Portos

Terminal de offshore no Rio e de passageiros em Maceió são arrematados em leilão

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) promoveu nesta quarta-feira (22), na B3 em São Paulo, o leilão de dois terminais portuários para movimentação de passageiros, em Maceió (AL), e para operação offshore de petróleo, no Rio de Janeiro. Depois de uma disputa entre os participantes, no certame realizado em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e o Terminal RDJ07 foi vencido pela Petrobrás e o TMP Maceió foi arrematado pela empresa Consórcio Britto-Macelog II, ambos com prazo de 25 anos para a concessão.

“Com esses leilões, já foram concedidos seis terminais neste ano, o que mostra o sucesso do projeto de modernizar e ampliar a estrutura portuária no país”, disse o ministro do MPor, Silvio Costa Filho, lembrando que o ministério fez ainda o leilão do Túnel Santos-Guarujá, que compõem a maior carteira de concessões portuárias dos últimos anos.

“O que o mundo quer hoje? O mundo quer bons projetos, e o Brasil tem. O mundo quer projetos que deem boa remuneração, e o Brasil tem. E o mundo quer projetos que dialoguem com a sustentabilidade e a transição energética, e o Brasil também tem. Vamos qualificar cada vez mais os nossos projetos, com segurança jurídica, fortalecimento institucional e a segurança que o Brasil hoje oferece ao mundo, para buscar investidores internacionais e nacionais que queiram fomentar investimentos no país”, complementou Costa Filho.

Alex Ávila, secretário Nacional de Portos, parabenizou as empresas vencedoras e os proponentes pela participação no certame. “Gostaria de cumprimentar os consórcios que ganharam os leilões e também quem veio competir acreditando nos nossos projetos, na nossa carteira de empreendimentos. Obviamente nada adiantaria o governo se dedicar e se esforçar a promover oferta de investimento para o mercado se o mercado não se acreditasse no nosso projeto”, pontuou.

Os leilões desta quarta-feira fazem parte do segundo bloco de leilões portuários de 2025, organizado pelo MPor e Antaq, e seguem diretrizes da Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013), que regula o arrendamento e a exploração de instalações portuárias.

Consórcios vencedores

O Terminal do Rio de Janeiro teve valor de R$ 104 milhões de outorga, oferecido pela Petrobras, e terá investimentos de R$ 99,4 milhões. Com área de 56.832 m², o Terminal RDJ07 é destinado à movimentação de cargas de apoio logístico offshore, voltadas às atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural.

Já o Porto de Maceió teve oferta de R$ 50 mil pela outorga, oferecido pelo Consórcio Britto-Macelog II, vencedor do certame. O TMP Maceió é um dos principais pontos de recepção de cruzeiros do Nordeste e terá investimentos estimados em R$ 3,75 milhões. A iniciativa tem como objetivo transformar o terminal em um polo estratégico do turismo marítimo nacional fortalecendo a economia local e melhorando a experiência dos passageiros.

André Luiz Filho, administrador da Macelog II, agradeceu ao ministro Silvio Costa Filho por estar à frente desse leilão e reconheceu a importância de realizar a concessão e indicou os próximos passos para melhorias no terminal. “Essa é uma empresa genuinamente alagoana e confiamos que vamos fazer um porto mais competitivo e que vamos trazer mais desenvolvimento ao porto de Maceió. Esse porto tem uma história muito rica, foi inaugurado em 1940 por Getúlio Vargas e depois esse porto recebeu Clarice Lispector, quando ela chegou da Ucrânia, e esse é um nome sugestivo para colocarmos no porto. E é com muita resiliência, pois sabemos das dificuldades, mas temos feito desenvolvimentos principalmente no turismo. Alagoas venceu”, ressaltou.

Terminal do Rio – O plano para o RDJ07 contempla demolição de estruturas antigas e construção de um novo galpão com área mínima de 3.500 m², além da implantação de áreas administrativas e operacionais, portarias e cercamento. As vias internas de acesso também receberão intervenções de melhoria.

“Estamos muito satisfeitos com o resultado do leilão. O porto do Rio de Janeiro é extremamente importante para a Petrobras, ele teve papel essencial na construção do pré-sal, possui uma localização geográfica privilegiada e está próximo de grandes corredores rodoviários que interligam regiões importantes da indústria e regiões econômicas, além de estar próximo de áreas apoio ao offshore”, indicou Fernando Vidal, diretor de Logística de exploração e produção da Petrobras.

