Negócios

SC e PR assinam acordo de R$ 340 milhões sobre royalties do petróleo

Acerto encerra disputa judicial de 34 anos; valor devido pelo estado vizinho será aplicado em obras na rodovia SC-417

 Santa Catarina e Paraná assinaram nesta quarta-feira, 6, o acordo para a compensação dos royalties do petróleo devidos pelo estado paranaense aos catarinenses. Os governadores Jorginho Mello e Ratinho Jr. fecharam o entendimento de que o valor de R$ 340 milhões a ser ressarcido vai ser pago em obras estruturantes na rodovia SC-417, da divisa entre os dois estados até o contorno de Garuva.

A negociação encerra a Ação Cível Originária (ACO) nº 444, na qual o Paraná foi condenado a ressarcir Santa Catarina por valores de royalties recebidos indevidamente em razão de um erro de demarcação dos campos de exploração de petróleo cometido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 80.

O acordo prevê a restauração e duplicação na rodovia de 19,188 km, divididos em três trechos. O segmento 1 começa na divisa entre Santa Catarina e Paraná e vai até o entroncamento com a SC-416 para Itapoá. Ele vai receber pavimento flexível. Já o segmento 2 vai do entroncamento até o final da rodovia, encontrando o contorno de Garuva e vai contar com pavimento rígido (de concreto) Somadas as duas partes chegam a 10,610 km.

Já o terceiro segmento liga o contorno de Garuva à BR 101, com 8,52 km em pavimento rígido. Dentro desse trajeto, há três interseções importantes que exigem a construção de viadutos, também contemplados no pacote: viaduto na entrada de Itapoá (Interseção SC-416 com a SC-417); viaduto de acesso a Garuva (no início do Contorno de Garuva); e um viaduto sobre a BR-101, duplicando o viaduto existente.

Segundo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os recursos vão permitir uma melhor condição de mobilidade, resolvendo o problema de trânsito na região de Garuva, no Norte do estado.

Em outra frente, o Governo do Estado vai trabalhar na SC-416, do entroncamento da SC-417 até a estrada José Alves, na entrada de Itapoá. Serão 26 km com duplicação em pavimento rígido. Esta obra terá recursos estaduais do Programa Estrada Boa.


“A relação Paraná e Santa Catarina é uma relação de humanidade, de amigos, de vizinhos, de parceiros, são estados que foram colonizados de forma muito parecida. Então, a ideia é justamente para melhorar uma questão logística das divisas dos estados”, explicou o governador do Paraná, Ratinho Jr.

Em 2009, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) elaborou e entregou ao então presidente da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), Jorginho Mello, um estudo que dimensionava as perdas para o estado com o recebimento de menos royalties que o devido. O imbróglio, no entanto, é anterior.  

Ação se estende por mais de três décadas

A Ação Cível Originária (ACO) nº 444 começou em 1987, quando o Estado tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a divisa marítima entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Esses traços definem qual dos Estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral.

Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Estado do Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. O Estado de Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o Estado sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto.

Em junho de 2020 os ministros do STF foram favoráveis a Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refizesse o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos financeiros, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou os Estados do Paraná e de São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Portos

Portos do Paraná vai participar da preservação do patrimônio histórico da Ilha do Mel

A iniciativa que visa a proteção da Fortaleza, construída no século XVIII e tombada como patrimônio cultural brasileiro, é fruto de uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Símbolo histórico do litoral paranaense, a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel, no Litoral, está no centro de um estudo inédito que vai mapear possíveis riscos que a estrutura pode sofrer devido aos processos naturais. A pesquisa busca orientar ações de preservação desse importante atrativo turístico e cultural. A interferência humana também é foco da pesquisa que visa encontrar meios para orientar a preservação do atrativo turístico. 

