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Porto de Porto Alegre se prepara para receber navio de longo curso

Porto Alegre se prepara para receber mais um navio de longo curso, que realiza transporte marítimo entre portos de diferentes países, no próximo dia 14, segundo a Portos RS. A chegada faz parte de um total de cinco embarcações previstas para atracarem na capital até o fim de fevereiro. O primeiro navio, o Equinox Eagle, transportou 11 mil toneladas de fertilizante nitrato de potássio desde São Petersburgo, na Rússia, e chegou ao porto no dia 26 de janeiro.

Navegação noturna ainda depende de autorização

A retomada da navegação de longo curso e a liberação da navegação noturna foram sancionadas em janeiro pelo governador Eduardo Leite, em ato realizado no Palácio Piratini com órgãos estaduais. Apesar da expectativa, a operação de navios à noite, aguardada há 42 anos, ainda não tem data definida, dependendo da aprovação de órgãos reguladores. A volta do tráfego internacional foi organizada de forma integrada entre a Autoridade Portuária, a Marinha do Brasil e a praticagem da Lagoa dos Patos.

Dragagem é prioridade para o setor industrial

Empresários do setor apontam que a dragagem dos canais é um dos principais desafios da navegação interior gaúcha. No fim de 2024, encalhes de grandes navios prejudicaram operações de importantes indústrias da região Metropolitana. A Federação das Indústrias do RS (Fiergs) saudou a retomada das atividades.

“Durante o período em que a hidrovia e o Porto de Porto Alegre permaneceram impraticáveis, o Conselho de Infraestrutura (Coinfra), por meio do Grupo Técnico de Logística, atuou junto ao governo e à Portos RS, defendendo a priorização da dragagem e a retomada das operações portuárias”, afirmou Cláudio Bier, presidente do Sistema Fiergs.

Bier reforçou a importância de um programa permanente de dragagem e da instalação de dispositivos de proteção nos pilares das pontes sobre o Guaíba. O acúmulo de sedimentos, causado por enchentes nos rios Taquari, Sinos e Gravataí, reduziu a profundidade dos canais para 5,18 metros, limitando a circulação de grandes embarcações. Anualmente, cerca de seis milhões de toneladas de cargas passam por essa hidrovia. A Portos RS investiu R$ 258 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), para recuperar a navegabilidade da região.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

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Porto de Porto Alegre deve receber cinco navios de longo curso até o fim de fevereiro

Após a retomada das operações de navegação de longo curso, o porto de Porto Alegre tem previsão de receber mais cinco navios internacionais até o final de fevereiro. A informação foi confirmada pela Portos RS, após a chegada da embarcação Equinox Eagle nesta semana.

Primeiro grande navio chega após enchentes de 2024

O Equinox Eagle, com bandeira das Ilhas Cayman, foi o primeiro navio de grande porte a atracar na capital gaúcha desde as enchentes de 2024. A embarcação, com cerca de 200 metros de comprimento, veio de São Petersburgo, na Rússia, transportando 11 mil toneladas de nitrato de potássio.

O navio iniciou a operação de descarga na segunda-feira e deve deixar o porto ainda nesta quarta-feira. Segundo o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Gonçalves Almeida, antes das inundações o terminal operava, em média, entre oito e dez navios de longo curso por mês, com foco na movimentação de fertilizantes e cevada.

Retomada reduz custos e alivia indústrias

De acordo com Almeida, o retorno dos navios de grande porte representa um impacto logístico positivo para empresas que utilizam o porto. “Havia uma expectativa grande da comunidade portuária. Muitas indústrias foram bastante afetadas e a chegada dos insumos traz um alívio importante”, afirmou.

A retomada das operações na capital pode gerar uma economia estimada em R$ 1 milhão por navio, quando comparada ao descarregamento em outros estados, como Santa Catarina, além de reduzir custos com transporte rodoviário.

Navegação noturna avança em fase gradual

Embora tecnicamente liberada, a navegação noturna no porto de Porto Alegre ainda deve entrar em operação nos próximos meses. Quando totalmente implementada, permitirá, de forma inédita no Rio Grande do Sul, o acesso de navios com mais de 111 metros durante a noite.

