Comércio Exterior

Brasil inaugura nova rota marítima de comércio com a China

Trajeto liga os portos de Gaolan, em Zhuhai, e Santana, no Amapá

O Brasil inaugurou, neste fim de semana, uma nova e importante rota marítima de comércio com a China. A conexão liga o Porto de Gaolan, na cidade de Zhuhai, no sul da China, ao Porto de Santana, no Amapá — a segunda maior cidade do estado, a cerca de 17 quilômetros da capital, Macapá. O primeiro navio da nova rota Brasil-China chegou ao porto amapaense e descarregou seus primeiros contêineres neste fim de semana.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, essa nova rota no comércio internacional trará agilidade e economia no transporte, podendo reduzir em até um mês o tempo de trajeto e gerar uma diminuição de 30% nos custos. O Porto de Santana consolida o Arco Norte como uma alternativa estratégica às exportações brasileiras, como destaca o ministro da Integração, Waldez Góes.

“Isso vai melhorar muito para quem empreende aqui. Sejam aqueles que precisam de produtos chineses para alavancar sua atividade comercial e industrial, sejam os chineses que precisam do agro e também da bioeconomia para o seu consumo.”

Por causa da nova rota, o governo do Amapá já prevê um aumento na geração de empregos e no fortalecimento da economia local. O governador do estado, Clécio Luís, destaca a visibilidade que o Amapá ganha como porta comercial entre a Ásia e a América do Sul, com o crescimento do setor portuário.

“E isso aqui é um marco para a economia do Amapá. É a conexão do Amapá com os grandes mercados mundiais, por meio da nossa vocação logística, da nossa vocação portuária, especialmente aqui em Santana. E vem trazendo produtos para o Amapá, para a Amazônia e para o Brasil. E o Amapá está aproveitando essa oportunidade para também tirar produtos do Centro-Oeste, da Amazônia, para o mundo.”

O estado será um corredor de importação de toneladas de produtos, que serão transportados e beneficiados por meio das políticas de livre comércio e da Superintendência da Zona Franca de Manaus.

A estruturação do Porto de Santana para receber navios de maior porte também será fundamental durante o período de seca na região Norte, já que, durante a estiagem, os navios enfrentam dificuldades para navegar até Manaus. O Porto de Santana, localizado no litoral amapaense, consegue operar mesmo nesse período.

Fonte: Agência Brasil

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Sustentabilidade

Citrosuco inicia a utilização de combustível renovável com o navio Carlos Fischer

A Citrosuco, uma das maiores produtoras de sucos e ingredientes de laranja do mundo, anuncia a realização da primeira viagem de longo curso da sua frota de navios com o uso de biodiesel B24. A utilização do combustível renovável, que contribui para a redução de emissões, faz parte da jornada da empresa rumo a uma navegação mais sustentável.

O responsável por estrear a novidade é o navio MV Carlos Fischer, que passou por atualizações técnicas recentemente em Tuzla, na Turquia. Com 205 metros de comprimento e 32 metros de largura, o navio tem capacidade para 32 mil toneladas de suco de laranja.

A embarcação atracou no porto de Santos (SP), após o período na Turquia, trazendo consigo as primeiras 500 toneladas de biodiesel B24 a bordo dos tanques de combustível para iniciar a sua próxima viagem com destino aos Estados Unidos.

Considerada uma alternativa promissora para a descarbonização do transporte marítimo, o biodiesel B24 pode reduzir as emissões well to wake, metodologia que avalia o ciclo de vida completo do combustível, em até 20%. O uso do biocombustível também está em conformidade com as normas internacionais de navegação, como IMO 2030 e 2050, CII (Carbon Intensity Indicator) e EEXI (Energy Efficiency Existing Ship Index).

“Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a descarbonização do setor marítimo alinhado ao SBTI – Science Based Target Initiative –, conectando metas ambientais internacionais aos objetivos ESG da Citrosuco, que visa reduzir as emissões de carbono em 28% até 2030 nos escopos 1 e 2”, ressalta Karen Lopes, Gerente Geral de Operações Marítimas e Terminais da Citrosuco.

Após a viagem inaugural com o uso de biodiesel a bordo do MV Carlos Fischer, a companhia planeja ampliar gradualmente a utilização do biocombustível nas demais embarcações da frota – composta por 5 navios dedicados e 1 charter.

