Portos

APM Terminals Pecém bate recorde de movimentação em 2025

A APM Terminals Pecém alcançou, em 2025, o maior volume de movimentação de sua história. O terminal registrou 706.524 TEUs ao longo do ano, impulsionado pela criação de uma nova rota marítima de longo curso ligando a Ásia ao Ceará e pelo aumento consistente das cargas.

O desempenho consolida o melhor resultado já obtido pela unidade instalada no Complexo do Pecém.

Nova rota com a Ásia impulsiona crescimento

A entrada de um novo serviço conectando o porto asiático ao terminal cearense ampliou o fluxo de contêineres e fortaleceu o papel estratégico do porto do Pecém nas rotas internacionais.

Além disso, o volume total de cargas avançou ao longo do ano, com aceleração no segundo semestre. A partir de julho, as exportações passaram a superar, de forma contínua, os números registrados em 2024.

Safra de frutas e cabotagem fortalecem operações

O resultado também refletiu o bom desempenho da safra de frutas do Nordeste, tradicionalmente relevante para as exportações da região.

Outro destaque foi a cabotagem, que cresceu 16% em 2025. Os desembarques aumentaram 18%, enquanto os embarques avançaram 16%, reforçando o transporte marítimo entre portos brasileiros.

Crescimento em dois principais fluxos de carga

As operações do terminal se dividem em dois grandes segmentos:

  • Cargas destinadas a outros portos do país, com destaque para o Porto de Manaus
  • Mercadorias com origem ou destino no Ceará e estados vizinhos, como Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão

No primeiro grupo, o crescimento foi de 15%. Já no segundo, que envolve cargas regionais, o avanço chegou a 51%.

Mais operações e recorde no CFS

O aumento da movimentação impactou diretamente o número de operações portuárias. Em 2025, foram realizadas 517 operações de navios, alta de 6,8% frente às 484 registradas no ano anterior.

O CFS Porto, área destinada à consolidação e desconsolidação de cargas, contabilizou 13.143 serviços — o maior volume anual já registrado — com crescimento de 25% em relação a 2024.

Os serviços acessórios, como estufagem, desova de contêineres e inspeções logísticas, também acompanharam o ritmo, com expansão de 25%.

Segundo semestre consolidou melhor desempenho

De acordo com Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, houve uma mudança significativa no fluxo de cargas a partir do meio do ano.

Após um primeiro semestre mais estável, o terminal passou a registrar alta mensal contínua na segunda metade de 2025, superando as projeções internas. No último trimestre, a manutenção de volumes elevados, aliada à estabilidade operacional e à previsibilidade logística, consolidou o melhor desempenho da história da companhia na região.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto do Pecém registra recorde histórico na movimentação de contêineres em 2025

O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico e consolidou sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do ano, o terminal movimentou 20.961.514 toneladas, volume 7% superior ao registrado em 2024.

O destaque ficou para a movimentação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — crescimento expressivo de 27% em comparação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs.

Crescimento nas operações internacionais

As operações de longo curso (rotas internacionais) também avançaram de forma significativa. O volume chegou a 9,6 milhões de toneladas, alta de 19% frente ao ano anterior.

Entre os principais produtos desembarcados estão:

  • Combustíveis minerais: 3.018.554 toneladas
  • Ferro fundido: 707.825 toneladas
  • Minérios: 451.422 toneladas

Nos embarques internacionais, os destaques foram:

  • Ferro fundido: 2.531.592 toneladas
  • Minérios: 590.353 toneladas
  • Sal: 204.191 toneladas
  • Frutas: 190.646 toneladas

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os resultados refletem uma estratégia focada em expansão e eficiência. Segundo ele, os números demonstram a consolidação do porto, impulsionada por investimentos contínuos, abertura de novas rotas e aprimoramento operacional, ampliando a competitividade nos mercados nacional e internacional.

Embarques superam 7,8 milhões de toneladas

No consolidado anual, os embarques somaram 7,8 milhões de toneladas — aumento de 11,12% em relação a 2024. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Sal: 736.911 toneladas
  • Ferro fundido: 508.734 toneladas
  • Plásticos e derivados: 271.522 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 221.566 toneladas

Já os desembarques totalizaram 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,84%. Os principais itens recebidos foram:

  • Minérios: 3.894.627 toneladas
  • Cereais: 455.137 toneladas
  • Combustíveis minerais: 369.198 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 286.845 toneladas

Agronegócio impulsiona exportação de frutas

A movimentação de frutas frescas avançou 14% em 2025. Melão, melancia e mamão (papaia) registraram crescimento de 27%, reforçando o papel estratégico do porto no escoamento do agronegócio exportador do Nordeste.

