Economia

Dólar recua a R$ 5,38 após payroll reforçar expectativa de corte de juros nos EUA

EUA criam 22 mil vagas de trabalho em agosto, abaixo do esperado

O dólar à vista registra forte baixa frente ao real nesta sexta-feira (5), após o relatório de emprego (payroll) nos Estados Unidos confirmar a desaceleração do mercado de trabalho e o aumento da taxa de desemprego. Os dados reforçam as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião deste mês.

Vale destacar que a redução de juros nos EUA aumenta o carry trade — estratégia em que investidores tomam recursos em países com juros baixos para aplicar em países com juros mais altos — em relação aos juros brasileiros, atraindo recursos estrangeiros para economias emergentes.

Qual a cotação do dólar hoje?

Às 11h07, o dólar à vista caía 1,11%, aos R$ 5,387 na venda. Na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,82%, aos R$ 5.436 pontos.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,387
  • Venda: R$ 5,387

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,418
  • Venda: R$ 5,598

O que aconteceu com dólar hoje?

A divisa norte-americana já iniciou a sessão em baixa, com investidores à espera dos dados do relatório payroll. Com a divulgação dos números às 9h30, que vieram piores que o esperado, a queda das cotações se aprofundou.

A economia dos EUA abriu 22 mil vagas de emprego fora do setor agrícola em agosto, após 79 mil em julho em dado revisado para cima. O dado ficou abaixo do esperado. Pesquisa da Reuters com economistas projetava abertura de 75.000 empregos fora do setor agrícola no mês passado. Já a taxa de desemprego ficou em linha com o esperado, a 4,3%. A expectativa era de um aumento da taxa de desemprego de 4,2% para 4,3%.

Após a divulgação dos números, os rendimentos dos Treasuries apresentavam fortes baixas, em meio à leitura de que o caminho para o Fed cortar juros este mês está aberto. Às 9h55, o rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 10 pontos-base, a 3,489%.

A perspectiva de corte de juros nos EUA fazia o dólar aprofundar perdas não apenas ante o real, mas também em relação às demais divisas no exterior. O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,60%, a 97,640.

Internamente, parte das atenções do mercado estará voltada para entrevista coletiva do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, convocada nesta manhã para as 11h.

Galípolo estará acompanhado dos diretores de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Correa; e de Regulação, Gilneu Vivan. O tema da coletiva são as medidas de reforço da segurança do Sistema Financeiro Nacional aprovadas em reunião da diretoria do BC. Uma das medidas será a criação de um teto para transferência de recursos por Pix e TED.

Fonte: Reuters

Ler Mais
Economia, Finanças, Informação, Negócios

Ouro fecha em alta, seguindo payroll enfraquecido e mudanças em cargos nos EUA

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda-feira

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta segunda, 4, em uma sessão na qual as perspectivas para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) foram reforçadas, o que tende a apoiar os preços. O movimento segue a divulgação de dados de emprego abaixo do esperado no Estados Unidos, além das possíveis indicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para certos cargos, como a substituição da diretora do Fed, Adriana Kugler. No radar seguem ainda os desdobramentos das tensões geopolíticas.

O ouro com vencimento em outubro encerrou em alta de 0,78%, a US$ 3.399,50 por onça-troy, na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex).

“A ameaça de tarifas secundárias e as tensões renovadas com a Rússia destacam a importância de se proteger contra a incerteza geopolítica”, aponta o UBS. “Observamos também que mudanças institucionais, como a recente da comissária do Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS, na sigla em inglês), e as mudanças na liderança do Fed, podem aumentar a sensibilidade do mercado em relação aos sinais de política monetária e à independência institucional”, aponta o banco.

“Acreditamos que uma alocação em ouro continua sendo uma proteção eficaz contra a incerteza geopolítica e política residual. Mantemos nossa meta de US$ 3.500 a onça-troy e não descartamos a possibilidade de os preços ultrapassarem esse nível se os riscos aumentarem”, conclui.

Na avaliação do Swissquote Bank, a “boa notícia” do payroll de julho é que reacendeu os temores de recessão, que turbinaram as expectativas de corte de juros, mas a “má notícia” é que a economia fraca não fazia parte da promessa de Trump. “Cortar juros no momento errado não salvará os mercados magicamente, e usar o BLS como bode expiatório para o resultado das políticas caóticas de seu governo corre o risco de prejudicar a credibilidade dos dados econômicos dos EUA”, avalia.

Fonte: Estadão

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook