Portos

Vast Infraestrutura inicia construção do parque de tancagem do Terminal de Líquidos do Açu’

A Vast Infraestrutura iniciou a construção do parque de tancagem do Terminal de Líquidos do Açu (TLA), no Porto do Açu, em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro. Na primeira fase do projeto, o investimento será de cerca de R$ 250 milhões para viabilizar um parque de tancagem de aproximadamente 40 mil m³ de armazenamento. A previsão é que as operações de tancagem no Terminal tenham início no último trimestre de 2026, como parte da estratégia de ampliação das linhas de negócios da Vast, empresa líder no mercado brasileiro de transbordo de petróleo.

Com localização estratégica no Porto do Açu, o TLA poderá movimentar e armazenar produtos derivados de petróleo, como combustíveis marítimos (Very Low Sulphur Fuel Oil – VLSFO e Marine Gas Oils – MGO), lubrificantes, combustíveis claros, além de químicos e biocombustíveis.

“A primeira fase do Terminal prevê a movimentação de combustíveis claros, óleo básico e biocombustíveis. Entendemos que combustíveis marítimos são nossa vocação, devido ao grande número de embarcações que acessam o Porto regularmente. Estamos preparados também para trabalhar com os combustíveis do futuro, como SAF e e-methanol, em sinergia com os projetos de transição energética que estão em desenvolvimento no complexo. O TLA é uma plataforma estratégica para atender às demandas atuais e futuras do setor”, explica Victor Snabaitis Bomfim, CEO da Vast Infraestrutura.

Além da tancagem, o projeto prevê a construção de tubulação de carga e descarga e de plataformas de carregamento de caminhões-tanque para o escoamento terrestre de combustíveis, óleos básicos e demais líquidos. O plano diretor do terminal considera a ampliação da tancagem para até 300 mil m³.

A empresa já assinou dois contratos para utilização do TLA e de seu parque de tancagem, um com a Vibra e outro com a efen. O acordo com a Vibra garante, pelos próximos 20 anos, a utilização do Terminal como infraestrutura logística de importação, armazenagem e movimentação de óleos básicos para abastecimento de sua fábrica de lubrificantes em Duque de Caxias (RJ). Já o contrato com a efen inclui a prestação de serviços de recebimento, estocagem e expedição de óleo diesel marítimo (MGO).

Desde outubro de 2024, a Vast é a operadora do TLA, e vem realizando a movimentação de MGO por meio de operações de transbordo (ship-to-ship e ship-to-barge) para a efen. O terminal hoje já conta com dois berços operacionais para recebimento de navios MR e barcaças.

Ao final das obras, as operações de movimentação de líquidos serão feitas com a utilização dos tanques de armazenamento.

Fonte: Datamar News

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Portos

Porto de Açu planeja terminal exclusivo de grãos até 2028

Investimento previsto é de R$ 500 milhões e estratégia envolve alinhamento com importação de fertilizantes

O Porto de Açu, no Rio de Janeiro, conhecido como maior exportador de petróleo e gás do Brasil, quer começar uma nova fase de olho no agronegócio, aumentando a participação no embarque de fertilizantes e grãos. 

Inaugurado em 2015 e atuando no agro desde 2020, em 2024 o porto transportou cerca de 550 mil toneladas de grãos, incluindo soja, milho, café e trigo. A expectativa para 2025 é atingir 1 milhão de toneladas. 

Para isso, o porto está com uma estratégia que envolve um acordo de intenções com o governo de Goiás e a inauguração de um terminal exclusivo para grãos até 2028. Com investimento de R$ 500 milhões, a expectativa é que ele movimente 1,8 milhão de toneladas no primeiro ano e tenha potencial para atingir 3 milhões de toneladas usando apenas o modal rodoviário. 

O diretor comercial e de terminais do Porto de Açu, João Braz, falou sobre as estratégias do porto para ganhar terreno no agronegócio. 

Tudo começou com os fertilizantes

Inicialmente, a estratégia do Porto focou na importação de fertilizantes, buscando ser uma alternativa ao Porto de Vitória, que historicamente sofre com longas filas de navios e custos de demurrage, que se refere às taxas cobradas pelo atraso na devolução de contêineres após o período de tempo livre estabelecido no contrato de transporte marítimo. O Açu se posicionou como uma solução para esses períodos de gargalo.

