Logística

Brasil inaugura rota fluvial que conecta a Amazônia ao Oceano Pacífico

O governo brasileiro finalizou a rota fluvial que liga a Amazônia ao Oceano Pacífico, um marco histórico anunciado durante a COP30, em Belém (PA). A nova via integra hidrovias e rodovias em um corredor logístico que promete fortalecer a integração regional, a bioeconomia amazônica e o desenvolvimento sustentável da região.

Conclusão estratégica durante a COP30

De acordo com informações da CNN Brasil, as obras foram concluídas em novembro após acordos com Peru, Equador e Colômbia. A etapa final consistiu na dragagem do Alto Solimões, o que assegurou a navegabilidade entre Manaus e os portos do Pacífico.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou que a rota já está em operação, mesmo antes da inauguração oficial. “Mesmo ainda não inaugurada, ela já funciona — e de forma muito mais eficiente. É a rota mais sustentável, pois é toda fluvial, atravessando os rios Solimões, Madeira e Amazonas”, destacou.

Impulso à bioeconomia e à sustentabilidade

O governo vê a finalização do projeto como um passo decisivo para ampliar o escoamento de produtos da bioeconomia amazônica para países da América do Sul e da Ásia, utilizando os portos do Pacífico. “Para manter a floresta em pé, é preciso garantir meios de subsistência à população local. A rota fortalece cooperativas que produzem desde pescado, coco e açaí até borracha, tornando-as mais competitivas. Essa rota tem um único objetivo: encurtar caminhos”, disse Tebet.

Além de reduzir custos e emissões, o projeto deve impulsionar a exportação de produtos da Zona Franca de Manaus e facilitar importações. O governo aposta ainda no turismo ecológico e de baixo carbono, com embarcações movidas a energia limpa para transporte de passageiros e cargas.

Comércio cresce na fronteira amazônica

Os efeitos da nova rota já são perceptíveis. No primeiro semestre de 2025, as exportações de Tabatinga (na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru) registraram crescimento recorde, mesmo antes da conclusão total das obras, como a instalação de aduanas e a dragagem completa do Solimões.

“Em 2024, o fluxo comercial superou o registrado nos sete anos anteriores somados. Embora o volume ainda seja modesto, o avanço é expressivo. Essa rota traz potencial extraordinário para uma região historicamente empobrecida”, ressaltou Tebet.

Rota Amazônica fortalece integração e desenvolvimento

Conhecida como Rota Amazônica, a via é considerada a mais sustentável entre as cinco rotas do plano de integração sul-americana coordenado pelo Ministério do Planejamento. No Brasil, o trajeto é 100% hidroviário, partindo de Manaus, seguindo pelo Rio Solimões até Santo Antônio do Içá (AM) e dividindo-se em dois ramais.

O primeiro segue rumo à Colômbia, pelo Rio Putumayo até Puerto Asis, com acesso rodoviário ao Porto de Tumaco. O segundo chega a Iquitos, no Peru, e dali se divide em três alternativas: pelo Rio Napo até Francisco de Orellana (Equador), conectando-se ao Porto de Manta; pelo Rio Marañón até Yurimaguas, rumo ao Porto de Paita; e pelo Rio Ucayali até Pucallpa, com ligação ao Porto de Chancay.

Com essa infraestrutura, o Brasil assume posição estratégica na integração comercial e ambiental da América do Sul, reforçando o compromisso nacional com a preservação da Amazônia e o crescimento sustentável da região.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Giorgio Venturieri/Embrapa

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Internacional

Rota Bioceânica: Argentina vira entrave para corredor rumo ao Pacífico

O trecho argentino da Rota Bioceânica, corredor que pretende abrir um novo caminho para as exportações brasileiras pelo Oceano Pacífico, enfrenta significativos desafios em sua implementação.

O percurso de aproximadamente 700 quilômetros que atravessa o território argentino apresenta as maiores dificuldades entre os quatro países participantes do projeto.

Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) identificou 11 problemas críticos na região fronteiriça, incluindo a ausência de condições mínimas para o transporte seguro de cargas e deficiências na infraestrutura de acesso

A situação é agravada pela existência de 26 quilômetros de estrada não pavimentada logo após a fronteira, sem perspectivas imediatas de obras.

Potencial do lítio

A região atravessada pela rota inclui o chamado Triângulo do Lítio, formado por Argentina, Chile e Bolívia, que concentra quase metade das reservas mundiais do mineral, totalizando 57 milhões de toneladas.

O lítio é componente essencial na fabricação de baterias para veículos elétricos e dispositivos eletrônicos, sendo objeto de disputa geoeconômica entre Estados Unidos e China.