De acordo com a direção do complexo, a expectativa é ampliar a capacidade operacional, atrair novas rotas marítimas e fortalecer o desenvolvimento econômico do Ceará e do Brasil ao longo de 2026.

Novos investimentos bilionários no Complexo do Pecém

O Complexo do Pecém tem uma carteira robusta de projetos estruturantes para os próximos anos.

Entre os principais investimentos previstos estão:

  • Terminal de Tancagem: R$ 600 milhões, com operação prevista para 2027;
  • Terminal da Transnordestina: R$ 1,3 bilhão, início estimado em 2028 e capacidade inicial de 6 milhões de toneladas por ano;
  • Terminal de Gás do Nordeste: R$ 1 bilhão, com operação prevista a partir de 2030 e movimentação anual estimada em 500 mil toneladas.

Na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o complexo deve receber ainda o projeto de Data Centers, com investimento estimado em R$ 66 bilhões na primeira fase, com início de operação previsto para 2028.

Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com aporte total estimado em R$ 30 bilhões, implantação prevista para 2027 e início das operações em 2029.

Com a expansão da infraestrutura e novos projetos estratégicos, o Porto do Pecém reforça sua posição como vetor de crescimento logístico, industrial e energético no país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Transnordestina: megaferrovia de R$ 14,9 bilhões terá 1.206 km e cortará 53 cidades do Nordeste

A Ferrovia Transnordestina avança como um dos maiores projetos de infraestrutura logística do Brasil, com investimento estimado em R$ 14,9 bilhões e extensão total de 1.206 quilômetros. A megaobra vai atravessar 53 municípios e tem previsão de conclusão até 2027.

Considerada estratégica para o escoamento de grãos e minérios, a ferrovia promete reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade do agronegócio e impulsionar o desenvolvimento econômico no Nordeste.

Recursos do Novo PAC aceleram obras no Ceará

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões por meio do Novo PAC para dar continuidade às obras. Com isso, todos os trechos da ferrovia no Ceará passaram a estar oficialmente autorizados para construção.

Um dos segmentos visitados recentemente soma 97 quilômetros e passa por municípios como Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia. Esse trecho integra a fase 1 do projeto, que conecta o interior do Piauí ao litoral cearense, onde está localizado o Porto do Pecém.

Investimento bilionário e avanço físico das obras

Do total previsto de R$ 14,9 bilhões, cerca de R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. A fase 1 atingiu aproximadamente 80% de execução.

Até o momento, 727 quilômetros da linha principal estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras. A ferrovia é considerada a principal intervenção logística da história recente do Ceará, com impacto direto na ligação entre regiões produtoras e o mercado externo.

Testes operacionais já estão em andamento

A operação experimental da Transnordestina começou em dezembro de 2025. Em janeiro, foi realizado o segundo teste operacional, conduzido pela Transnordestina Logística S.A..

Na ocasião, 946 toneladas de sorgo foram transportadas do Terminal Intermodal do Piauí até o Terminal Logístico de Iguatu, no Ceará, em uma viagem de 16 horas e 34 minutos. Novos testes devem incluir diferentes tipos de carga para validar a infraestrutura ferroviária.

Trajeto estratégico conecta interior ao litoral

A linha principal terá 1.206 quilômetros, além de 73 quilômetros de ramais secundários. O traçado ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por:

  • 28 municípios no Ceará (608 km);
  • 18 municípios no Piauí;
  • 7 municípios em Pernambuco.

O projeto fortalece a integração regional e amplia a conexão do Nordeste com os mercados internacionais.

Impacto no agronegócio e na economia regional

A ferrovia é vista como fundamental para o escoamento da produção do Matopiba — região que engloba Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins.

Com a nova estrutura, a expectativa é de redução nos custos logísticos, aumento da competitividade das commodities brasileiras e estímulo à instalação de terminais, portos secos e centros de distribuição ao longo do trajeto.

Além de favorecer o setor produtivo, o transporte ferroviário é apontado como alternativa mais eficiente e sustentável, contribuindo para a descarbonização do transporte de cargas.

Projeto histórico marcado por atrasos

A proposta de uma ferrovia estruturante no Nordeste é discutida desde a década de 1950. Uma primeira tentativa de implantação começou em 1959, mas foi interrompida por inviabilidade econômica.