“Para viabilizar o frete rodoviário dos fertilizantes, que se tornava muito oneroso se fosse apenas importação, buscamos a exportação de grãos como contrapartida. O grão é o produto que melhor ‘casa’ com o fertilizante para otimizar os custos logísticos”, afirmou Braz. 

Atualmente todas as saídas de grãos e de fertilizantes do porto partem do chamado TMult.

Foco em milho GMO Free

Um dos principais produtos exportados no porto é o milho GMO-Free, que não é geneticamente modificado e feito para consumo humano, utilizado na produção de cereais matinais, por exemplo. Braz explica que Açu se destaca nessa movimentação porque ele não pode ter contato com outros milhos. 

“Esse milho não é geneticamente modificado, então ele é movimentado no porto porque exige uma separação. Ele não vai tocar na ferrovia, por exemplo, porque não pode ter risco de contaminação com outro milho. Ele precisa ser movimentado via rodovias mesmo”, explicou, reforçando que esse milho vem 100% de Goiás. 

Confira os produtos do agro mais transportados pelo porto

De 2023 até agora (em toneladas)

  • Soja – 242.939
  • Milho – 134.037
  • Trigo – 32.546
  • Café- 15.549

O terminal tem capacidade para receber os navios Panamax, que são embarcações de 60.000 toneladas, e são considerados o lote padrão para a movimentação de soja. Em 2023, o TMult movimentou 2,1 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao mesmo período em 2022.

Expectativa pela ferrovia

O projeto da ferrovia EF 118, que vai ligar Vitória (ES) ao Rio de Janeiro (RJ) é a grande aposta de Açu para se consolidar no transporte de grãos. O projeto da ferrovia está na fase final de estudo. O estudo de engenharia foi entregue à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no final de julho. 

A expectativa é que a ferrovia esteja em pleno funcionamento até 2033. Com isso, Braz conta que Açu pode atingir o volume de 8 milhões de toneladas de grãos por ano. 

“A meta é que o agronegócio atinja entre 8 a 9 milhões de toneladas de movimentação no porto em 10 anos”, encerrou.  

Porto é projeto ‘faraônico’ de Eike Batista

O Porto do Açu, localizado em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro, foi concebido pelo empresário Eike Batista em 2007. Inicialmente, o projeto era ambicioso, visando o maior porto do país, o maior estaleiro das Américas e um polo industrial. Atualmente, ele é o maior complexo portuário industrial da América Latina, abrigando 28 empresas e 11 terminais de classe mundial.

As obras foram iniciadas em novembro de 2007, e as operações portuárias começaram em outubro de 2014, com o primeiro carregamento de minério de ferro. O custo total da obra até a entrada em operação foi de R$ 9 bilhões, superando a previsão inicial em R$ 1,4 bilhão e com um atraso de quatro anos em relação ao cronograma original.

O controle do porto foi assumido pela gestora americana EIG em dezembro de 2013, que fez um aporte de R$ 1,1 bilhão e obteve 53% da então LLX, rebatizada para Prumo Logística. Atualmente, a Prumo Logística Global S.A. é controlada pela EIG Management Company LLC (93,1%) e pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company (6,9%).

Fonte: IstoÉ Dinheiro

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Portos

Região Sul receberá mais de R$ 4,7 bilhões em novos projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante

Investimentos vão impulsionar a indústria naval, ampliar a infraestrutura portuária e gerar mais de 3 mil empregos diretos

Investimentos superiores a R$ 4,7 bilhões vão fortalecer a indústria naval e ampliar a infraestrutura portuária nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com potencial de gerar mais de 3 mil empregos diretos na região. Os valores fazem parte do Fundo da Marinha Mercante (FMM), aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo (CDFMM) durante a sua 59ª reunião, no último dia 3 de julho.

Entre as ações previstas estão a construção de quatro embarcações para operações submarinas (R$ 2,3 bilhões), dois navios PSV com tecnologia de baixo carbono (R$ 739,7 milhões), seis rebocadores azimutais (R$ 312,6 milhões), modernização e reparo de 17 embarcações (R$ 163,2 milhões) e a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (R$ 1,089 bilhão), que vai ampliar o calado e elevar a capacidade de exportação.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, “os projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante reforçam a prioridade do Governo Federal em estimular a indústria naval nacional, modernizar a infraestrutura portuária e ampliar a competitividade do país”, explicou. “A região Sul desempenha papel fundamental nesse movimento, por sua capacidade produtiva e vocação exportadora”, afirmou o ministro.