A iniciativa que visa a proteção da Fortaleza, construída no século XVIII e tombada como patrimônio cultural brasileiro, é fruto de uma parceria entre a Portos do Paraná, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Um convênio entre a Portos do Paraná e a UFPR garantiu o repasse de R$ 1,1 milhão, por parte da empresa pública, para o desenvolvimento do trabalho, iniciado em abril, com duração prevista de 15 meses. Nesse período, estão previstas entrevistas com a comunidade local. Os pesquisadores da UFPR também utilizarão imagens de drones e satélites, além de levantamentos topográficos e batimétricos, estudos geofísicos com coleta de amostras sedimentares para análises laboratoriais, visando principalmente o diagnóstico ambiental da região.

O gerente de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Thales Schwanka Trevisan, destaca que o projeto é amplo e não se restringe à estrutura da Fortaleza. A pesquisa também vai avaliar o risco de deslizamentos no Morro da Baleia, onde está localizada a construção histórica. Além disso, prevê ações sociais voltadas à escuta da comunidade, reunindo informações que contribuam para a preservação e valorização do patrimônio. 

“Para a Portos do Paraná, contribuir com esse tipo de estudo na comunidade da Ilha do Mel, onde atuamos com nossos programas socioambientais, representa também o fortalecimento da relação porto-cidade, bem como interinstitucional com o apoio ao Iphan neste projeto. É uma ação proativa, que vai além das obrigações legais da empresa”, afirma.

Estão previstas ainda atividades de educação ambiental e divulgação, como palestras, reuniões técnicas, elaboração de mapas, criação de uma maquete informativa e eventos com participação da comunidade. Todo o material será reunido em um banco de dados, com possibilidade de acesso público.

PATRIMÔNIO E SUSTENTABILIDADE – O professor Marcelo Lamour, do Centro de Estudos do Mar da UFPR e um dos coordenadores da pesquisa, explica que o estudo teve início a partir de uma demanda do Iphan, após os técnicos identificarem fragilidades na muralha da Fortaleza durante obras de manutenção.

Ele ressalta que atualmente a atividade portuária não representa um risco direto à estrutura, já que o antigo canal de navegação foi desativado na década de 1970. Ainda assim, o projeto é considerado fundamental não apenas para a preservação do patrimônio histórico, mas também para ampliar o conhecimento sobre uma região estratégica, com relevância ambiental e turística, que abriga também Unidades de Conservação e é ainda pouco estudada.

“Estamos tentando montar esse quebra-cabeças ambiental com dados inéditos da região da Desembocadura Norte do Complexo Estuarino de Paranaguá. É uma chance única de obter dados ambientais e fomentar soluções baseadas em ciência, em um momento em que emergências ambientais estão se tornando mais frequentes”, diz Lamour.

O projeto reúne professores, técnicos e estudantes bolsistas da UFPR, organizados em equipes temáticas e grupos de apoio. Para o professor, a parceria com a Portos do Paraná é essencial para viabilizar a pesquisa e fortalecer a integração entre a universidade e a gestão pública, na busca por soluções inteligentes e que melhorem os usos na zona costeira. “É uma parceria sensacional. A Portos do Paraná está acreditando na nossa capacidade técnica e na formação de pessoas”, acrescenta.

Desde 2022, a Portos do Paraná e a UFPR desenvolvem projetos voltados às ilhas próximas aos portos de Paranaguá e Antonina, com foco em ações ambientais e sociais.

Fonte: Governo do Estado do Paraná

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Comércio, Comércio Exterior

Paraná tem superávit em balança comercial com EUA, mas principal destino de exportações é a China

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) aponta que o Estado do Paraná tem superávit na balança comercial com os Estados Unidos, na casa de US$ 108,640 milhões. Contudo, em linhas gerais, o principal parceiro comercial estrangeiro do Estado é a China.

O estudo foi feito em meio à preocupação do empresariado com a ameaça de taxas de 50% aos produtos brasileiros importados pelos EUA, feita pelo presidente Donald Trump, do partido Republicano. A medida começa a valer em 1 de agosto.

Em paralelo, o Governo Federal tenta usar a diplomacia para reverter a taxa e criou um grupo de trabalho com a participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), da Casa Civil, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Fazenda, coordenado pelo vice-presidente e titular do MDIC, Geraldo Alckmin (PSB).

