — deve encerrar o ano com produção entre 20 milhões e 20,5 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas sigam favoráveis e o ritmo de colheita se mantenha.

Perspectiva positiva para o setor
O órgão regulador ressalta que o desempenho reforça a recuperação gradual do setor após anos de limitações operacionais, especialmente relacionadas à escassez de trabalhadores durante a pandemia. Com operações mais estáveis e pomares em plena produção, a expectativa é de um ciclo mais robusto para a indústria.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Exportação

Exportação de milho em Mato Grosso cai 13% devido à oferta global

As exportações de milho de Mato Grosso na temporada 2024/25, de julho a novembro, registraram recuo de 13,08% em relação ao mesmo período da safra 2023/24. Segundo especialistas, o aumento da oferta global do cereal, impulsionado por safras maiores nos Estados Unidos, China e Argentina, pressionou os embarques do estado.

No acumulado da temporada, foram exportadas 16,46 milhões de toneladas de milho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em seu boletim semanal.

Desempenho de novembro

Em novembro, Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas, volume 30,92% menor que em outubro e 9,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024.

Apesar da redução, o levantamento do Imea aponta que houve elevação mensal nos preços, tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com aumentos de 4,72% e 2,10%, respectivamente.

Segundo o instituto, o mercado interno mais firme manteve a saca de milho em Mato Grosso mais atraente do que os preços externos, incentivando os produtores a direcionarem suas vendas para o mercado doméstico.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

França perde autossuficiência na carne suína e aumenta dependência das importações

A França deixou de ser autossuficiente na produção de carne suína pela primeira vez desde o início dos anos 2000. Dados atualizados da FranceAgriMer mostram que o índice de cobertura da demanda interna caiu para 98,6% no primeiro semestre, abaixo dos 100% registrados em 2024 e distante dos picos de 108% em 2011 e 107% em 2020.

O recuo confirma uma tendência estrutural de perda de competitividade. O cálculo de “consumo aparente” evidencia que a indústria local não consegue acompanhar o ritmo do mercado doméstico. Paralelamente, o país enfrenta um êxodo acelerado de produtores: entre 2014 e 2024, cerca de 3% dos suinocultores abandonaram a atividade todos os anos — mais do que o dobro da taxa média da agricultura francesa. Hoje, restam aproximadamente 5.700 criadores, e o rebanho nacional encolheu de 14 milhões de cabeças, em 2010, para 11,7 milhões em 2024.

Cresce a dependência de fornecedores externos

Com a produção incapaz de atender o consumo interno, a França ampliou as importações de carne suína. Em 2024, foram compradas 337 mil toneladas, alta de quase 7% em relação ao ano anterior. A Espanha, maior produtora da União Europeia, reforçou sua posição como principal fornecedora, enviando cerca de 220 mil toneladas ao mercado francês. O país também importou 240 mil toneladas de produtos processados e charcutaria.

Setor aponta entraves regulatórios

Representantes da cadeia produtiva afirmam que a estagnação resulta de um ambiente regulatório desfavorável. A Inaporc, entidade do setor, sustenta que normas excessivas impedem investimentos essenciais para a modernização das granjas. Segundo a organização, é urgente reduzir as barreiras burocráticas para garantir a soberania alimentar, evitar o declínio produtivo e assegurar a renovação geracional da atividade.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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