A coordenadora de Políticas de Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), Maria de Lara Moutta Calado de Oliveira, que integra a equipe técnica do Fundo da Marinha Mercante, ressalta o papel estratégico da região. “A gente vem trabalhando fortemente para a retomada da indústria de construção e reparação naval brasileira e, na última reunião (59ª), a região Sul foi destaque com diversos projetos para geração de emprego e renda. Essa região tem dez importantes estaleiros e contribui bastante na área de petróleo, gás, offshore e de apoio portuário”, disse ela.

Os créditos do CDFMM para a região Sul fazem parte do esforço de retomada da indústria naval e da infraestrutura logística no Brasil. Em 2025, já são mais de R$ 28,3 bilhões aprovados para projetos novos e reapresentados em todo o país, valor recorde para os setores naval e aquaviário.

O Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo MPor, segue como instrumento fundamental para modernização da frota nacional, geração de empregos qualificados e fortalecimento da indústria de construção e reparação naval.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Investimento, Portos

APS moderniza infraestrutura crítica no Porto de Santos com investimento superior a R$ 3 milhões

A Autoridade Portuária de Santos (APS) concluiu a modernização da rede de dados e vigilância na área da Alemoa, margem direita do Porto de Santos, classificada como de risco no complexo portuário por movimentar granéis líquidos inflamáveis. Com investimento superior a R$ 3 milhões, as obras substituíram a comunicação via rádio por cerca de 3 km de fibra óptica, além de ampliar o número de câmeras de monitoramento de 12 para 32.

A fibra óptica confere maior estabilidade e segurança de dados na transmissão de informações em tempo real. Já as câmeras, certificadas para áreas de risco e resistentes a explosões, ampliam a cobertura e a eficiência do monitoramento, com resolução e tecnologia superiores aos modelos antigos.

“Cada projeto concluído reforça nosso compromisso com um porto do futuro, mais competitivo, seguro e alinhado às demandas do comércio global”, afirma Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

A infraestrutura atende a necessidades operacionais de diversos setores, incluindo a Guarda Portuária, Segurança do Trabalho, Fiscalização, Atracação e Meio Ambiente, reforçando a segurança de uma das zonas mais sensíveis do Porto de Santos.

“A integração de recursos e competências entre as equipes da APS tem gerado resultados concretos para a eficiência operacional do porto, otimizando investimentos e acelerando entregas”, comenta o gerente de Infraestrutura de Dados da APS, Alex Henrique da Costa.

Somente em 2025, a Superintendência de Tecnologia da Informação (SUPTI) realizou investimentos de cerca de R$ 18 milhões em projetos de modernização. Os recursos também contemplam soluções como um novo sistema de controle de acesso, ampliação da conectividade das áreas portuárias e instalação de câmeras térmicas.

Ecossistema de Inovações
A Autoridade Portuária de Santos (APS) avança em um ambicioso portfólio de inovações para enfrentar desafios operacionais e consolidar sua liderança no cenário logístico internacional. Entre os projetos em andamento, constam uma rede 5G privativa, o VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações) e o lançamento de um aplicativo que permite à população registrar e enviar demandas de zeladoria.

Fonte: Porto de Santos

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Portos

Canal do Porto de Santos será aprofundado após 13 anos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para aumentar para 16 metros a profundidade do canal de navegação do Porto. Será a primeira obra do gênero nessa rota em 13 anos. O aviso de concorrência pública foi publicado na edição de quinta-feira do Diário Oficial da União, e as propostas das participantes serão abertas em 26 de setembro. Estima-se custo de R$ 324,1 milhões.

O diretor-presidente da APS, Anderson Pomini, diz se tratar de “uma necessidade do mercado internacional” e o “primeiro passo para, na sequência, buscarmos uma concessão para o aprofundamento para 17 metros e manutenção do canal por 25 anos ou mais”.

A empresa ou o consórcio vencedor terá de fazer a dragagem de manutenção da profundidade por dois anos. Deverão ser removidos cerca de 6,2 milhões de metros cúbicos (m³) de sedimentos por ano, 38% a mais do que o necessário para manter o gabarito atual em 15 metros.

O prazo do contrato é de cinco anos. Inclui elaboração de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para licenciamento ambiental (um ano e nove meses), elaboração e entrega do projeto básico (quatro meses após a emissão da ordem de serviço) e do projeto executivo para o trabalho (dois meses depois da ordem para esta tarefa).