Paraná

Em geral, em 2024, a balança comercial do Paraná teve déficit de US$ 1,9 bilhão, importando US$ 25,4 bilhões e exportando US$ 23,3 bilhões. No entanto, quando considerados os negócios feitos somente com os EUA, há superávit: exportação de US$ 1,588 bilhão e importação de US$ 1,479 bilhão.

Confira a seguir um histórico das exportações do Porto de Paranaguá para os Estados Unidos. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Exportações do Porto de Paranaguá para os Estados Unidos | Jan 2022 – Mai 2025 | TEUs

O principal destino das exportações de produtos paranaenses é a China, que detém 28% da destinação do que é produzido no Estado, conforme dados de 2024 depurados pelo Dieese. Em segundo lugar, EUA com 6,8% e em terceiro Argentina, com 5,2%.

Em relação a 2023, houve aumento das exportações do Paraná para os EUA, um crescimento de 9,3%, conforme aponta o Diesse. “Entre os 15 principais divisões de produtos da CUCI (Classificação Uniforme do Comércio Internacional) exportados, os maiores aumentos ocorreram nos Açúcares, preparações de açúcar e mel (474,21%); Pescado (exceto mamíferos marinhos), crustáceos,moluscos e invertebrados aquáticos e suas preparações (94,50%); Produtos e preparações alimentícias diversos (57,25%); Papel, cartão e artigos de pasta de celulose, de papel ou de cartão (36,32%); Máquinas e aparelhos elétricos, diversos, suas partes e peças, n.e.p. (31,62%); e Café, chá, cacau, especiarias, e respectivos produtos (19,76%). Juntos representaram 22,6% das exportações de 2024”, diz a nota técnica emitida pelo departamento.

Fonte: Plural Curitiba

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Comércio, Exportação

Exportações de veículos impulsionam balança comercial positiva do Paraná em junho

Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR destaca avanço da indústria automotiva e novos mercados para produtos paranaenses

A balança comercial do Paraná fechou o mês de junho com superávit de US$ 36,70 milhões, resultado de exportações que somaram US$ 1,83 bilhão e importações de US$ 1,80 bilhão. A corrente de comércio atingiu US$ 3,63 bilhões no período. Os dados constam no Boletim do Comércio Exterior da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Apesar da queda nas exportações de dois dos principais produtos da pauta estadual, a soja (-37,28%) e carne de aves (-30,00%), o mês de junho registrou avanço expressivo em outras áreas, com destaque para o setor automotivo.

As exportações de veículos de passageiros cresceram 196,44% em relação a junho de 2024, totalizando US$ 80,84 milhões. Veículos rodoviários somaram US$ 43,46 milhões, com crescimento de 250,61%, e os veículos para transporte de mercadorias e usos especiais atingiram US$ 41,51 milhões, com alta de 91,77%.

Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o desempenho da indústria automotiva reforça o protagonismo do Paraná nesse setor. “Mesmo em um cenário global de desaceleração nas commodities, os números mostram que a indústria automotiva paranaense tem ampliado sua competitividade e consolidado sua posição como um dos motores da economia estadual”, afirma.

Nas importações, os produtos mais adquiridos pelo Paraná foram adubos ou fertilizantes químicos (US$ 307,90 milhões), com elevação de 18,73%, e partes e acessórios de veículos (US$ 112,77 milhões), que cresceram 14,52% no comparativo anual.

Parceiros comerciais 

Entre os principais destinos das exportações paranaenses, a China manteve a liderança com participação de 23,59%, apesar da queda de 36,48% em relação a junho do ano passado. A Argentina, porém, figura como o segundo principal parceiro comercial paranaense, com aumento expressivo de 166,55% nas exportações, alcançando 9,10% do volume comercializado pelo estado. A nova política tarifária dos Estados Unidos impactou as exportações, que caíram 7,1% na variação anual, posicionando o mercado americano na terceira posição do ranking, com uma participação de 6,9%.  Historicamente, o Paraná apresenta déficits na balança comercial com os Estados Unidos, em 2017 e 2019, por exemplo, o saldo negativo ultrapassou US$ 1,3 bilhão. Contudo, essa tendência se inverteu em 2024, quando o estado registrou um superávit de US$ 108 milhões, resultado que se manteve positivo também em 2025.