Descarbonização

A sustentabilidade é a essência do negócio da Citrosuco, que tem como um dos seus Compromissos ESG 2030 contribuir para a resiliência climática. Reflexo da atuação madura no tema, a empresa figura enquanto nota A- no CDP, principal framework que avalia performance ambiental e climática, bem como possui Selo Ouro no GHG Protocol, com mais de 10 anos de inventários de emissões CO2 reportados e auditados por terceira parte.

Um dos recentes projetos de descarbonização da companhia foi a transição energética do terminal de Ghent, na Bélgica – o segundo maior terminal portuário da Citrosuco em volume de operações. A instalação opera com energia 100% renovável, rastreada e certificada.

“Liderar com eficiência, inovação e sustentabilidade na cadeia global de sucos e ingredientes da laranja, desde as fazendas até os nossos clientes internacionais, é parte do impacto positivo da Citrosuco. A descarbonização é uma das frentes que estimulamos, visando transição para a economia de baixo carbono e com reflexo nesta operação marítima”, destaca Orlando Nastri, Head de ESG da Citrosuco.

Fonte: Datamar News

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Portos

Navio Adriatic Highway traz 396 veículos BMW ao Porto de Itajaí

O navio Adriatic Highway, do tipo Roll-on Roll-off (Ro-Ro), atracou no Porto de Itajaí às 4h deste sábado (16), trazendo 396 veículos da montadora BMW. A operação de desembarque começou às 7h30.

Esse tipo de carga é considerado de alto valor agregado, representando ganhos logísticos e econômicos para o porto e para a cidade.

Somente em 2025, esta já é a nona embarcação Ro-Ro recebida pelo Porto de Itajaí, o que demonstra a crescente relevância desse tipo de operação no calendário portuário. O porto segue operando 24 horas por dia, com eficiência logística e geração de empregos que fortalecem a economia local e regional.


“O Porto de Itajaí já recebeu nove navios do tipo Roll-on Roll-off somente em 2025, o que reforça a confiança dos armadores e das montadoras internacionais na nossa estrutura. Esse movimento demonstra a consolidação do porto como um importante hub logístico para cargas de alto valor agregado, gerando empregos, arrecadação e fortalecendo a economia da cidade e da região”, destacou o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama.

Fonte: Porto do Itajaí

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Notícias

Navio Ever Lunar perde 50 Contêineres durante manobra no Porto do Peru

Falha em fixação causa perda de 50 contêineres no Peru

No dia 1º de agosto de 2025, o Porto de Callao, principal terminal portuário do Peru, enfrentou um incidente significativo que resultou no fechamento temporário de suas operações.

O navio Ever Lunar, de bandeira taiwanesa e operado pela Evergreen Marine Corp., maior transportadora de contêineres de Taiwan, perdeu cerca de 50 contêineres enquanto estava ancorado a aproximadamente 3,9 milhas náuticas a nordeste da Ilha de San Lorenzo, na baía de Callao. O incidente, ocorrido por volta das 9h40 (horário local), levou à suspensão das atividades portuárias por algumas horas, com o porto sendo totalmente fechado para garantir a segurança e facilitar as operações de recuperação.

O Ever Lunar, que transportava cerca de 7.000 contêineres, sofreu um forte balanço, possivelmente causado por uma combinação de fatores, incluindo más condições marítimas no inverno sul-americano, aumento repentino de ondas e os efeitos remotos de um tsunami desencadeado por um terremoto na Rússia. Esses fatores podem ter contribuído para a falha nos sistemas de fixação dos contêineres, localizados na popa do navio, que caíram ao mar. A Evergreen Marine Corp. confirmou que toda a tripulação a bordo está segura e que a empresa está cooperando plenamente com as autoridades portuárias na investigação do incidente.

O Capitão do Porto, Amílcar Velásquez, informou que o navio não estava em processo de carga ou descarga no momento do ocorrido. As autoridades descartaram a presença de substâncias perigosas nos contêineres perdidos, que transportavam principalmente produtos plásticos, eliminando riscos de poluição ambiental.

No entanto, os contêineres, muitos com carga derramada, permanecem à deriva, representando um risco à navegação na área. A Marinha peruana mobilizou os barcos de patrulha Río Chama e Río Chira para coordenar a busca e recuperação, enquanto um alerta marítimo de nível cinco foi emitido, proibindo a navegação e paralisando as operações portuárias.

