Logística

Bolívia propõe porto seco para integrar logística entre Brasil e Chile

Durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, realizado no Panamá, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, apresentou uma proposta voltada à integração logística regional: transformar o território boliviano em um porto seco capaz de conectar a produção do Brasil aos portos do Chile. A iniciativa indica uma orientação mais pragmática do governo, com foco em desenvolvimento econômico, empregos e ampliação do comércio regional.

Bolívia como hub logístico sul-americano

Ao discursar para chefes de Estado, Paz ressaltou a posição geográfica estratégica da Bolívia no centro da América do Sul. O país faz fronteira com Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Peru, o que, segundo o presidente, permite que o território funcione como uma plataforma logística integrada para os países vizinhos.

A proposta prevê facilitar o escoamento de cargas brasileiras, especialmente do agronegócio do Centro-Oeste, em direção ao oceano Pacífico por meio de portos do norte chileno. Em contrapartida, o Chile teria acesso mais eficiente ao mercado brasileiro, utilizando rotas terrestres e a Hidrovia Paraguai-Paraná.

Corredor Bioceânico ganha reforço

A iniciativa está alinhada aos esforços de consolidação do Corredor Bioceânico, um projeto de infraestrutura com mais de 2.400 quilômetros de extensão. O eixo busca conectar o Porto de Santos, em São Paulo, e regiões produtivas de Mato Grosso do Sul aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, atravessando Paraguai e Argentina.

A inclusão mais ativa da Bolívia nesse corredor pode otimizar o transporte de cargas minerais e agrícolas, ampliando a eficiência logística e reduzindo distâncias até os mercados asiáticos.

Projetos estruturantes em destaque

Dois projetos de infraestrutura são apontados como fundamentais para viabilizar a proposta boliviana. O Túnel Aguaragüe, localizado no departamento de Tarija, pretende fortalecer a conexão com o norte do Chile e integrar o Corredor Logístico Oeste-Sul. Já a Ferrovia Bioceânica, conduzida pela Unidade Técnica de Ferrovias (UTF), prevê a reativação de trechos ferroviários estratégicos, ampliando a capacidade de transporte de grãos e minérios no Corredor Bioceânico Central – Amazônico Andino.

Hidrovia e logística multimodal

Outro pilar da proposta é a Hidrovia Paraguai-Paraná, corredor fluvial com cerca de 3.400 quilômetros, que conecta Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Especialistas avaliam que a integração entre modais rodoviário, ferroviário e fluvial pode resultar em um sistema multimodal mais eficiente, com redução de custos de exportação tanto para o Atlântico quanto para o Pacífico.

Segundo o governo boliviano, a viabilidade do plano passa pela construção de uma confiança verificável entre os países envolvidos. A meta é reposicionar a Bolívia, historicamente sem saída para o mar, como um articulador estratégico da integração física sul-americana.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu ampliará em 30% a capacidade de operação

Com um investimento de R$ 500 milhões, unidade movimentará até dois mil caminhões por dia

A Multilog lançou a pedra fundamental do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu. Com um investimento de R$ 500 milhões, a unidade ampliará em 30% a capacidade de operação, com previsão de movimentar até dois mil caminhões por dia e gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com o presidente da Multilog, Djalma Vilela, embora a concessãopara administrar o Porto Seco de Foz do Iguaçu seja de 25 anos, podendo ser prorrogada por mais dez anos, a empresa está construindo um terminal preparado para atender a Tríplice Fronteira por um período mais longo. “Quando fizemos o plano, olhamos as demandas atuais e as futuras, inclusive o crescimento dos países vizinhos, nossos parceiros comerciais”, disse.

Segundo Vilela, na área de 550 mil m² será construído o Porto Seco tradicional. A expectativa é consolidar a região como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo. Também está prevista a construção de um terminal de contêineres.

O NOVO PORTO SECO

As obras da nova unidade serão divididas em duas fases. Nesta primeira, serão investidos R$ 240 milhões na área de pátio destinada aos caminhões. De acordo com a empresa, a área de armazenagem e vistoria terá área coberta fechada, incluindo câmara fria, com docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas.

