Investimento

Governo Federal investe R$ 572,6 milhões em mobilidade hidroviária na Região Norte

O Governo Federal destinou R$ 572,6 milhões para garantir a operação e manutenção de 54 terminais hidroviários na Região Norte do país. O investimento, viabilizado pelo Novo PAC, assegura por 730 dias o funcionamento das chamadas Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), fundamentais para o deslocamento da população ribeirinha.

A medida fortalece a mobilidade na Amazônia, onde o transporte fluvial é, em muitos municípios, o principal meio de acesso a serviços básicos e atividades econômicas.

Operação contínua e reforço na segurança

O contrato prevê a manutenção preventiva e corretiva dos terminais, além da operação permanente das estruturas. A iniciativa busca preservar as instalações e oferecer mais segurança a passageiros e trabalhadores do setor.

Com a execução do serviço, embarques e desembarques passam a ocorrer de forma mais organizada, reduzindo riscos e ampliando a eficiência do transporte hidroviário.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a iniciativa garante que as estruturas permaneçam em pleno funcionamento, assegurando acesso diário da população a áreas como saúde, educação, trabalho e comércio.

A execução das ações é coordenada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, dentro da política de fortalecimento da infraestrutura hidroviária na Amazônia.

Presença em municípios estratégicos

As 54 IP4s estão distribuídas em três estados: 51 unidades no Amazonas, duas em Rondônia — nos municípios de Guajará-Mirim e Porto Velho (Cai n’Água) — e uma em Roraima, na cidade de Caracaraí.

Em cidades como Parintins, Tefé, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tabatinga, Humaitá e Lábrea, os terminais desempenham papel estratégico na organização do fluxo de passageiros e no suporte às economias locais.

Além de facilitar o acesso a hospitais, escolas e repartições públicas, as estruturas garantem o abastecimento de comunidades ribeirinhas e fortalecem o comércio regional.

Movimentação de passageiros cresce na região

Entre 2023 e 2025, as IP4 registraram milhões de embarques e desembarques, consolidando sua importância para a integração regional. Em 2024, foi contabilizado o maior volume de passageiros: 3,585 milhões. Já em 2025, o número chegou a 2,481 milhões.

O total de visitantes permaneceu acima de 2 milhões por ano no período, reforçando a relevância dos terminais para a logística regional e a circulação de pessoas na Região Norte.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, destacou que a manutenção contínua evita interrupções e amplia a segurança da navegação. Já o diretor de Gestão Hidroviária, Eliezé Bulhões, ressaltou que, em diversos municípios, o terminal representa a principal porta de entrada para serviços essenciais.

Com o investimento, o Governo Federal reforça a política pública voltada à infraestrutura portuária, promovendo desenvolvimento regional, integração e acesso permanente a serviços básicos em áreas de difícil acesso.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Dnit

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Logística

Transnordestina: megaferrovia de R$ 14,9 bilhões terá 1.206 km e cortará 53 cidades do Nordeste

A Ferrovia Transnordestina avança como um dos maiores projetos de infraestrutura logística do Brasil, com investimento estimado em R$ 14,9 bilhões e extensão total de 1.206 quilômetros. A megaobra vai atravessar 53 municípios e tem previsão de conclusão até 2027.

Considerada estratégica para o escoamento de grãos e minérios, a ferrovia promete reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade do agronegócio e impulsionar o desenvolvimento econômico no Nordeste.

Recursos do Novo PAC aceleram obras no Ceará

Em dezembro, o Governo Federal liberou R$ 2 bilhões por meio do Novo PAC para dar continuidade às obras. Com isso, todos os trechos da ferrovia no Ceará passaram a estar oficialmente autorizados para construção.

Um dos segmentos visitados recentemente soma 97 quilômetros e passa por municípios como Baturité, Aracoiaba, Redenção, Acarape, Guaiúba, Palmácia, Maranguape e Caucaia. Esse trecho integra a fase 1 do projeto, que conecta o interior do Piauí ao litoral cearense, onde está localizado o Porto do Pecém.

Investimento bilionário e avanço físico das obras

Do total previsto de R$ 14,9 bilhões, cerca de R$ 11,3 bilhões já foram aplicados. A fase 1 atingiu aproximadamente 80% de execução.

Até o momento, 727 quilômetros da linha principal estão concluídos, enquanto outros 326 quilômetros seguem em obras. A ferrovia é considerada a principal intervenção logística da história recente do Ceará, com impacto direto na ligação entre regiões produtoras e o mercado externo.

Testes operacionais já estão em andamento

A operação experimental da Transnordestina começou em dezembro de 2025. Em janeiro, foi realizado o segundo teste operacional, conduzido pela Transnordestina Logística S.A..

Na ocasião, 946 toneladas de sorgo foram transportadas do Terminal Intermodal do Piauí até o Terminal Logístico de Iguatu, no Ceará, em uma viagem de 16 horas e 34 minutos. Novos testes devem incluir diferentes tipos de carga para validar a infraestrutura ferroviária.

Trajeto estratégico conecta interior ao litoral

A linha principal terá 1.206 quilômetros, além de 73 quilômetros de ramais secundários. O traçado ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por:

  • 28 municípios no Ceará (608 km);
  • 18 municípios no Piauí;
  • 7 municípios em Pernambuco.

O projeto fortalece a integração regional e amplia a conexão do Nordeste com os mercados internacionais.

Impacto no agronegócio e na economia regional

A ferrovia é vista como fundamental para o escoamento da produção do Matopiba — região que engloba Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins.

Com a nova estrutura, a expectativa é de redução nos custos logísticos, aumento da competitividade das commodities brasileiras e estímulo à instalação de terminais, portos secos e centros de distribuição ao longo do trajeto.

Além de favorecer o setor produtivo, o transporte ferroviário é apontado como alternativa mais eficiente e sustentável, contribuindo para a descarbonização do transporte de cargas.

Projeto histórico marcado por atrasos

A proposta de uma ferrovia estruturante no Nordeste é discutida desde a década de 1950. Uma primeira tentativa de implantação começou em 1959, mas foi interrompida por inviabilidade econômica.

O modelo atual teve início em 2006, com previsão inicial de entrega em 2010. Após sucessivas paralisações, as obras foram retomadas em 2024, ganhando novo impulso com recursos federais.

A conclusão da Transnordestina é considerada decisiva para consolidar uma nova matriz logística no Nordeste e ampliar a participação da região no comércio exterior.

FONTE: GMC Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Michel Corvello/ MT

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Notícias

Ministro de Portos e Aeroportos quer usar R$ 20 bi disponíveis em fundos para acelerar investimentos

Com orçamento modesto na Esplanada — apenas R$ 2,4 bilhões, em 2024 —, o Ministério de Portos e Aeroportos aposta no uso de recursos dos fundos vinculados ao órgão para ampliar os investimentos no setor. Somente o Fundo da Marinha Mercante (FMM) conta com R$ 13 bilhões em caixa, enquanto o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), que acaba de ter sua natureza contábil alterada por lei, dispõe de outros R$ 8,1 bilhões, sendo que R$ 6 bilhões já foram solicitados pela pasta à equipe econômica para serem usados na aviação civil ainda em 2024, o que demanda mudança na lei orçamentária.

Somadas, as previsões dos dois fundos já são R$ 19 bilhões disponíveis, montante que deve passar de R$ 20 bilhões se considerado o adicional de receita projetado até o fim do ano.