Em Susques, povoado argentino localizado a 4 mil metros de altitude próximo à fronteira com o Chile, a empresa Excer, que conta com capital chinês, mantém uma planta industrial com potencial para produzir 40 mil toneladas anuais de carbonato de lítio para baterias.

Desafios burocráticos

A integração aduaneira representa um dos principais entraves para o sucesso do projeto. Os relatos coletados durante a viagem apontam dificuldades na circulação de cargas e mercadorias devido ao número reduzido de funcionários e horários restritos de funcionamento nas alfândegas.

O professor Alejandro Safarov, integrante de uma rede acadêmica que estuda a rota, indica que o projeto nunca despertou interesse significativo dos agentes econômicos de Buenos Aires, que tradicionalmente priorizam investimentos no porto da capital argentina.

A concentração de 40% da população e 80% das exportações na região de Buenos Aires, Córdoba e Santa Fe contribui para essa resistência à descentralização logística.

Fonte: CNN Brasil

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Logística

Rota Amazônica que liga Brasil ao Pacífico será concluída em setembro, diz Tebet

Integração com portos da Colômbia, Peru e Equador pode reduzir em até 10 dias o tempo de envio à China

A Rota Amazônica, projeto de integração logística entre o Brasil e países banhados pelo Oceano Pacífico, deve ser concluída até setembro deste ano, segundo afirmou a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

O corredor rodoviário e fluvial liga Manaus e outras cidades do Amazonas a portos estratégicos na Colômbia (Tumaco), Equador (Manta) e Peru (Chancay e Paita), fazendo parte de um plano mais amplo de integração sul-americana.

Segundo Tebet, a iniciativa tem potencial para reduzir em até 10 dias o tempo de transporte de produtos brasileiros até a China, principal parceiro comercial do Brasil.

Conexão com a China

O projeto de infraestrutura ganha relevância geopolítica por incluir o porto de Chancay, no Peru, que se tornou um dos principais investimentos chineses na América Latina.

Com a nova rota, a China deve ganhar mais agilidade na importação de commodities brasileiras, especialmente grãos e proteínas.

“A integração logística é estratégica para baratear custos e ampliar o comércio com nossos parceiros no Pacífico”, afirmou Tebet.

Paralelamente, o governo brasileiro assinou, na segunda-feira (7), um memorando de entendimento com a China para realizar estudos de viabilidade de um novo corredor ferroviário bioceânico.

A proposta é ligar o porto de Ilhéus, na Bahia, ao porto de Chancay, cruzando o continente sul-americano.

Segundo Tebet, os estudos devem durar entre 18 e 20 meses. Caso a viabilidade técnica e econômica seja confirmada, a obra seria executada no próximo governo.

Fonte: InfoMoney

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Notícias

Navio com 3 mil veículos pega fogo e afunda no Pacífico

Fogo foi localizado em um dos conveses com veículos eletrificados

O navio Morning Midas transportava cerca de 3 mil veículos quando afundou. A embarcação pegou fogo no meio do Oceano Pacífico ainda no início do mês e devido aos danos acabou afundando nesta segunda-feira (23).

Todos os 22 tripulantes do navio foram retirados pela Guarda Costeira dos Estados Unidos e transferidas para outra embarcação. 

Fonte: NSC Total

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Comércio, Comércio Exterior

Nova rota marítima direta passando pelo Pacífico facilita comércio entre China e Brasil

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Em comparação à rota anterior, que passava pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, e pelo Porto de Santos, no sul do Brasil, essa nova rota liga diretamente os portos da China a Pecém, cruzando o Pacífico e atravessando o Canal do Panamá, reduzindo o tempo de viagem e os custos, afirmou Maximiliano Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

Graças à inauguração dessa nova rota, o tempo de transporte de mercadorias do Estado do Ceará para a China foi reduzido em 14 dias, em média, e o volume de comércio entre a China e o nordeste do Brasil aumentou consideravelmente, disse Quintino.

O navio cargueiro Qingdao, da Mediterranean Shipping Company, atracou no Porto do Pecém, em 7 de abril, marcando o início das operações oficiais dessa rota e aumentando o número de rotas internacionais do porto de três para quatro.

André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém, informou que a movimentação de contêineres no porto cresceu 37% em termos anuais nos primeiros quatro meses deste ano devido à nova rota, batendo um recorde, e o rendimento total atingiu 6,667 milhões de toneladas de janeiro a abril, subindo 12,4% ante o mesmo período do ano passado.

Com escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Shanghai e Qingdao, a operação dessa rota é, sem dúvida, uma boa notícia para as empresas de logística brasileiras que importam cada vez mais produtos da China.

Ficamos muito satisfeitos com essa nova rota pelo Pacífico, que reduz o transbordo e evita possíveis atrasos causados por congestionamentos ou interrupções nos portos, observou Thiago Abreu, diretor executivo da CTI Fracht, acrescentando que a empresa de logística continuará utilizando a rota para expandir as importações e exportações no norte e nordeste do Brasil e aumentar a participação da indústria regional.