O fechamento temporário afetou não apenas o Porto de Callao, mas também outros terminais na região, incluindo a Zona Central (Baía de Callao), Zona Norte “A” (Pampilla 1, 2 e 3), Zona Norte “B” (Solgas e Biocombustíveis Puros), Zona Norte “C” (Tralsa 1, 2, Surfisa, Quimpac e Zeta Gas) e Zona Sul (Multiboyas Conchán e cais da Unacem Lima). As operações foram retomadas gradualmente a partir das 14h06 de sábado, 2 de agosto, mas os impactos do incidente ainda são sentidos, especialmente em cadeias de suprimento, dado o papel crucial de Callao no comércio internacional.

Condições climáticas adversas, como neblina densa, céu nublado e alta umidade associadas ao Anticiclone do Pacífico Sul, relatadas pelo Senamhi, agravaram a situação. O incidente ocorre em um contexto de tensão no litoral peruano, com alertas de tsunami e ventos intensos afetando Lima, Arequipa, Moquegua e Tacna nos dias anteriores, impactando diretamente os trabalhadores portuários, que enfrentam três dias consecutivos de interrupções.

A recuperação dos contêineres será coordenada pelas seguradoras nos próximos dias, com equipes especializadas enfrentando desafios devido às condições do mar e à profundidade da área. A Evergreen se comprometeu a adotar medidas preventivas para evitar novos incidentes, enquanto as autoridades portuárias continuam investigando as causas, com foco em possíveis falhas de manutenção ou sobrecarga nos sistemas de fixação. A comunidade portuária aguarda os resultados para implementar melhorias em infraestrutura e protocolos de segurança, visando mitigar riscos futuros.

Fonte: Jornal Portuário

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Comércio, Negócios

Buscam comprador para o navio petroleiro Eva Perón

O sindicalista Francisco Banegas antecipou que o navio já está em condições de ser entregue.

O Estaleiro Río Santiago (ARS) atravessa uma fase de transição marcada por desafios econômicos, trabalhistas e regulatórios. Em um contexto em que o governo nacional promove mudanças que impactam a indústria naval, os trabalhadores do ARS ativam uma agenda de mobilizações e apresentam propostas para garantir a continuidade operacional e preservar os empregos.

Francisco “Pancho” Banegas, secretário-geral da ATE Ensenada e trabalhador do estaleiro há quatro décadas, afirmou à Ser Industria Radio que a planta industrial tem plena capacidade de construção. Ele revelou ainda que o navio petroleiro Eva Perón “está pronto, pode ser lançado ao mar, mas questões geopolíticas impedem que a Venezuela o leve”.

Esse navio, junto com o Juana Azurduy — que está com cerca de 50% da construção concluída — representa um dos maiores desafios dos últimos anos para o estaleiro público. “Está sendo avaliada a possibilidade de rescindir o contrato com a Venezuela de forma consensual e buscar outra empresa interessada na compra desses navios. Estamos falando de cerca de 34 milhões de dólares, entregando os dois concluídos”, explicou o dirigente sindical, ao mesmo tempo em que confirmou que “estão procurando compradores, tanto no país quanto no exterior”.

A situação do ARS faz parte de um contexto mais amplo que ameaça toda a indústria naval argentina e a Marinha Mercante, duramente atingidas pelos decretos 273/2025 e 340/2025, que, segundo Banegas, “desregulam completamente o setor, permitindo a compra de navios usados no exterior e autorizando a contratação de trabalhadores estrangeiros”.

“Não pode ser que, em um país com tanto desemprego e pobreza, tenham que vir trabalhadores de fora. Estamos esperando com ansiedade a chance de reativar a indústria naval”, afirmou com ênfase. Além disso, destacou que essas medidas não são novidade: “Já conhecemos isso. Vivemos isso com Martínez de Hoz, com o golpe de 76 e nos anos 90. A história se repete”.

Nessa linha, ele lembra que o objetivo de fundo sempre foi o mesmo: fechar o estaleiro estatal. “O estaleiro tem muitos inimigos. O objetivo foi, é e será fechá-lo. Tentaram fazer isso durante a ditadura, nos anos 90 com as privatizações, e depois o Macri quis simplesmente nos destruir.”

Resistir com propostas
Longe de se limitar à denúncia, Banegas destaca o papel propositivo do movimento operário do ARS. Desde que assumiu como secretário-geral em 2015, a estratégia foi clara: gerar trabalho e produção. “Trabalho que entra, é feito. Apesar dos baixos salários e do fato de não termos tarefas para todos, o trabalho é feito. É a única maneira de limpar a imagem do estaleiro, que foi muito atacado”, afirmou.

