Transporte

Frota global de navios dual fuel atinge 400 unidades e reforça transição energética marítima

A frota global de navios porta-contêineres e Ro-Ro com sistemas de dupla combustão alcançou a marca de cerca de 400 embarcações, consolidando uma das transformações mais relevantes da indústria marítima nos últimos anos. O avanço reflete o aumento dos investimentos em tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa e ao atendimento de normas ambientais mais rigorosas.

Flexibilidade operacional impulsiona adoção da tecnologia dual fuel
Os navios dual fuel são projetados para operar tanto com combustíveis marítimos convencionais quanto com alternativas de menor impacto ambiental, como GNL, metanol e outros combustíveis emergentes. Essa capacidade de alternância tem sido estratégica para armadores que buscam mitigar riscos regulatórios, otimizar custos operacionais no longo prazo e reduzir a dependência de uma única matriz energética.

Grandes armadores lideram encomendas no longo curso
No segmento de porta-contêineres, as principais companhias de navegação concentram os pedidos por novas embarcações com dupla combustão, incorporando esses navios principalmente às rotas de longo curso. O movimento sinaliza uma mudança estrutural no perfil da frota global, alinhada às exigências ambientais de mercados internacionais.

Tecnologia avança no transporte Ro-Ro e no setor automotivo
Já no mercado Ro-Ro, a adoção da tecnologia dual fuel cresce sobretudo no transporte de veículos e cargas rodantes. Esses segmentos enfrentam pressão crescente de cadeias globais de suprimentos para reduzir a pegada de carbono e adotar práticas logísticas mais sustentáveis.

Perspectiva é de crescimento contínuo nos próximos anos
Especialistas do setor avaliam que a frota dual fuel deve seguir em expansão, impulsionada por novas encomendas em estaleiros da Ásia e da Europa. A expectativa é que essas embarcações assumam papel central na transição energética do transporte marítimo, enquanto os combustíveis de emissão zero ainda avançam rumo à viabilidade comercial em larga escala.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Número de navios dual fuel quase dobra em 2025 e encomendas seguem aquecidas

O número de navios dual fuel — embarcações capazes de operar com combustíveis alternativos de menor emissão — quase dobrou em 2025, de acordo com dados recentes do World Shipping Council (WSC). A atualização anual do Dual-Fuel Fleet Dashboard revela que os armadores seguem investindo fortemente nessa tecnologia, mesmo diante da ausência de regras regulatórias definitivas para emissões.

Carteira de encomendas mantém ritmo acelerado

Segundo o WSC, a frota de porta-contêineres e navios transportadores de veículos com sistema dual fuel atingiu 400 unidades ao final de 2025, quase o dobro das 218 registradas em 2024. Além disso, há 726 embarcações ainda em encomenda, garantindo que a tecnologia continue com grande presença na carteira global de navios. Somando frotas em operação e em construção, os dois segmentos devem alcançar 1.126 navios dual fuel, com crescimento de 28% em um ano, representando investimentos superiores a US$ 150 bilhões.

Segmentos líderes na transição energética

Os setores de contêineres e transporte de veículos concentram 74% de todos os navios dual fuel. Em termos de arqueação bruta (DWT), 74% das encomendas de contêineres e 87% das de veículos já utilizam combustíveis alternativos. Nos demais segmentos, a participação é menor, cerca de 21%.

Cruzeiros também avançam na transição: mais de 40% das embarcações em encomenda (31 de 75) foram projetadas para operar com múltiplos combustíveis, principalmente GNL, enquanto 59% da arqueação bruta dos cruzeiros em construção utilizará combustíveis alternativos.

Projeções para a frota global

De acordo com análise da DNV, entre 2026 e 2033 estão previstas entregas de 1.138 navios, dos quais 40% devem operar com combustíveis alternativos, o que poderá quase dobrar a frota desse tipo nos próximos oito anos. Apesar de uma desaceleração nas encomendas movidas a metanol em 2025, devido a limitações de oferta, a tendência de transição energética permanece firme, com navios alternativos representando quase 40% de todos os pedidos do ano.

Continuidade do investimento em 2026

Segundo Jason Stefanatos, diretor global de descarbonização da DNV, o movimento seguiu em 2026: apenas em janeiro foram registrados 20 novos pedidos de navios com combustíveis alternativos, incluindo 16 porta-contêineres a GNL, um navio offshore a metanol e três transportadores de GLP, reforçando a aceleração da adoção dessa tecnologia no transporte marítimo.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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