Agora, o Complexo do Pecém é composto por três grandes frentes: a Área Industrial, o Porto do Pecém e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, e se destacará com projetos de hidrogênio verde.

Segundo Quintino, a região nordeste do Brasil possui vantagens em novas energias e, até 2032, a produção de hidrogênio verde do complexo deverá atingir 1 milhão de toneladas por ano.

Quintino espera que as empresas chinesas participem da construção do porto no futuro, tornando a rota mais eficiente e oferecendo melhores serviços para a troca de mercadorias entre a China e o Brasil.

Fonte: Monitor Mercantil

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Comércio, Logística, Portos

O equívoco no corredor logístico que ligará portos do Brasil ao Pacífico

A promessa é de aumento das exportações para a China, mas o problema se encontra em um ponto-chave: a ênfase nas rodovias

Quando governou o estado de São Paulo, de 1920 a 1924, Washington Luís transformou a construção de rodovias na grande marca de sua gestão, a ponto de cunhar a frase com que seria lembrado: “Governar é construir estradas”. Seus desafetos não perderam a chance de apelidá-lo de “Dr. Estradas de Bobagem”, um trocadilho jocoso com as estradas de rodagem que tanto prezava. Desde então, o Brasil percorreu um longo caminho de asfalto que o afastou cada vez mais dos meios de transporte mais eficientes para a economia, como as ferrovias e as hidrovias.

Cem anos depois, o encontro ocorrido há poucos dias entre os presidentes Lula, do Brasil, e Gabriel Boric, do Chile, mostra que o país insiste nessa trilha. O centro das atenções foi o anúncio dos detalhes da rota rodoviária que ligará os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR), São Francisco do Sul e Itajaí (ambos em SC) aos portos chilenos de Iquique, Mejillones e Antofagasta. Promovido por Lula como a solução para aumentar as exportações para a China e os países vizinhos, o projeto é o mais recente exemplo de desperdício de recursos provocados pela opção por um caminho equivocado. “Ninguém garante que trará ganhos aos exportadores”, diz Olivier Girard, presidente da consultoria Macroinfra.

A rota terrestre para o Chile é estudada há décadas e agora vai mesmo sair do papel. Com 3 320 quilômetros de extensão entre os oceanos Atlântico e Pacífico, e cruzando a Argentina e o Paraguai, ela deve ser concluída no primeiro semestre de 2026. O trecho brasileiro, com cerca de 1 500 quilômetros, custará 19 bilhões de reais, providos pelo Orçamento federal e pelo BNDES. Em tempos de déficit fiscal e aumento da dívida pública, o governo argumenta que o projeto reduzirá a distância, o tempo e os custos para alcançar a China, nossa maior cliente. Hoje, um navio que parte de Santos e cruza o Canal do Panamá demora 54 dias até Xangai. Se partisse do Chile, economizaria doze dias. Para a ministra do Planejamento, Simone Tebet, uma das mais entusiasmadas com o projeto, os custos de exportação para a Ásia serão até 90% menores.

Esse otimismo não encontra amparo nas contas dos especialistas. É verdade que o frete marítimo cairá, mas o problema é levar a carga até o Chile a preços competitivos — e a opção por rodovias é a pior possível. “Não faz sentido utilizar estradas para transporte de longa distância”, afirma Roberto Guimarães, diretor da Abdib, que representa as empresas de infraestrutura. “O melhor seriam as ferrovias.” Um estudo feito no ano passado pela Anec, que reúne os exportadores de soja, mostra que o transporte rodoviário para os portos representa até 75% do frete total para chegar à China. Segundo a entidade, os produtores de Sorriso, em Mato Grosso, gastavam 138 dólares para carregar 1 tonelada de grãos até o país asiático. O transporte rodoviário para o Porto de Santos consumia 103 dólares. Apenas 35 dólares eram gastos com o navio.

Nesse sentido, aumentar a utilização das estradas para escoar a exportação não convence os entendidos. “Caminhões são adequados para distâncias de até 500 quilômetros”, diz Maria Fernanda Hijjar, sócia da consultoria Ilos. Outros fatores podem onerar ainda mais a conta. A nova rota cruzará a Argentina, o Paraguai e o Chile. Em cada fronteira, há o risco de os caminhoneiros esperarem dias até que a carga seja liberada pela alfândega para seguir viagem. Além disso, o corredor logístico cruzará a Cordilheira dos Andes em um trecho elevado, onde o trânsito de veículos pesados é restrito — não é possível, por exemplo, fazer o trajeto com os caminhões biarticulados comuns por aqui.

Apesar desses entraves, o governo federal acredita que a nova rota ajudará a elevar o intercâmbio com os nossos vizinhos. No ano passado, a América do Sul contribuiu com 6,3 bilhões dos 75 bilhões de dólares de superávit que o Brasil obteve transacionando com o mundo. Os automóveis e as autopeças responderam por 25% dos 37 bilhões de dólares que vendemos na região. “Negociar com os vizinhos faz sentido no mundo todo”, diz João Villaverde, secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento. Faz sentido, mas ocorre que há caminhos mais eficientes e econômicos para atingir esse objetivo, conforme apontam especialistas e empresários que exportam seus produtos. Em um país como o Brasil, tão atrasado em investimentos em infraestrutura, é bastante questionável gastar bilhões de reais em um projeto que investe em uma trilha antiga. A rota terrestre para o Pacífico festejada por Lula representa um novo capítulo de uma série de projetos que privilegiam um caminho equivocado.

Fonte: Veja Negócios

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Agronegócio, Economia, Informação, Mercado Internacional, Navegação, Negócios

Por que o canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial?

Hidrovia que interliga os oceanos Pacífico e Atlântico é importante para economia

O Canal do Panamá, uma via artificial com 77,1 km de extensão, foi construído em 1914. As obras foram iniciadas pelos franceses e finalizadas pelos americanos uma década depois.

Idealizado para reduzir o tempo de viagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, o canal evitava a perigosa rota do Cabo Horn, no extremo sul da América do Sul, que incluía a travessia pela passagem de Drake ou pelo estreito de Magalhães. Atualmente, a travessia pelo canal leva cerca de 20 horas.

Ao longo de sua história, o canal foi administrado por colombianos, franceses e estadunidenses. Em 1977, foi assinado o Tratado Torrijos-Carter, que estabeleceu o controle conjunto das operações entre os Estados Unidos e o Panamá. Somente em 1999 a hidrovia passou a ser administrada exclusivamente pelo governo panamenho.

A última medição oficial, realizada em 2008, apontou que 309,6 milhões de toneladas foram movimentadas no canal, com cerca de 815 mil embarcações passando por ali. Desde que assumiu sua gestão, o Panamá implementou diversas melhorias na infraestrutura do canal.

Recentemente, o Canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial devido a declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele sugeriu a possibilidade de retomar o controle das operações do canal, chegando a mencionar o uso de força militar. Trump alega que a China estaria exercendo influência sobre as operações locais.

Para entender melhor o contexto e a importância do canal no comércio global, conversei com Jackson Campos, especialista em comércio exterior, que esclareceu os desafios e as implicações desse momento.

Jackson Campos, especialista em comércio exteriorFoto cedida : Jackson Campos

Mundo Agro: Qual a importância do canal do Panamá?

Jackson Campos: Desde que foi inaugurado há mais de 100 anos, o canal do Panamá une os oceanos Atlântico e Pacífico em um complexo sistema de eclusas, que permitem que os navios economizem 20 mil km de viagem, permitindo que navios de todos os tipos cheguem rapidamente de um lado a outro.

Mundo Agro: Antes desse canal, como era feita a comercialização de toda carga? Após a criação do canal, agilizou o processo e barateou os custos?

Jackson Campos: Antes do canal havia duas formas de chegar de um lado a outro: dando a volta pelo hemisfério sul ou transbordando a carga entre o Atlântico e Pacífico através da terra no Panamá, atravessando de carros de boi os quase 80 km de extensão, o que levava dias. A inauguração o processo ficou muito ágil (menos de 10 horas por embarcação) e ajudou muitos os Estados Unidos com seus navios de guerra na Segunda Guerra Mundial.

Mundo Agro: Por que os EUA querem voltar a controlar esse canal estratégico? Isso será bom?

Jackson Campos: Segundo o presidente eleito Donald Trump, o Panamá (responsável pelo canal desde 1999) cobra taxas (tarifas) absurdas dos passantes. O valor do pedágio é calculado com base no valor da carga transportada. O custo médio da passagem de um navio fica em torno de US$ 250 mil (podendo chegar a US$ 400 mil, dependendo do tamanho da embarcação), ou, ainda, um custo médio de US$ 8,73 por tonelada de carga movimentada. Não há como saber que, com os Estados Unidos assumindo o canal, qual será o custo cobrado por eles. Contudo, provavelmente a estratégia seria privilegiar cargas para ou dos Estados Unidos e cobrar a diferença de outros países. Mesmo o pedágio sendo pago por navio e não por carga, o que tornaria essa teoria fraca, já que os navios dificilmente possuem bandeira americana.

FONTE: Noticia R7
Por que o canal do Panamá voltou a ser destaque na imprensa mundial? – Noticias R7

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