O modelo atual teve início em 2006, com previsão inicial de entrega em 2010. Após sucessivas paralisações, as obras foram retomadas em 2024, ganhando novo impulso com recursos federais.

A conclusão da Transnordestina é considerada decisiva para consolidar uma nova matriz logística no Nordeste e ampliar a participação da região no comércio exterior.

FONTE: GMC Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/ MT

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Logística

Transnordestina avança no Ceará e se aproxima da conexão com o Porto do Pecém

As obras da Transnordestina seguem em ritmo acelerado no Ceará e já se aproximam da ligação com o Porto do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. A conexão ferroviária é aguardada há anos pelo setor produtivo e deve ampliar a competitividade do escoamento de cargas na região.

Na última semana, técnicos da Superintendência de Infraestrutura Ferroviária (SUFER), vinculada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizaram vistoria presencial para acompanhar o andamento dos trabalhos em trechos considerados estratégicos.

Vistorias técnicas nos lotes 5, 6 e 11

A inspeção ocorreu nos lotes 5 e 6, localizados entre os municípios de Senador Pompeu e Quixeramobim. Esses segmentos da ferrovia Transnordestina têm previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026.

Além desses trechos, a equipe também avaliou o avanço das obras no lote 11, já na área de chegada ao complexo do Pecém. Essa etapa é considerada uma das mais desafiadoras do projeto, especialmente pela necessidade de integração da malha ferroviária com os terminais portuários e demais estruturas logísticas.

A conexão direta com o porto deve fortalecer o transporte de cargas por trilhos, reduzindo custos e ampliando a eficiência da logística regional.

Acompanhamento permanente da ANTT

Desde 2025, quando autorizou o início do transporte ferroviário em regime de comissionamento em parte da linha, a Agência Nacional de Transportes Terrestres intensificou o monitoramento técnico da obra.

A atuação da agência reguladora envolve:

  • fiscalização da execução dos trabalhos;
  • avaliação técnica da infraestrutura;
  • verificação das condições de segurança operacional.

O avanço da Transnordestina é considerado estratégico para consolidar um novo eixo logístico no Nordeste, ampliando a integração entre o interior produtivo e o Porto do Pecém, que desempenha papel central nas exportações e na movimentação de cargas da região.

FONTE: Portal BeNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Transnordestina avança no Ceará e reforça logística e desenvolvimento do Nordeste

A Transnordestina segue como um dos principais projetos de infraestrutura ferroviária do país, essencial para o escoamento da produção do Nordeste brasileiro. Para acompanhar o andamento das obras, o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, vistoriou os Lotes 9 e 10, trechos estratégicos da fase 1 do empreendimento no Ceará.

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões pelo Novo PAC para este trecho, garantindo 100% de liberação das obras no estado.

“O avanço dessas obras demonstra a importância da Transnordestina para o Nordeste. A ferrovia permitirá transporte de cargas mais eficiente, descarbonizando o setor logístico”, afirmou Ribeiro.

Trecho cearense e impacto regional

O trecho visitado atravessa os municípios de Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia, somando 97 quilômetros. Ele integra a fase 1 da ferrovia, conectando o Piauí ao litoral cearense.

Para o governador do Ceará, Elmano de Freitas, a ferrovia vai muito além da geração de empregos: “É a principal obra de logística da história do estado, ligando regiões produtoras de grãos e minérios ao Porto do Pecém, conectando o Ceará aos mercados internacionais.”

A fase 1 da Transnordestina conta com 727 quilômetros finalizados de um total de 1.053 quilômetros, representando 80% de conclusão, enquanto os 326 quilômetros restantes seguem em execução. O investimento já aplicado soma R$ 11,3 bilhões.

Testes operacionais avançam

Neste mês, a ferrovia deu mais um passo rumo à operação plena com o segundo teste operacional, transportando 946,12 toneladas de sorgo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) até o Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará, em 16 horas e 34 minutos.

Os testes começaram em dezembro de 2025 e devem incluir, em etapas futuras, diversificação de mercadorias transportadas pela linha férrea.

“Essa obra vai transformar o Nordeste. Com mais de 1.200 quilômetros de ferrovia, todos os lotes contratados e infraestrutura de primeiro mundo, a região terá um grande desenvolvimento econômico”, destacou Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN.

Integração econômica e logística do Nordeste

A Transnordestina terá 1.206 quilômetros na linha principal e 73 quilômetros em ramais secundários, atravessando 53 municípios. Do total, 608 quilômetros estão em solo cearense, beneficiando 28 municípios, enquanto 18 piauienses e 7 pernambucanos também serão contemplados.