Depois de se lançar a ordem para o serviço de dragagem de aprofundamento, os trabalhos deverão começar em 30 dias e, englobando o prazo de início, acabar em seis meses. O canal tem extensão de 25 quilômetros.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Santos a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaboração com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Maio 2025 | TEU

Estudos

Para a elaboração do edital, o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, vinculado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), preparou o anteprojeto de dragagem.

Por parte da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), estudaram-se as taxas anuais de acúmulo de sedimentos no canal.

Fonte: A Tribuna

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Informação

ANTT e governo definem conta para Rumo depositar outorga

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e o Ministério dos Transportes deram um passo essencial nesta quinta-feira (24) para viabilizar o programa do governo que prevê aportes de recursos públicos em novos projetos ferroviários, uma tentativa de superar o chamado “gap” de viabilidade financeira das modelagens. Numa construção com a pasta, o órgão regulador estabeleceu que parte da outorga devida pela Rumo no contrato da Malha Paulista irá para uma conta bancária da concessionária e, portanto, não mais ao Tesouro Nacional. 

A expectativa é de que o modelo seja replicado em outras concessões ferroviárias que passam por remodelagem no âmbito da SecexConsenso (Secretaria de Controle Externo de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos), do TCU (Tribunal de Contas da União). O ministério já chegou a falar em recursos na casa dos R$ 30 bilhões em outorgas destinadas a novos projetos, mas esses números têm sido revistos.

O aditivo assinado no ano passado com a Rumo após acordo mediado no tribunal rendeu um “adicional de vantajosidade” de R$ 670 milhões à União, com pagamento pela empresa definido em quatro parcelas. A primeira de R$ 167,5 milhões já foi quitada. Sem uma definição sobre a conta vinculada, acabou indo para o OGU (Orçamento-Geral da União). 

Com a decisão desta quinta-feira, o governo evita que as parcelas restantes sigam diretamente para o Tesouro, onde não há garantia de que o dinheiro será aplicado em ferrovias. 

Como mostrou a Agência iNFRA, o Plano Nacional de Ferrovias do Ministério dos Transportes prevê investimentos de R$ 138,6 bilhões distribuídos em 15 ativos. Embora o programa preveja que a maior parte dos recursos venha do setor privado, no modelo de concessão, os aportes públicos são vistos como essenciais para colocar os projetos de pé.

Os recursos que ficarão rendendo na conta da concessionária serão destinados a ativos selecionados pelo governo. Ficará a cargo da ANTT executar esse fluxo, dando a autorização para movimentações nos valores. 

Próximos
O governo tem expectativa de obter recursos na ordem de R$ 30 bilhões para bancar o gap de viabilidade dos projetos, dinheiro que viria em maior parte das negociações com as atuais concessionárias de ferrovias, em andamento.

Uma fonte importante deve ser a repactuação dos contratos da Vale. Na fila também está o caso da MRS, cujo acordo aguarda para ser julgado no plenário do TCU. O governo ainda tenta destravar a remodelagem da concessão da FCA (Ferrovia Centro Atlântica), que é operada pela VLI.

Em maio, a equipe econômica zerou a projeção de entrada de receita neste ano com as concessões de ferrovias. No Ministério dos Transportes, o movimento foi visto como um sinal positivo para o plano de utilização dos recursos nos projetos ferroviários, embora à época a pasta ainda aguardasse uma orientação do Ministério da Fazenda sobre o tema. 

Há uma expectativa no setor, ainda, de que o TCU dê alguma diretriz sobre o uso das contas vinculadas como instrumento para viabilizar o investimento cruzado. No tribunal, está aberto desde 2023, por exemplo, um processo sob relatoria do ministro Benjamin Zymler que examina o uso desse instrumento nas concessões. 

Votação
Na reunião da ANTT que definiu as regras para a conta na Malha Paulista, o diretor-geral interino da agência, Guilherme Sampaio, ressaltou a urgência de o caso ser julgado, visto que o prazo de pagamento da segunda parcela pela Rumo se encerra no próximo dia 28. 

O relator do processo, diretor Lucas Asfor, explicou que a proposta estabelece regras para a abertura e a manutenção de conta bancária específica em nome da concessionária junto ao banco depositário. A novidade vai ser viabilizada com a assinatura do 7º termo aditivo da concessão. 

Plano de ferrovias
Como já mostrou a Agência iNFRA, o plano do governo para as ferrovias é dividido em quatro eixos regionais. O maior volume de investimentos (capex) está previsto para o eixo Sudeste, com R$ 46,9 bilhões; seguido pelo Nordeste, com R$ 33,1 bilhões; Norte, com R$ 30 bilhões; e o Oeste, com R$ 28,6 bilhões.