“Quando determinados mercados passam a impor restrições ou reduzem a demanda, o empresariado busca alternativas. O avanço da Argentina como segundo maior destino das exportações é um sinal positivo de diversificação e abertura de novas oportunidades comerciais para o Paraná”, analisa Dezordi.

Além da Argentina, outros países ampliaram significativamente suas importações do Paraná, entre eles a Argélia (540,00%), Omã (243,03%), Índia (160,57%) e Singapura (92,72%).

Nas importações, a China também é o principal parceiro comercial, com 23,29% de participação e crescimento de 13,13% no período. Já os Estados Unidos, embora tenham reduzido suas compras de produtos paranaenses, aumentaram em 27,60% o volume exportado ao estado. As importações da Argentina também cresceram, com elevação de 10,93%.

O Boletim do Comércio Exterior da Fecomércio PR está disponível para consulta AQUI.

Fonte: Fecomércio PR

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Comércio, Logística, Negócios

Governador Jorginho Mello lidera criação da Ferrosul: ligação ferroviária entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul

O governador Jorginho Mello recebeu nesta terça-feira, 8, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, para debater a questão das ferrovias dos quatro estados e ter uma ligação comum entre todos, a Ferrosul. O grupo decidiu criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.

“Foi decidido que nós vamos criar uma comissão técnica agora, formada pelos quatro estados, de forma legalizada. Baseada em uma carta, dizendo a intenção dos quatro governadores em trabalhar esse assunto de forma conjunta. Só assim nós entendemos que vamos de uma vez por todas fazer o assunto andar. Entendemos que isso é vital para a nossa economia. Por isso tomamos essa iniciativa”, resumiu o governador Jorginho Mello.

Por determinação de Jorginho Mello, Santa Catarina vai ser representada pelos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do adjunto da mesma pasta, Ivan Amaral, e do secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando. Junto com os representantes dos outros estados eles vão trabalhar o mapa ferroviário dos quatro estados, aquilo que é convergente para a comissão e definir a espinha dorsal fundamental, a Ferrosul, para o desenvolvimento ferroviário no Sul.

“Nós temos que dar relevância aqui por esse espaço importante que o governador Jorginho conseguiu construir, sem dúvida alguma, foi o convite dele para que esses estados estivessem aqui que tornou esse momento possível. A união desses quatro estados vai mudar totalmente a nossa capacidade de negociação. Eu tenho certeza que muitos atores do setor trabalhavam com a nossa divisão e agora todos vão saber que nós temos quatro estados que são muito importantes para o país, estados que têm uma grande capacidade de desenvolvimento econômico e que vão estar unidos para discutir a malha ferroviária. A verdade é que os nossos estados não têm recebido há décadas a atenção que merece no que diz respeito a sua eficiência logística”, avaliou Beto Martins.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mostrou a situação da malha ferroviária gaúcha e os benefícios da união em torno do tema. “Promovemos uma integração de visões entre os nossos estados, os três estados que integram a região Sul, somado o Mato Grosso do Sul. Porque infraestrutura e logística é crítico para a gente poder sustentar o desenvolvimento econômico. O Rio Grande do Sul assistiu ao longo das últimas décadas desativações de trechos da rede ferroviária, que significaram reduzir a funcionalidade desses trechos a 25% da malha originalmente estabelecida, de quase 4 mil quilômetros de rede ferroviária, menos de 900 quilômetros ali estão com capacidade operacional”, disse Leite.

Os governadores do Paraná Ratinho Junior e do Mato Grosso do Sul Eduardo Ridel estavam em viagens, por isso foram representados pelos respectivos secretários de Estado.