Terminal do Rio de Janeiro

Entre os investimentos previstos estão a aquisição de equipamentos de grande porte, como seis guindastes, dez empilhadeiras e vinte carretas, além da instalação de um novo sistema de combate a incêndio e de uma subestação elétrica. As intervenções compõem o conjunto de ações voltadas à modernização da infraestrutura e ao aumento da capacidade operacional do terminal.

As medidas se alinham à política de aperfeiçoamento regulatório e ampliação da competitividade do sistema portuário brasileiro, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura logística e para a consolidação do Porto do Rio de Janeiro como ponto estratégico nas operações offshore e na cadeia de suprimentos do setor de petróleo e gás.

Melhorias no terminal de Maceió

Localizado em uma das capitais mais turísticas do país, o Porto de Maceió movimenta mais de 100 mil passageiros por temporada. Com as obras e melhorias previstas, a expectativa é de ampliação gradual da capacidade de atendimento, hoje limitada a 612 passageiros por dia, além da atração de novas rotas e companhias marítimas.

Com uma área total de 5.678,23 metros quadrados, o projeto de modernização do TMP Maceió contempla diversas melhorias estruturais e operacionais. Está prevista a construção de um novo estacionamento com 112 vagas, pavimentação e sistema de drenagem em uma área de 3.050 metros quadrados. A concessionária deverá também adquirir novos mobiliários e equipamentos de apoio, incluindo cadeiras, mesas, sofás e sistemas de controle de passageiros e bagagens.

Serão ainda implantados novos equipamentos de segurança e combate a incêndio, que integrarão o conjunto de bens reversíveis ao poder público ao término da concessão, garantindo padrões de qualidade e conforto compatíveis com os principais destinos de cruzeiros internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGENS: Vosmar Rosa/Mpor

Ler Mais
Portos

Porto de Rio Grande será base para primeira torre eólica offshore flutuante do Brasil

Projeto-piloto prevê investimento de100 milhões de dólares e operação a partir de 2030

Um acordo entre empresas multinacionais, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Portos RS e Sindienergia tem a intenção de construir a primeira usina eólica offshore flutuante do Brasil. Batizado de Aura Sul Wind, o projeto-piloto será instalado em águas profundas próximas ao Porto de Rio Grande.

Com início das operações previsto para 2030, o projeto prevê o uso da tecnologia japonesa Raijin FOWT, que consiste em uma turbina eólica montada sobre uma base flutuante de concreto. A torre, de cerca de 200 metros de altura, terá pás com 150 metros e capacidade de geração de 18 megawatts (MW), suficiente para abastecer, inicialmente, o próprio porto rio-grandino. A estrutura será montada dentro do complexo portuário e rebocada até a área de ancoragem em alto-mar.

“A grande vantagem deste sistema flutuante, a Raijin FOWT, é a facilidade na construção e instalação da fundação, e o uso de concreto, material que o Brasil domina tecnologicamente e produz em larga escala, o que reduz os tempos e custos de realização. Isso também ativa uma cadeia produtiva local e acelera a industrialização do setor offshore no Brasil”, explica Rodolfo Gonçalves, especialista em energia eólica offshore, conselheiro da JB Energy e professor da Universidade de Tóquio, no Japão, que liderou a apresentação técnica do projeto e idealizou a formação do consórcio.

Porto de Rio Grande

A escolha de Rio Grande como sede do projeto-piloto acontece pelo grande potencial da região, com ventos fortes e constantes, águas profundas próximas à costa e, sobretudo, um porto estruturado para montar e operar a tecnologia contratada. Após a fase piloto, a ideia é avançar para construção de novas plataformas.

Para Daniela Cardeal, presidente do Sindienergia-RS, o projeto rearma o protagonismo do Rio Grande do Sul, que em 2006 criou o maior parque eólico da América Latina, em Torres. “É um marco não apenas para o setor, mas para toda a economia do Sul. Este projeto reforça a posição do RS como polo estratégico de inovação e transição energética no Brasil”, destaca.

Desenvolvimento regional

O investimento estimado para a fase inicial do Aura Sul Wind é de 100 milhões de dólares. O projeto será desenvolvido em quatro etapas: estudos de viabilidade, projeto executivo, construção e monitoramento, e por fim a fase comercial. A iniciativa integra o Programa Portos Verdes, que visa descarbonizar os processos logísticos e impulsionar a energia limpa na infraestrutura portuária do RS.

“A energia gerada será o combustível da nova economia. E queremos que essa economia nasça aqui”, reforça Rodolfo Gonçalves, especialista em energia e conselheiro da JB Energy. Segundo ele, a plataforma flutuante poderá ser replicada em série, gerando novos empregos e oportunidades na indústria naval, na construção civil e no setor de serviços especializados em energia offshore.

Conforme o protocolo de intenções, a implantação do Aura Sul Wind também deve movimentar centros de pesquisa, universidades e atrair investidores nacionais e estrangeiros interessados em desenvolver projetos sustentáveis em solo brasileiro. O consórcio já iniciou articulações com o setor público e com o mercado privado para garantir o financiamento da fase piloto.

Fonte: A Hora do Sul

Ler Mais
Negócios

Brasil impulsiona sua liderança no setor offshore com US$ 316 milhões em negócios na OTC 2025

Empresas brasileiras reforçaram a competitividade do país na cadeia global de petróleo e gás.

Apoiadas pelo projeto Brazil Machinery Solutions, 31 empresas brasileiras participaram da OTC 2025, o maior evento mundial do setor offshore, e geraram negócios no valor de 316 milhões de dólares, incluindo acordos fechados e estimativas para os próximos 12 meses.

A Offshore Technology Conference (OTC), realizada de 5 a 8 de maio em Houston, nos Estados Unidos, consolidou-se mais uma vez como o principal ponto de encontro global para o setor de petróleo e gás, e foi palco do fortalecimento da indústria brasileira no cenário internacional. As 31 empresas que viajaram ao Texas representaram uma amostra do dinamismo e da diversidade da cadeia de valor do petróleo e gás do Brasil.

A participação foi possível graças ao projeto Brazil Machinery Solutions (BMS), uma iniciativa conjunta da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). As empresas participantes incluíram Açoforja, Altave, Altus, Cladtek, Cognittiv, Conexled, CSL Ropes, Delp, DLC, Engemasa, Flexprin Marine, Gascat, Gavea Group, HBR, Inovaren Partners, L.C.D. Engenharia, Maxepoxy, MB Group, MI Electric Brasil, MRM Logistics, Natec, Neptune Marine, Qualitech, Shape Digital, Supplylog, TechnoFink, Technomar, TGS, The Insight, Vanasa Multigas e WEB Nordeste.

Participação estratégica
O pavilhão brasileiro atraiu visitantes de 30 países, entre eles Estados Unidos, Nigéria, Argentina, Arábia Saudita e Países Baixos. “Essa participação marca um momento estratégico para a indústria brasileira e um projeto sem precedentes para o nosso setor”, afirmou Patrícia Gomes, Diretora Executiva de Mercados Externos da ABIMAQ.

“Estar presente em um dos maiores palcos mundiais da tecnologia offshore é ao mesmo tempo um desafio e uma grande oportunidade de posicionamento internacional”, destacou. “A feira é reconhecida mundialmente como um dos principais pontos de encontro do setor de óleo e gás – mais do que os Estados Unidos, há atores do mundo todo atentos às inovações e soluções apresentadas no evento”, acrescentou.

“Levamos uma amostra representativa e interessante de empresas para representar o nosso país — desde fabricantes de máquinas e equipamentos, prestadores de serviços de engenharia e logística, até empresas que desenvolvem software e inteligência artificial para o setor — o que demonstra a força e diversidade de toda a nossa cadeia de petróleo e gás”, ressaltou Gomes.

Além disso, ela destacou que esse passo “reforça nosso compromisso de apresentar soluções cada vez mais integradas e alinhadas com as transformações globais do setor. E, mais do que nunca, queremos evidenciar o papel que a indústria brasileira pode desempenhar na transição energética. Acreditamos que o setor de petróleo e gás tem um papel importante a cumprir, especialmente quando guiado por práticas ESG responsáveis e pela inovação sustentável”.