Os principais projetos elencados são: Nova Fiol 1 + Porto; Açailândia-Barcarena; EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste); Corredor Minas-Bahia; repactuações FTL, Malha Oeste e Malha Sul; conexão Salgueiro-Suape (PE); conexão Norte-Sul/TLSA (Transnordestina Logística); e a Ferrogrão. A proposta inclui, ainda, soluções para conflitos urbanos ferroviários.

Fonte: Agência Infra

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Logística

Túnel Santos-Guarujá: Autoridade Portuária quer propriedade da obra e fará exigências ao Governo de São Paulo

A Autoridade Portuária de Santos (APS) prepara uma série de exigências que serão encaminhadas ao Governo do Estado para que constem no edital do túnel imerso Santos-Guarujá. Uma delas é a reivindicação de propriedade da construção. O leilão da ligação seca está previsto para o dia 5 de setembro, na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, primeiramente serão exigidas garantias de menor impacto nas operações portuárias. “O túnel tem natureza dúplice, é uma obra infraviária, de mobilidade urbana, que conecta ponto A com ponto B, mas também as margens do Porto. Então, a primeira exigência é que haja a menor interrupção possível nas operações, nas linhas férreas, nas perimetrais e no canal de navegação”, detalha o presidente da gestora do Porto.

Além disso, a APS reivindicará ao Governo Estadual a propriedade do túnel. “Nós queremos que fique claro no edital que a construção do túnel passa a ser propriedade da Autoridade Portuária. Nós (União e Estado) vamos fazer a obra, o Estado vai dirigir essa concessão, mas, ao final do prazo de concessão, ela será propriedade da Autoridade Portuária de Santos. Inclusive, teremos reuniões nos próximos dias (com o Estado) para que isso fique consignado no edital”, adianta Pomini.

Túnel Santos-Guarujá
Recentemente, o projeto do túnel Santos-Guarujá foi ajustado atendendo a sugestões de empresas internacionais e o novo edital foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no último dia 10. As mudanças elevaram o custo da obra de R$ 5,96 bilhões para R$ 6,8 bilhões. O investimento será custeado meio a meio entre o Governo Federal e o Governo de São Paulo. A licitação internacional, na modalidade de parceria público-privada (PPP), dará ao futuro vencedor um contrato de 30 anos para construção, operação e manutenção do empreendimento. Devido às alterações, o leilão foi remarcado de 1º de agosto para 5 de setembro, na B3, em São Paulo.

Com 1,5 quilômetro de extensão — sendo 870 metros sob o canal do estuário —, o túnel contará com três faixas por sentido, sendo duas para veículos de passeio, ônibus e caminhões e uma exclusiva para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de galeria para pedestres e ciclistas. Atualmente, a ligação entre Santos e Guarujá é feita por balsas e catraias, que transportam mais de 21 mil veículos, 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres por dia. A estimativa é de geração de cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos com a obra.

Fonte: A Tribuna | Datamar News

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Portos

Oficializada expansão de área para uso da JBS Terminais no Porto de Itajaí

Governo federal assinou aditivo contratual que abrange áreas públicas do porto

O governo federal oficializou a expansão da área no Porto de Itajaí para movimentação de contêineres pela JBS Terminais. O termo aditivo do contrato de arrendamento transitório foi assinado em 27 de junho, com publicação no Diário Oficial da União na sexta-feira passada. A mudança abre caminho para o modelo da futura concessão do porto, com um único operador, de acordo com a proposta do Ministério dos Portos e Aeroportos.

A atualização do contrato encerra o processo de requerimento da JBS para o adensamento de toda a área do porto organizado de Itajaí, permitindo as operações da empresa também em áreas públicas do terminal. O contrato transitório já previa o uso de áreas públicas quando 80% da capacidade dos berços arrendados (1 e 2) fosse atingida no terminal de contêineres.

Com a expansão, a empresa poderá operar na área B (berços 3 e 4) do cais público e usar o Recinto Alfandegado Contíguo (RAC), área pública do porto do outro lado da avenida portuária.

O adensamento das áreas para a JBS Terminais foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e prevê investimento imediato de R$ 23 milhões pela JBS para adequações.

A ampliação abrange área de 61.340,33 m², dos quais 13.340,33 m² são da área B do cais público, mais 48 mil m² que incluem trechos de área primária (31 mil m²) e retroárea (17 mil m²).