Também participaram da reunião o prefeito de Florianópolis e presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) Topázio Neto, os secretários de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, da Comunicação, Bruno Oliveira, o adjunto da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, o adjunto de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, a secretária executiva de Articulação Nacional, Vânia Franco e o presidente da Invest SC, Renato Lacerda.

Fonte: Jornal do Comércio

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Investimento, Portos

Investimento de R$ 589 milhões acelera expansão do Porto de Paranaguá (PR) e eleva capacidade para 2 milhões de toneladas de granéis líquidos por ano

A Liquipar Operações Portuárias oficializou na última terça-feira (24) um investimento de R$ 589 milhões para a expansão do Terminal PAR50, localizado no Porto de Paranaguá (PR). O plano de investimento contempla a construção de um novo píer, dragagem da área de acesso aquaviário, ampliação do parque de tancagem e modernização completa dos sistemas operacionais. Ao término das obras, a capacidade do terminal será ampliada para 2 milhões de toneladas por ano de granéis líquidos, posicionando Paranaguá como um dos principais hubs logísticos do país para o escoamento de combustíveis, produtos químicos, óleos vegetais e insumos agrícolas.

“Este investimento reforça nosso compromisso com o desenvolvimento logístico do Brasil. Estamos gerando empregos, fortalecendo a infraestrutura estadual e contribuindo com a economia regional. Paranaguá se consolida como um polo estratégico nacional para o abastecimento de granéis líquidos”, destacou Juliano Antunes, CEO da Liquipar.

A cerimônia, realizada no próprio terminal, contou com a presença do prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, e do CEO da Liquipar, Juliano Antunes, onde simbolicamente firmaram um compromisso para o início do processo de licenciamento junto ao município.

Geração de empregos e impacto socioeconômico

A expansão deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, além de dezenas de vagas permanentes após o início da nova operação. O impacto vai além da empregabilidade, promovendo o aquecimento da economia local, o fortalecimento de negócios da região e o aumento da arrecadação municipal.

Desde que assumiu a gestão do Terminal PAR50, em março de 2024, a Liquipar já investiu R$ 33,7 milhões na recuperação estrutural da antiga Alcopar, além de melhorias operacionais e reforços na segurança. Também foram pagos R$ 7 milhões em outorgas e tarifas à autoridade portuária. Ainda estão previstos R$ 25 milhões para a modernização do terminal químico, anteriormente operado pela União-Vopak.

Atualmente, a Liquipar já disponibiliza ao mercado 38 mil m³ de capacidade instalada para líquidos inflamáveis e combustíveis. Em breve, entrará em operação uma nova estrutura voltada à armazenagem de líquidos não inflamáveis, com 32 mil m³ adicionais, ampliando a oferta e diversificando o portfólio logístico da companhia.

Ambiente regulatório mais eficiente

Durante a cerimônia, o prefeito Adriano Ramos anunciou oficialmente a extinção do Termo de Anuência Prévia (TAP), medida que reduz a burocracia para novos investimentos no município.

“A retirada da TAP representa um avanço significativo na melhoria do ambiente de negócios. Paranaguá se mostra hoje mais competitiva, segura e atrativa para investidores”, afirmou o prefeito.

Preparação para atender à crescente demanda

O Porto de Paranaguá vem apresentando crescimento contínuo na movimentação de granéis líquidos nos últimos anos. O investimento da Liquipar responde diretamente a essa tendência, com foco em tecnologia, eficiência e segurança.

“Nosso terminal está preparado para atender à crescente demanda nacional por combustíveis, óleos vegetais, químicos e fertilizantes. Atuamos com tecnologia de ponta, processos modernos e rigorosos padrões de segurança operacional”, reforçou Antunes.

Fonte: Datamar News

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Comércio, Logística, Portos

Portos do Paraná superam 28 milhões de toneladas movimentadas nos cinco primeiros meses do ano

Os portos paranaenses registraram a movimentação de 28.195.118 toneladas de cargas entre janeiro e maio deste ano. O volume representa um crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 27.197.565 toneladas. Segundo dados do governo federal, divulgados pelo Comex Stat, o valor FOB – que corresponde ao preço do produto no ponto de embarque – ultrapassou US$ 19 bilhões no período.

