Importação

Preços de importados dos EUA permanecem estáveis em setembro

Os preços de importados dos Estados Unidos ficaram estáveis em setembro, contrariando estimativas do mercado. De acordo com o Departamento do Trabalho, os aumentos em bens de consumo — exceto veículos automotores — foram neutralizados pelo recuo nos valores de produtos energéticos, resultando em uma leitura geral inalterada.

Mercado esperava nova alta

O relatório divulgado pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho mostra que o indicador permaneceu estacionado após um avanço revisado para 0,1% em agosto. Economistas consultados pela Reuters projetavam um aumento de 0,1% para setembro, repetindo a alta inicialmente reportada no mês anterior.

No acumulado de 12 meses até setembro, os preços de importados subiram 0,3%, registrando o primeiro crescimento anual desde março. Em agosto, o índice havia recuado 0,1%.

Impacto das tarifas ainda é limitado

A publicação do relatório sofreu atraso devido à paralisação de 43 dias do governo federal. Até agora, o repasse das tarifas aos preços ao consumidor tem sido pequeno, já que muitas empresas optaram por absorver parte dos custos extras.

Mesmo assim, economistas avaliam que essa estratégia tem limite: margens corporativas comprimidas podem reduzir investimentos em capital e contratação de mão de obra, pressionando a economia no médio prazo.

Custos de energia recuam; núcleo avança

Dados do governo revelam que os preços ao produtor subiram em setembro, influenciados principalmente por alimentos e energia. No mercado externo, os combustíveis importados caíram 1,5% no mês, após retração de 0,5% em agosto. O gás natural também registrou queda de 3%.

Os preços de alimentos importados diminuíram 0,8% no período. Quando excluídos combustíveis e alimentos, os preços de importados avançaram 0,3%, repetindo o desempenho de agosto. Em 12 meses, o núcleo acumulou alta de 0,8%.

Influência cambial

A leve pressão altista no núcleo também reflete a fraqueza do dólar frente às moedas de parceiros comerciais dos EUA, o que tende a elevar o custo de produtos comprados no exterior.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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