Investimento

Conselho da Cidade aprova R$ 127 milhões em empreendimentos e impulsiona desenvolvimento em Navegantes

O Conselho Municipal da Cidade de Navegantes aprovou, na semana passada, três novos projetos privados que somam R$ 127 milhões em investimentos no município. As propostas, analisadas pelo ConcidadeNave, concluíram todas as etapas do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e estão aptas para a emissão do Alvará de Construção.

Os empreendimentos são de responsabilidade das empresas WK Administradora de Bens, Atuar Empreendimentos Logísticos e Posto Alfa. A aprovação ocorreu após a realização de audiências públicas e o atendimento integral às exigências da legislação urbanística vigente em Navegantes.

Análise técnica envolve múltiplas secretarias

A avaliação dos Estudos de Impacto de Vizinhança foi conduzida de forma integrada por diferentes órgãos municipais. Participaram do processo a Secretaria de Planejamento Territorial, Mobilidade Urbana e Habitação (Seplan), o Instituto Ambiental de Navegantes (IAN), a Secretaria de Infraestrutura, a Secretaria de Água e Saneamento Básico (Sasan) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Receita.

Entre os pontos analisados estiveram o uso e ocupação do solo, a mobilidade urbana, a capacidade da infraestrutura existente, o saneamento básico, os impactos ambientais e os reflexos econômicos gerados pelos empreendimentos.

Planejamento urbano e segurança jurídica caminham juntos

O modelo adotado pelo município busca oferecer segurança jurídica aos investidores, ao mesmo tempo em que garante alinhamento com o planejamento urbano e as demandas da população. A atuação conjunta das secretarias permite que novos projetos avancem sem comprometer a qualidade de vida nem o equilíbrio ambiental da cidade.

Segundo o secretário da Seplan, Gilmar Jacobowski, a aprovação reflete uma estratégia consolidada de desenvolvimento. “O município tem atuado de forma técnica e integrada para criar um ambiente seguro para quem deseja investir. Esses empreendimentos demonstram que é possível atrair capital privado, gerar empregos e fortalecer a economia local sem abrir mão do planejamento urbano e da mitigação de impactos”, destacou.

Gilmar também ressaltou o papel do conselho no processo. “A decisão reforça a importância do ConcidadeNave como espaço de debate e deliberação sobre o crescimento urbano, além de evidenciar o envolvimento direto da Prefeitura na atração de investimentos estruturantes”, concluiu.

FONTE: Prefeitura de Navegantes/Rodrigo Ramos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Giliardi Marcos

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Portos

Invest Retroporto destaca importância das atividades retroportuárias e debate desafios ambientais e urbanos

O Invest Retroporto, realizado na sede da Associação Comercial de Santos (SP), reforçou o papel central das atividades retroportuárias, especialmente Redex, Depots e Terminais Alfandegados, para garantir valor agregado e segurança às operações portuárias. Especialistas defenderam que os benefícios do Reporto sejam ampliados para esses segmentos, ampliando a competitividade logística.

Planejamento urbano e ambiental como base para novos negócios
Sob o subtítulo Planejamento Urbano e Ambiental para Novos Negócios, o encontro destacou que a expansão econômica em áreas próximas aos portos depende diretamente das legislações de uso e ocupação do solo e dos licenciamentos ambientais. O avanço de novos empreendimentos traz aumento de arrecadação, fortalecimento do setor de serviços e geração de empregos mais bem remunerados, desde que acompanhado de planejamento integrado entre cidade e porto.

Desafios ambientais e insegurança jurídica
Mesmo com planejamento conjunto, participantes alertaram que questões ambientais precisam ser tratadas com racionalidade, evitando extremismos. Os complexos portuários estão inseridos em áreas de alta sensibilidade ecológica, o que torna frequentes os questionamentos do Ministério Público, mesmo quando há compensações ambientais robustas. Essa dinâmica, segundo os palestrantes, alimenta a instabilidade jurídica e amplia a burocracia, dificultando o desenvolvimento sustentável.

Zoneamento e legislações em debate
A revisão do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado de São Paulo foi citada com preocupação, pois pode restringir a expansão de atividades ligadas aos portos de Santos e São Sebastião, únicos portos marítimos paulistas. Outras normas, como a Lei da Mata Atlântica, o Código Florestal, o Zoneamento Costeiro e áreas de proteção como o PESM, também influenciam diretamente a expansão econômica. Embora essenciais para a preservação ambiental, alguns especialistas apontaram que compensações acabam sendo aplicadas em áreas pouco visíveis à população, prejudicando empreendimentos formais e incentivando ocupações irregulares. Um dos palestrantes citou ainda dado do Banco Mundial de que a pobreza é a maior fonte de poluição mundial.

Expansão portuária e necessidade de alinhamento institucional
O evento reforçou que a ampliação de áreas portuárias e retroportuárias, a implantação de porto-indústria e os investimentos em acessos terrestres e aquaviários são decisivos para o desenvolvimento sustentado. Embora haja estudos para criação de um órgão ambiental metropolitano, especialistas ponderam que os conflitos permanecerão enquanto leis e normas não forem harmonizadas para reduzir externalidades negativas.

Unidade para promover desenvolvimento sustentável
Para avançar, palestrantes defenderam a união entre governos, iniciativa privada e sociedade civil, acima de interesses setoriais e ideológicos. A convergência dessas forças seria essencial para equilibrar proteção ambiental e crescimento econômico, garantindo resultados estratégicos para o país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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