Portos

Porto do Açu terá terminal de tancagem para combustíveis a partir de dezembro de 2026

O Porto do Açu, no Noroeste Fluminense, receberá em dezembro de 2026 seu primeiro terminal de tancagem para granéis líquidos. A estrutura, em construção desde junho pela Vast, subsidiária da Prumo, terá capacidade inicial de 40 mil m³, podendo chegar a 300 mil m³ conforme a expansão prevista no projeto. O investimento estimado é de R$ 250 milhões.

De acordo com o presidente da Vast, Victor Bomfim, a empresa deve definir até o fim de 2025 o modelo de financiamento para bancar os custos da nova unidade. “Não existe porto no Brasil sem terminal de granéis líquidos. Esse projeto é essencial para consolidar a infraestrutura do Açu”, afirmou.

Contratos garantem primeira fase

A espinha dorsal do projeto está em dois contratos de longo prazo já firmados. Um deles com a Efen (joint venture entre Prumo e BP voltada ao fornecimento de combustível marítimo), e outro com a Vibra, que utilizará o espaço para armazenar óleo base para lubrificantes. A Efen, por sua vez, terá capacidade para estocar diesel marítimo.

Segundo Bomfim, esses contratos estruturantes permitiram o início da primeira fase da obra e abrem caminho para que o terminal passe a receber outros tipos de líquidos no futuro.

O impasse da área da antiga OSX

Enquanto a nova estrutura avança, uma questão ainda indefinida no Porto do Açu é o futuro da área que seria destinada à OSX, empresa do grupo X, de Eike Batista, voltada originalmente à construção de navios. O projeto naufragou após a crise da OGX e a revelação de escândalos ligados à Petrobras na operação Lava Jato.

A OSX entrou em recuperação judicial em 2013, com dívidas de R$ 4,5 bilhões, e alterou seu objeto social, passando a arrendar espaços no Açu como terminal portuário. Mesmo assim, a dívida se agravou e, em janeiro de 2024, a empresa pediu uma segunda recuperação judicial, desta vez por R$ 7,9 bilhões. O maior credor é o Fundo Vessel (R$ 2,36 bi), seguido pela Caixa Econômica Federal (R$ 1,7 bi) e pelo próprio Porto do Açu (R$ 1,6 bi).

Disputa por aluguéis e arbitragem

O presidente da Prumo Logística, Rogério Zampronha, afirma que a OSX ocupa uma área do porto, mas nunca repassou o valor devido. “Eles recebem aluguel de terceiros, mas não pagam nada para nós há mais de dez anos”, disse.

O caso está em arbitragem desde que o Porto do Açu entrou com ação de execução pelo não pagamento dos aluguéis. Segundo fontes ligadas ao processo, a resolução depende do andamento da recuperação judicial.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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