No total, o contrato da empresa agora soma 141.286,75 m² e vai ampliar a capacidade operacional de movimentação de contêineres.

Conforme o projeto da empresa, o uso da área pública aumentará o armazenamento em 2100 TEUs (unidade de contêiners de 20 pés), com o porto passando a armazenar no total 10.047 TEUs. A projeção é também alavancar a movimentação de contêineres, com a meta indo de 44.100 para 49.335 TEUs por mês.

As novas áreas integradas ao contrato da JBS passarão por melhorias na infraestrutura, como pavimentação, nova rede elétrica, atualização do sistema de vigilância e reforço da infraestrutura dos berços de atracação.

Porto recebe nova carga de carros da BMW

O navio Florida Highway atracou no Porto de Itajaí na manhã de domingo para o desembarque de 777 veículos de luxo da montadora BMW. Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos Gama, a operação reforça o posicionamento do porto como terminal estratégico para cargas de alto valor agregado, além de ajudar na arrecadação municipal.

“Esse tipo de carga exige logística especializada, controle técnico e agilidade — características que consolidam nosso terminal como um polo estratégico para o comércio exterior”, comentou. No mês passado, o porto também registrou movimentação de veículos da BMW, com um carregamento de 588 carros.

Fonte: Diarinho

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Portos

Novo porto privado de Santa Catarina está perto de entrar em operação

Terminal está em fase de testes

O novo porto de Santa Catarina está em fase de testes, com início das operações no segundo semestre. O Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC) passa por testes de equipamentos e logo começa a testagem com movimentação de cargas. A execução das obras do terminal de uso privado alcança 97%, em instalações no Morro Bela Vista, em São Francisco do Sul.

Na terça-feira, no evento de aniversário de 70 anos do Porto de São Francisco do Sul, o TGSC assinou a participação no Programa de Monitoramento Ambiental Integrado, com participação do porto público, Tesc e Porto Itapoá. Até então, cada porto tinha o próprio programa ambiental. Com o novo programa, a atuação será de cooperação mútua, em investimento de R$ 17 milhões.

A estrutura do novo terminal fica próxima do Porto de São Francisco do Sul, na baía da Babitonga. O investimento no empreendimento privado fica em torno de R$ 520 milhões. O porto vai atuar na exportação de grãos, com expectativa de movimentação de 6 milhões de toneladas por ano, no momento de plena operação. O píer terá 255 metros de comprimento, com dois berços de atracação.

O terminal conta com 980 metros de correias transportadoras com capacidade para até 2 mil toneladas por hora, além de dolfins de atracação e amarração, carregadores de navio e edificações de apoio. A capacidade de armazenamento na retroárea será de 135 mil toneladas de granéis, com armazém horizontal e seis silos verticais.

Fonte: NSC Total

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Portos

Maior porto de SC anuncia pacote de obras por terra, mar e ar com investimento de R$ 40 milhões

Berço recuperado, BR-280 ampliada e poeira controlada: os planos para o futuro do Porto de São Francisco do Sul

Mais de R$ 40 milhões estão previstos para serem investidos no Porto de São Francisco do Sul, o maior de Santa Catarina.

Entre as melhorias anunciadas em aniversário de 70 anos do porto, destacaram-se a obra da terceira faixa na BR-280, orçada em R$ 12,5 milhões, a  recuperação do Berço 201, em R$ 18 milhões, e o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, em R$ 11 milhões.

Entenda o pacote de obras no Porto de São Francisco do Sul

Os projetos agem em diferentes frentes. Em terra, a obra da terceira faixa na BR-280, que já foi  autorizada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) visa facilitar o acesso ao terminal, desafogando o trânsito de caminhões  a partir do entroncamento com a SC-415.

No mar, o projeto de recuperação do Berço 201 possibilitará que o cais volte a receber navios de até 225 metros de comprimento, acima do limite atual de 200 metros.

No ar, o sistema de despoeiramento do corredor de exportação, vai retirar a poeira das correias transportadoras proveniente da movimentação dos grãos.

O Porto de São Francisco de Sul está localizado na Baía Babitonga, a 40 km da cidade de Joinville.

O sistema portuário, atualmente, é responsável  por 80% da soja exportada por Santa Catarina e por metade de todo aço importado no Brasil, estando na lista dos dez portos mais importantes do país em movimentação de carga geral.

Fonte: ND+

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