Atualmente, o ARS está construindo um dique flutuante com financiamento da província de Buenos Aires e realiza trabalhos para estações de tratamento de água em Tapalqué e Berisso, além de serviços para a Copetro. No entanto, o horizonte mais promissor está nas patrulheiras OPV (Offshore Patrol Vessel) destinadas à Prefectura Naval Argentina (PNA).

“Está visitando um estaleiro francês para avançar em um possível contrato. Seriam três navios e, se esse contrato for assinado, teremos cinco anos de trabalho”, detalhou. Ele lembrou que “as OPVs compradas durante o governo de Mauricio Macri custaram 374 milhões de euros. Isso foi trabalho para os franceses. Depois, Patricia Bullrich comprou cinco patrulheiras por 50 milhões de dólares, quando poderiam ter sido feitas dez aqui. Quem disse isso foi a FINA, não nós”.

Diante dos discursos que falam em “excesso de pessoal”, Banegas foi categórico ao afirmar: “Não sobra gente, falta trabalho no ARS. Já nos disseram que o estaleiro se mantém com 500 trabalhadores”. Atualmente, o estaleiro emprega 2.800 pessoas, mas já houve épocas em que a planta chegou a ter 8.500 operários.

“A mão de obra naval não se forma da noite para o dia”, afirmou o titular da ATE Ensenada. “Por isso pedimos a reposição dos companheiros que se aposentam. É uma planta que, com trabalho, gera muito emprego e dinamiza as pequenas e médias empresas da região.”

Um novo modelo de gestão

Um dos principais obstáculos enfrentados pelo ARS é a estrutura burocrática, que dificulta a assinatura ágil de contratos. “Atualmente, o estaleiro funciona como um ministério. Você assina um contrato e ele pode levar até oito meses circulando entre os órgãos de controle. Isso atrasa tudo. E ninguém vai contratar se o trabalho só começa dois anos depois”, explicou Banegas.

Por isso, o sindicato está trabalhando em um projeto para transformar o ARS em uma empresa produtiva estatal com autonomia de gestão. “Não somos só protesto — também temos propostas para reativar o estaleiro. Vamos apresentar essa iniciativa em uma assembleia geral de trabalhadores”, adiantou.

A proposta de transformar o ARS em uma sociedade do Estado foi engavetada com a entrada em vigor do DNU do governo nacional. “Nosso novo projeto busca permitir que possamos agilizar compras, firmar contratos diretamente e evitar as amarras burocráticas que estão nos sufocando”, enfatizou.

A defesa do trabalho argentino e da soberania nacional são eixos constantes no discurso de Banegas. “O Canal Magdalena, o petróleo offshore, o GNL — são desenvolvimentos estratégicos que exigem uma frota própria, navios que nós podemos construir”, afirmou.

Ele recordou que, em 2017, foi possível articular trabalhadores, estaleiros públicos e privados, e câmaras empresariais para impulsionar uma Lei da Indústria Naval, que incluía o artigo 15 — o qual proibia organismos do Estado de comprar navios no exterior se pudessem ser construídos no país.

“Com os decretos 273 e 340, esse artigo foi eliminado. Hoje é possível comprar fora sem restrições. É uma destruição total da indústria naval argentina”, alertou. “Perdemos de 7.000 a 8.000 milhões de dólares por ano com fretes, além do que se paga pelo dragado a empresas estrangeiras. É dinheiro que poderia ficar no país, gerando emprego local”, ressaltou.

Apesar do panorama adverso, Banegas insiste na importância de fortalecer a organização sindical e a unidade do movimento operário. “Isso pode ser revertido pelo lado dos trabalhadores, mas precisamos nos unificar. Ninguém se salva sozinho. Se não se constroem navios, não haverá estaleiros — nem públicos nem privados.”

Nessa linha, criticou o modelo de trabalho precarizado promovido por plataformas digitais, que estimula o individualismo. “Hoje se trabalha por meio de um aplicativo e não importa o que acontece com o outro. A juventude vive isso e isso nos tira empregos. Você vê nos pedágios, nos bancos — agora quem te atende é uma máquina.”

Banegas contou que participou de um Congresso Mundial sobre Emprego e Tecnologia, onde representantes de países como Alemanha e Estados Unidos debatiam sobre o avanço tecnológico e seu impacto na perda de postos de trabalho. “A luta também está aí: como preservar empregos em um mundo cada vez mais automatizado”, concluiu o dirigente sindical.

