Logística

Cabotagem no Nordeste cresce e movimenta 60,7 milhões de toneladas em 2025

A cabotagem nos portos do Nordeste brasileiro registrou movimentação de 60,7 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2025, superando os 60,3 milhões de toneladas contabilizados em 2024, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Principais estados e portos movimentados

O crescimento concentrou-se em quatro estados da região: Bahia (15,3 milhões de toneladas), Maranhão (14,6 milhões), Ceará (12,9 milhões) e Pernambuco (12,8 milhões). Os complexos portuários desses estados funcionam como plataformas estratégicas, integrando o transporte marítimo com outras regiões do país e garantindo o fluxo de energia, matérias-primas e produtos industrializados.

Importância para a logística e indústria nordestina

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem a relevância da cabotagem como ferramenta para a competitividade da indústria nordestina e a eficiência logística. “O fortalecimento da cabotagem amplia a eficiência, reduz custos e garante estabilidade no abastecimento, gerando desenvolvimento para os estados”, afirmou.

O transporte marítimo reduz a pressão sobre as rodovias e aumenta a previsibilidade no envio de mercadorias, beneficiando o fornecimento de combustíveis, insumos industriais e bens de consumo, fortalecendo as cadeias produtivas da região.

Principais cargas transportadas

Entre os produtos mais transportados por cabotagem em 2025 estão:

  • Petróleo: 13,3 milhões de toneladas
  • Contêineres: 12,5 milhões de toneladas
  • Derivados de petróleo: 11,7 milhões de toneladas
  • Bauxita: 9,8 milhões de toneladas
  • Minério de ferro: 4,3 milhões de toneladas

A movimentação de contêineres também evidencia a diversidade econômica nordestina, com destaque para arroz, produtos químicos e celulose, mostrando que a cabotagem atende tanto grandes cadeias industriais quanto o abastecimento alimentar e comercial.

Impacto do Programa BR do Mar

O avanço da cabotagem no Nordeste está associado ao Programa BR do Mar, que modernizou regras e trouxe maior segurança regulatória ao setor. Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a previsibilidade promovida pelo programa fortalece a cabotagem como alternativa estratégica na matriz de transportes e impulsiona o desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos do Nordeste mantêm trajetória de crescimento em 2025

Destaques são os portos de Itaqui (MA), Salvador (BA) e Natal (RN)

A movimentação portuária no Nordeste manteve ritmo de crescimento em 2025. De janeiro a maio, os portos da região movimentaram, juntos, mais de 33,5 milhões de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O desempenho reflete a força da infraestrutura regional e foi impulsionado, principalmente, pelos portos de Itaqui (MA), Salvador (BA) e Natal (RN), que registraram crescimento expressivo em diferentes frentes logísticas.

No Maranhão, o Porto de Itaqui apresentou crescimento de 12,28% no acumulado do ano, revertendo a queda de 8,4% registrada no mesmo período de 2024. A retomada foi puxada por três cadeias relevantes: adubos e fertilizantes (+35,69%), petróleo (+15,05%) e soja (+11,05%), todas com desempenho negativo no ano anterior. Os dados confirmam a recuperação das operações e a consolidação do porto como um dos principais corredores de exportação da região Norte-Nordeste.

Na Bahia, o Porto de Salvador manteve desempenho positivo, com alta de 1,52% em 2025. Embora inferior aos 55,98% registrados em 2024, o crescimento reforça a estabilidade do terminal, cuja operação é fortemente baseada na cabotagem — que respondeu por 86,1% da movimentação. Entre as cargas com melhor desempenho estão reatores, caldeiras e máquinas, que cresceram 39,10% após forte queda no ano anterior, além dos containers (+8,74%) e do trigo (+5,04%).

O destaque mais expressivo, no entanto, veio do Porto de Natal. Após uma queda acentuada de 37,2% em 2024, o terminal potiguar registrou crescimento de 2,86% nos cinco primeiros meses de 2025. Esse avanço foi impulsionado pela retomada das exportações de frutas, especialmente melões, melancias e mamões, que cresceram 920,69% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A explicação está no comportamento da safra. Em 2024, o escoamento foi prejudicado por fortes chuvas na região produtora, o que inviabilizou os embarques no início do ano. Já em 2025, os carregamentos ocorreram de forma plena, com embarques regulares em janeiro e fevereiro. O volume total exportado passou de 46,4 mil toneladas na safra 2023/2024 para 131,5 mil toneladas na safra 2024/2025. Além de melões e melancias, o porto também embarcou mangas, uvas e limões, ampliando a diversidade da pauta exportadora potiguar.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados refletem o esforço do Governo Federal para fortalecer a logística em todas as regiões. Segundo ele, o crescimento dos portos nordestinos confirma o potencial da região e reforça a importância de ampliar os investimentos em infraestrutura. “O crescimento nos portos do Nordeste confirma o potencial logístico da região e a importância de continuarmos investindo em infraestrutura para garantir competitividade, integração e geração de empregos. O Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, segue comprometido em fortalecer os corredores logísticos em todas as regiões do país — com atenção especial ao Nordeste, que tem papel estratégico no escoamento da produção e na ampliação das exportações brasileiras.”

Os portos do Nordeste são essenciais para o escoamento de produtos como grãos (soja e milho), minérios, frutas tropicais, petróleo e derivados, que representam uma parcela significativa das exportações brasileiras. A posição estratégica da região também é um diferencial, com menor distância até a Europa e América do Norte, reduzindo custos e tempo de transporte. A presença de refinarias e a produção offshore no litoral nordestino também consolidam os portos como ativos logísticos fundamentais para o setor energético.

Fonte: Modais em Foco

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