A estrutura incluirá balanças de precisão, scanner e câmeras de vigilância para monitoramento interno e externo. Os acessos terão gates de entrada e saída para diferentes tipos de carga, incluindo veículos com dimensões excedentes. A identificação e pesagem de veículos será feita por sistemas automatizados. O projeto também prevê uma área de apoio para motoristas.

Fonte: Logística do Futuro

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Portos

Novo porto seco de R$ 500 milhões pode tornar município brasileiro o centro logístico mais importante do país, com capacidade para 2 mil caminhões por dia e 250 empregos diretos

Com investimento de R$ 500 milhões e capacidade para receber até 2 mil caminhões por dia, o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu promete transformar a cidade paranaense no centro logístico mais importante do Brasil. Anunciado oficialmente no dia 4 de agosto de 2025, o projeto, liderado pela Multilog e apoiado pelo Governo do Paraná e pela Receita Federal, será o maior porto seco da América Latina e simboliza uma revolução na infraestrutura alfandegária da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A construção da nova estrutura não só aumentará em 30% a capacidade operacional da atual unidade como também gerará 250 empregos diretos, fortalecendo a economia local e regional. Com previsão de entrega para dezembro de 2026, a obra é considerada um marco logístico e comercial para o país.

Novo porto seco em Foz do Iguaçu: investimento e estrutura de ponta

O investimento bilionário da Multilog, uma das maiores operadoras logísticas do país, foi impulsionado pela necessidade de ampliar a capacidade de escoamento de cargas e otimizar o controle alfandegário na Tríplice Fronteira. Com área total de 550 mil metros quadrados, o novo complexo contará com:

  • 197 mil m² de pátios de manobra e estacionamento para caminhões
  • 7,2 mil m² de área coberta para armazenagem e vistoria
  • 600 m² de câmaras frias com docas exclusivas para produtos perecíveis
  • Sistemas automatizados de pesagem, identificação de veículos e acesso
  • Tecnologia de vigilância com câmeras e scanners de inspeção não invasiva

A estrutura também foi projetada com foco no conforto dos motoristas, oferecendo áreas de descanso, sanitários e espaços para permanência segura, algo raramente priorizado em grandes centros logísticos.

Foz do Iguaçu como centro logístico mais importante do Brasil

Segundo o presidente da Multilog, Djalma Vilela, o novo porto seco é três vezes maior do que a estrutura atual e “representa uma nova fronteira logística para Foz do Iguaçu”, projetada para atender não apenas à demanda brasileira, mas também para atrair parte da carga do Paraguai, que atualmente utiliza o Porto de Montevidéu (Uruguai).

Com a construção de um terminal de contêineres, Foz do Iguaçu poderá redirecionar o fluxo de mercadorias paraguaias para o Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. Isso representa uma redução de 400 km em relação à rota tradicional até Montevidéu, aumentando a competitividade regional e consolidando a cidade como um hub logístico estratégico do Mercosul.

Porto Seco, logística e desenvolvimento regional

O projeto do Porto Seco está integrado a um amplo pacote de obras de infraestrutura promovido pelo Governo do Paraná para transformar a mobilidade na região Oeste do estado. Entre as iniciativas estão:

  • Duplicação da Rodovia das Cataratas
  • Construção da Perimetral Leste, que desvia o tráfego pesado da área urbana
  • Nova Ponte da Integração Brasil-Paraguai, já em fase final
  • Concessões rodoviárias estratégicas para atrair mais investimentos

Segundo o governador Ratinho Junior, a obra “vai trazer muito mais tranquilidade e eficiência no escoamento e na entrada de cargas no Paraná, facilitando o comércio exterior e a fiscalização na Tríplice Fronteira”.

Multilog aposta em hub logístico do Mercosul

Com atuação em 35 unidades pelo país, 2,2 milhões de metros quadrados de áreas de armazenagem e presença consolidada no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, a Multilog tem se posicionado como a principal operadora de recintos alfandegados do Brasil.]