Crescimento das exportações
As empresas presentes na OTC 2025 fazem parte de um mercado que, em 2024, já havia registrado exportações de 920 milhões de dólares — um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Estados Unidos (18,3%), Catar (14,9%) e Arábia Saudita (12,5%), além de outros 47 países, foram os principais destinos desses produtos.

Entre os produtos mais exportados pelo Brasil, destacaram-se os tubos de aço ligado sem revestimento nem solda para revestimento de poços (49%), os tubos soldados longitudinalmente por arco submerso utilizados em oleodutos e gasodutos de grande diâmetro (17%) e outros tubos de aço para poços (14%).

Organizada anualmente desde 1969 em Houston, e realizada também em edições regionais no Brasil e na Ásia, a Offshore Technology Conference é o evento mais influente do setor. Em 2025, a feira reuniu mais de 1.200 expositores, distribuídos em 252 mil metros quadrados, e foi visitada por mais de 30 mil profissionais dos Estados Unidos e de outros 107 países.

O Brasil teve uma das delegações internacionais mais destacadas, com mais de mil participantes e três espaços de exposição: o Pavilhão da ABIMAQ/BMS, um estande da Petrobras e um pavilhão institucional coordenado pela ApexBrasil.

Este último contou com a participação de 11 parceiros estratégicos, incluindo o Conselho de Petróleo e Gás da ABIMAQ, a ABEMI (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), o Consulado do Brasil em Houston, a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), a FIEPA, a FIRJAN, o IBP, a ONIP, o Porto de Suape, a Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) e o Sebrae-RJ.

Além de ser uma plataforma comercial, a feira ofereceu mais de 450 palestras técnicas, focadas em temas-chave para a inovação e o desenvolvimento sustentável no setor offshore. As discussões abrangeram desde novos processos de exploração e produção em águas profundas até a transformação digital e a integração de critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Fonte: Ser Industria



Ler Mais
Internacional, Investimento, Notícias, Sustentabilidade, Tecnologia

Trump suspende novas licenças para energia eólica onshore e offshore nos EUA

Entre as justificativas para a decisão está a necessidade de “promover uma economia energética capaz de atender à crescente demanda do país por energia confiável”, segundo o presidente dos EUA

 

RIO – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (20/1) um decreto presidencial suspendendo temporariamente a emissão de novas licenças para projetos de energia eólica onshore e offshore em terras e águas federais.

O decreto determina que as secretarias do Interior, da Agricultura, de Energia, a Agência de Proteção Ambiental e os chefes de todas as outras agências envolvidas não devem emitir “aprovações novas ou renovadas, direitos de passagem, licenças, arrendamentos ou empréstimos para projetos eólicos onshore ou offshore”.

Entre as justificativas para a decisão está a necessidade de “promover uma economia energética capaz de atender à crescente demanda do país por energia confiável”.

A medida reafirma o compromisso do presidente republicano em focar no crescimento da indústria de petróleo e gás, buscando garantir energia de baixo custo e sem intermitência para os americanos.

E vem acompanhada do anúncio da saída do país novamente do Acordo de Paris, da “emergência energética nacional” – para ampliação das atividades de exploração e produção – e da revisão de incentivos para veículos elétricos.

Durante a assinatura do decreto, Trump reforçou que a característica intermitente das eólicas traria insegurança energética para os lares americanos, e disse que os EUA deveriam fornecer energia barata aos seus cidadãos.

“Não vamos fazer a coisa do vento. Grandes e feios moinhos de vento. Eles arruínam sua vizinhança. Eles são a forma de energia mais cara que você pode ter, de longe. Eles matam seus pássaros e arruínam suas belas paisagens”, completou Trump.

O documento também inclui uma revisão de critérios para arrendamento e licenciamento de novos projetos eólicos.

O decreto ordena ao Secretário do Interior e a outras agências que avaliem o impacto ambiental e econômico das turbinas eólicas, na fauna, como aves e mamíferos marinhos, e considere os custos de geração intermitente de eletricidade e efeitos de subsídios federais na viabilidade da indústria.

A decisão começa a valer a partir desta terça (21/4), mas não afeta os atuais projetos em desenvolvimento no país, a exemplo dos parques offshore da Orsted e Copenhagen Infrastructure Partners.

FONTE: Eixos
Trump suspende novas licenças para eólica onshore e offshore | eixos

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook