Exportação

Peru supera Argentina nas exportações ao Brasil e altera equilíbrio do Mercosul em 2025

O comércio exterior sul-americano passou por uma virada em 2025. O Peru deixou a Argentina para trás e assumiu a liderança nas exportações ao Brasil, redesenhando o equilíbrio comercial dentro do Mercosul e impactando as relações econômicas na região.

A mudança ocorre em meio à crise econômica argentina e ao avanço consistente da economia peruana, que há anos aposta em investimentos estruturais, acordos internacionais e diversificação da pauta exportadora.

Estratégia de longo prazo fortalece exportações peruanas

O crescimento do Peru não é pontual. O país vem consolidando sua posição como potência exportadora de cobre e ouro, dois produtos estratégicos no mercado global. A demanda por cobre, especialmente, tem sido impulsionada pela expansão das energias renováveis e da indústria de carros elétricos.

Além do setor mineral, o país ampliou sua presença no comércio internacional com produtos agrícolas de alto valor agregado, como mirtilo e abacate. A diversificação reduziu a dependência de um único segmento e fortaleceu sua inserção nas cadeias globais.

A política de abertura comercial também foi decisiva. O Peru mantém acordos relevantes com os Estados Unidos e integra a Aliança do Pacífico, criada em 2012, o que ampliou mercados e estimulou investimentos em infraestrutura e logística.

Crise na Argentina influencia reconfiguração do Mercosul

Enquanto o Peru colhe resultados de um planejamento econômico gradual, a Argentina enfrenta um período de transição. O país passa por reformas estruturais, incluindo medidas de liberalização e desregulamentação econômica, mas os efeitos dessas mudanças ainda são incertos no médio prazo.

A instabilidade e os ajustes recentes impactaram o desempenho comercial argentino, abrindo espaço para a ascensão peruana nas exportações ao Brasil. A diferença entre os dois países, segundo análises econômicas, está na continuidade das políticas públicas e na previsibilidade institucional.

Economias que enfrentam instabilidade prolongada tendem a apresentar maior dificuldade na diversificação da pauta exportadora, tornando-se mais vulneráveis às oscilações externas.

Impactos para o Brasil e competitividade industrial

A superação da Argentina pelo Peru altera a dinâmica do Mercosul. Historicamente, o mercado argentino é um dos principais destinos de produtos industrializados brasileiros.

Com a ampliação da abertura comercial argentina, inclusive para parceiros como a China, cresce a concorrência direta com produtos brasileiros. Esse movimento pode pressionar setores da indústria nacional e exigir ajustes estratégicos para manter competitividade no comércio intrabloco.

Especialistas apontam que o Brasil precisará reforçar políticas voltadas à competitividade industrial, inovação e diversificação de mercados para evitar perdas no novo cenário regional.

Oportunidades no mercado peruano

Apesar do avanço nas exportações de commodities, o Peru ainda possui uma estrutura industrial menos robusta que a brasileira. Isso pode abrir espaço para a expansão de produtos manufaturados do Brasil.

Setores como automóveis, eletrodomésticos e bens de tecnologia aparecem como áreas com potencial de crescimento nas exportações brasileiras ao mercado peruano.

Como o Peru não integra o Mercosul, a formalização de acordos bilaterais específicos pode garantir maior previsibilidade e segurança jurídica nas trocas comerciais entre os dois países.

Reconfiguração comercial na América do Sul

A liderança do Peru nas exportações ao Brasil em 2025 simboliza uma reconfiguração mais ampla nas relações comerciais sul-americanas. O movimento não resulta apenas de fatores conjunturais, mas de uma estratégia econômica consistente ao longo dos anos.

Para o Brasil, o novo cenário exige revisão estratégica tanto no relacionamento com a Argentina quanto na ampliação de oportunidades junto ao mercado peruano, em um ambiente de crescente competição regional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Mercado Internacional

Carne de Mato Grosso conquista o Peru e abre portas para novos mercados internacionais

A qualidade da carne bovina de Mato Grosso conquistou os paladares peruanos durante uma noite de churrasco realizada na quarta-feira (24), na Expoalimentaria, maior feira da indústria alimentícia da América Latina, em Lima.

Foram servidos cortes nobres de carne produzida no estado, em uma ação que buscou destacar não apenas o sabor e a maciez da proteína, mas também seu processo de produção sustentável, baseado em uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo.

“Queremos promover a carne mato-grossense e nada melhor que poder provar da qualidade da nossa proteína. Foi um sucesso, tivemos uma grande procura pelos nossos produtos e recebemos muitos elogios”, afirma o diretor administrativo financeiro do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Henrique Prado Olvido de Miranda.

A escolha de Lima para sediar o evento não foi por acaso, pois a cidade é um polo gastronômico importante da América Latina. “Nesse evento temos a oportunidade de tornar a carne de Mato Grosso conhecida pela alta gastronomia. Temos um corte exclusivo do estado, que é o MT Steak, que resume essa qualidade que pode atender aos paladares mais exigentes”, pontua o diretor administrativo financeiro do Imac.

Além da degustação, o Imac participou na quinta-feira (25) do evento “Negócios de Fronteira”, que reuniu representantes de estados de fronteira do Brasil para promover a indústria alimentícia nacional e atrair potenciais parceiros comerciais.

Entre as ações que são estudadas é a implantação de um voo de Cuiabá para Lima, para facilitar a interação entre os dois países. “Estamos trabalhando muito aqui e não paramos de conversar com todos os atores peruanos para tentar colocar um voo internacional. É um trabalho sério, de união, que é feito por todos os órgãos de Mato Grosso, por toda a sociedade civil”, enfatiza o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda.

“Para o Imac é muito importante participar da Expoalimentaria, junto com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e o Invest MT, para levar os dados técnicos da produção da carne bovina, a qualidade e o nosso sistema, que é um dos mais sustentáveis do mundo, mostrando a capacidade do nosso estado e suas potencialidades para investimento”, avalia Henrique.

Líder em produção
Mato Grosso é atualmente o maior produtor de carne bovina do Brasil e referência mundial no setor. O estado possui o maior rebanho do país, com mais de 32 milhões de cabeças de gado, e responde por aproximadamente 17% de toda a carne bovina brasileira. Grande parte dessa produção é destinada à exportação, abastecendo mercados exigentes como China, Chile, União Europeia e Oriente Médio.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Internacional

MT promove carne bovina em feiras internacionais na Bolívia e no Peru

Estado aposta em qualidade e sustentabilidade para ampliar exportações e fortalecer presença no mercado latino-americano

Mato Grosso começa a divulgar, a partir desta sexta-feira (19), a carne bovina produzida no estado em duas importantes feiras internacionais, na Bolívia e no Peru. Entre as ações programadas estão reuniões com potenciais importadores da proteína animal e a promoção dos benefícios de ampliar o comércio com os dois países.

O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Sebrae e Invest MT, lidera a participação do estado, destacando a qualidade, a sustentabilidade e o potencial de Mato Grosso no mercado internacional de carnes.

Na Bolívia, o destaque é a ExpoCruz, realizada em Santa Cruz de la Sierra, o maior evento multissetorial da América Latina. A feira funciona como uma plataforma estratégica para empresas que buscam acesso a mercados internacionais, além de permitir promoção institucional e fortalecimento de redes comerciais em toda a região latino-americana.

Para a Bolívia, Mato Grosso já exportou, em 2025, 47 toneladas de carnes desossadas de bovinos e 287 toneladas de outros sebos bovinos, gerando uma receita superior a US$ 582 mil.

“A participação do Instituto Mato-grossense da Carne na ExpoCruz é estratégica para ampliar a presença da nossa carne em mercados internacionais. A Bolívia tem se mostrado um parceiro comercial cada vez mais relevante e estar presente em uma das maiores feiras multissetoriais da América Latina fortalece a imagem de Mato Grosso como referência em qualidade, sustentabilidade e segurança alimentar”, afirma Henrique Prado Olvido de Miranda, diretor administrativo-financeiro do Imac.

No Peru, a participação ocorre entre os dias 24 e 26 de setembro, na Expoalimentaria, considerada a feira mais importante de alimentos e bebidas da América Latina. O evento funciona como um palco de negócios e ponto de encontro para os principais operadores da distribuição, do varejo, do setor horeca (hospitalidade, alimentação fora do lar e serviços de catering), além de canais especializados nos mercados nacional e internacional.

Para o mercado peruano, 10 indústrias frigoríficas de Mato Grosso estão habilitadas, tendo exportado 140 toneladas de miudezas bovinas neste ano, gerando uma receita de US$ 257,4 mil.

“A participação na Expoalimentaria é uma oportunidade estratégica para o setor, diante de um mercado competitivo e consolidado pelo Brasil. Trata-se de uma oportunidade para reforçarmos junto ao consumidor e à indústria local que nosso sistema de produção é referência em atributos socioambientais, com grande capacidade de abastecimento e qualidade superior. Nossa carne reúne diferenciais que atendem aos mais exigentes padrões internacionais, destacando-se pela maciez, sabor intenso e suculência”, ressalta Henrique Miranda.

Fonte: A Bronca Popular

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Internacional

Peru e Indonésia assinam acordo comercial para fortalecer laços econômicos

O Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) informou que o Peru e a Indonésia assinaram um Acordo Abrangente de Parceria Econômica (CEPA), marcando assim um marco nas relações comerciais entre ambos os países e ampliando as oportunidades para os produtos peruanos nesse mercado asiático.

Com a presença da presidenta da República, Dina Boluarte, e do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, a ministra de Comércio Exterior e Turismo, Desilú León, e o ministro de Comércio da Indonésia, Budi Santoso, assinaram o CEPA em uma cerimônia realizada na cidade de Jacarta, Indonésia, como parte da Visita de Estado da delegação peruana.

“O CEPA representa uma nova era para o comércio, na qual ambos os países buscam fortalecer seus laços econômicos. Com esse novo mercado para os exportadores peruanos, estimamos um impacto positivo em setores como o agrícola, manufatura, químicos, entre outros”, destacou Desilú León.

“Desde o Mincetur, continuaremos abrindo mercados com preferências tarifárias, que permitam ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos em nível nacional”, acrescentou.

O acordo comercial com a Indonésia abre oportunidades para que as exportações peruanas cheguem a um mercado de mais de 270 milhões de consumidores em condições preferenciais.

O tratado abrange nove capítulos, como: Tratamento Nacional e Acesso ao Mercado de Bens; Regras de Origem e Procedimentos de Origem; Defesa Comercial; Barreiras Técnicas ao Comércio; Medidas Sanitárias e Fitossanitárias; Procedimentos Aduaneiros e Facilitação do Comércio; Cooperação; Solução de Controvérsias; Transparência e Assuntos Institucionais e Legais.

Entre os principais benefícios desse acordo, uma vez que entre em vigor, está o fato de que 56% dos produtos que o Peru exporta para a Indonésia terão acesso imediato com tarifa zero, incluindo as principais mercadorias como cacau, mirtilos (blueberries), abacates, café, mangas, zinco, entre outros. Outros produtos terão um período de eliminação gradual de tarifas de 5, 7 e 10 anos, após os quais 86% dos produtos peruanos entrarão na Indonésia livres de tarifas.

“Com isso, os produtos peruanos melhorarão suas condições de entrada no mercado indonésio com preços mais competitivos”, acrescentou a ministra Desilú León.

O acordo foi resultado de quatro rodadas de negociação realizadas durante 2024, no contexto da reunião de Líderes da APEC Peru, onde os presidentes do Peru e da Indonésia anunciaram a conclusão da negociação dos capítulos do CEPA, restando apenas a negociação dos anexos. Durante 2025, foram realizadas mais três rodadas adicionais para sua finalização.

Antes da assinatura do acordo comercial, a ministra Desilú León participou do Fórum de Negócios Peru–Indonésia, liderado pela presidenta Dina Boluarte, e que contou com a participação da vice-ministra de Comércio da Indonésia, Dyah Roro Esti Widya Putri; do ministro das Relações Exteriores, Elmer Schialer; do ministro da Economia e Finanças, Raúl Pérez-Reyes; do ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Angel Manero; do presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (KADIN), Anindya Bakrie; além de líderes empresariais e representantes do setor privado indonésio.

Em 2024, o comércio com a Indonésia alcançou 646 milhões de dólares, um aumento de 25% em relação a 2023. Nesse mesmo ano, as exportações peruanas para a Indonésia somaram 191 milhões de dólares, um aumento de 210% em relação a 2023. Isso se deve ao aumento das exportações agrícolas, em particular do cacau e seus derivados (74% do total exportado), bem como taya, quinoa, chia, castanhas, uvas, entre outros.

Fonte: Portal Portuário

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Notícias

Navio Ever Lunar perde 50 Contêineres durante manobra no Porto do Peru

Falha em fixação causa perda de 50 contêineres no Peru

No dia 1º de agosto de 2025, o Porto de Callao, principal terminal portuário do Peru, enfrentou um incidente significativo que resultou no fechamento temporário de suas operações.

O navio Ever Lunar, de bandeira taiwanesa e operado pela Evergreen Marine Corp., maior transportadora de contêineres de Taiwan, perdeu cerca de 50 contêineres enquanto estava ancorado a aproximadamente 3,9 milhas náuticas a nordeste da Ilha de San Lorenzo, na baía de Callao. O incidente, ocorrido por volta das 9h40 (horário local), levou à suspensão das atividades portuárias por algumas horas, com o porto sendo totalmente fechado para garantir a segurança e facilitar as operações de recuperação.

O Ever Lunar, que transportava cerca de 7.000 contêineres, sofreu um forte balanço, possivelmente causado por uma combinação de fatores, incluindo más condições marítimas no inverno sul-americano, aumento repentino de ondas e os efeitos remotos de um tsunami desencadeado por um terremoto na Rússia. Esses fatores podem ter contribuído para a falha nos sistemas de fixação dos contêineres, localizados na popa do navio, que caíram ao mar. A Evergreen Marine Corp. confirmou que toda a tripulação a bordo está segura e que a empresa está cooperando plenamente com as autoridades portuárias na investigação do incidente.

O Capitão do Porto, Amílcar Velásquez, informou que o navio não estava em processo de carga ou descarga no momento do ocorrido. As autoridades descartaram a presença de substâncias perigosas nos contêineres perdidos, que transportavam principalmente produtos plásticos, eliminando riscos de poluição ambiental.

No entanto, os contêineres, muitos com carga derramada, permanecem à deriva, representando um risco à navegação na área. A Marinha peruana mobilizou os barcos de patrulha Río Chama e Río Chira para coordenar a busca e recuperação, enquanto um alerta marítimo de nível cinco foi emitido, proibindo a navegação e paralisando as operações portuárias.

O fechamento temporário afetou não apenas o Porto de Callao, mas também outros terminais na região, incluindo a Zona Central (Baía de Callao), Zona Norte “A” (Pampilla 1, 2 e 3), Zona Norte “B” (Solgas e Biocombustíveis Puros), Zona Norte “C” (Tralsa 1, 2, Surfisa, Quimpac e Zeta Gas) e Zona Sul (Multiboyas Conchán e cais da Unacem Lima). As operações foram retomadas gradualmente a partir das 14h06 de sábado, 2 de agosto, mas os impactos do incidente ainda são sentidos, especialmente em cadeias de suprimento, dado o papel crucial de Callao no comércio internacional.

