Internacional

China critica plano dos EUA para criar bloco comercial de minerais críticos

A China manifestou oposição à proposta dos Estados Unidos de formar um bloco comercial preferencial com países aliados voltado ao fornecimento de minerais críticos. A posição foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo Ministério das Relações Exteriores da China, que criticou a adoção de regras definidas por grupos restritos de países.

Segundo o governo chinês, iniciativas desse tipo podem prejudicar a ordem econômica e comercial internacional, ao impor normas que não representam os interesses globais. A pasta reforçou que a economia mundial deve ser regida por princípios amplos e não por acordos exclusivos.

China defende comércio internacional aberto e inclusivo

Durante coletiva de imprensa regular, o porta-voz do ministério, Lin Jian, afirmou que a manutenção de um ambiente comercial internacional aberto, inclusivo e universalmente benéfico atende aos interesses comuns de todas as nações.

A declaração sinaliza a preocupação de Pequim com movimentos que possam fragmentar cadeias globais de suprimentos, especialmente em áreas estratégicas como a de minerais críticos, essenciais para tecnologias avançadas, transição energética e indústria de defesa.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: David Gray/Reuters

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Internacional

Lula e Trump discutem agenda internacional e articulam visita aos EUA em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, nesta segunda-feira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um diálogo de aproximadamente 50 minutos. A ligação tratou de agenda internacional, relações bilaterais e da possibilidade de uma visita oficial de Lula a Washington ainda em 2026.

Segundo informações do Palácio do Planalto, o contato foi considerado produtivo e ocorreu em tom positivo, com troca de avaliações sobre temas políticos, econômicos e diplomáticos de interesse comum.

Venezuela e Gaza estiveram no centro do diálogo

Durante a conversa, os presidentes abordaram a situação na Venezuela, com ênfase na defesa da paz, da estabilidade regional e nos impactos sociais e políticos vividos pelo país vizinho.

Outro ponto relevante foi o conflito na Faixa de Gaza. Lula defendeu que eventuais iniciativas internacionais voltadas à região tenham foco direto no conflito e contem com representação palestina, como forma de ampliar a efetividade das ações diplomáticas.

Economia e cooperação contra o crime organizado

Os dois líderes também trocaram impressões sobre o cenário econômico de Brasil e Estados Unidos, classificado como positivo por ambos. A avaliação compartilhada é de que os indicadores recentes apontam perspectivas favoráveis de crescimento, com reflexos para a região e para o comércio internacional.

Além disso, houve consenso sobre a importância de ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, incluindo o fortalecimento da troca de informações e de ações conjuntas contra o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro.

Visita de Lula a Washington entra no radar diplomático

Ao final da ligação, ficou encaminhada a visita de Lula aos Estados Unidos nos próximos meses. A viagem deverá ocorrer após compromissos já previstos do presidente brasileiro na Índia e na Coreia do Sul.

A data oficial ainda será definida pelas equipes diplomáticas dos dois países, que darão sequência às tratativas para organizar a agenda e os encontros institucionais em Washington.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho/Redes sociais

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Comércio Internacional

BRICS e América do Sul: Argentina, Paraguai e Uruguai avaliam aproximação, mas sem adesão formal

A possibilidade de aproximação entre países do Mercosul e o BRICS voltou ao centro do debate na América do Sul, em um contexto marcado por incertezas econômicas globais, negociações comerciais em andamento e esforços regionais para ampliar exportações e atrair investimentos. Argentina, Paraguai e Uruguai aparecem com frequência em análises sobre o tema, mas, até o momento, não há sinalização conjunta, pública ou formal de adesão ao bloco.

Apesar do espaço crescente que o assunto ocupa no debate político e diplomático, os registros oficiais apontam para um cenário mais fragmentado, com movimentos distintos e cautelosos por parte de cada país.

Expansão do BRICS e criação da categoria de país parceiro

Criado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China, o BRICS incorporou a África do Sul em 2011 e, desde então, ampliou sua relevância como fórum de coordenação política e econômica entre países emergentes. O grupo ganhou novo impulso com a decisão de expansão anunciada na cúpula de 2023.

Em 2024, os líderes do bloco aprovaram mudanças institucionais e criaram a categoria de “país parceiro”, que permite participação em reuniões e debates, mas sem direito a deliberação, prerrogativa reservada aos membros plenos. Em janeiro de 2025, o governo brasileiro anunciou os primeiros países parceiros, inaugurando oficialmente o novo modelo. No mesmo ano, o Vietnã também passou a integrar essa categoria, sinalizando que o mecanismo segue ativo.

Argentina: convite formal e recusa registrada

No caso da Argentina, as informações confirmadas caminham em sentido contrário à hipótese de ingresso iminente. Em agosto de 2023, o país foi convidado a se tornar membro pleno do BRICS, com adesão prevista para janeiro de 2024.

No entanto, já sob o governo de Javier Milei, Buenos Aires enviou carta oficial aos líderes do bloco comunicando a decisão de não ingressar no grupo. O posicionamento foi tornado público no fim de dezembro de 2023.

A recusa formal não impede a manutenção de relações comerciais ou políticas com países do BRICS, nem a participação em fóruns paralelos. Ainda assim, o gesto institucional registrado foi de não adesão, o que diferencia o interesse econômico em ampliar comércio de um movimento político formal para integrar o bloco.

Uruguai e Paraguai mantêm diálogo, sem pedido de adesão

A movimentação do Uruguai tem se concentrado mais no diálogo do que em um processo estruturado de adesão. Em março de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou Uruguai, Colômbia e México para participar de um encontro vinculado à cúpula do BRICS realizada no Brasil.

Analistas interpretaram o convite como um sinal de abertura para ampliar a interlocução com países latino-americanos, mas não como um convite formal para ingresso no bloco, seja como membro pleno ou país parceiro.

Em relação ao Paraguai, há registros de declarações diplomáticas que mencionam “interesse” no BRICS. No entanto, não existe anúncio oficial de pedido de adesão nem inclusão do país nas listas divulgadas formalmente pelo bloco. Até aqui, a aproximação se restringe a conversas políticas e cooperação econômica pontual.

Mercosul, acordo com a União Europeia e diversificação de parcerias

O debate sobre novas alianças ocorre em paralelo às negociações internacionais do Mercosul. O acordo entre Mercosul e União Europeia teve suas negociações concluídas em dezembro de 2024, segundo comunicados oficiais do governo brasileiro.

Apesar disso, o processo enfrenta entraves no continente europeu. Em janeiro de 2026, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliação jurídica, o que pode postergar a votação final. Autoridades brasileiras defendem que a tramitação interna no Brasil pode ajudar a acelerar etapas, mas ainda não há prazo definido.

Esse cenário reforça a estratégia regional de diversificação de mercados, reduzindo a dependência histórica de parceiros tradicionais como Estados Unidos e Europa, especialmente em um ambiente econômico global mais volátil.

Investimentos, exportações e limites das informações disponíveis

A ideia de que uma maior aproximação com o BRICS poderia impulsionar exportações e atrair investimentos aparece associada a setores estratégicos da América do Sul, como agronegócio, energia e infraestrutura. No entanto, não há dados oficiais, projetos anunciados ou compromissos firmes que sustentem a expectativa de “investimentos bilionários” envolvendo especificamente Argentina, Paraguai e Uruguai no âmbito do bloco.

Indicadores de comércio regional, como os dados brasileiros sobre fluxo comercial com o Paraguai, ajudam a explicar por que Assunção é vista como parceira estratégica. Ainda assim, essas estatísticas não confirmam a existência de negociações formais para entrada paraguaia no BRICS.

O mesmo vale para a narrativa de rompimento com Estados Unidos e Europa. Há, de fato, uma tendência histórica de diversificação da política externa sul-americana, mas atribuir esse objetivo a decisões concretas de adesão ao BRICS exige declarações oficiais que, até agora, não existem.

Cenário aponta cautela e aproximações graduais

No estágio atual, o quadro mais fiel é o de uma região que busca ampliar sua margem de manobra internacional. O Mercosul acelera acordos comerciais, enquanto o BRICS adota formatos mais flexíveis, como o de país parceiro, que funcionam como pontes para novos diálogos.

A questão central permanece em aberto: se e quando Argentina, Paraguai ou Uruguai transformarão sinais de interesse econômico em um movimento institucional concreto, com pedido formal e negociação política dentro do bloco.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

Mercosul cobra União Europeia e alerta: prazo para acordo de livre comércio não é ilimitado

Representantes do Mercosul enviaram um recado direto à União Europeia: o bloco sul-americano está disposto a avançar na assinatura do acordo de livre comércio, mas não aceitará adiamentos indefinidos. A declaração ocorre após o anúncio do adiamento da formalização do tratado, que era esperada para a cúpula presidencial do Mercosul, diante da resistência de agricultores europeus.

Segundo o chanceler do Paraguai, Rubén Ramírez, o entendimento é de que a UE enfrenta trâmites institucionais internos, mas isso não pode se estender sem limites. “Há disposição para avançar, porém os prazos não são infinitos”, afirmou após reunião ministerial em Foz do Iguaçu.

Nova data ainda não foi confirmada oficialmente

Fontes da Comissão Europeia e diplomatas em Bruxelas indicaram que a nova previsão para assinatura do acordo seria 12 de janeiro, no Paraguai, país que assume a presidência rotativa do Mercosul. Ramírez, no entanto, afirmou que não houve comunicação formal.

De acordo com o ministro, nem ele nem o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, receberam confirmação oficial da UE sobre essa data. A informação, segundo Ramírez, circula apenas na imprensa europeia.

Negociação histórica pode criar maior área de livre comércio do mundo

O acordo Mercosul–União Europeia está em negociação há cerca de 25 anos e, se concluído, dará origem à maior área de livre comércio global. O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Ramírez ressaltou que há vontade política para a assinatura, mas alertou que a indefinição pode levar o bloco a priorizar outros parceiros estratégicos. Entre eles estão Catar, Emirados Árabes Unidos e a ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

Resistência de agricultores europeus trava avanço

Produtores rurais, especialmente na França e na Itália, se posicionam contra o acordo por temerem a entrada de produtos agrícolas do Mercosul, como carne, arroz, mel e soja, considerados mais competitivos por conta de normas produtivas menos rígidas.

Apesar disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente acreditar que o acordo possa ser finalizado em janeiro. Um porta-voz do governo alemão reforçou a avaliação, afirmando que a discussão gira mais em torno do “quando” do que do “se” o tratado será assinado. Alemanha, Espanha e países nórdicos apoiam a conclusão do acordo.

Para a UE, o tratado ampliaria as exportações de veículos, máquinas, equipamentos, vinhos e destilados para a América do Sul.

Pressão política e cenário interno europeu

O Brasil ocupa atualmente a presidência rotativa do Mercosul. Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que recebeu um pedido de “paciência” da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em relação à conclusão do acordo. Lula disse que levará essa solicitação aos demais líderes do bloco.

Já o chanceler argentino, Pablo Quirno, defendeu uma reavaliação da política externa do Mercosul, com foco em acordos bilaterais mais rápidos e com resultados concretos.

Embora o texto do acordo inclua cláusulas de salvaguarda para proteger o setor agrícola, fontes do governo brasileiro avaliam que, na França, a oposição extrapola critérios técnicos. Segundo essa avaliação, o ambiente político interno francês tem peso decisivo na resistência ao tratado.

Nesta sexta-feira, agricultores franceses protestaram em frente à residência de veraneio do presidente Emmanuel Macron, lançando esterco na área como forma de manifestação contra o acordo e outras pautas do setor.

Relações regionais e tensões políticas

Durante a agenda em Foz do Iguaçu, Lula inaugurou a Ponte da Integração Brasil–Paraguai, que liga os dois países. O presidente paraguaio, Santiago Peña, participará de cerimônia semelhante neste sábado, do lado paraguaio da fronteira.