Segundo Ribeiro, a ferrovia é um motor de desenvolvimento: “Além de escoar a produção agrícola com mais eficiência e menor emissão de gases, gera emprego, renda e infraestrutura logística no entorno, como terminais e portos secos, fortalecendo a competitividade brasileira no mercado internacional.”

Com papel central no escoamento da produção do Matopiba — região que inclui Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins — a Transnordestina reduz custos logísticos e impulsiona o desenvolvimento econômico regional, redesenhando o mapa da logística do Nordeste.

FONTE: Ministério dos Transportes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/MT

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Logística

Transnordestina atinge 80% de execução na Fase 1 e avança para operação plena

A Fase 1 da Ferrovia Transnordestina alcançou 80% de avanço físico e se aproxima de um marco importante para a logística do Nordeste. Do total previsto, 727 quilômetros da linha principal já estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras, consolidando o ritmo de execução do empreendimento.

Testes operacionais avançam no Ceará e no Piauí

Em janeiro, o projeto ferroviário registrou mais um avanço relevante com a conclusão da segunda prova operacional. A Transnordestina Logística S.A. (TLSA) realizou o transporte de 946,12 toneladas de sorgo, partindo do Terminal Intermodal do Piauí (TIPI) com destino ao Terminal Logístico de Iguatu (TLI), no Ceará.

O trajeto foi cumprido em 16 horas e 34 minutos, demonstrando a viabilidade operacional da ferrovia e reforçando o potencial do modal ferroviário para o escoamento de cargas agrícolas.

Transporte de cargas marca fase de avaliação do projeto

A etapa de testes teve início em dezembro de 2025, com foco no transporte de produtos agrícolas pela Transnordestina. Segundo a concessionária, as próximas provas devem contemplar a diversificação de mercadorias, ampliando a validação do sistema ferroviário.

Infraestrutura ferroviária promete impacto econômico no Nordeste

De acordo com o diretor executivo de Infraestrutura e Logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Tufi Daher Filho, a Transnordestina representa um divisor de águas para a região.

“Este é um projeto fundamental, com mais de 1.200 quilômetros de ferrovias e todos os lotes contratados. Trata-se de uma infraestrutura de padrão mundial, capaz de impulsionar o desenvolvimento e reverter tendências negativas históricas do Nordeste”, destacou.

Traçado, investimento e alcance regional

Ao final, a ferrovia contará com 1.206 quilômetros de linha principal e 73 quilômetros de ramais secundários, atravessando 53 municípios. O traçado liga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), um dos principais hubs logísticos do país.

O investimento total da Transnordestina é estimado em R$ 14,9 bilhões, dos quais R$ 11,3 bilhões já foram executados, reforçando a robustez financeira e o avanço consistente do projeto.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Porto do Pecém recebe navio inovador

O Porto de Pecém, no Brasil, encerrou a semana portuária recebendo um navio de carga nunca antes atendido no terminal do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).

O MSC Leila, recém-incorporado à frota da Mediterranean Shipping Company, faz parte dos serviços voltados ao embarque da recente safra de frutas no terminal do estado do Ceará, no nordeste do país. A temporada de exportação de frutas se estende de setembro até fevereiro.

Com 335 metros de comprimento e capacidade para 11.500 TEU, o navio se destaca por seu design inovador e eficiência energética. Ele utiliza Gás Natural Liquefeito (GNL) em sua propulsão e conta com um sistema de defletores que reduz a ação do vento, aumentando a estabilidade durante a navegação.

Além disso, essa operação marca um marco importante para o Porto de Pecém, que segue ampliando suas capacidades para receber navios de nova geração e fortalecer a logística de exportação brasileira.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos

Complexo Portuário do Pecém ganha terminal de cargas frias

O novo empreendimento do grupo suíço Fracht AG, poderá abrigar até 174 mil toneladas por ano

O governador do Ceará Elmano de Freitas anunciou um terminal de cargas frias no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O novo empreendimento do grupo suíço Fracht AG poderá abrigar até 174 mil toneladas por ano de cargas resfriadas, congeladas e secas.

Por meio das redes sociais, o governador comemorou o fortalecimento de parcerias que geram desenvolvimento para o Ceará. “O Ceará segue avançando com mais um grande empreendimento. Em reunião com a diretoria do grupo suíço Fracht AG, fortalecemos parcerias e incentivos. A empresa inaugura hoje o terminal que vai integrar rodovia, porto e, em breve, ferrovia, com a chegada da Transnordestina, tornando o Ceará ainda mais forte como hub logístico do Nordeste”, pontuou.