Condições climáticas adversas, como neblina densa, céu nublado e alta umidade associadas ao Anticiclone do Pacífico Sul, relatadas pelo Senamhi, agravaram a situação. O incidente ocorre em um contexto de tensão no litoral peruano, com alertas de tsunami e ventos intensos afetando Lima, Arequipa, Moquegua e Tacna nos dias anteriores, impactando diretamente os trabalhadores portuários, que enfrentam três dias consecutivos de interrupções.

A recuperação dos contêineres será coordenada pelas seguradoras nos próximos dias, com equipes especializadas enfrentando desafios devido às condições do mar e à profundidade da área. A Evergreen se comprometeu a adotar medidas preventivas para evitar novos incidentes, enquanto as autoridades portuárias continuam investigando as causas, com foco em possíveis falhas de manutenção ou sobrecarga nos sistemas de fixação. A comunidade portuária aguarda os resultados para implementar melhorias em infraestrutura e protocolos de segurança, visando mitigar riscos futuros.

Fonte: Jornal Portuário

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Internacional, Mercado Internacional

Peru, Jordânia e Hong Kong voltam a comprar carne de Frango do Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou hoje, 16 de julho de 2025, que Peru, Jordânia e Hong Kong removeram as restrições à carne de frango do Brasil. Com essa decisão, um total de 30 países já retomaram a compra do produto brasileiro.

Além disso, o Kuwait diminuiu as restrições especificamente para a carne de frango originária do Rio Grande do Sul e do município gaúcho de Montenegro. Foi em Montenegro que o Brasil registrou o primeiro e único caso confirmado de gripe aviária em uma granja comercial, em maio deste ano.

Países com Restrições Ativas

Apesar das recentes liberações, alguns mercados importantes ainda mantêm as importações suspensas. China, União Europeia, Canadá, Chile e outros cinco países permanecem com restrições totais. Outras 22 nações adotaram restrições mais limitadas, focando no estado do Rio Grande do Sul, no município de Montenegro ou em outras áreas específicas.

O Brasil se declarou livre da gripe aviária em 18 de junho, após a desinfecção da granja afetada e um período de 28 dias sem o registro de novos casos da doença no país.

O Que É a Gripe Aviária?

A influenza aviária, popularmente conhecida como gripe aviária, é uma doença que afeta principalmente aves, mas também pode ser detectada em mamíferos, incluindo bovinos. A transmissão ocorre pelo contato direto com aves doentes ou por meio de água e materiais contaminados.

É importante notar que a doença raramente afeta seres humanos. As autoridades de saúde orientam a população a se manter informada e a seguir as medidas preventivas recomendadas. O Ministério da Agricultura reforça que carnes e ovos são seguros para consumo, desde que sejam preparados adequadamente.

Fonte: News Rondônia

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Comércio Exterior, Exportação

Gripe aviária: Peru, Jordânia e Hong Kong retiram restrições de exportação à carne de aves brasileira

Nesta terça-feira (15), Peru, Jordânia e Hong Kong retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS). 

Além disso, o Kuwait reduziu as restrições do estado do Rio Grande do Sul ao município de Montenegro (RS).  

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte: 

Sem restrição de exportação: África do Sul, Argélia, Argentina, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Iraque, Jordânia, Hong Kong, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Uruguai, Vanuatu e Vietnã. 

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Albânia, Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia. 

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bahrein, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão, Turquia e Ucrânia. 

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar e Kuwait 

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão 

Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC). 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Investimento, Portos

Projeto prevê conexão entre Porto Sul, na Bahia, e Chancay, no Peru

No dia 21 de maio de 2025, o ministro dos Transportes do Brasil, Renan Filho, realizou uma reunião estratégica com representantes da National Railway Administration (NRA), autoridade ferroviária da China.

O principal objetivo foi fortalecer a cooperação bilateral no setor ferroviário, visando impulsionar projetos de infraestrutura que poderão transformar a logística do país e da América do Sul.