“O crescimento está diretamente relacionado à variação cambial do mercado internacional e ao cenário geopolítico, que influencia a demanda pelos produtos escoados pelos portos paranaenses”, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

As exportações continuam impulsionadas pelas commodities agrícolas. A soja em grãos lidera a movimentação com 6.326.901 toneladas, seguida pelo farelo de soja, com 3.036.137 toneladas exportadas. China e Países Baixos foram os principais destinos, representando juntos 15% da participação nacional no setor, o que equivale a US$ 3,4 bilhões em valor FOB.

A boa produtividade da safra 2024/2025 contribuiu para os resultados expressivos no acumulado do ano. Apesar de um leve recuo na demanda entre abril e maio, as exportações de soja e farelo foram retomadas com força em junho. A expectativa agora é o início da exportação de duas a três milhões de toneladas de milho no segundo semestre.

Na importação, os fertilizantes lideram o volume movimentado, com 4.357.233 toneladas descarregadas nos portos paranaenses. O valor da operação chega a US$ 1,4 bilhão, o que representa mais de 25% da movimentação nacional de fertilizantes. As cargas têm como principais destinos os estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso e Goiás.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Movimentação de Contêneres no Porto de Paranaguá | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

A perspectiva para o segundo semestre é mais otimista em comparação a 2024. “O último semestre do ano passado foi desafiador em termos de demanda e volume exportado, especialmente no último trimestre. Em 2025, o cenário se mostra mais favorável”, avaliou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Segundo Vieira, muitos produtores optaram por adiar a comercialização e exportação entre abril e maio. “Já em junho, observamos uma retomada nas vendas, com tendência de escoamento da supersafra de 2025 ao longo dos próximos meses”, completou.

Fonte: Portos do Paraná

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Investimento, Portos

Presidente da Portos do Paraná detalha investimentos a cooperativas 

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, foi o convidado para a reunião mensal das diretorias da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná) e da Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Paraná), realizada nesta quinta-feira (12), em Curitiba. 

Garcia apresentou os recentes resultados alcançados pela empresa portuária e os projetos de investimentos que estão sendo realizados na estrutura do Porto de Paranaguá. Ele ressaltou a importância do hub de logística marítima que coloca o Paraná como referência de mercado para todo o mundo. 

O diretor-presidente ressaltou que a capacidade de movimentação da Portos do Paraná superou a média internacional de embarque e desembarque de produtos por quilômetro de cais ao atingir mais de 66 milhões de toneladas movimentadas em 2024. E apontou que esses números, aliados à conjuntura atual de mercado, foram fundamentais para atrair o interesse de grandes empreendimentos econômicos que participaram dos leilões de áreas portuárias realizados em abril. 

“Nós batemos o recorde da Bolsa de Valores ao ter cinco, seis empresas disputando os PARs 14, 15 e 25. Isso mostra a confiança do mercado no trabalho que está sendo feito ou não teríamos alcançado outro recorde na mesma ocasião, que foi o valor total das outorgas que chegou a R$ 855 milhões”, complementou Garcia. 

O Moegão foi outro destaque da reunião. Garcia detalhou o andamento da maior obra portuária do Brasil, responsável por  ampliar a capacidade de recebimentos de granéis vegetais (grãos) e farelos em mais de 60%. A estrutura deverá ser finalizada em dezembro deste ano e entrar em operação em 2026. 

O Píer em “T”, como novo corredor de exportação, também chamou a atenção dos membros das diretorias que representam o setor primário da economia. O diretor-presidente contou detalhes da estrutura que terá a capacidade de carregar 8 mil toneladas/hora em cada um dos novos quatro berços de atracação.

Garcia finalizou a sua fala mostrando como será a concessão do canal de acesso à Baía de Paranaguá. Ele demonstrou as vantagens comerciais que a concessão irá trazer. A empresa que vencer a disputa terá que aprofundar e alargar o canal.  Hoje, o calado (a distância entre o ponto mais profundo da embarcação (quilha) e a superfície da água) tem em média 13,1 m e deverá chegar a 15,5 m. “A cada metro de calado, são 7 mil toneladas a mais dentro de um navio. No nosso caso serão 14 mil toneladas a mais com um custo operacional menor que o atual”.