O gestor estadual ainda ressaltou o impacto do empreendimento na geração de emprego. “Com capacidade para 174 mil toneladas/ano de cargas secas, resfriadas e congeladas, o armazém frigorífico do Ceará será responsável pela geração de 480 empregos diretos e indiretos. É mais desenvolvimento e oportunidade para os cearenses”, ressaltou.

O inédito terminal multimodal de cargas com soluções logísticas para cargas frias vai reforçar o processo logístico das empresas que produzem ou movimentam cargas resfriadas, como frutas e congeladas, como aves, carnes e peixes. O empreendimento ainda conta com monitoramento remoto, em tempo real, da temperatura das cargas. Para a instalação no Complexo do Pecém, foram investidos aproximadamente R$ 105 milhões, onde o mesmo foi projetado para oferecer uma cadeia de serviços completa: frete marítimo, despacho aduaneiro, armazenagem e transporte.

De acordo com o diretor-geral da Fracht Log, Thiago Abreu, a multinacional suiça, viu, no Ceará, um estado estratégico. “O Grupo Fracht AG é um grupo multinacional de origem suíça e enxerga o Ceará como um estado estratégico para o desenvolvimento dos seus negócios no Brasil e na América do Sul. Por isso, o grupo percebeu a oportunidade de erguer um empreendimento inédito nessa região do país: o mais moderno terminal de cargas frias do Ceará. Uma solução logística integrada aos modais rodoviário e marítimo, e muito em breve ao modal ferroviário, com a chegada da Transnordestina ao Pecém”, afirmou.

“Esse é um empreendimento que fortalece a competitividade das empresas importadoras e exportadoras, amplia as oportunidades de negócios no mercado interno nacional e reafirma o papel do Estado do Ceará como protagonista no cenário logístico brasileiro, sem abrir mão da sustentabilidade”, concluiu o diretor-geral da Fracht Log.

O presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, comemorou a chegada o novo empreendimento. “É com muita alegria que a gente presencia a entrega desse equipamento tão importante, com uma capacidade tão significativa de armazenamento, que vai agregar muita na logística do nosso Complexo e também do nosso Estado. Vai consolidar ainda mais o Pecém e o Ceará como um hub de logístico do nosso País”, finalizou.

Fonte: Modais em Foco

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Portos

Com R$ 1,2 bilhão, Porto do Pecém será ampliado de novo

Está em processo de licitação o conjunto de obras da mais nova ampliação do Porto do Pecém, o principal equipamento da infraestrutura de transporte do Ceará. Financiados pela própria Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), de cujo capital faz parte, com 30%, a Autoridade do Porto de Roterdã, na Holanda, esses serviços estão estimados em R$ 1,2 bilhão. Esta coluna conversou com uma fonte muito bem-informada sobre o projeto da qual ouviu uma opinião que resumiu assim a sua importância:

“O Porto do Pecém, que já é um terminal marítimo muito moderno e de baixo custo operacional, dará um salto de qualidade, porque passará a ter, até 2028, quando tudo estará concluído, um berço exclusivo – o berço número cinco – para a movimentação de grãos a ser operado pela Trasnordestina Logística, além de um novo berço — o de número 11 – a ser construído na área do TMUT (Terminal de Múltiplo Uso, de movimentação de carga geral) que se expandirá em mais 350 metros para o Oeste.

O píer de número dois, localizado entre o píer de número um e o TMUT, também expandido para Oeste e nele a CIPP S/A instalará os equipamentos para o embarque da amônia que será produzida pelas unidades industriais que produzirão o hidrogênio verde no futuro Hub do H2V do Pecém.

“Quem, como nós, operamos no Porto do Pecém e acompanhamos o vai-e-vem de empresários brasileiros e estrangeiro e de autoridades do governo do Ceará, não temos dúvida de que o sonho do hub do hidrogênio verde virará realidade por várias causas, principalmente às relativas à logística: Pecém está a uma semana de viagem dos portos da Europa, tem profundidade capaz de receber grandes navios e, coma nova ampliação, ganhará, também, equipamentos mais modernos para a movimentação de carga e descarga de todas as mercadorias”, comentou a fonte.