As relações entre Brasil e Paraguai passaram por momentos de tensão em 2024, após a revelação de uma operação de espionagem da inteligência brasileira contra instituições paraguaias. O governo Lula reconheceu a ação, atribuindo a responsabilidade à gestão anterior.

No âmbito regional, Lula e o presidente argentino Javier Milei ainda não realizaram reunião bilateral. Milei, que chegou recentemente a Foz do Iguaçu, gerou controvérsia ao publicar nas redes sociais um mapa com críticas a países governados pela esquerda na América do Sul.

FONTE: O Dia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AFP

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Economia

Governo adia Cúpula do Mercosul, mas mantém acordo de livre-comércio com a União Europeia

Brasil confirma acordo Mercosul–União Europeia em dezembro

O governo federal decidiu adiar a Cúpula do Mercosul para janeiro do próximo ano, informaram interlocutores do Palácio do Planalto. Apesar da mudança no calendário, está mantida para 20 de dezembro, em Brasília, a assinatura do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) — um dos compromissos mais aguardados da agenda diplomática.

A formalização do tratado ocorrerá ainda sob a presidência brasileira do Mercosul, já que a troca de comando do bloco será concluída antes da reunião de chefes de Estado.

Lula busca consolidar protagonismo nas negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido o principal articulador, pelo lado sul-americano, do avanço nas negociações com a UE. O governo vê na assinatura do acordo uma oportunidade de reforçar o protagonismo brasileiro no cenário internacional e capitalizar politicamente o desfecho das tratativas.

Ausências de Milei e Peña levaram ao adiamento

O adiamento da cúpula foi motivado, principalmente, pela impossibilidade de participação dos presidentes Javier Milei (Argentina) e Santiago Peña (Paraguai) na data inicialmente prevista.

A nova reunião deverá ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), escolha considerada simbólica pelo Planalto: além de marcar a transição da presidência do bloco para o Paraguai, a cidade abriga uma das principais fronteiras entre os dois países.

Com informações do Palácio do Planalto.
Texto: Redação

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Internacional

Senado discute avanços do Acordo Mercosul-União Europeia e prevê assinatura até dezembro

Após 25 anos de negociações, o Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia voltou ao centro das discussões no Senado Federal. A Comissão de Relações Exteriores (CRE) realizou, na última terça-feira (21), uma audiência para avaliar as perspectivas de assinatura, ratificação e entrada em vigor do tratado, que deve ser oficializado ainda neste ano, segundo diplomatas envolvidos nas tratativas.

O tratado unirá dois blocos que somam mais de 700 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 22 trilhões. A previsão é que sejam firmados dois textos: um acordo econômico-comercial provisório e outro acordo de parceria completo, sujeito à aprovação de todos os Estados-membros da União Europeia (UE). Ao abrir a sessão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou a importância do debate para medir o “pulso” das negociações. “O propósito do Brasil não mudou, e esperamos que o da União Europeia venha ao encontro das nossas aspirações”, afirmou.

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, explicou que o acordo está em fase final de tramitação. A Comissão Europeia já encaminhou o texto ao Conselho Europeu, que deverá votar os dois instrumentos paralelos: o acordo de parceria completo, que exige a ratificação de todos os parlamentos nacionais, e o acordo comercial provisório, que depende apenas da aprovação do Conselho, por maioria qualificada. Pelo menos 15 dos 27 países europeus — representando 65% da população da UE — precisarão aprovar o texto. O Parlamento Europeu também deve validar o acordo por maioria absoluta. Quando o documento integral entrar em vigor, substituirá o acordo provisório.

Schuegraf ressaltou que o processo é complexo, devido à diversidade linguística e política dos 27 países europeus. Mesmo assim, ela destacou a importância estratégica da parceria: “Este acordo vantajoso abrirá oportunidades de crescimento sustentável e reforçará nossos valores comuns. Perder essa oportunidade seria um erro colossal, com reflexos para gerações futuras”, afirmou.

O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, informou por videoconferência que o Mercosul já está preparado para a assinatura. Segundo ele, o trabalho de tradução e revisão jurídica dos textos — em 24 idiomas — está sendo finalizado. “Se tudo correr bem, poderemos assinar ambos os textos no Brasil em meados de dezembro, antes do fim do ano”, explicou. O diplomata destacou que o acordo comercial poderá entrar em vigor rapidamente, enquanto a parte mais ampla, que exige a ratificação dos 27 países da UE, pode levar vários anos. No caso do Mercosul, a entrada em vigor será individual, conforme a aprovação dos parlamentos nacionais.

Costa e Silva observou que há mal-entendidos sobre o impacto agrícola do tratado. Segundo ele, a questão se tornou mais política do que técnica. “O Mercosul já cumpre todos os requisitos de qualidade exigidos e é o principal fornecedor de alimentos da Europa”, afirmou. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reconheceu que a agricultura ainda é um ponto de atrito, mas reforçou os benefícios mútuos: “Esse será o maior acordo comercial já assinado entre blocos. Todos terão ganhos — alguns imediatos, outros a longo prazo.” O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) complementou que a parceria deve ser vista sob uma ótica de benefício mútuo, com complementaridade entre os blocos: industrialização europeia e produção agroalimentar latino-americana.

A embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Bisgaard Pedersen, afirmou que o país, na presidência rotativa do Conselho da União Europeia, atua para facilitar o consenso interno e espera a assinatura do acordo em dezembro. Ela destacou o papel da abertura comercial e da inovação no sucesso econômico dinamarquês, além da relevância da parceria com o Mercosul para diversificar cadeias produtivas. “Não acreditamos em protecionismo. O acordo entre os blocos pode ser um catalisador de crescimento e prosperidade em ambos os lados do Atlântico”, disse. Atualmente, a União Europeia é o maior investidor estrangeiro no Brasil, responsável por 39% dos investimentos diretos, que ultrapassaram R$ 3 trilhões em 2023.

Ao final da sessão, a CRE aprovou requerimento do senador Esperidião Amin para realizar uma audiência pública sobre os impactos da nova Lei dos Estrangeiros de Portugal na comunidade brasileira residente no país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Internacional

Mauro Vieira se reúne com secretário de Estado dos EUA para discutir tarifaço e relações bilaterais

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta quinta-feira (16.out.2025) de uma reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington D.C.. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, o encontro está marcado para as 14h no horário local (15h em Brasília).

A reunião marca o primeiro contato direto entre os dois diplomatas e tem como objetivo preparar o terreno para um futuro encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump. O foco principal será negociar a reversão das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e tratar das sanções aplicadas a autoridades do país.

Temas de interesse nas negociações

O governo norte-americano deve aproveitar a reunião para reforçar seu interesse nos minerais críticos brasileiros e discutir condições regulatórias mais favoráveis às big techs que operam no país. Já o Brasil busca reduzir os impactos do tarifaço, medida que vem prejudicando exportadores nacionais e ampliando tensões comerciais entre os dois países.

O convite oficial para o encontro partiu de Marco Rubio, que telefonou para Vieira em 9 de outubro propondo uma reunião presencial em Washington.

Censura e direitos humanos voltam à pauta

Às vésperas da reunião, autoridades norte-americanas voltaram a citar preocupações com o Estado de Direito e a liberdade de expressão no Brasil — temas que estavam há semanas fora do discurso público.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o tarifaço está relacionado a “preocupações extremas com o Estado de Direito, a censura e os direitos humanos no Brasil”. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou a “detenção ilegal de cidadãos norte-americanos em território brasileiro”, sem apresentar detalhes.

Lula comenta clima diplomático

Durante um evento no Rio de Janeiro, o presidente Lula confirmou o encontro e lembrou o tom amistoso da breve conversa que teve com Trump nos bastidores da 80ª Assembleia Geral da ONU, em setembro. Na ocasião, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com o líder brasileiro — frase que Lula voltou a mencionar com humor ao anunciar a nova rodada de negociações.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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