Fonte: Ser Industria

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Notícias

Navio de transporte de veículos Morning Midas, danificado por incêndio, afunda

A empresa de salvamento Resolve Marine informou que o navio de transporte de veículos Morning Midas afundou em águas internacionais do norte do Oceano Pacífico, após um incêndio ocorrido a bordo em 3 de junho.

Os danos causados pelo incêndio, agravados por condições meteorológicas adversas e posterior entrada de água, levaram ao naufrágio do Morning Midas por volta das 16h35 no horário local (UTC -9) do dia 23 de junho, em águas com aproximadamente 5.000 metros de profundidade e a cerca de 360 milhas náuticas da costa.

Como medida de precaução, dois rebocadores equipados com sistemas de controle de poluição permanecem no local para monitorar possíveis sinais de contaminação ou destroços.

O navio, de bandeira liberiana e gerenciado pela Zodiac Maritime, pegou fogo a cerca de 360 milhas a sudoeste de Adak, no Alasca, enquanto seguia de Yantai, na China, para Lázaro Cárdenas, no México. A embarcação transportava mais de 3.000 veículos, incluindo cerca de 70 totalmente elétricos e 681 modelos híbridos. O incêndio teria começado em um dos conveses que abrigavam veículos elétricos, reacendendo preocupações sobre os riscos associados às baterias de íons de lítio no transporte marítimo.

Apesar dos esforços da tripulação para conter as chamas com os sistemas de supressão a bordo, o fogo se intensificou, levando à evacuação dos 22 tripulantes, que foram resgatados em segurança pelo porta-contêineres COSCO Hellas, que navegava nas proximidades.

Fonte: Splash 247

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Notícias

Navio com 3 mil veículos pega fogo e afunda no Pacífico

Fogo foi localizado em um dos conveses com veículos eletrificados

O navio Morning Midas transportava cerca de 3 mil veículos quando afundou. A embarcação pegou fogo no meio do Oceano Pacífico ainda no início do mês e devido aos danos acabou afundando nesta segunda-feira (23).

Todos os 22 tripulantes do navio foram retirados pela Guarda Costeira dos Estados Unidos e transferidas para outra embarcação. 

Fonte: NSC Total

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Navio de carga Harmonia naufraga a caminho de Fernando de Noronha e tripulação é resgatada com vida, diz Marinha

Naufrágio aconteceu a aproximadamente 50 milhas náuticas (cerca de 90 quilômetros) de Tibau do Sul, município do estado do Rio Grande do Norte.

O navio de carga Harmonia naufragou no domingo (15) durante viagem do Recife para Fernando de Noronha. Os oito tripulantes foram resgatados com vida, segundo informou a Marinha em nota.

“A Marinha do Brasil (MB) informa que tomou conhecido, na noite do domingo (15), do naufrágio do navio de transporte de carga ‘Harmonia’, a aproximadamente 50 milhas náuticas (cerca de 90 quilômetros) de Tibau do Sul, município do estado do Rio Grande do Norte”, indicou a nota.

A nota informou, ainda, que os oito tripulantes que estavam a bordo do Harmonia foram resgatados com vida pelo navio mercante (NM) ‘M.V. Amstel Lion’, que trafegava nas proximidades do naufrágio, e encontram-se em bom estado de saúde.

O dono da embarcação, Maurício Júnior, divulgou uma nota e confirmou que toda tripulação foi resgatada por um navio que estava em rota e seguia para o Rio de Janeiro. A nota indicou que a tripulação tentou evitar o naufrágio.

“A embarcação Harmonia estava até o momento do resgate flutuando. Ao parecer um problema na casa de máquinas todos procedimentos para evitar naufrágio, possível no momento, foram realizados” relatou a nota

O navio partiu da capital pernambucana no sábado (14). A Marinha informou que foi instaurado um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), pela Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte (CPRN), para apurar as circunstâncias e causas do naufrágio.

O Harmonia foi responsável pelo transporte da usina de asfalto, usada na obra de recuperação da pista do aeroporto de Fernando de Noronha.

Fonte: G1


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Navio com carros elétricos em chamas é abandonado pela tripulação

Cargueiro Morning Midas trazia 3.048 veículos da China para o México, sendo 70 elétricos e 681 híbridos e está à deriva na costa do Alasca

Um incêndio de grandes proporções a bordo do cargueiro Morning Midas escancara os desafios enfrentados no transporte marítimo de veículos, especialmente elétricos. A embarcação de bandeira liberiana, que transportava 3.048 automóveis, entre eles 70 modelos 100% elétricos e 681 híbridos, está à deriva desde a semana passada, a cerca de 300 milhas ao sul de Adak, no Alasca.

