Comércio Exterior

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Participação feminina no comércio internacional ganha força com apoio do MDIC

Brasília foi palco de um importante avanço na inclusão de gênero no comércio exterior, durante o 11º Encontro da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul (CEMM), realizado em 8 de outubro. A secretária em exercício de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Daniela Matos, destacou o compromisso do governo federal em ampliar a presença feminina nas exportações brasileiras e incorporar a pauta de gênero nos acordos comerciais.

Diagnóstico revela desafios e avanços na liderança feminina

Segundo Daniela Matos, fortalecer a participação das mulheres no comércio internacional é uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Um estudo realizado pela Secex em 2023 revelou que apenas 14% das empresas exportadoras brasileiras tinham liderança feminina em sua composição societária. Embora um novo levantamento divulgado em 2025 indique avanços, os obstáculos ainda são significativos.

“Esse diagnóstico nos mostrou o tamanho do desafio. As mulheres continuam sendo minoria entre as exportadoras e enfrentam barreiras maiores que os homens. Por isso, o MDIC passou a tratar o tema como prioridade, com iniciativas como o programa Elas Exportam e a inclusão da perspectiva de gênero em acordos comerciais”, afirmou Daniela.

Acordo Mercosul–União Europeia inclui capítulo sobre empoderamento feminino

Um dos destaques do evento foi a menção ao novo capítulo do Acordo Mercosul–União Europeia, que trata especificamente de comércio e empoderamento feminino. O texto prevê ações de cooperação, intercâmbio de experiências e políticas voltadas à ampliação da participação das mulheres no comércio internacional.

“Esses dispositivos são fundamentais para garantir que os benefícios do acordo cheguem às empresas brasileiras, especialmente aquelas lideradas por mulheres. A diversidade precisa estar refletida no comércio exterior, promovendo oportunidades mais justas e inclusivas”, completou Daniela.

Lideranças do Mercosul celebram protagonismo feminino

A coordenadora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul, Laura Velásquez, classificou a inclusão da pauta de gênero como um marco histórico. “As mulheres empresárias têm papel essencial na economia dos nossos países. É fundamental que elas também ocupem espaço nos acordos comerciais. Esse novo capítulo é um avanço significativo”, declarou.

O embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também participou do painel e destacou o progresso nas negociações do acordo entre os blocos. “As disciplinas jurídicas estão compatibilizadas e há disposição total do Mercosul para que o acordo entre em vigor ainda sob a presidência brasileira”, afirmou.

Evento reúne lideranças femininas do setor produtivo

O painel de abertura do CEMM, com o tema “Atualizações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia”, foi conduzido por Lilian Schiavo, diretora executiva da Convergência Empresarial de Mulheres do Brasil. O encontro reuniu empresárias da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de representantes governamentais, instituições financeiras e entidades do setor produtivo.

FONTE: Com informações de Agência Gov, Conexão Maríliaconexaomarilia.com.br e Rádio Itatiaia.
TEXTO: REDAÇÃO

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Mercado de trabalho

Ferrovias ampliam presença feminina e miram 30% dos cargos de liderança ocupados por mulheres

Crescimento da participação feminina no setor ferroviário.

Tradicionalmente dominado por homens, o setor ferroviário brasileiro tem registrado um avanço significativo na inserção das mulheres. Profissionais femininas vêm conquistando espaço em funções antes restritas, como maquinistas, manobradoras, mecânicas e eletricistas, além de ampliarem sua presença em cargos de gestão.

Empresas de transporte de cargas e de passageiros já definiram metas para aumentar a participação feminina, especialmente nas posições de liderança.

VLI aposta em metas ousadas

Na VLI, a projeção é clara: até dezembro, 30% dos cargos de alta liderança deverão estar sob responsabilidade de mulheres. O índice atual está em 27%.
Segundo Danny Marchesi, gerente-geral de sustentabilidade e comunicação, a companhia também busca aumentar a presença feminina no quadro geral. Há dez anos, apenas 9% da equipe era formada por mulheres; hoje, o número dobrou para 19%.

Na operação, elas já atuam diretamente na condução dos trens. Do total de 1.576 maquinistas da empresa, 101 são mulheres. Um exemplo é Vanessa Alves Batista, que iniciou sua trajetória na portaria e, após treinamento, tornou-se maquinista há pouco mais de um ano.

Rumo amplia contratações femininas

Na Rumo, maior concessionária ferroviária de cargas do país, o crescimento também é expressivo. No primeiro trimestre deste ano, a empresa registrou 1.250 mulheres em postos de trabalho, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Em 2022, eram 830 profissionais.

No quesito liderança, a companhia já alcançou a marca de 30% de mulheres em cargos de gestão, com 90 das 300 posições ocupadas por elas.

CCR Metrô Bahia segue na mesma direção

Outro destaque é a CCR Metrô Bahia, onde 32% das funções de liderança já são ocupadas por mulheres. A empresa mantém como foco ampliar ainda mais esse percentual.

Diversidade e inclusão como estratégia

Além do incentivo à equidade de gênero, as empresas ferroviárias têm investido em políticas de diversidade e inclusão, voltadas também para pessoas negras e profissionais com deficiência.

A VLI, que administra 8 mil quilômetros de trilhos, 600 locomotivas e 21 mil vagões, reforça que a representatividade feminina é parte de um compromisso público. O objetivo é refletir na empresa o perfil da sociedade brasileira.

No primeiro semestre deste ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,08 bilhão, crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

FONTE: Folhapress
TEXTO: Redação
Imagem: Reprodução/Modais em Foco

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