Do início do governo até setembro deste ano, o ministério, por meio do Conselho Diretor do FMM, autorizou 1.158 projetos a seguirem com os próximos passos da contratação do empréstimo junto aos bancos credenciados. Os investimentos atrelados a esses projetos totalizam R$ 34,56 bilhões — R$ 20,8 bilhões foram aprovados só este ano, o que pode aumentar com a última reunião do conselho de 2024. O dinheiro não é liberado de uma só vez, mas de acordo com as fases de implantação. Do total aprovado desde o ano passado, apenas R$ 1,59 bilhão foi contratado e R$ 1,32 bilhão liberado.

No caso do FMM, a expectativa é atingir um fluxo de liberação de pelo menos R$ 5 bilhões por ano. “Não houve uma priorização dessa indústria por parte do governo anterior. Foram aprovados projetos, mas não teve praticamente liberação de recurso. Dos mais de R$ 22 bilhões que ingressaram ao caixa do Fundo da Marinha Mercante no governo anterior, ele desapareceu no orçamento da União”, disse o ministro Silvio Costa Filho.

Em entrevista ao Valor, o ministro reforçou que a principal estratégia do governo com o FMM é de fato retomar os investimentos da indústria naval brasileira, apesar da experiência traumática no governo Dilma Rousseff. Uma década atrás, o plano de produzir grandes navios e sondas em estaleiros nacionais foi frustrado em escândalo de corrupção revelado pela operação Lava-jato. Para o ministro, houve uma “virada de página” nesse sentido com o aperfeiçoamento dos modelos de gestão dos recursos e governança dos bancos e das empresas estatais.

Outra mudança recente no fundo foi a de reservar 30% dos recursos para projetos de infraestrutura nos portos (marítimos e fluviais) e nas hidrovias. “É a primeira vez que a gente está avançando com recurso do Fundo da Marinha Mercante em projetos portuários estratégicos, mas que também estejam validados pelo Novo PAC”, disse Costa Filho, se referindo ao texto da Portaria 424/24, assinada no início de setembro.

No caso do Fnac, o fundo passará a assumir uma natureza contábil semelhante à do FMM, a partir da recém-aprovada Lei Geral do Turismo. O fundo da aviação civil,composto pela receita das outorgas recolhidas dos aeroportos concedidos, não devolvia os recursos ao setor. Este ano, por exemplo, dos R$ 8,1 bilhões disponíveis,apenas R$ 400 milhões estão previstos para investimento no orçamento federal.
Costa Filho quer que os recursos do fundo da aviação civil também sejam oferecidos na forma de empréstimo aos projetos estratégicos para o governo. Ele disse que, assim como o FMM financia a indústria nacional de navegação, o Fnac deve apoiar as companhias aéreas no financiamento da operação no país e na aquisição de aeronaves nacionais da Embraer.

De acordo com o ministro, a aquisição de equipamento no exterior será admitida com recursos do Fnac, mas quem escolher as compras nacionais terá preferência.“Ele vai ter, sem dúvida alguma, uma maior atenção do governo por estar prestigiando o conteúdo local, entretanto nós respeitamos o livre mercado”, disse.

Com a estratégia de oferecer empréstimos via FMM e Fnac, o Ministério de Portos e aeroportos não entra na briga por recursos federais. O dinheiro oferecido na forma de financiamento não gera impacto no resultado primário, por ser considerado uma despesa apenas financeira.

No início do ano passado, a Confederação Nacional da Indústria (CNT) produziu relatório com as preocupações sobre a aplicação do FMM, especialmente relacionadas à interrupção do fluxo de liberação dos recursos e ao desvio de finalidade no uso do dinheiro. “O maior desafio é o contingenciamento de recursos,que pode trazer prejuízos significativos para o setor, tais como deterioração da infraestrutura e paralisação de todos os projetos”, informou a entidade, em posicionamento enviado ao setor. “Além disso, a CNT defende que seja feita uma gestão eficiente dos recursos, para que eles sejam, de fato, utilizados onde foram destinados”, acrescentou.

Ministro de Portos e Aeroportos quer usar R$ 20 bi disponíveis em fundos para acelerar investimentos – DatamarNews

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