Internacional

Irã nega negociações com EUA e desmente Donald Trump em meio à escalada do conflito

O secretário de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta segunda-feira (2) que Teerã não pretende abrir diálogo com os Estados Unidos, contrariando declarações recentes do presidente americano Donald Trump sobre uma possível retomada das conversas.

A manifestação foi publicada na rede social X e ocorre em meio à intensificação do conflito no Oriente Médio, iniciado após ofensivas militares conduzidas por Washington e Israel contra o território iraniano.

Declarações contradizem sinalizações diplomáticas

No fim de semana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, indicou disposição para reduzir tensões durante conversa com o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Segundo ele, o país estaria aberto a “esforços sérios” para conter a crise após os ataques.

Apesar disso, Larijani descartou qualquer reaproximação com Washington. Em suas publicações, o secretário acusou Trump de aprofundar o caos regional e afirmou que o Irã atua em legítima defesa.

Ele também declarou que as forças armadas iranianas não iniciaram a agressão e que o país responde às ofensivas externas.

EUA prometem manter ofensiva

Do lado americano, Trump afirmou que a ofensiva militar contra o Irã continuará até que os objetivos estratégicos sejam alcançados. Em discurso divulgado no domingo (1º), o presidente declarou que os Estados Unidos responderão aos ataques que resultaram na morte de três militares americanos.

Ao jornal britânico Daily Mail, Trump estimou que o conflito pode durar cerca de quatro semanas. Já à revista The Atlantic, afirmou que a nova liderança iraniana demonstrou interesse em retomar negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Conflito começou no sábado e já soma centenas de mortos

A atual escalada militar teve início no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques com o objetivo declarado de conter o avanço nuclear do Irã. A operação resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei e de comandantes militares.

De acordo com o Crescente Vermelho, o número de vítimas já chega a 555 mortos e pelo menos 747 feridos.

Em resposta, o Irã realizou ataques contra Israel e contra bases militares americanas instaladas no Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. O governo iraniano classificou a morte de Khamenei como “declaração de guerra” e prometeu retaliação.

No domingo, Teerã anunciou o aiatolá Alireza Arafi como líder interino e informou que a escolha de um novo líder supremo deve ocorrer nos próximos dias.

O cenário mantém elevada a tensão diplomática e militar na região, com impactos diretos na estabilidade do Oriente Médio e nas relações internacionais.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Redes sociais e Airbus DS 2026

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