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, agradeceu a presença de Luiz Fernando Garcia na reunião e elogiou os projetos e resultados alcançados pela Portos do Paraná. “Recebemos uma aula sobre porto. E ao conhecer, com mais detalhes, essa importante atividade, nos dá mais responsabilidade para produzir e para exportar”, finalizou.

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

No primeiro quadrimestre, portos paranaenses crescem 6,8% na movimentação geral

Soja em grão e farelo estão entre os maiores volumes de exportação; fertilizantes lideram a importação de produtos

A movimentação geral dos portos paranaenses entre janeiro e abril de 2025 foi de 22.837.680 toneladas, número 6,8% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, que somou 21.377.501 toneladas. A soja em grão apresentou o maior volume exportado, com 5.495.034 toneladas, um aumento de 10% em relação a 2024 (4.985.019 toneladas).

“O crescimento constante dos portos paranaenses nos últimos anos é resultado da atuação rigorosa da equipe técnica, tanto na logística quanto em todo o processo operacional”, pontuou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O farelo de soja também apresentou um aumento expressivo no período. De 1.986.107 toneladas em 2024, saltou para 2.407.836 toneladas em 2025 — um crescimento de 21%. “O Brasil começou a participar desse mercado para atender ao gap da Argentina, que enfrenta problemas de safra, e acabou se consolidando. A Argentina opera com estrutura sucateada, enquanto o Brasil está investindo e consegue ser mais eficiente e competitivo”, explicou o membro do Conselho de Administração da Portos do Paraná, Giovani Ferreira.

Na importação, o destaque vai para os fertilizantes, que alcançaram a marca de 3.395.960 toneladas movimentadas nos portos paranaenses entre janeiro e abril deste ano. O volume está 7% acima do mesmo período do ano passado, quando foram registradas 3.179.252 toneladas do produto.

Recorde de caminhões

Devido à alta demanda por soja e farelo, a movimentação de veículos bateu recorde histórico no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. De janeiro a abril deste ano, 181.651 caminhões passaram pela triagem, superando o recorde anterior registrado no mesmo período de 2020, com 175.280 veículos.

Focado no recebimento de granéis sólidos vegetais, o pátio recebeu, majoritariamente, cargas de grãos de soja (5.495.034 toneladas) e farelo de soja (2.407.836 toneladas) nos quatro primeiros meses do ano. A maior parte dessas cargas veio dos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.

“Temos um rigoroso sistema de análise que garante aos clientes o recebimento de produtos livres de materiais contaminantes, o que aumenta o interesse internacional pelos nossos produtos”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

O Pátio de Triagem tem como objetivos principais retirar o excesso de veículos das vias de acesso ao porto e avaliar a qualidade das cargas a serem exportadas. A estrutura também é responsável pelo agendamento de dia e horário de entrada de cada caminhão, evitando filas na BR-277.

Fonte: Portos do Paraná

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Notícias

URGENTE! BR-277 tem interdição de segurança nos dois sentidos após queda de talude

A BR-277 foi totalmente interditada, nos dois sentidos, entre Curitiba e o Litoral do Paraná, no final da manhã desta terça-feira (10). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o bloqueio é por questão de segurança por causa da movimentação de terra no barranco que deslizou nesta madrugada, no km 43 da rodovia.

Equipes da EPR Litoral Pioneiro identificaram uma nova movimentação de terra no local e acompanham a situação para a liberação da rodovia. Porém, não há previsão para liberação.

Às 11h o congestionamento registrado era de 5 quilômetros no sentido Litoral e de 2 quilômetros no sentido Curitiba.

Mais cedo o fluxo estava liberado em mão dupla na pista sentido capital, já que em direção à Paranaguá o bloqueio é total desde às 3h desta terça.

Fonte: Tribuna

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