A empresa detém a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), o que lhe permite atuar com agilidade e segurança nos principais centros logísticos industriais e aduaneiros.

Com o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, a Multilog dá mais um passo em seu plano de consolidação como líder na logística de fronteira e comércio exterior, mirando também o crescimento das exportações e importações no Cone Sul.

Impacto econômico: movimentação e faturamento devem dobrar

Em 2024, o Porto Seco atual de Foz do Iguaçu movimentou 8,6 milhões de toneladas de carga, gerando um faturamento de US$ 8,6 bilhões (R$ 47,4 bilhões). Com o novo terminal, a expectativa é duplicar essa capacidade, atraindo novos fluxos comerciais e dinamizando a cadeia de abastecimento da região.

O empreendimento também deve desafogar o trânsito urbano na cidade, visto que a nova estrutura está localizada fora do centro, às margens da BR-277, um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.

A licença de operação para o início das obras foi concedida pelo Instituto Água e Terra (IAT), que garantiu que o processo seguiu todos os trâmites técnicos e ambientais. A construção será dividida em duas fases, com a primeira concentrando R$ 240 milhões na implantação do pátio de caminhões e área de armazenagem.

Segundo o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, o desenvolvimento econômico precisa estar aliado ao cumprimento rigoroso das regras ambientais. O licenciamento ágil, mas técnico, foi uma das prioridades para viabilizar a obra sem atrasos.

Foz do Iguaçu no centro da nova geografia logística do Brasil

A construção do maior porto seco da América Latina em Foz do Iguaçu representa uma mudança estrutural na logística brasileira.

Com investimentos pesados, tecnologia de ponta, localização estratégica e apoio estatal, o projeto não apenas moderniza o sistema alfandegário da Tríplice Fronteira, como reposiciona Foz do Iguaçu como o epicentro logístico do Brasil e do Mercosul.

Além dos ganhos econômicos diretos, como os 250 empregos gerados e o crescimento da arrecadação, o novo Porto Seco promete transformar a cidade em um polo de comércio exterior, conectando de forma mais eficiente os fluxos logísticos entre Brasil, Paraguai, Argentina e outros mercados internacionais.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque

Empresa contabilizou, em 2024, a entrada de mais de 400 mil caminhões em suas unidades instaladas em áreas de divisa em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, registrou um crescimento de 9% na movimentação de caminhões de carga em seus cinco portos secos de fronteira em 2024, totalizando mais de 400 mil veículos, frente aos 367 mil de 2023.

O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC) teve alta de 47,4% no fluxo, alcançando 23.014 caminhões, impulsionado por novas infraestruturas e regras fiscais estaduais. Em Jaguarão (RS), o movimento cresceu 1,2%, somando 33.653 veículos, com aumento na importação de carne e laticínios.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR), o maior da América Latina, recebeu 196.599 caminhões (+11,6%), reflexo da seca nos rios Paraguai e Paraná e das safras recordes no Paraguai e Argentina. A Multilog está construindo um novo Porto Seco na cidade para ampliar a capacidade.

No Rio Grande do Sul, Uruguaiana registrou 134.511 caminhões (+2,6%), impulsionado por importação de veículos novos, enquanto Santana do Livramento teve alta de 13,2%, com 12.823 caminhões. O crescimento nos três portos gaúchos e em Foz do Iguaçu também foi favorecido por importações de uma multinacional de bebidas afetada por enchentes.

A Multilog é líder na administração de recintos alfandegados no Brasil, com certificação OEA, 35 unidades e 2,2 milhões de m² de armazenagem, atendendo setores como alimentos, químico e automotivo. Com mais de duas décadas de experiência, faturou R$ 1 bilhão em 2022 e segue expandindo operações.

FONTE: Radio Fronteira
Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque | Rádio Fronteira FM 94,9 – FM 94,3 – Presente na Vida da Gente

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Porto seco entre SC e Argentina tem movimento recorde de caminhões

Movimento de caminhões cresceu 47,4% em 2024, com certo equilíbrio entre importações e exportações

Um dos fatos novos positivos da logística em Santa Catarina é o movimento recorde de caminhões no porto seco de Dionísio Cerqueira, na divisa entre Santa Catarina e a Argentina. Em 2024, passaram pelo terminal 23.014 de caminhões, 47,4% mais do que no ano anterior. A alfândega sob concessão da Multilog recebeu 12.744 veículos no regime de importação e 10.270 veículos no regime de exportação.

O que mais impactou essa expansão foi a exigência, do governo do Estado, de que 20% das cargas com incentivo fiscal catarinense que entram por terra têm que passar por Dionísio Cerqueira, divisa de SC com a Argentina.

Para o empresário do setor de comércio exterior, Marcelo Pibernat, dá uma média de mais de 60 caminhões por dia, o que é um bom começo para a nova alfândega de Dionísio Cerqueira.

Os 23 mil caminhões representam cerca de 6% do fluxo terrestre do Brasil e Argentina, observou o empresário em webinar da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) há poucos dias. A expectativa é de que esse movimento cresça com as medidas mais liberais de negócios adotadas pelo novo governo da Argentina.

A qualidade dos serviços alfandegários da concessionária privada que assumiu em 7 de dezembro de 2023 o porto seco de Dionísio Cerqueira também influíram. No começo das operações foi necessária uma adaptação, mas agora o comércio flui melhor.

Pela divisa de SC com a Argentina pelo porto de Dionísio Cerqueira também passa uma parte dos turistas que visitam Santa Catarina por terra, com automóvel próprio.

A Multilog, que é um dos principais grupos de logística para portos secos Brasil, também registrou movimento crescente nos portos das divisas do Rio Grande do Sul com a Argentina em Uruguaiana, Jaguarão e Santana do Livramento; e com o Paraná em Foz do Iguaçu.

Em Jaguarão, foram 33.653 veículos, 1,2% mais do que no ano anterior. Em Foz do Iguaçu, foram 196.599 caminhões, 11,6% mais do que no ano anterior. Em Uruguaiana, o movimento de 2024 alcançou 134.511 caminhões, 2,6% mais; e Santana do Livramento chegaram 12.823 veículos, 13,2% mais do que no ano anterior.

FONTE: Portal tri
Porto seco entre SC e Argentina tem movimento recorde de cam

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Porto Seco de Foz do Iguaçu supera recorde e movimenta US$ 8,6 bilhões em 2024

Números reforçam o status de mais importante centro logístico de comércio exterior para operações realizadas por via rodoviária da América Latina.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu é um dos maiores Portos Secos da América Latina e conta com uma localização privilegiada entre Brasil, Paraguai e Argentina. Possui sistema integrado com o Siscomex, com os órgãos anuentes e com a cadeia logística, agilizando a liberação de cargas rodoviárias. Além disso é o único Porto Seco do Brasil a oferecer Operação Noturna de Grãos a granel.

Em 2024, o Porto Seco de Foz do Iguaçu bateu mais um recorde de movimentação no setor do comércio exterior. Ao longo dos doze meses do último ano foram movimentadas 5.622.542.391,78 toneladas de produtos e mercadorias resultando na cifra total de US$ 8.607.082.870,16. Os valores superam em 129,52% o total do peso e em 29,11% o montante da corrente do comércio exterior em relação ao ano de 2023.

Esta quantia está distribuída em 2.508.391.589,06 toneladas de produtos exportados, no valor de US$ 4.238.282.314,74, e 3.114.150.802,72 toneladas de produtos importados, no valor de US$ 4.368.800.555,42.

Os quadros da sequência apresentam os pesos e valores totais das cargas de importação e exportação que ingressaram no Porto Seco de Foz do Iguaçu para o desembaraço em 2024.


Pesos e valores das cargas

Fluxo de caminhões

Fazendo uma abordagem por país, o fluxo de caminhões, entre exportações e importações, temos:

Com o Paraguai, o fluxo em 2024 totalizou a passagem de 73.809 caminhões na exportação e 77.914 caminhões na importação, com o total de 151.723 caminhões, representando 77,17% do total de caminhões.