A sociedade da CIPP S/A com a Autoridade Portuária de Roterdã deu ao Porto do Pecém, digamos assim, um “up grade”, algo como sair da classe econômica para a classe executiva. São os diretores indicados pelos holandeses de Roterdã que, além de garantirem a expertise na gestão do Pecém, respaldam as decisões técnicas da empresa.

“Sempre foram muito boas as relações dos cearenses da CIPP S/A com seus sócios europeus dos Países Baixos”, comentou a fonte, acrescentando que o projeto da nova ampliação do Porto do Pecém teve a participação efetiva dos holandeses.

Fonte: Diário do Nordeste

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Portos

Com a saída do último navio antes do tarifaço nesta terça, o que esperar das rotas do Porto do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas de longo curso de contêineres

último navio do Porto do Pecém, no Ceará, com destino aos Estados Unidos antes da entrada em vigor do tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, parte nesta terça-feira (5). Diante dos impactos da medida na economia cearense, questiona-se se as rotas marítimas que incluem a plataforma também serão afetadas devido à possível queda nas exportações.

Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Aduaneiros, empresa especializada em despacho aduaneiro e frete internacional, teme que um possível impacto futuro do tarifaço seja a redução da rota.

“O fluxo de carga nos possibilita que os navios encostem aqui. Perdendo esse fluxo, como os armadores manteriam a rota para os Estados Unidos, se não há demanda? Isso custa muito para todo o ecossistema do comércio internacional; levam anos para conseguir isso”, avalia.

Contudo, o Porto do Pecém descarta a possibilidade de descontinuidade da linha. Já outra especialista avalia que ainda é prematuro considerar uma possível redução (veja análise completa abaixo).

Como estão as rotas atuais do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas (serviços) de longo curso de contêineres, sendo duas para a Europa, uma para a Ásia e outra para os Estados Unidos

Chamada “Serviço Tango”, a rota para os Estados Unidos não é operada por um navio fixo e ocorre, em média, uma vez por semana, segundo o Porto do Pecém.

Os dias em que as viagens são realizadas também variam de acordo com marés e programação dos portos, entre outros fatores.

Especialista avalia que rotas devem ser mantidas após exclusão do aço 

Para Ana Rita Freitas, coordenadora do curso de Comércio Exterior da Universidade de Fortaleza (Unifor), é cedo para pensar em uma possível redução na frequência de viagens entre Estados Unidos e Porto do Pecém. “Considerando o aço, o cenário de junho continua. Considerando os porta-contêineres, os armadores estão preocupados porque, no curto prazo, pelo menos, deve ter uma redução por conta da incerteza”, avalia.

“Mas ainda é cedo, ainda estão na mesa de negociação todos esses pontos. Mas a preocupação dos embarcadores é válida”, afirma Ana Rita.

Ela destaca que, em junho, os EUA já haviam anunciado uma taxa para o aço do mundo todo, exceto do Reino Unido. “Com essa isenção de agora, nosso aço segue competitivo dentro do mercado e, de fato, é o nosso principal produto exportado”, avalia.

Além disso, ela lembra ser necessário considerar que o Ceará também importa produtos dos Estados Unidos por meio dessa rota.

“O tarifaço ainda está na mesa de negociação; ainda há questões a serem analisadas”, reforça Ana Rita, destacando também que, paralelamente, é importante olhar para outros mercados que podem surgir nesse contexto.

“A gente pode e deve verificar outros países de destino para os nossos produtos”, enfatiza.

Ana Rita Freitas destaca ainda que os navios que fazem transporte de contêineres são diferentes dos navios que transportam aço (graneleiros). “

Próximos navios 

No último dia 27, partiu do equipamento cearense o navio de contêiner Wieland, de bandeira portuguesa, transportando produtos cearenses. A previsão de chegada ao Porto de Nova York é esta terça-feira (5).

Na quarta-feira (6), por sua vez, deve chegar ao Porto do Pecém o navio Monte Linzor (bandeira singapurense), vindo do Rio de Janeiro e, após parar no Pecém, seguirá para os Estados Unidos. Essa será a última embarcação a partir do Ceará antes do tarifaço, que deve entrar em vigor no dia 7 de agosto.

Apesar do trânsito de nove dias entre Pecém e o Porto de Nova York, conforme o decreto de Donald Trump, produtos embarcados em até sete dias após o decreto ficam isentos, mesmo que cheguem após 7 de agosto.

Entre os produtos que a embarcação levará para os EUA estão peixe, água de coco, castanha de caju, couro bovino, calçados, inhame, lagosta, manga, acerola, melão, mel, entre outros.

Fonte: Diário do Nordeste

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