O navio, que partiu da China com destino ao México no dia 26 de maio, teve o fogo detectado no início da noite de 3 de junho (horário de Brasília), quando fumaça começou a sair de um dos conveses. De acordo com a Zodiac Maritime, empresa britânica que administra o cargueiro, as chamas começaram na seção onde estavam os veículos elétricos.

A empresa americana Resolve Marine foi contratada para liderar as operações de salvamento, que já começaram com a chegada do rebocador Gretchen Dunlap ao local. Outros dois navios de apoio devem se juntar à missão nas próximas semanas. Segundo a Guarda Costeira americana, a prioridade agora é conter possíveis danos ambientais e garantir a segurança dos envolvidos nas operações.

Este não é um caso isolado. Em 2022, o navio Felicity Ace também pegou fogo enquanto transportava cerca de 4.000 veículos do Grupo Volkswagen, entre eles modelos Porsche, Bentley e Lamborghini. O navio acabou afundando no Oceano Atlântico após duas semanas em chamas, com um prejuízo estimado em US$ 155 milhões.

Incidentes como esses têm levantado preocupações sobre os riscos associados ao transporte marítimo de veículos elétricos, especialmente devido ao potencial de combustão das baterias de íons de lítio. Algumas companhias, como a norueguesa Havila Kystruten, já se recusam a transportar carros elétricos em suas embarcações. Ainda assim, com a eletrificação da frota global em curso, encontrar formas mais seguras de levar esses veículos de um continente ao outro se torna cada vez mais urgente.

Fonte: Terra

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Comércio Exterior, Inovação, Logística

Navio movido a vela metálica é usado para transportar açúcar brasileiro; conheça projeto

transporte marítimo também tem sua parcela de contribuição em emissões de CO2 equivalente. Mas o comércio mundial depende desse tipo de transporte e, por isso, algumas soluções para minimizar o impacto de navios gigantes circulando pelos oceanos para abastecer o mundo têm sido pensadas, como navio a vela.

Essa foi a opção da Cargill para transportar 72 mil toneladas métricas de açúcar a partir do Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), no Porto de Santos. A embarcação, de nome Pyxis Ocean, é um navio a vela que partiu na última semana com destino à China e vai cruzar o globo usando o vento como combustível auxiliar.

Segundo a Alvean, subsidiária da Copersucar responsável pelo transporte, a tecnologia permite uma redução de até 30% no consumo de combustível em condições ideais, diminuindo a pegada de carbono do transporte marítimo.

O Pyxis Ocean é equipado com duas WindWings (enormes velas metálicas) que medem 37,5 metros de altura, equivalente a um prédio de 12 andares. As asas são instaladas verticalmente para capturar o vento e impulsionar o navio para a frente, como a lógica de qualquer veleiro. Assim, o motor do navio é menos exigido e utiliza menos combustível. Com isso, o navio consegue manter a velocidade ideal, com menos emissões.

O Pyxis Ocean é um projeto de cooperação entre a Cargill, a BAR Technologies, a Mitsubishi Corporation e a Yara Marine Technologies, e é o primeiro navio cargueiro a ser adaptado com as velas propulsoras.

O projeto WindWing recebeu financiamento do programa de pesquisa e inovação Horizon 2020, da União Europeia. De acordo com a Cargill, as WindWings podem ajudar os proprietários de navios a cumprir metas de descarbonização no transporte marítimo. A empresa destaca que, em uma rota internacional média, as WindWings podem poupar 1,5 toneladas de combustível por vela ao dia, com a possibilidade de poupar mais em rotas transoceânicas.

Segundo a Copersucar, a única adaptação no terminal para o Pyxis Ocean é que ele teve que atracar de bombordo – ou à esquerda – por conta da presença das velas fixadas na lateral onde normalmente os rebocadores atuam. Essa foi a primeira viagem feita para o transporte de açúcar. Por enquanto, não há previsão de novas viagens, que dependem da disponibilidade da embarcação.

Em setembro de 2023, o mesmo navio fez o transporte de 63 mil toneladas de farelo de soja até a Polônia saindo do Porto de Paranaguá, no Paraná.

Fonte: Istoé Dinheiro

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