Segundo o diretor da Portos RS, o processo segue em fase de ramp-up, com liberação gradual. “Esse avanço beneficia não apenas os navios de longo curso, mas também a navegação interior, já que anteriormente apenas embarcações menores podiam operar à noite”, explicou. A mudança pode representar uma redução de até dois dias de viagem, impactando diretamente no custo do frete.

Dragagem concluída em canais estratégicos

Paralelamente, foram finalizadas as obras de dragagem em canais considerados críticos, como Itapuã, Pedras Brancas, Leitão e Furadinho. O canal da Feitoria segue em obras.

Com o retorno do longo curso, a Portos RS também planeja avançar em projetos de restauração de armazéns, incluindo o POA11, que teve o telhado destruído durante as enchentes.

Investimentos aguardam formalização

O armazém POA11 deverá receber R$ 5 milhões em investimentos da Unifertil, vencedora da licitação realizada em 2023. No entanto, o contrato ainda aguarda assinatura com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Apesar de a liberação total ainda depender da navegação noturna, Almeida avalia o momento como positivo. “A sensação é de dever cumprido. Priorizamos a segurança técnica e evitamos liberações precipitadas, especialmente no que diz respeito à dragagem”, destacou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

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Porto de Porto Alegre recebe primeiro navio de longo curso após enchentes de 2024

Equinox Eagle trouxe 11 mil toneladas de fertilizante e marca a retomada da navegação internacional no terminal gaúcho

O Porto de Porto Alegre voltou a receber um navio de navegação de longo curso, sinalizando a retomada das operações internacionais após as enchentes de 2024. A embarcação Equinox Eagle, graneleiro com bandeira das Ilhas Cayman, atracou por volta das 10h30 de segunda-feira (26) trazendo 11 mil toneladas de nitrato de potássio, insumo destinado ao abastecimento da indústria local. O navio partiu de São Petersburgo, na Rússia, e tem cerca de 200 metros de comprimento e 32 metros de largura.

Retomada da navegação de longo curso no RS

A volta da navegação de longo curso ocorre após a assinatura de deliberação estadual, em meados de janeiro, que autorizou tanto as operações internacionais quanto a liberação da navegação noturna. Apesar do avanço, a Portos RS informa que a circulação de navios à noite ainda não tem data definida para começar — uma demanda histórica do setor que se estende por décadas.

A retomada das operações foi conduzida de forma coordenada entre a Autoridade Portuária, a Marinha do Brasil e a praticagem da Lagoa dos Patos. Durante o ato oficial, o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, destacou que os resultados são fruto de planejamento e investimentos contínuos. Segundo ele, a hidrovia passou por reestruturação com serviços de dragagem, levantamentos de batimetria e a manutenção de um contrato permanente de sinalização náutica, assegurando maior confiabilidade e segurança à navegação.

Dragagem foi decisiva para a navegabilidade

Após as enchentes, a dragagem tornou-se um dos principais gargalos da navegação interior no Rio Grande do Sul. Empresários do setor relataram sucessivos encalhes de grandes embarcações no fim de 2024, especialmente nos canais do Furadinho, Pedras Brancas e da Feitoria, o que comprometeu negócios e impactou a economia da Região Metropolitana.

Entidades como a Federação das Indústrias do RS (Fiergs) e a Hidrovias RS chegaram a solicitar celeridade nas obras para evitar prejuízos à circulação de cargas e ao abastecimento industrial.

Investimentos para recuperar a hidrovia

O acúmulo de sedimentos trazidos pelas cheias de rios como Taquari, Sinos e Gravataí reduziu a profundidade dos principais canais, afetando o calado operacional de 5,18 metros e dificultando o tráfego de navios de grande porte. Considerando que a hidrovia movimenta, em média, seis milhões de toneladas de cargas por ano, a Portos RS investiu R$ 258 milhões para restabelecer a navegabilidade, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

FONTE: CORREIO DO POVO

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO CORREIO DO POVO / CAMILA CUNHA

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