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Auditores da Receita Federal pedem reforço na fronteira de Roraima após ação dos EUA na Venezuela

Auditores-fiscais da Receita Federal solicitaram reforço imediato na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Roraima, após a operação conduzida pelos Estados Unidos que resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro, no último fim de semana. O alerta foi formalizado nesta segunda-feira (5) pelo Sindifisco Nacional, que cobra apoio operacional e medidas de segurança diante do risco de aumento no fluxo migratório para o território brasileiro.

Sindifisco cobra apoio e segurança aos auditores

Em ofício encaminhado ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o sindicato pede “máximo empenho” da instituição para garantir condições adequadas de trabalho aos servidores que atuam na linha de frente da fiscalização. O documento destaca a situação do município de Pacaraima (RR), principal ponto de entrada terrestre de venezuelanos no Brasil.

Segundo a entidade, o cenário exige atenção especial para assegurar o controle aduaneiro, a fiscalização de mercadorias e a proteção da soberania nacional.

Risco à soberania e ao controle das fronteiras

No texto assinado pelo presidente do Sindifisco, Dão Pereira dos Santos, o sindicato manifesta preocupação com os possíveis impactos da ofensiva norte-americana sobre o Brasil. Para a entidade, a instabilidade política na Venezuela pode gerar efeitos diretos sobre a segurança das fronteiras brasileiras.

O ofício reforça que os auditores-fiscais são autoridades públicas responsáveis por coordenar e presidir as atividades de fiscalização no Ponto de Fronteira Alfandegado de Pacaraima, considerado estratégico para o país.

Nota de repúdio à ação dos Estados Unidos

Além do pedido formal, o Sindifisco divulgou uma nota de repúdio à atuação dos Estados Unidos na Venezuela. O sindicato classificou a operação como um “ato injustificável de agressão internacional” e alertou para o que considera um precedente perigoso para países da América do Sul, incluindo o Brasil.

A entidade sustenta que a intervenção violaria a Carta das Nações Unidas e normas do próprio ordenamento jurídico norte-americano, afirmando ser inaceitável o uso da força militar sem autorização internacional.

Interesse econômico e alerta regional

Na avaliação do sindicato, a ofensiva teria motivações econômicas, com destaque para o petróleo venezuelano, citado em declarações públicas do presidente dos Estados Unidos. O texto também relembra a imposição de sobretaxas sobre exportações brasileiras em 2025, apontada como sinal de alerta para possíveis pressões externas.

Para o Sindifisco, países com grandes reservas minerais estratégicas, como o Brasil, devem redobrar a vigilância e fortalecer sua presença institucional nas fronteiras.

Cenário político instável na Venezuela preocupa Brasil

Após a operação, a Venezuela passou a viver um período de incerteza política, com a vice-presidente Delcy Rodríguez declarada presidente interina. As Forças Armadas seguem controlando áreas do país, enquanto os Estados Unidos articulam a formação de uma nova administração.

No cenário internacional, a China pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro. Já o governo brasileiro manifestou preocupação com os impactos regionais da ofensiva e seus possíveis reflexos diretos nas fronteiras nacionais.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Internacional

Fronteira Brasil–Venezuela é reaberta com fiscalização reforçada após crise política

A fronteira entre o Brasil e a Venezuela foi reaberta neste domingo (4/1) e voltou a operar normalmente após o fechamento registrado no sábado. Segundo autoridades brasileiras, o fluxo de pessoas e veículos ocorre de forma tranquila, embora com fiscalização reforçada em razão do cenário político no país vizinho, após a prisão de Nicolás Maduro.

Em Pacaraima, município de Roraima que faz divisa com a Venezuela, a atuação é conjunta entre Exército Brasileiro, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal e Polícia Civil.

Veículos e pedestres passam por revistas

Todos os veículos e pessoas que atravessam a fronteira, tanto na entrada quanto na saída, estão sendo abordados. As equipes realizam revistas minuciosas, com conferência de documentos pessoais, documentação dos veículos e fiscalização de mercadorias.

De acordo com as forças de segurança, a operação segue protocolos considerados de rotina, apesar do reforço visível no efetivo e no controle da passagem.

Migração segue ativa pela BR-174

Mesmo diante do contexto político, a migração venezuelana continua ocorrendo. Ao longo da BR-174, principal ligação entre Pacaraima e Boa Vista, foi registrado o deslocamento de pessoas a pé em ambos os sentidos, tanto em direção à capital de Roraima quanto no caminho inverso.

Venezuelanos cruzam a fronteira em meio à incerteza

Entre os que atravessaram a fronteira está Kleber Marino, de 23 anos, que retornou à Venezuela com a filha de um ano. Ele chegou a Pacaraima de táxi, cruzou a fronteira a pé com a criança no colo e seguiu viagem até Santa Helena de Uairén em uma motocicleta.

Segundo ele, a viagem já estava planejada antes dos acontecimentos políticos. “Eu já tinha comprado a passagem sem saber de nada. De madrugada aconteceu tudo e foi uma surpresa. Estou um pouco feliz, porque fazia tempo que a gente queria tirar ele e nunca conseguiu. Agora aconteceu. Agora depende de como vai ficar a situação lá”, relatou. Kleber vive há quase cinco anos em Roraima e não retornava à Venezuela desde então.

Turistas brasileiros retornam sem transtornos

Também foi observado movimento intenso de táxis e veículos de agências de turismo na região. Turistas brasileiros que estavam na Venezuela afirmaram ter sido surpreendidos pelo fechamento temporário da fronteira no sábado (3/1), mas relataram que o retorno ao Brasil ocorreu de forma tranquila após a reabertura neste domingo.

FONTE: Diário do Brasil e Metrópoles
TEXTO: Redação
IMAGEM: Natália Fuhrmann/Metrópoles

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