Com a Argentina, o fluxo em 2024 totalizou a passagem de 9.234 caminhões na exportação e 35.642 caminhões na importação, com o total de 44.876 caminhões, representando 22,82% do total de caminhões.

As importações representam 57,76% do fluxo de caminhões, enquanto que as exportações representam 42,24%.

O quadro abaixo demonstra a quantidade total de caminhões, sua procedência e percentual:

 


Fluxo de caminhões

O Porto Seco de Foz do Iguaçu reafirma sua liderança como um dos maiores da América Latina em movimentação de veículos e valores comercializados. O total de 196.599 caminhões liberados ao longo de 2024 representa um acréscimo de 11,65% em relação ao ano anterior.

Os quadros abaixo apresentam os números de caminhões com cargas de importação e exportação que ingressaram no Porto Seco de Foz do Iguaçu em 2024, destacando os países de procedência/destino:


Números de caminhões com cargas de importação e exportação

Mercadorias desembaraçadas

Uma infinidade de mercadorias foi desembaraçada no Porto Seco de Foz do Iguaçu durante o ano de 2024. Os principais gêneros exportados para o Paraguai foram cimento, fertilizantes, adubos e maquinários agrícolas. Já para a Argentina foram veículos automotivos, peças e madeira.

As principais mercadorias importadas do Paraguai foram grãos (arroz, trigo, milho e soja), carne, aparas de ferro e têxtil; e da Argentina vieram, principalmente, peixes, frutas, alhos, azeitonas, feijão, farinha de trigo e celulose.

O quadro abaixo ilustra bem essas mercadorias conforme origem/destino das mesmas:

A cidade de Foz do Iguaçu vem passando por uma mudança na sua infraestrutura de logística e viária, tendo em andamento várias obras financiadas pelo governo estadual e federal, como é o caso da ligação das novas aduanas Brasil/Argentina e Brasil/Paraguai até a BR 277, através da Perimetral Leste.

No momento, nota-se também a duplicação da Avenida das Cataratas e a ampliação da pista do aeroporto como obras importantes para a região.

Ainda será construído o novo Porto Seco, nas margens da BR 277, dando mais agilidade ao fluxo de caminhões e movimentação de cargas, gerando assim benefícios para os habitantes e turistas com a eliminação do tráfego de caminhões pela região central da cidade. Outro benefício de destaque será o aumento do fluxo de mercadorias entre o Brasil e seus principais parceiros comerciais na América Latina: Argentina, Paraguai e Chile.

Esse conjunto de obras possibilita maior agilidade, fluidez e segurança viária no trânsito da cidade e contribui cada vez mais com o setor de turismo que se destaca a cada ano que passa e permite que Foz do Iguaçu seja um dos melhores destinos de turismo do mundo. As transformações na infraestrutura do município prometem impactar positivamente o comércio exterior e a economia – em âmbito regional e nacional.

Os segmentos de logística e de turismo contribuem cada vez mais para o incremento do comércio internacional que circula pela tríplice fronteira. Além do segmento de logística, o município de Foz do Iguaçu se destaca com seus atrativos turísticos que, em 2024, tiveram aumentos significativos no número de visitantes. As Cataratas do Iguaçu do lado brasileiro receberam 1.893.116 visitantes, terceira melhor marca da história. O Complexo Turístico Itaipu (CTI) do lado brasileiro recebeu 485.990 visitantes. O atrativo do Marco das Três Fronteiras recebeu 457.153 visitantes. Já o Parque das Aves recebeu 821.146 visitantes.

Diante dos dados apresentados, pode-se concluir que tais valores consolidam o Porto Seco de Foz do Iguaçu como um dos maiores da América Latina em termos de valores comercializados com o exterior e na quantidade de caminhões liberados. A Receita Federal demonstra o cumprimento de sua missão institucional de administrar o sistema tributário e aduaneiro, contribuindo para o bem-estar econômico e social do país.

FONTE: MF
Porto Seco de Foz do Iguaçu supera recorde e movimenta US$ 8,6 bilhões em 2024 — Receita Federal

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