Portos

Cargueiro movido a vento leva 600 toneladas de café e cacau do Porto de São Sebastião à Europa

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, recebeu nesta quinta-feira (30) o Anemos, um cargueiro movido a vento que transportará cerca de 600 toneladas de café verde e 12 toneladas de cacau com destino à Europa. A carga, produzida por exportadores de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará, será enviada para diferentes países do continente.

A primeira parada do navio está prevista para Fécamp, na França, onde o café será torrado e distribuído ao mercado europeu. Se as condições climáticas permitirem, a partida do Anemos está programada para este sábado (1º). A travessia até a Europa deve durar aproximadamente três semanas.

Sustentabilidade e retomada histórica das exportações

Esta é a segunda vez que o Anemos atraca em São Sebastião — a primeira ocorreu em dezembro de 2024, quando o porto realizou a primeira exportação de café orgânico brasileiro em uma embarcação movida à força do vento.

As operações simbolizam a retomada histórica das exportações de café pelo terminal, que não movimentava o produto desde a década de 1960. O retorno das atividades ocorreu em setembro de 2024, com o envio de 8 mil toneladas de café verde para a Alemanha.

De acordo com Ernesto Sampaio, presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), a escolha do porto está relacionada ao selo verde do terminal, que certifica práticas ambientalmente sustentáveis.

“Investir em transporte marítimo sustentável é essencial para mostrar que é possível crescer economicamente sem agredir o meio ambiente. O Anemos é um exemplo de inovação que queremos replicar em futuras operações”, afirmou Sampaio.

O navio Anemos: inovação e tecnologia limpa

Construído pela empresa francesa TOWT (TransOceanic Wind Transport) no Vietnã, o Anemos tem 81 metros de comprimento, 12 metros de largura e um mastro de 65 metros. A embarcação opera sem o uso de combustíveis fósseis, utilizando um motor auxiliar apenas em calmarias extremas.

Além disso, toda a energia elétrica a bordo é gerada pelo vento, por meio de geradores eólicos, reforçando o compromisso da nave com a redução de emissões de carbono e a transição energética sustentável no setor marítimo.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CDSS

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Portos

Leilão do Porto de São Sebastião deve ocorrer até abril de 2026, anuncia governo federal

O Porto de São Sebastião, localizado no litoral norte de São Paulo, será leiloado até abril de 2026, segundo informou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. O objetivo é ampliar a capacidade logística do estado e transformar o local em um porto multipropósito moderno e competitivo.

Expansão e modernização do Porto de São Sebastião

O projeto de arrendamento da área SSB01 prevê a movimentação e armazenagem de granéis sólidos, cargas gerais e contêineres. A proposta inclui a modernização de 426 mil m² de área operacional, a construção de um novo píer, ampliação do pátio, implantação de um sistema de carga e descarga para caminhões e dragagem de aprofundamento dos canais de acesso.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, as obras devem gerar cerca de 5 mil empregos durante a fase de construção e 1,3 mil postos permanentes na etapa de operação, impulsionando a economia regional e fortalecendo o setor logístico paulista.

Parceria com o governo de São Paulo

A modelagem final do projeto será discutida em reunião em Brasília com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nos próximos dias. A expectativa do governo é que o Porto de São Sebastião se torne um importante corredor logístico, conectando o litoral paulista às principais rotas de exportação do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

São Sebastião lidera crescimento entre portos públicos do Brasil

O Porto de São Sebastião conquistou, no último dia 20 de agosto,  o 1º lugar na categoria Crescimento da Movimentação de Cargas – Variação Percentual do Prêmio Portos + Brasil, promovido pelo MPor (Ministério de Portos e Aeroportos). A 6ª edição da premiação avaliou 36 portos públicos de todo o país.

Em 2024, o terminal paulista movimentou 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 48% frente a 2023. Já em 2025, o porto soma 692 mil toneladas processadas até agosto. Entre os principais produtos que passam pelo terminal estão açúcar, barrilha, coque de petróleo, malte e cevada. Segundo o presidente da CDSS (Companhia Docas de São Sebastião), Ernesto Sampaio, o resultado “reflete o empenho da equipe e a qualidade da infraestrutura e dos serviços oferecidos, que permitem atender com eficiência o comércio nacional e internacional”.

Administrado pela CDSS e vinculado à Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) do governo de São Paulo, o porto opera por delegação federal. Nas importações, se destacam barrilha, malte, cevada e produtos siderúrgicos; já nas exportações, açúcar, coque de petróleo, máquinas e equipamentos. O terminal possui ainda um dos canais mais profundos do Brasil, fator que amplia seu potencial de expansão.

Entre os próximos passos está o arrendamento da área SSB01, previsto para o fim de 2025. O projeto inclui intervenções em 262 mil m² de área operacional e a construção de um novo píer com dois berços de atracação. Com investimento estimado em R$ 660 milhões e contrato de 35 anos, a concessão deve multiplicar por quatro a capacidade de movimentação do porto, chegando a 4,3 milhões de toneladas anuais — um aumento de 187% em comparação a 2024.

A cerimônia em Brasília contou com representantes de portos públicos e privados, além de autoridades federais. Ainda não há detalhes sobre o processo de seleção do parceiro privado que assumirá o arrendamento do terminal SSB01.

Fonte: Poder 360

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Portos

Dragagem reforça capacidade de atracação no Porto de São Sebastião

A dragagem de manutenção foi intensificada no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte. Os serviços, que começaram há duas semanas, estão concentrados no berço 101. O trabalho é fundamental para a continuidade e eficiência das operações portuárias.

A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos (m3) de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros.

A dragagem é realizada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Segundo o presidente da CDSS, Ernesto Sampaio, o início da obra representa um avanço estratégico. “Com a dragagem, ampliamos a segurança e a previsibilidade das operações, mantendo o Porto em plenas condições de atender à demanda com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Os sedimentos retirados serão depositados no Dique de Contenção, área interna ao Porto destinada exclusivamente para esse tipo de material. “Trata-se de uma solução sustentável, já que o local recebe apenas sedimentos de boa qualidade, sem contaminação, que podem ser reaproveitados de forma benéfica”, informa a Semil.

Outro diferencial da obra, diz a secretaria, é o monitoramento constante da fauna marinha. “Durante toda a dragagem, um profissional especializado, com apoio de drones, realiza o acompanhamento da área para detectar a presença de baleias e tartarugas. Caso algum animal se aproxime, os trabalhos são imediatamente suspensos até que o afastamento seguro seja confirmado”.

O Porto de São Sebastião possui um dos canais mais profundos do País, com até 42 metros, e é considerado estratégico para o escoamento de cargas do Litoral Norte. A dragagem de manutenção é necessária devido ao assoreamento natural causado por chuvas, ventos, correntes marítimas e movimentação de navios.

Fonte: A Tribuna

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