Este encontro reforça a crescente importância do relacionamento entre Brasil e China, especialmente em setores estratégicos como transportes, onde a expertise chinesa e o capital internacional são vistos como fundamentais para viabilizar grandes empreendimentos.

Projetos estruturantes

A pauta central da reunião girou em torno de dois projetos ferroviários que estão em andamento no Brasil:

  • Ferrovia de integração Centro-Oeste (Fico): Com 383 km, esta ferrovia ligará Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), interligando o agronegócio do Centro-Oeste à malha ferroviária nacional, facilitando o escoamento para portos no Sudeste e Nordeste. A obra está sendo executada pela Vale como contrapartida pela renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
  • Ferrovia de integração Oeste-Leste (Fiol): Com cerca de 1.527 km previstos, divididos em três trechos, esta ferrovia conecta a região oeste da Bahia ao Tocantins. O trecho Ilhéus-Caetité está em fase final de construção, operado pela Bahia Mineração (Bamin). Os trechos seguintes ainda estão em desenvolvimento.

Ambas as ferrovias são fundamentais para ampliar a capacidade logística do Brasil, conectando regiões produtoras ao sistema portuário nacional, reduzindo custos de transporte e aumentando a competitividade das exportações brasileiras.

Corredor bioceânico

A iniciativa maior que envolve os projetos ferroviários é a criação de um corredor bioceânico que ligará o Porto Sul, na Bahia, ao porto de Chancay, no Peru. Essa rota será um marco na integração logística da América do Sul, possibilitando uma conexão direta entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Esse corredor reduzirá distâncias e custos para o escoamento de commodities brasileiras, especialmente para os mercados asiáticos, com destaque para a China, que tem grande interesse comercial na região.

Papel estratégico dos portos

  • Porto Sul (Bahia): Considerado o ponto de partida no Brasil, o Porto Sul será integrado às ferrovias Fiol e Fico, fortalecendo o fluxo de exportação pelo litoral baiano e conectando o interior do país às rotas internacionais.
  • Porto de Chancay (Peru): Em construção com participação chinesa, o porto será a porta de entrada para o comércio com a Ásia, especialmente o mercado chinês, e ponto de ligação do corredor bioceânico no lado do Pacífico.

A complementaridade desses portos é essencial para garantir a fluidez e a competitividade da nova rota logística.

Interesses e participação da China

A National Railway Administration demonstrou interesse em participar dos processos licitatórios para a concessão das ferrovias brasileiras, analisando estudos técnicos apresentados pelo governo. A China vê nessa parceria uma oportunidade para expandir sua presença em projetos logísticos estratégicos, levando capital, tecnologia e know-how.

O governo brasileiro busca com essa interlocução atrair investimentos estrangeiros e expertise técnica, acelerando a execução das obras e modernizando a infraestrutura nacional.

Desafios e próximos passos

Embora o projeto seja promissor, ainda existem desafios a serem superados:

  • Definição do traçado final do corredor bioceânico, que poderá envolver outros países como Bolívia e Paraguai.
  • Captação de recursos e estruturação dos leilões para concessão das ferrovias.
  • Harmonização técnica e regulatória entre os países envolvidos.

O Ministério dos Transportes já anunciou que novas rodadas de negociação estão previstas para aprofundar os estudos e definir formatos de parceria, fortalecendo a cooperação com a China.

Fonte: Tribuna de Minas

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Logística, Portos

Rota direta de Guangzhou a Chancay

O Porto de Chancay, no Peru, já opera uma rota marítima direta a partir de Guangzhou, o maior centro de transporte do sul da China. A medida, anunciada pela Televisão Central da China (CCTV), reduz os custos logísticos em 20% e encurta o tempo de trânsito para aproximadamente 30 dias.

A primeira viagem foi realizada pelo navio porta-contêineres Cosco Volga, com 300 metros de comprimento e 48 metros de largura. A embarcação partiu com mais de 400 contêineres carregados com geladeiras, peças de reposição e acessórios para eletrodomésticos, produtos fabricados na província de Guangdong.

Chancay, localizado ao norte de Lima, foi inaugurado em novembro de 2024 pela presidente Dina Boluarte e pelo líder chinês Xi Jinping. O terminal é operado pela Cosco Shipping, que promove seu uso como um hub logístico chave para a América do Sul. A obra exigiu um investimento de US$ 1,4 bilhão e é considerada parte essencial da Rota da Seda Marítima do Século XXI.

Com essa conexão a partir de Guangzhou, a China busca fortalecer os laços logísticos com a América Latina, região estratégica devido à sua abundância de recursos naturais. Além disso, facilita o envio de produtos latino-americanos para a Ásia, como vinho tinto, frutos do mar e frutas.

A rota também impulsionará outros portos como San Antonio (Chile) e Manzanillo (México), ao integrá-los em novas cadeias logísticas. O desenvolvimento posiciona Chancay como um nó estratégico para o transporte de mercadorias no Pacífico.

O projeto faz parte da Iniciativa do Cinturão e Rota, estratégia com a qual Pequim busca expandir suas redes de infraestrutura global. Espera-se que os investimentos chineses aumentem nos próximos anos, reforçando a conectividade entre a Ásia e a América do Sul por meio desse novo corredor marítimo.

Fonte: Todo Logística News

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação, Negócios, Notícias

Novo acordo sanitário com Peru abre caminho para exportação de óleo de aves brasileiro

Brasil e Peru concluíram negociação sanitária que permitirá a exportação de óleo de aves brasileiro destinado à alimentação animal. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em nota à imprensa divulgada em 17 de abril.

A notícia foi recebida com entusiasmo pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e pelo Brazilian Renderers, uma parceria entre a ABRA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que atua na promoção internacional dos produtos do setor.

O Peru tem sido um mercado prioritário para o Projeto Brazilian Renderers, que vem conduzindo ações estratégicas no país desde 2021. Com população de 34 milhões de habitantes e uma pecuária em constante expansão, o país tem demanda crescente por insumos voltados à nutrição animal. Em 2024, o Brasil já exportou mais de US$ 755 milhões em produtos agropecuários para o Peru, com destaque para produtos florestais, carne de frango, cereais, óleo de soja e café.

Ações estratégicas para abertura de mercado

A conquista é resultado direto da articulação coordenada entre a ABRA, o Brazilian Renderers e órgãos do governo brasileiro, liderados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), com apoio fundamental da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, da adida agrícola na Embaixada do Brasil em Lima, Angela Peres, e do Setor de Promoção Comercial da Embaixada do Brasil no Peru.

Um dos marcos dessa trajetória foi a realização do Business Connection Peru, em outubro de 2021. O evento reuniu mais de 60 participantes, incluindo potenciais compradores e representantes da Embaixada do Brasil no Peru, da Câmara de Comércio de Lima e 34 indústrias locais. O encontro apresentou ao mercado peruano a qualidade, a segurança e o potencial competitivo da reciclagem animal brasileira.

Outro passo decisivo foi a Missão Peruana no Brasil, realizada entre os dias 21 e 26 de novembro de 2022. Após adiamentos causados pela pandemia, auditores do governo peruano puderam visitar indústrias brasileiras, acompanhados por representantes da ABRA e do governo brasileiro. A missão demonstrou a robustez da cadeia produtiva brasileira, reforçando a confiança das autoridades peruanas.

Compromisso com a expansão internacional

Com o novo acordo sanitário para o óleo de aves, o Brazilian Renderers reforça seu compromisso em seguir promovendo os produtos brasileiros e abrindo novos mercados para os produtos do setor. A autorização conquistada é mais um passo na consolidação do Brasil como referência global em reciclagem animal.

Fonte: Apex Brasil

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